The Curse
3 Cormac McLaggen.
Notas iniciais
Dois rapazes a cavalo se aproximavam da pequena cidade, após uma caçada pela floresta. Um tinha porte atlético de um guerreiro enquanto o outro era pequeno e um tanto quanto franzino. O jovem McLaggen era o típico homem de porte musculoso e ego inflamado. Tinha a si próprio em muita alta conta com seus cabelos curtos ondulados, olhos azuis e queixo quadrado. Já Creevey era baixo com feições angulosas e nariz fino, de cabelos médios levemente ruivos e expressivos olhos pretos que sempre estavam buscando novidades e fofocas.
— Poxa, você não perdeu um tiro McLaggen! — Comentou o menor, relembrando a caçada. — Com certeza é o maior caçador do mundo. Nenhuma fera tem a menor chance contra você! — Continuou bajulador.
— Olhe para ela, Colin Creevey. Minha futura esposa! — Disse Cormac McLaggen enquanto acompanhava a caminhada de Hermione pela cidade com uma luneta, sem prestar a menor atenção no que seu pequeno amigo tagarelava ao seu lado.– Hermione é a mais bela das garotas da cidade. Isso a torna a melhor! E eu não mereço a melhor!? — Perguntou
— A filha do inventor!? Mas ela é tão… Culta... — Argumentou o menor. — E você é tão… Atlético!
— Eu sei. Hermione pode ser tão argumentativa quanto bonita.
— Exatamente! Quem precisa dela quando nós temos nós!? — Colin tentou o dissuadir da ideia de conquistar uma jovem que claramente não combinava com o amigo.
— Sim… É verdade. Mas desde a guerra eu sinto como se estivesse faltando algo. E ela é a única garota que me dá essa sensação de…
— Je ne sais quoi? — Adivinhou o menor.
— Não sei o que isso significa. — Disse ignorando o que o outro havia falado e partiu cavalgando em direção a entrada da cidade.
Desde que Cormac viu Hermione pela primeira vez ele pensou “Ela é magnífica!” e se apaixonou imediatamente. Para ele na cidade só havia ela igual a ele, de forma que já tinha feito vários planos para conquistá-la e se casar com Hermione. De certa forma em um aspecto McLaggen estava certo sobre ser igual a Mi, ele gerava tantas conversas e fofocas quanto a jovem.
— Olha, lá vem ele. — Disse uma das gêmeas Patil
— Ele não é um sonho? — Perguntou a outra.
— Sir Cormac! — Disse Lavander acenando para o homem que desmontava de seu cavalo. — Ele é tão lindo! – Comentou com as duas amigas que concordaram com sorrisos apaixonados e risinhos agudamente irritantes.
— Calma, meninas. — Comentou Madame Malkins.
— Ahhh meu coração, mal consigo respira! Ele é tão alto, loiro, forte, belo e… — Lavander teria continuado a descrição de o corcel do jovem não tivesse jogado lama nos vestidos das jovens que indignadas o chamaram de “Bruto”.
— Nunca vai acontecer, damas! — Sussurrou Colins, para as garotas, enquanto se apreçava a acompanhar o amigo que procurava sua amada pela multidão que lotava o mercado do centro.
Cormac rapidamente comprou um buquê de flores e quando finalmente avistou Hermione, agora tomando o caminho de volta para casa, tentou alcançá-la, mas cruzar a multidão se mostrou um verdadeiro desafio quando seus repetidos pedidos de licença se perdiam em meio a gritaria de frases como “Você chama isso de Bacon!?”, “Quer queijo?”, “Sim, meio quilo...”, “O pão acabou de sair do forno!” e “Esses peixes são realmente fedorentos.”
— Bom dia, Bela! — Comprimentou fazendo um elogio quando finalmente a alcançou.
— Ah… Bom dia, McLaggan
— Que livro maravilhoso você tem ai. — Comentou indicando o livro que a garota carregava junto ao peito.
— Já o leu? — Perguntou intrigada.
— Ora bem… Não esse ai, mas você sabe. Livros… — Riu sem graça. — Para sua mesa de jantar! — Mudou de assunto entregando o arranjo de flores. — Devo me juntar a vocês essa noite?
— Desculpa, mas não essa noite.
— Está ocupada?
— Não… — Disse se afastando, visivelmente incomodada, sem aceitar o buquê.
Entretanto rapidamente o rapaz pegou o livro a impedindo de partir.
— Cormac, devolva-me o livro. — Pediu com a mão estendida contendo sua irritação.
— Como pode ler isso? — Perguntou enquanto o foleava displicentemente. — Quase não tem figuras!
— Só precisa usar a imaginação! — Garantiu, recuperando o livro.
— Bem, Hermione. Já está na hora de você afastar a cabeça desses livros e dar atenção a coisas mais importante. Como eu! A cidade toda só fala nisso. Não é certo uma mulher ler… Logo começa ter ideias... E a pensar... Não faz sentido! — Constatou.
Hermione se continha para não ser mal-educada, mas McLagger a estava tirando do sério, primeiro com sua insistência em cortejá-la, depois em ignorar suas veementes recusas e agora isso!
— Cormac, você claramente é um homem primitivo. — Disse enquanto revirava os olhos e tentava se afastar novamente.
— Ora obrigada! E se não posso ir no jantar hoje, o que me diz de você me acompanhar até a taverna para que eu possa lhe mostra meus troféus? – Perguntou enquanto tentava a conduzir na direção que queria, mas ela logo escapou por sob seus braços indo na outra direção.
— Talvez em outra ocasião! Ou nunca. — Sussurrou a última parte apenas para si mesma.
Curiosamente um grupo de três damas, perto dali, assistiam indignada a cena que se desenrolava na parte mais calma do mercado.
— O que há de errado com ela!? — Perguntou Lavander revoltada com a recusa do convite de Comarco.
— Ela só pode ser louca! — Constatou Padma, igualmente horrorizada.
— Ahhh ele é tão lindo. — Parvati fala sonhando com os braços fortes do homem a sua volta, pouco interessada em Hermione e suas esquisitices.
Sem notar a pequena plateia Hermione continuou tentando dispensar educadamente o jovem.
— Cormac, eu não posso. Tenho que ajudar meu pai. Até logo. — Disse por fim.
Aproveitando a deixa Colin se aproximou do amigo.
— Hahaha. Aquele velho maluco deve estar precisando de muita ajuda! — Brincou fazendo o outro rir.
— Não fale do meu pai desse jeito! — Repreendeu Mione, visivelmente irritada. Mc Laggen e Creevey tinham esgotado toda sua boa vontade e paciência. — Meu pai é um gênio! E se me dão licença estou de saída!
Enquanto os dois a viam se afastar tempestuosa Colins perguntou:
— Bom… Então? Partirá para outra?
— Não, Creevey. As que se fazem de difíceis são os mais doces prêmios. Isso que torna Hermione tão… Atraente! Ela não se faz de tola só para me chamar atenção. — Falou determinado. — Como você chamaria isso?
— Dignidade?
— É realmente muito atraente, não é? – Disse enquanto se dirigia a taverna para beber e aproveitar para pensar em um novo plano de conquista, o qual Hermione jamais recusaria.
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