The Cursed and the Hero

1 Chapter 01 - The cursed


Notas iniciais
"...Too afraid, to go inside For the pain of one more loveless night, for the loneliness will stay with me And hold me till I fall asleep (..)"

“For as long as I could remember, I’ve been alone. Always, always – I’ve been alone. (...)”

The Kirklands – meu avô, Arthur Kirkland, minha mãe, Elizabeth Kirkland, meu pai, Henry Kirkland IV, meus três irmãos mais velhos – David, Jackson e Anthony e por último, Arthur Kirkland, eu.

Um de meus antepassados, Henry Kirkland I, fazia parte de uma dark wizarding society, sociedade criada pelo próprio Salazar Sonserina. Ele entrou em uma discussão com ninguém menos que Godric Grifinória que acabou o amaldiçoando e a nossa família também.

“O último filho puro-sangue da linhagem dos Kirkland será amaldiçoado até o fim de seus dias. Caso alguém pronunciar seu nome, este conhecerá a morte. Ele nunca irá encontrar a felicidade.”

Isso irritou tanto Salazar Sonserina que ele quase destruiu a casa de Grifinória na época, mas mesmo sendo um mago tão poderoso quanto era... Concluiu após inúmeras tentativas que não existiam formas de reverter os efeitos daquela maldição.

Então aqui estou eu, mil anos mais tarde, aparentemente sou o último filho de puro sangue da linhagem dos Kirklands e estou amaldiçoado até o fim dos meus dias.

Minha mãe foi a primeira a sofrer com a maldição. Pelo que eu ouvi, depois que eu nasci, eles iriam me matar na intenção que a maldição se revertesse, porém minha adorável mãe – Elizabeth Kirkland, não permitiu que isso acontecesse. Ela morreu me protegendo.

O restante da família culpou-me totalmente pela morte dela. Todos... Exceto o meu pai. Ele a amava muito e respeitou a decisão dela – ela havia se sacrificado para o meu bem-estar, só para que eu pudesse ficar vivo, então ele não podia deixar que sua morte fosse em vão. Com maldição ou não, ele iria cuidar de mim. Logo eu cresci e minha família havia se resumido a mim e ao meu pai – meu avô havia levado seus preciosos David, Jackson e Anthony para longe de mim, afinal, seus netos estavam em perigo se continuassem próximos de alguém como eu. Eu não teria capacidade de culpar meu avô pelo que fez, na verdade, achei que foi uma ótima medida de segurança. Meu pai era o único que parecia ter uma perfeita saúde mental, mas por trás de todos aqueles sorrisos aparentemente forjados, talvez fosse ele quem se sentisse culpado por não ter me matado quando teve a chance. Enfim, quando eu tinha sete para oito anos meu pai se retirou para seu próprio quarto depois de um longo dia e não acordou mais. Ele estava doente há algum tempo... “Isso já estava prestes a acontecer”, ponderei. Naquela época, eu não tinha conhecimento sobre a maldição, meu pai nunca havia dito uma palavra sequer sobre ela.

Então lá estava eu, uma criança órfã de apenas oito anos, deixada sozinha por todos, mas por uma cruel ironia do destino, fui retirado da casa de meu pai e colocado em frente à mansão dos Kirkland. Assim que meu avô me viu, ele entrou em desespero e eu não consegui entender o porquê todos me tratavam tão friamente. Meus irmãos nem sequer apareceram para me ver e aquilo de certa forma me deixou muito desapontado.

Eu implorei para que meu avô me deixasse ficar com ele que, após uma longa negociação, milagrosamente concordou; mas com a condição de eu ficasse juntamente com seus elfos domésticos até a minha partida inevitável para Hogwarts quando completasse onze anos. E é claro que eu concordei. E assim, durante os três anos seguintes da minha vida eu vivi com os elfos – aprendendo mais sobre minha família e seus segredos sombrios. Não foi tão ruim. Eles foram muito legais comigo, sempre tínhamos as sobras após as refeições, então nunca nos faltou alimento algum. A família Kirkland, apesar de muito rica e poderosa, não era como as outras famílias de bruxos que eram cruéis com os trabalhadores, então isso foi um alívio. Na verdade, eu até gostava daquele tipo de vida, os elfos eram os únicos em toda a minha vida, tirando o meu pai, que me tratavam com alguma dignidade. Certas vezes eu até chegava a duvidar que meus irmãos estivessem mesmo cientes que havia outro Kirkland em casa, isto é, até no dia em que a coruja veio até mim para entregar minha carta de admissão para Hogwarts e eu finalmente pude ver suas caras de pânico quando me viram.

Cheguei a Hogwarts no ano letivo de 1990 até 1991 – exatamente um ano antes de ele aparecer.

Eu e outras inúmeras crianças que pareciam ter a mesma idade que a minha entramos em um dos barquinhos próximos a margem do lago e remamos através deste junto a um simpático homem chamado Hagrid e logo chegamos ao nosso destino, o castelo de Hogwarts. Após algum tempo que entramos, fomos instruídos a subir as escadas depressa já que Hagrid havia tido alguns contratempos e nos atrasara para a cerimônia.

– Bem-vindos a escola de magia e bruxaria de Hogwarts. – disse uma voz em baixo do batente da porta. Aquela era a famosa Minerva Mcgonagall. – Alunos do primeiro ano, por favor, me sigam.

Seguimos a Diretora de Hogwarts até a porta do salão principal. Ao entrarmos no salão e como se todos nós fossemos um só, olhamos para o teto. O lugar em si era de tirar o fôlego,velas flutuavam e o teto mostrava um céu repleto de estrelas além de que haviam quatro mesas enormes que se estendiam até o final do salão onde estava localizada uma quinta mesa com todos os professores de Hogwarts.

Quando todos nós nos reunimos próximos a uma cadeira onde o chapéu seletor estava, a professora Mcgonagall pegou a lista e assim que começou a chamar os alunos pelo nome em voz alta eu não pude deixar de me sentir desconfortável. “E se a professora lesse meu nome e morresse por minha causa? Eles iriam me matar assim que descobrissem que foi por culpa minha...! Acalme-se, Arthur! Eles não fariam isso a uma criança... Certo?” pensei enquanto encarava a mulher.

– Karpusi, Heracles! – exclamou ela.

Um pequeno garoto sério de cabelos negros e lisos deu alguns passos a frente e assim que se aproximou e se sentou na cadeira, Mcgonagall colocou o chapéu seletor neste – que caiu sobre seu rosto e cobriu parte de seus olhos, lhe deixando com uma aparência cômica.

“Está quase na hora...” senti minhas mãos ficarem suadas e meu estômago revirar pelo nervosismo.

– Kirkland.

Quase imediatamente, o salão ficou em silêncio, seguido de uma onda de sussurros maldosos.

“Kirkland?”

“Não, você não pode dizer o nome dele!”

“Não acredito, é ele...”

“Apenas não digam o nome dele!”

Eu olhei para a professora McGonagall para ver se ela iria continuar a pronunciar meu nome, mas ela balançou a cabeça e acenou com a mão para o chapéu. É claro que eles só iam me chamar pelo sobrenome, era arriscado demais dizer meu nome. Murmurei um “obrigado” assim que passei por ela e prossegui.

Eu estava razoavelmente perto dos outros alunos e sentia que todos do salão olhavam para mim naquele momento, era realmente desconfortável. Finalmente, depois do que pareceu uma eternidade, eu me sentei na cadeira e ela colocou o chapéu sob minha cabeça.

“Kirkland, hum?” eu pude ouvir uma voz invadir meus pensamentos em alto e bom som, o chapéu estava se comunicando comigo. “Godric não gostava mesmo da sua família, hein?” Apenas pude assentir com a cabeça.

“Devo coloca-lo na Sonserina como o resto de sua família? Você compartilha os traços deles fortemente, meu rapaz. Mas sua mãe... Ah! Ela era da Grifinória, não era?” De repente senti meus olhos teimarem em lacrimejar. “M-minha mãe era da Grifinória? Meu pai nunca havia me dito isso...” antes que eu pudesse respondê-lo novamente, ele voltou a falar “Você também combina com ela...” Balançando a cabeça, eu pensei, “Não. Eu não sou como minha mãe... Nunca vou ser tão corajoso quanto ela era...”

– Não é da Griffinória então, né? Melhor que seja... SONSERINA!

Assenti novamente com a cabeça e retirei o chapéu. Me levantei e fiz meu caminho para a mesa da Sonserina. Alguns aplausos indiferentes me receberam, porém não duraram muito tempo e olhares desconfiados me encaravam enquanto eu atravessava o salão silenciosamente. Fiz meu caminho para o final da mesa, o local vazio mais próximo da saída. Assim que me sentei, alguns alunos da Sonserina se afastaram de mim descaradamente, me deixando isolado no canto da mesa. Eu os ignorei. Foi melhor assim.

Logo a seleção das casas terminou e de repente uma variedade de pratos para todos os gostos se materializaram na mesa. Ouviram-se ruídos de apreciação e uma explosão de aplausos quando a comida surgiu do nada em cima de todas as mesas – múltiplos tipos de carnes, massas e molhos, acompanhados com suco de abóbora a vontade. Claro, antes mesmo de eu viver com os elfos domésticos eu nunca havia sido pobre, mas aquilo era incrível! Infelizmente para mim, meu estômago ainda estava revirando e então decidi pegar um dos brownies, mordiscando-o em seguida. Sobre a mesa, próximo de meu prato, algo chamou minha atenção – um pedaço de papel. O agarrei e vi meu nome em caligrafia elegante que me era tão familiar... No entanto, tão estranho.

“Arthur,

Por favor, venha ao meu escritório imediatamente após a festa.

Albus Dumbledore.”

Desviei o olhar para a mesa principal e o professor Dumbledore me chamou a atenção por meio de um aceno discreto e piscou sobre os óculos de meia-lua. Eu balancei a cabeça ligeiramente trêmulo e continuei a deliciar o brownie de chocolate.

(...)

A festa continuou durante o que pareceu ter durado horas; e quando finalmente encerrou eu soltei um longo suspiro aliviado. Todos começaram a se levantar das mesas e os monitores das casas começaram a guiar os alunos do primeiro ano para os dormitórios. Me levantei apressado e fui até o monitor da Sonserina que parecia ser do quarto ano pelo seu tamanho. Ele era extremamente alto e seu cabelo era de um tom loiro platinado. Ele se virou em minha direção e cravou os olhos azul-gelo que não eram tão frios como aparentavam, porém, também nada convidativos.

– O que foi, primeiro ano?” – ele perguntou, com um proeminente sotaque alemão.

– P-professor Dumbledore me pediu para ir direto ao seu escritório após a festa. Eu não sei exatamente para onde devo ir...” – ele olhou para mim e para o pedaço de papel em minha mão e eu instintivamente o entreguei em suas mãos.

O rapaz apenas balançou a cabeça e afastou-se gritando “Sadiq!”. Quase instantaneamente, outro aluno da sonserina apareceu, outro monitor. Ele tinha um cabelo castanho desgrenhado e um pouco de barba crescendo em seu queixo, mas o que mais se destacava nele foi o fato de ele ter uma pequena máscara branca cobrindo parte de seu rosto; e em vez de um chapéu preto pontudo como o resto de nós, ele usava um barrete vermelho.

Whaddaya want, Beilschimdt? – disse o rapaz de máscara em um tom exasperado. Ele tinha um sotaque muito diferente que eu não consegui diferenciar, mas pelo barrete eu pude imaginar que talvez fosse turco.

Beilschimdt suspirou e beliscou a ponta do nariz do rapaz, murmurando alguma coisa que eu só poderia assumir que era alemão.

– Olha, eu tenho que levar esse aluno do primeiro ano até o escritório do diretor. Me faça um grande favor e acompanhe meu grupo de alunos do primeiro ano até seus respectivos dormitórios.

Sadiq se virou em minha direção e me examinou atentamente. Desviei os olhos, tendo um interesse momentâneo pelos meus próprios sapatos.

– Tudo bem. – disse o turco depois de um longo tempo.

– Venha então, primeiro ano. – disse Beilschimdt enquanto me fazia um aceno e manobrava pela multidão, conseguindo sair do salão facilmente.

Os corredores estavam lotados, porém assim que o dobramos, não havia mais ninguém a vista. Continuamos em silêncio até que o maior finalmente parou em frente a uma gárgula.

Grape Jollies. – murmurou o rapaz encarando a gárgula.

Ficamos em silêncio até que Beilschimdt expeliu um rosnado frustrado. Ele murmurou um “Grape Beans” em seguida, e novamente, nada aconteceu.

– Mas que diabos você está—

– É uma senha. Jolly Grapies! – exclamou exasperado.

Ficamos novamente em silêncio até que um estrondo pode ser ouvido. A gárgula virou-se lentamente, revelando uma escadaria de pedra. Beilschimdt fez um gesto em direção à entrada e eu assenti com a cabeça.

– Obrigado. – murmurei enquanto dava um passo e subia um dos degraus da escada.

Foi um longo lance de escadas que se enrolavam em torno de um círculo interminável. Em certo momento eu me perguntei quanto tempo mais eu teria de ficar ali. Talvez meu senso de distância tivesse sido afetado pelo meu mini-ataque de pânico horas anteriores. Quando me dei conta, havia chegado em um patamar que dava diretamente para uma gigantesca porta de madeira. A porta parecia duas, talvez três vezes maior que eu. Eu não era tão alto, mas ainda sim aquela porta era muito grande. Segurei o batedor dourado da porta e bati três vezes. Não obtive resposta após algum tempo e resolvi bater novamente, porém antes que pudesse mover minha mão a porta expeliu um rangido alto. Eu vacilei e recuei enquanto a porta rangia e se abria a um ritmo dolorosamente devagar. Finalmente, ela se abriu e eu me deparei com o Professor Dumbledore com os braços estendidos e um sorriso de boas-vindas em seus lábios.

– Seja bem-vindo, Arthur. Por favor, entre.

Fiquei tão atordoado com a atitude do professor que demorei a entender que ele havia me convidado para entrar. Despertei do transe momentâneo e assenti com a cabeça, entrando no recinto. A única coisa que me chamou a atenção quando entrei foi a estante – ela era maravilhosa, em todos os sentidos! Prateleiras do chão ao teto, cheias até a borda de livros, aquilo para mim, era o paraíso.

– Uau! – exclamei distraído e Dumbledore expeliu uma risada divertida que me despertou de meus devaneios e fez com que eu me virasse em sua direção.

– Vejo que gostou da minha coleção... Sim, é extraordinária, se quer saber, mas eu estaria mentindo se dissesse que já li todos eles. No entanto, você está convidado a entrar em meu escritório quando quiser e escolher alguns para ler e se distrair. – o diretor alargou o sorriso e continuou – Posso te indicar alguns, se quiser. Eu tenho um bom gosto, sabe?

Demorei mais um minuto para digerir tudo que ele havia dito, afinal o famoso professor Albus Dumbledore: Diretor de Hogwarts, Order of Merlin First Class, grande feiticeiro, supremo mago e integrante da Confederação Internacional de Feiticeiros estava me convidando para entrar quando eu quisesse em eu escritório e que eu poderia pegar emprestado os livros de sua biblioteca particular. Eu só podia estar sonhando! Quem mais teria uma sorte como aquela? Desviei o olhar para o professor e assenti novamente. Ele bateu palmas e exclamou, animado.

– Que maravilha! Agora, se você puder se sentar, – ele apontou para duas grandes poltronas próximas a mesa – Temos algumas coisas para discutir.

Balancei a cabeça mais uma vez e, em seguida, me direcionei para o local que ele indicara. Quase engasguei quando chegamos mais próximos das poltronas e vi alguém que eu não havia notado antes. Me esforcei para mantei a calma e me sentei.

– Senhor Kirkland, eu gostaria de apresenta-lo ao professor Severo Snape, chefe da casa Sonserina.

Me virei para o professor Snape e torci para que o pavor de estar ali em sua presença não estivesse tão estampado em meus olhos. Ele estendeu uma das mãos e eu o retribui, apertando sua mão educadamente.

– P-prazer em conhece-lo, Senhor.

Ele me encarou por um longo tempo em silêncio enquanto apertava minha mão e eu senti um arrepio gélido percorrer minha espinha. Ele tinha feições assustadoras.

– Igualmente. – ele murmurou e soltou minha mão.

– Então, como todos sabemos, – Professor Dumbledore começou a falar – Se colocássemos em um dormitório normal como todos os outros alunos, pelo que tenho ouvido, coisas nada... Favoráveis iriam acontecer. – Ele fez uma pausa para olhar para mim de forma compreensiva – Entao, eu posso lhe oferecer um quarto temporário que irá neutralizar seus poderes ao longo da noite. Pode ajudar, o que acha?

Pela terceira vez naquela noite, eu não podia acreditar no que estava ouvindo. Neutralizar meus poderes? Eu nunca tinha ouvido falar de tal coisa! Mas, afinal, aquele era era Albus Dumbledore, ele era capaz de coisas inimagináveis.

– É uma ótima ideia, professor. – respondi timidamente.

– Maravilha! É uma ótima resposta. – Dumbledore alargou o sorriso e desviou o olhar para o outro professor – Severo, confio que você levara o senhor Kirkland para seu quarto, sim?

– Sim, senhor. – respondeu o professor mecanicamente.

Nós logo saímos do escritório do diretor e eu me surpreendi com a tranquilidade em que os corredores se encontravam. Era estranho, pois eu não havia passado muito tempo com o diretor... Não é? Enquanto caminhávamos, eu podia ouvir grilos cantarolarem alto e a medida que descíamos mais e mais fundo nas estranhas do castelo, aventurando-se mais e mais para dentro das masmorras, não havia nenhum outro som além dos nossos passos ecoando pelas paredes frias e úmidas. De repente, o professor parou no meio do corredor, olhando para a parede.

Senhor Salazar Sonserina... – professor Snape sussurrou baixinho e eu não pude entender o resto da frase.

De repente, uma porta de pedra surgiu do nada e se abriu, revelando a sala comunal da Sonserina. Era uma sala longa e subterrânea com as paredes de pedra ásperas e no teto haviam lâmpadas verdes e redondas penduradas em correntes. O fogo crepitava sob uma lareira elaboradamente esculpida e duas poltronas próximas a ela. Entramos no local e o professor caminhou até a tapeçaria verde de cobra, agarrando meu braço fortemente e me puxando para perto de si.

– Este é o lugar onde você vai ficar para entrar, entendeu? Você vai se posicionar exatamente aqui e dizer: “Aperi, locum praesidio. Ego dormio, et incolumem. Donec a caeteris periculo, oh invulnerabilis portum [1]” – ele pressionou os dedos sob o meu braço e continuou – Quando sair, deverá dizer: “Operio, claustra. Docen a caeteris periculo, oh invulnerabilis portum [2]”, entendeu garoto?

– S-sim, senhor. – gaguejei.

– Ótimo, então não vou precisar repetir. Decore as frases e tenha uma boa noite, senhor Kirkland. – com isso ele se afastou e saiu do cômodo, provavelmente indo para seu próprio quarto.

Eu dei um passo a frente e coloquei a mão sob a tapeçaria, fechando os olhos. Ela era suave e sedosa. “Será que o encantamento funciona...?” pensei “Bem, só há uma maneira de descobrir...”

Soltei um longo suspiro e me concentrei para recordar de todas as palavras ditas pelo professor.

Aperi, locum praesidio. Ego dormio, et incolumem. Donec a caeteris periculo, oh invulnerabilis portum!

Eu não sei exatamente o que aconteceu em seguida, mas uma coisa eu sabia, eu havia sido transportado para uma sala cavernosa com enormes engrenagens – estruturas que me lembravam as entranhas de um relógio. Diante de mim estava uma porta que se elevava acima das engrenagens e estendi a mão para tocá-la. Ela era estranhamente bizarra... Como se estivesse... Viva.

Aperi... – sussurrei e de repente uma luz surgiu no meio da porta que estava parcialmente coberta por uma substância gelatinosa. Estiquei uma das mãos em sua direção e conforme ia me aproximando aquela substancia foi sumindo até que criou uma abertura grande o suficiente para que eu passasse.

Assim que entrei, olhei em volta. Era um quarto extremamente comum, ou seja, era quase tão grande quanto um dormitório comum, mas só tinha uma cama. Havia uma mesa de cabeceira com uma vela acesa, uma lareira crepitante e uma confortável poltrona próxima a ela. Notei que meus pertences também estavam ali e com isso, resolvi desfazer as malas e apanhar meu pijama favorito. Rastejei por debaixo das cobertas, soprando a vela no processo.

–Então esse é meu novo lar... E mais uma vez, como sempre, estou sozinho...

(...)

That is my curse.

Notas finais
+Legenda básica~ *Magias e encantamentos estão em latim: [1] Abra, quarto de proteção. Deixe-me dormir em segurança. Mantenha os outros longe dos perigos que eu venha a lhes oferecer, oh invulnerável refúgio. [2] Feche, barreira. Mantenha os outros longe dos perigos que eu venha a lhes oferecer, oh invulnerável refúgio. Aviso: Esta Fanfiction é baseada em um doushinshi que encontrei no DeviantArt a alguns anos e resolvi escrever sobre. Este capítulo é apenas um prólogo. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ Ciao~! Outra fic novinha em folha pra vocês, yey! Espero que gostem, eu sempre amei crossovers de HP, e ainda mais misturados com APH! Só quero deixar bem claro que a fanfic é sobre USUK, England x America (meu casal preferido), não tem putarias e esse tipo de coisas, então não se preocupem... Enfim, espero que gostem e essa fanfic será postada todos os sábados para a alegria de vocês. Espero que deem reviews e curtam ela, pois a fiz com muito amor. Muito obrigada por lerem a primeira parte dessa estória, eu sou realmente grata pela sua atenção e espero que vocês estejam gostando dessa estória que ainda tem muito, muito mesmo pela frente! Tecnicamente, nós mal terminamos o primeiro capítulo! Aguardem por mais fluffy, angst e romance. Até a próxima, see ya~!