The Crown - Interativa.
8 Louis II
Notas iniciais
Louis
Eu estava com os olhos inchados da noite anterior. Só queria sumir dali e ir para mais longe possível. Pra piorar eu suava mais que um cochon. Fazia tanto calor naquele palácio que parecia que nem tinha refrigerador (n/a: sintam a chiqueza da palavra). Nicole também parecia incomodada.
– Hey, Louis. — ela chamou.
– Sim, Cole?
– Posso escolher a primeira selecionada? — perguntou manhosa.
Inspirei fundo e dei de ombros. Ela levou isso como "sim".
– Atenção! — pediu elevando a voz. — O príncipe Louis gostaria de conversar com a senhorita Rosemary Sage Thyme.
A selecionada tinha uma aparência um pouco diferente das selecionadas de Illéa, mas se ela estava na minha seleção a trataria igualmente bem.
– Olá! — ela diz.
– Olá. — sorrio. — como vai, Rose?
Ela franzi os lábios e diz em um tom de quase sussurro.
– Sage, por favor.
– O.K. Sage! — digo me sentando. — Me desculpe se for um pouco grosseiro, mas você veio da Nova Ásia?
– Não necessariamente. — ela sorri. — Minha mãe era de lá...
– Ér... Bem, eu gosto de pessoas diferentes. — falo devagar.
Ela sorri e agradece.
(...)
– Davina Swan. — digo voltando a mesa do café.
Uma ruiva com os olhos azuis cor de água vem em minha direção.
– Como vai, Davina? — pergunto puxando assunto.
– Bem, alteza. — ela diz em tom monótono.
Olho para meu relógio de pulso e fico tentando intender oque se passa na cabeça das selecionadas. Será que eu sou tão chato assim?
– Posso ver seu relógio? — ela pergunta um pouco mais animada.
Estendo ele a ela e do nada ela o desmonta apenas com a mão.
– Hey! Mas como? — pergunto atônito.
– Deixe-me remonta-lo. — ela pede já montando. — Aqui!
Fico impressionado com tal habilidade e prefiro nem perguntar como ela consegue fazer isso. Essas garotas vão acabar governando a França sozinhas...
(...)
Fui até outra ruiva e ofereci meu braço.
– Olá, Victoria Maryse Sorensen. — cumprimento a selecionada que parece distraída.
– Ahn? Que? Ah tá! Oe, alteza! — ela diz despertando do transe.
– Louis, Tori. — peço.
– Ok, Louis. — ela sorri. — Me pergunte algo!
– O que gosta de fazer? — pergunto curioso.
– Tudo, Louis! — diz sonhadora. — Ah, contando que seja cantando! Se não, não vale...
E com isso uma selecionada quase me mata engasgado com gargalhadas.
(...)
– Piper Skyler Moretti? — pergunto pela selecionada já novamente na mesa do café da manhã.
– Presente! — grita a selecionada fazendo meu pai a encarar.
Ela cora fortemente e eu só a chamo rindo.
– Como vai, Pips? — pergunto naturalmente.
Ela arregala os olhos e se afasta brincando (espero).
– Agora que você já me apelidou, preciso criar um apelido pra você. — conta. — Já sei! Lorde Apple Pie.
Faço cara de pre-riso e seguro a gargalhada.
– De onde você tirou esse apelido?
– Fácil. — se gaba. — Foi só olhar pro jeito que você admirava a apple pie no café da manhã.
Ponho a mão em seu ombro e desisto de tentar ter um encontro normal. Logo caindo em gargalhadas.
(...)
Aspen.
– Helena Fontaine? — pergunto para a loira maravilhosa a minha frente.
Ela sorri e pega no meu braço, que até ela levantar a mão não estava estendido.
– Como vai, alteza?
– Bem, acho. — admito.
– Problemas com a seleção? — pergunta aparecendo realmente interessada.
– Ah, sabe... Eu não quero desabafar com você, não no primeiro encontro.
– Fácil, estou disponível! Por que não me conta amanhã? — insinua.
Sorri junto com ela e pergunto:
– Porque se inscreveu na seleção, Helena?
– Apostei com minhas amigas.
Ela disfarça a sai justa que se forma desviando o olhar.
– Se arrepende? — pergunto cauteloso.
– Não é isso, não sei oque será de meus irmãos. — admite.
– Então a partir de hoje seus irmão ficaram bem cuidados, Lena. Me certificarei de enviar doces todos os dias para sua casa.
Ela ri e conta balançando a cabeça.
– Aqueles dois vão me ferrar tendo um bando de cáries.
(...)
– Emily Bete? — pergunto para a morena.
Ela abre um sorriso enorme mostrando os dentes e levanta em um pulo.
– Olá! — exclama.
– Oi... — digo estranhado sua animação.
– O que foi? As outras não são engraçadas, não? — pergunta se referindo as selecionadas.
– Não é isso, é só que esse palácio é muito tedioso. — reclamo.
– Hum... Vocês tipo são aquela família real que vive feliz igual a comercial de margarina? — ela pergunta sarcasticamente.
Dou uma risadinha e respondo que não.
– Então, me conte sobre você! — peço.
– Tá... Minha morreu no parto, fui vendida como criada aos oito e não podia comer na casa em que trabalhava. Peguei anorexia, então ela roubei o dinheiro da Donna minha patroa e usei pra ir ao hospital. Quando me curei da anorexia a filha de Donna, Jodie, falou para Donna e Donna me açoitou e então eu fugi. Estava toda quebrada e estava passando pela rua quando caiu e um carro ia me atropelar, mas Joel fez o carro parar e então ele levou ela para morar com ele. Lá ela trabalhei como babá e ajudava em trabalhos policiais porque Joel era um policial. — disse normalmente.
– Ér... Okay, prefiro nem perguntar por que se inscreveu na seleção... — murmurei mais para o vento.
(...)
– Louise Katherine Stone. — disse perto de uma selecionada loira que desenhava no guardanapo.
– Ahn? Atá, Oi! — ela diz se levantando.
– Percebi que gosta de desenhar, Louise.
– Ah sim! É um hobbie... — diz friamente.
– Oque foi? — pergunto franzindo a sobrancelha.
– É só que eu não queria mesmo estar aqui... Me desculpe a sinceridade.
– Então porque se inscreveu. — digo sem pensar.
– Porque minha mãe pediu, alteza. Mas tenho que renovar minha capacidade de relevar pedidos, quando se corre o risco de morrer de tédio se aceita-los. — alfinetou e caminhando sozinha até a mesa.
É, essas selecionadas vão dar mais trabalho do que pensei...
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