The Crown

3 Capítulo 3


Ao chegar ao jardim, começo a avaliar nossa discussão. Maxon sempre deixou claro que nunca sentiu nada por Daphne. Talvez eu tivesse cometido um grande erro ao questionar seu amor por mim. Todas as provas e cicatrizes que estão marcadas em seu corpo... Por mim? E o que eu já fiz por Maxon? Lhe causar estas cicatrizes?

Depois de horas pensando em minhas opções, decido que preciso demonstrar a Maxon meu amor por ele. Acho que um bom começo para isso seria um pedido de desculpas.

Enquanto caminho de volta ao palácio, levanto a cabeça e respiro fundo, afinal, acredito que se for me render, me renderei com classe. Passo por diversos corredores até encontrar o Grande Salão, onde as pessoas aguardam minha chegada. Reflito se Maxon estaria lá, por que preciso muito falar com ele. Decido mentalmente entrar, pois se não, como vou saber se ele está lá?

Quando abro as portas, todos os convidados fazem uma breve reverência. Em questão de segundos, cheguei a me perguntar o por que da reverência, até me lembrar que agora sou a Rainha. Corro os olhos pelo salão, até encontrar Maxon, junto com Kriss. Durante a Seleção, Kriss era uma grande concorrente, mas agora que Maxon é meu, nossa única ligação é uma breve amizade que surgiu de uma competição. Me aproximo para cumprimenta-los.

– Olá Kriss. Como vai? — Pergunto, me referindo a ela.

– Vou muito bem, Rainha America. Que bom que perguntou! Estava agora mesmo conversando com Rei Maxon, planejando uma coisa!

– Kriss! Era segredo... — Diz Maxon, em uma falha tentativa de parecer sério.

– Posso saber o que estavam planejando?

– Uma festa! Para celebrar o fim das Castas. A igualdade! Mas ao invés de uma grande cerimônia com convidados Um... Pensei em convidar as famílias de todas as Selecionadas e deixar com que elas convidem uma outra família. A festa seria no jardim, para ser mais aconchegante...

Sua ideia me deixa com um pouco de inveja. Como não havia pensado nisso antes? Talvez por que estava ocupada demais brigando com Maxon... Mas agora não adianta dizer não, afinal, a ideia foi perfeita.

– Kriss... Estou sem palavras! Sua ideia é genial. Eu aprovo! A festa poderá ocorrer no próximo fim de semana, e gostaria de sua ajuda para a organização da cerimônia. Mas agora infelizmente terei que roubar Maxon um pouquinho! Nos vemos por aí! — Digo, puxando Maxon rumo a porta.

– Claro! — Ela faz uma reverência novamente, e eu saio, com Maxon.

Caminhamos rumo ao quarto Real. Maxon abre a boca para pronunciar algo diversas vezes, mas desiste todas. Quando chegamos, peço a ele que entre, e eu vou logo depois.

– Maxon, acho que te devo um pedido de desculpas...

– Ah, tudo bem Meri... — Levo um choque, quando ele me chama de Meri. Este apelido costumava ser de Aspen. Afasto ele de meus pensamentos, agora ele vive feliz com Lucy.

– Que bom, Max. — Digo, com uma voz provocante.

– Amo quando você me chama de Max, sabia? — Diz,me puxando para si.

Maxon agarra o zíper de meu vestido. Sei o que ele quer, mas resisto por um tempo. Tiro seu terno enquanto beijo-o lentamente. Meus sapatos caem e sinto que estou sonhando. Com Maxon ao meu lado, tinha certeza de que estava segura. Ele me puxa para a cama, com um pouco de violência, mas aquilo me deixa com mais vontade de te-lo por perto, colado em mim. Um grito estridente interrompe nosso momento.

– O que foi isso? — Ele pergunta. Enquanto me enrolo em um lençol, pois estou sem meu vestido, que Maxon acabara de tirar. Sem camisa, ele abre as portas, em busca de um guarda.

– O que está havendo? — Ouço-o sussurrar quanto finalmente encontra um guarda próximo.

–Rebeldes, senhor, Sulistas.

Quando me dou conta do que esta acontecendo realmente, coloco de mau jeito meu vestido e corro para a porta falsa que nos leva ao abrigo Real. Mas a porta não abre, e mais gritos surgem do interior do palácio.

– Maxon! — Grito — Não abre!

– As portas precisam de energia para funcionar. Provavelmente eles se encarregaram de corta-la. — Diz o Guarda, que logo em seguida atira em alguém que presumo ser um rebelde. — Temos que ir.

Agarro a mão de Maxon e sigo o Guarda, que nos leva ao abrigo de funcionários.

– Entrem! Eles nunca lhes procurariam aqui.

Diferente do abrigo Real, o abrigo de funcionários tem uma porta de madeira, um pouco gasta. Entro, mas segundos antes do guarda ir embora pergunto o número de mortos até agora, e a única resposta que recebo é um "muitos". Agora, só nos resta esperar, e com Maxon sei que estou segura.