The Crystal Princess
15 Eu tenho um Lagarto Gigante com Asas de Cristal
Notas iniciais
Acordei com a luz do Sol refletindo em meu rosto. Um cheiro delicioso invadiu o meu quarto. Resolvi descer para ver o que era. Ao fazer isso vi a mesa com três canecas com café quente e três pratos com sanduiches de queijo. Estava com fome e me sentei para comer.
(Ace) – Você também gosta?
– É... eu nunca comi... estou acostumada com outra coisa...
(Ace) – Desculpe não poder agrada-la... – ele ficou meio triste.
Olhei para o sanduíche e pensei: ¨Não deve ser tão ruim.¨ Provei. E na verdade estava delicioso!
– AMEI!!! – soltei um grito e ele assustou.
(Ace) – Mas você disse que... – ele não pode completar a frase.
– Não importa o que eu disse! Isso é delicioso!(leia rápido e alto).
(Ace) – Sério?! Legal!
Depois de tomar o café da manhã arrumei minhas coisas para partirmos. Ao descer a escada Ace estava sentado de cabeça baixa ao lado de suas coisas.
(Ace) – Marcela... – ele olha para mim – será que voltaremos vivos?
– Ace... – me abaixei – Você nunca saberá se não tentar. Mas, se não quiser, não será eu que irá impedi-lo de desistir.
Me levanto, coloco minha mochila e ando em direção a porta.
(Ace) – Ei! – parei – Me espera roxinha.
Me virei e vi seu sorriso.
– Então vamos moreno! – retribuo o sorriso.
Fomos andando até as Embarcações do Tio Joe . No meio do caminho fui pensando. Ace me lembrava alguém... mas não sei quem. Depois de minutos a insistir em minha mente me lembro. Era Pedro! Ele era assim como ele: gentil, irônico, divertido, fazia de tudo para me agradar por mais que eu não precisasse e, acima de tudo, ele era... diferente. Um diferente legal e surpreendedor.
(Ace) – Ei Marcela! Acorda!
– O que? Desculpe.
(Ace) – Parecia até que alguém te desligou. – ele riu.
– É... Espera, o que?
(Ace) – Ei! Chegamos!
Entramos lá e sentei na mesa. Um homem apareceu e me disse:
(Homem) – Já te vi aqui... não? O que quer? Outra embarcação garota roxa?
– Isso...
(Homem) – Temos dois problemas: 1. A oferta do meu cliente é muito alta e 2. Nenhum dos dois tem cara de que tem maçãs. – ele sorriu ironicamente.
– Realmente não temos. Temos algo melhor.
(Homem) – Algo melhor... – ele me olha de cima para baixo — Por acaso é uma noite com você?
– Não mesmo. Eu volto daqui a alguns minutos com a mercadoria. – atravessei a porta com Ace que estava pasmo.
(Ace) – Olha, não gostei de como ele falou com você!
– Nem eu. Mas não se preocupe com o que ele diz, se preocupe com o que ele faz.
(Ace) – Tá... mas o que você tem que é melhor que maçãs?
– Quando estava numa caravela com meus amigos, fomos atacados por um Kraken. Em desespero por não ter nada para me defender e meu amigo estar em perigo consegui fazer uma espada de cristal. Me concentrando bem.
(Ace) – Incrível! Mas como você vai fazer isso? Afinal, maçãs não são um cristal.
– Mas parecem um.
(Ace) – Então você quer... – ele pensa um pouco — espertinha.
Me concentrei e apertei os olhos por algum tempo. Quando os abri meus olhos Ace olhava para o chão maravilhado com o que via.
– Deu certo? — falei esfregando os olhos.
(Ace) – Veja você mesma.
Olhei para o chão e vi várias pedrinhas de cristal branco. Então tinha dado certo! Mas o que mais eu poderia fazer com esse poder?
(Ace) – Vamos levar pro cara e falar que é maçã.
– Isso mesmo.
Entramos novamente e despejo na mão do homem as ¨maçãs¨.
(Homem) – Caralho! Quanta coisa! – ele olha para nós – Isso é real? Quer dizer: é... legitimo?
(Ace) – Mas é claro que é!
(Homem) – Hum... é bastante coisa, mas o meu cliente pode cobrir qualquer oferta.
– Como assim?
(Homem) – Quando vocês foram pegar a ¨mercadoria¨ ele me mostrou mais 100 sacos com muitas maçãs. Eu duvido que vocês possam cobrir essa oferta. – ele me entrega os cristaizinhos.
(Ace) – Mas ela consegue fazer... – coloco minha mão na boca de Ace.
– Nada! Não consegue fazer nada! Vamos! Agora!
Ace e eu saímos. Ele não conseguia entender o porquê deu não fazer mais daqueles.
(Ace) – Tava quase, tava quase. A gente ia conseguir um barco rapidinho.
– Ace, e se eu conseguir fazer... um meio de transporte vivo?
(Ace) – O que? Um barco falante?
– Não idiota. Um dragão.
(Ace) – Um dragão?! Até agora, você só consegue fazer coisas sólidas. Como as ¨maçãs¨. – ele fez aspas com as mãos.
– Não, eu consigo! E você vai ver!
Decidida a isso, me sentei. E com todas as minhas forças torci, pedi e supliquei a mim mesma para conseguir. Apertando os olhos bem forte a ponto de doer. Ouço um grito, não de humano mas de... Ao abrir meus olhos me deparo com um dragão de Cristal bem na minha frente.
(Ace) – Por Glob! Você conseguiu!
– É... eu consegui! Consegui! – Ace me dá um abraço apertado.
(Ace) – Eba! Mas pera, como controlar esse bicho?!
– Espero que ele faça o que eu mandar. – fiquei na frente do dragão – Pare! Se acalme! – o dragão parou de gritar como louco e olhou fixamente para mim – Agora, deita! – então ele se deita exatamente como pedi – Bom garoto! Vamos Ace! – subo em cima do dragão.
(Ace) – Subir no seu lagarto gigante com asas de cristal?! – ele faz uma pausa — Por que não? — e sobe também.
– Vou dar um nome a ele. Tem alguma ideia?
(Ace) – Que tal... dragão?
– Que tal... Luke?
(Ace) – Luke é legal.
– Então será Luke. Luke! – ele se levanta – Voe na direção Sul!
Ele corre um pouco e levanta voo.
(Ace) – Voo 1 2 3 para o Polo Sul: embarque no seu lagarto gigante com asas de cristal no portão 4. – ele fala imitando falsamente uma voz de mulher e ambos rimos.
Com o passar das horas vai escurecendo e eu começo a cair no sono em cima do meu lagarto de cristal gigante(segundo Ace).
Continua...
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