The Crow

1 Prólogo


Notas iniciais
"Eu sei tudo sobre finais. São começos que me iludem." ??” Marion Zimmer Bradley (Ancestors of Avalon (Avalon, #5))

Finnbar Ó Seachnasaigh, esse era o seu nome, filho de Danu com um homem comum, nunca se casou ou teve filhos, sua vida se resumiu em batalhas e vagar pela natureza.

Morreu como um herói e mereceu seu lugar em Tír na nÓg. Mas agora estava de volta a Terra, no mundo dos mortais, poderia ser apenas um erro ou uma brincadeira.

— Vejo em seus olhos que está confuso, Corvo. — A voz profunda e doce de Morgana não o afetou, seu rosto continuava duro como uma pedra. — Não foi expulso, se é isso que pensa.

— Então o que devo pensar? Eu lutei, eu morri e o medo nunca tocou meu coração. Mas aqui eu estou, novamente no mundo dos vivos.

— No mundo dos vivos. — Morgana repetiu como se fosse uma piada. — Ache o erro, filho de Danu.

Finnbar olhou para o redor, não reconhecia aquelas terras, estava perdido no meio de nada.

“No mundo dos vivos”, ele não poderia estar vivo. Ele havia morrido e sua mãe o buscou. Mesmo que tivesse sido expulso de Tír na nÓg, não poderia voltar.

— O que é isso, Morgana?

O sorriso que iluminava o rosto de Morgana desapareceu, sentou-se no chão, sua mão acariciava a grama.

— Eles estão matando tudo, Corvo. A Terra está morrendo, animais sumindo…

— Não entendo. Por favor, me leve de volta.

Finnbar se ajoelhou diante de Morgana. Não a tocou, não faria isso sem permissão.

— Cada filho dos deuses tem um dever, Corvo. Nunca perguntou qual era o seu? — Ele negou com a cabeça. — Alguns heróis tiveram seu destino selado, assim como você. Você é um semideus, filho de Danu, a Deusa da Guerra e Morte. Um dia encontrei o corvo e perguntei: “O que significa ser o filho de Danu?” O Corvo, com seus olhos negros como a noite, me olhou e sussurrou…

— Isso foi anos atrás, Morgana. Não explica, não me ajuda, não ilumina o meu caminho.

— Você nunca se apaixonou por uma mulher ou homem, você entregou seu coração para a terra. Você não se importava com a mulher ou homem mais bonito, você admirava a natureza. Você não prestava atenção na mais bela voz, você escutava os pássaros cantarem. — Morgana tocou o rosto de Finnbar. — Mas nunca soube o significado de ser filho de Danu. Qual é o seu dever, agora é o momento de cumprir seu destino, Corvo.

— Eu sou o filho de Danu, nunca deixei isso moldar meu destino. Como nunca tive medo de ser filho dela. Ela traz guerra? Sim. Ela é a morte? Sim. Mas ela é o começo de tudo. Lembro da minha primeira batalha, a sensação da espada do meu inimigo cortando minha pele e eu esperava o doce fim…, sabe qual foi a sensação?

— Conte-me, por favor.

— Eu olhava para um céu azul, algumas nuvens e eu senti paz. Quando o metal parou de cantar, fui capaz de ouvir os pássaros. Pela primeira vez eu me senti realmente vivo. Posso retornar?

— Não. Preciso de você aqui. Uma guerra se aproximar, eles não sabem ainda. Eu quero terminar com isso, Finnbar. Você entende o que é a guerra, o que é a vida.

— Posso ser filho de Danu, mas não sou ela. Não trago guerra e muito menos paz, Morgana. Peça ajuda aos Deuses, serão mais úteis.

— Não estou pedindo para os Deuses, estou pedindo para Finnbar Ó Seachnasaigh. Pode me ajudar?

— O que vai acontecer se eu falhar?

— Voltará para Tír na nÓg, é seu lar. Sempre será.

Finnbar abaixou a cabeça, não conseguiria negar aquele pedido a Morgana.

— Qual é minha missão?

— Vai saber, Corvo. — Morgana levantou-se, aproximou lentamente de Finnbar. — Vai precisar mudar de nome…, Finn. E disso...

Ela o beijou, Morgana tinha o gosto de Maçã e isso fazia sentido para Finnbar.

Quando ela se afastou, ele estava em outro lugar, em outra época.

Perdido no tempo, com uma missão desconhecida.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.