The Dafne Diaries

1 Ganho um beijo de Apolo


Era 15:38 da tarde e havíamos acabado de voltar da missão.

O acampamento estava em peso ao lado do pinheiro de Thália para nos receber. Eu, um filho de Apolo e uma filha de Dionísio, havíamos ido para o caribe, em uma missão dada pelo deus-Sol. Nosso objetivo era recuperar o pingente vermelho, uma pedrinha de 5cm que na verdade era um fragmento do próprio sol.

Quando chegamos a Casa-Grande, Quiron e Sr. D nos esperavam ansiosos. Bem, Sr. D nem tão ansioso assim.

Nossas roupas estavam rasgadas, chamuscadas, sujas, sem falar em nossa pele. Embora eu seja filha de Afrodite, nunca liguei muito para a aparência.

O pingente estava nas mãos de Jhon ,o filho de Apolo e o único que poderia ser o portador dele.

Com o nosso dever cumprido, nos levantamos e saímos novamente para o ar puro e clima ameno do acampamento...ou o que costumava ser ameno. Quase que imediatamente, o clima foi esquentando, como se o sol estivesse ficando mais próximo da terra em segundos.

Quando olhei pra cima, tudo o que vi foi um clarão se aproximando de nós e atravessando a barreira mágica. Naquela altura todos já sabiam de quem se tratava. Apolo. Com certeza estava vindo buscar sua “encomenda” pessoalmente.

Eu nunca vi Apolo pessoalmente, sabia de sua personalidade... única, mas nunca nem havia visto uma foto ou algo assim.

Quando ele saiu de sua carruagem eu pude vê-lo...

Os cabelos reluziam como ouro. Sua roupa se ajustava perfeitamente em seu corpo definido, seus olhos azuis eram quase tão profundos quanto os meus e seu olhar era confiante, porem aconchegante. O tipo de olhar que te faz pensar em uma lareira quentinha com vinho e morangos com chocolate.

Ele era...como a imagem da perfeição.

Todos os campistas (ou boa parte deles), começavam a se aproximar e ficar ao redor da carruagem. Apolo se aproximava de nós como se estivesse em câmera lenta. Ou era só eu que o estava vendo assim mesmo...

Eu pude sentir seu calor quando parou na minha frente e me fuzilou com o olhar. Ele estava tão lindo...

Bem, é lógico que um deus sempre vai estar apresentável e radiante, mas Apolo era diferente. Comecei a achar que ele não tiraria mais os olhos de mim, pois ele não se atreveu a olhar para mais ninguém. Me perguntei se minha cara estaria tão horrível a ponto de ser o centro das atenções, mas mudei de ideia quando olhei para os outros dois campistas. Eles com toda a certeza estavam piores do que eu.

Quando ele finalmente tirou os olhos de mim, pude soltar minha respiração. Não sei porque havia prendido, na verdade nem havia notado.

Apolo foi até o filho e um sorriso aconchegante brotou em seus lábios. O garoto entregou o pingente e sorriu também.

[...]

Depois de todo aquele papo de agradecimento e tudo mais, fomos dispensados para voltarmos aos chalés e tomar um banho. Graças aos deuses, meu corpo implorava por um banho!

Após o banho, eu vesti minha roupa habitual. Camiseta do acampamento, calças, tênis e um gloss rosado.

Sai do chalé e pude ver o sol se pondo. Eram quase seis da tarde e eu ainda podia sentir o clima quente no lugar. Olhei para o lado e vi ele. Apolo, parado ao lado do meu chalé! Eu fiquei sem reação e não disse nada, até ele vir até mim.

Juro que se eu não estivesse tão cansada, teria saído correndo, mas estava fora de cogitação.

O deus do sol estava parado bem na minha frente e tudo o que saiu da minha boca foi:

-Ahn...

Ele riu e deu um passo a frente.

-Oi pra você também, Dafne! Podemos dar uma volta?

O que eu devia ter dito? “Ah, valeu mas eu talvez vomite em você porque estou nervosa e te acho irresistível”. Era uma boa opção, mas eu só concordei e caminhei com ele até a floresta.

O silêncio predominou durante todo o caminho, até chegarmos no Punho de Zeus. Aquele lugar era um dos meus favoritos em todo o acampamento. Eu ia lá quando queria pensar ou relaxar. Ele rodeou as pedras e parou a alguns passos longe de mim.

-Eu vi sua bravura! Foi muito bem na missão.

-Ahn...obrigada, Lorde Apolo. Agradeço o reconhecimento, mas creio que não tenha me chamado aqui apenas para me dizer isso...

Ele deu alguns passos a frente sorrindo de uma forma maliciosa mas ao mesmo tempo gentil, levou uma de suas mãos até meus cabelos e colocou uma mecha atrás da minha orelha.

-Você é muito bonita.

Eu não pude acreditar. O deus mais quente do Olimpo havia dito que eu era bonita! Podia ser apenas uma cantada barata, mas eu não me importava. Não me importava com nada!

-O-obrigada...

Ele me lançou aquele sorriso, o sorriso aconchegante , e antes que eu percebesse nossos lábios estavam se tocando e se enroscando em um beijo.. o melhor beijo de todos. Quente, intenso, saboroso e que me fazia querer mais.

Quando o beijo cessou eu ainda sentia como se não tivesse acabado. Quando abri meus olhos , pude vê-lo se afastando aos poucos.

-Eu volto! Prometo!

E eu fiquei ali, sorrindo feito uma idiota.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!