Após ouvir o grito de sua irmã, Yanci correu para o quarto dela para ver o que tinha acontecido. A porta estava aberta.

– Nee-san?

Vanilla estava parada olhando para a Janela.

– Nee-san? O que aconteceu?

– E-e-eu v-vi algo me ob-observando pela Janela. — Disse Vanilla apontando para a Janela.

– Como assim? O que você viu?

– Eu n-não sei! Só sei que eu vi algo me observando pela Janela...

Yanci abraçou Vanilla por trás.

– Vai ficar tudo bem. Eu vou dormir aqui hoje, e amanhã contamos para os nossos pais. Eu vou pegar um travesseiro e o colchão, volto já.

– T-tudo bem...

Yanci saiu do quarto da irmã e foi pegar o colchão e o travesseiro.

Ao entrar na porta do quarto ele teve um deja vú.

– Hã? Isso de novo?

O deja vú mostrava ele conversando com a irmã, depois indo dormir e acordando no outro dia.

– Argh, dessa vez eu vou evitar isso.

Yanci ignorou o deja vú e foi para o quarto da irmã. Ela estava deitada com medo. Yanci colocou o colchão e deitou-se.

– Ei nii...

– Sim?

– Você me ama?

Yanci ficou corado.

– Claro que eu amo você!

Vanilla sorriu e deu a mão para Yanci. Yanci segurou a mão dela.

– Ei Nii...

– Sim?

Vanilla apertou a mão de Yanci e fez um olhar assustador, mas esse olhar era diferente, era um olhar de ódio.

– Você acha que se nossos pais morrerem, nós vamos...

Vanilla apertou a mão dele com mais força.

– ... Ser felizes juntos?

– Nee, isso está doendo!

Vanilla voltou a mesma cara de antes, e soltou a mão do irmão.

– Desculpe.

– Tudo bem, vamos dormir, está ficando tarde.

– Hai, eu te amo Nii-san.

– Eu também te amo!

Yanci foi dormir depois disso, e teve um pesadelo horrivel, em que um anjo falava algo para ele.

– Você deveria ter evitado aquilo.

– Aquilo? Aquilo o que?

– Não importa mais, você já está condenado.

– Eu? Depois disso, o sonho acabou e Yanci acordou com sua irmã em cima dele.

– Nii, acorde!! Nii!! — Yanci abriu os olhos. — Bom dia!

– Bom dia? Você sabe que horas são? São 13:00! Você está atrasado, vamos, se levante.

Yanci foi correndo para o quarto, trocou de roupa e escovou os dentes.

– Tchau Nee-san, não conte sobre aquilo para os pais, mais tarde nós contamos e tome cuidado!

Vanilla mandou um beijo para o irmão, confirmou com a cabeça, acenou e sorriu, mas aquilo não era um sorriso normal, era como se ela estivesse prestes a matar alguém.

Yanci foi ao colégio, assistiu as duas primeiras aulas e, na hora do intervalo, foi falar com Emillia.

– Hey Emillia.

– O-o-oi.

– Ficou com medo ontem? E ah... Cadê o Ren? — Emillia olhou preocupada para Yanci. — Eu não sei, ele está sumido desde ontem... Eu estou preocupada, estávamos conversando e ele não respondeu, depois ele desligou.

Yanci riu.

– Ah, ele fez isso comigo também, mas depois eu vi que era uma brincadeira. Você tentou ligar para ele?

Emillia olhou para Yanci com um olhar assustado e preocupado.

– Você acha que eu não tentei? Eu nem dormi hoje.

– Será que...

Yanci olhou para Vanilla com um olhar assustado.

– ... Foi por que ficamos acordados até as 3?

– S-será? — Disse Emillia assustada.

– Bem, que tal irmos pra casa dele hoje? Vai que é apenas uma brincadeira dele. Disse Yanci com uma voz trêmula.

– C-certo, vamos!

Depois disso Yanci e Emillia assistiram as aulas. Emillia não conseguiu prestar muita atenção, pois estava assustada. Depois das aulas, eles conversaram.

– Vamos? — Disse Yanci

– S-sim.

Yanci e Emillia foram para casa de Ren, já eram 17 horas quando eles chegaram lá e Yanci bateu na porta. Ren morava sozinho, ele já tinha 18 anos e repetiu várias vezes. -

Ren? Você está ai? — Disse Yanci

(Sem resposta)

– Ren? Abra, somos nós! — Disse Emillia prestes a chorar.

(sem resposta)

– Ren? V-você está ai? Se você não responder eu vou arrombar a porta!!! — Disse Emillia.

Emillia era bem forte, porque ela fazia artes maciais, com um chute poderia arrombar a porta.

– E-ei Emillia calma, vai que ele apenas saiu de casa.

– Saiu? — Emillia olhou para Yanci com um olhar de raiva — Você acha que se ele saísse ele ficaria sem responder minhas ligações desde ontem?

– É-é você está certa. Mas vamos tentar ligar para ele mais uma vez.

– Tudo bem.

Yanci pegou o celular e ligou para Ren. O celular parecia tocar dentro da casa do Ren, mas ninguém atendia.

– Eu já perdi minha paciência, eu vou arrombar!! Emillia estava prestes a dar um chute na porta quando alguém atendeu o telefone. Parecia a voz de Ren.

– S-socorro, e-el...

O celular desligou.

Continua...