The Contract (Hiatos)
6 Capitulo 6
Notas iniciais
– Srta. Chase, — Poseidon disse ao ver o quanto ela estava chocada – poderia se retirar? Isso pelo jeito não será uma conversa para damas.
– Oh pode apostar que não vai ser. — Grace disse bufando.
– Claro. — Atena disse engolindo seco – Com licença.
Assim que a porta se fechou Poseidon rugiu:
– Pode me explicar o que é isso Sr. Grace?
– Eu estou saindo, é isso que esta acontecendo. Não sou mais acionista desta empresa.
Hefesto quase fulminou Poseidon com o olhar.
– Vamos conversar? – o advogado sugeriu – Porque o Sr. está se desvencilhando da empresa ?
– Como porque? Esse… moleque esta destruindo o que o pai dele demorou anos para poder erguer!
– Não fale do meu pai. — Poseidon disse avançando para cima dele.
– EI! — Hefesto se meteu entre os dois – Vamos conversar!
– Não se tem o que conversar. Esse moleque esta levando a empresa as ruínas, e eu é que não vou ficar aqui esperando para ver tudo desabar, perdendo o meu dinheiro.
– Nada esta em ruínas Sr. Grace, não de bola para o que as revistas falam, é pura fofoca .. — Hefesto tentou apaziguar
– Oh, por favor Hefesto. — o homem disse revirando os olhos – Nisso nem você acredita. Você também deveria cair fora, ou vai cair junto com Poseidon. Tudo o que as revistas andam falando é verdade. Esse menino não passa de um moleque brincando com o dinheiro. Com o nosso dinheiro. Essa empresa esta caindo cada vez mais no abismo, e ele só quer saber de farra e mulheres. A secretária nova é uma prova bastante concreta de como ele leva os negócios. Aposto que já esta planejando de como a levará para cama.
Poseidon apenas escutava com os olhos cheios de raiva, enquanto Hefesto ainda se encontrava entre os dois.
– Que preocupações ele tem se nem sequer família tem? Não é como nós, que temos que sustentar esposa e filhos. Ele tem que sustentar a si mesmo e só. — o homem gritou – É um irresponsável. Não sabe o que compromisso. Somente no dia que ele se casar, ele vai saber o que é ser um homem. Um homem de família, não um homem que vive em puteiros!
– Orá seu … — Poseidon começou mais Hefesto o interrompe
– Sr. Grace, pense melhor, esta nesta empresa a muitos anos, tem certeza que quer sair assim ?
– Tenho. Eu ajudei o se pai a construir boa parte desta empresa, — ele disse apontando o dedo na cara de Poseidon – e você mal saiu das fraudas! Seu pai devia ter me nomeado presidente, e não a você que nem sequer sabe o significado da palavra responsabilidade.
– Se você falar mais uma vez do meu pai… — Poseidon alertou entre os dentes
– Falar o que? Que ele deve estar se revirando na cova de tanto desgosto, e vergonha que esta sentindo do se único herdeiro?
– Ah seu desgraçado! — Poseidon empurrou Hefesto e acertou um soco na boca de Zeus, que tentou retrucar com um chute.
Hefesto, tentando separá-los, segurou Poseidon o puxando para trás, permitindo por descuido que Zeus, acertasse dois socos na face de Poseidon. Um no olho e outro no maxilar. O mesmo conseguiu livrar uma mão que Hefesto segurava, e acertar outro soco na face de Zeus, desta vez no nariz.
– Saia daqui agora Zeus! — Hefesto gritou voltando a segurar Poseidon
O homem levou a mão no nariz gritando de dor. Seu nariz estava quebrado.
– Isso não vai ficar assim! — ele anunciou antes de abrir a porta e sair correndo.
Atena — assim como os outros funcionários que estavam ali perto — ficou chocada ao ver o homem sair correndo enquanto seu nariz jorrava sangue. Num pulo se levantou e foi até a porta do escritório de Poseidon, vendo este gritando bravo, enquanto Hefesto tentava acalmá-lo:
– O espetáculo terminou pessoal. — ela disse para o bando de curiosos que se aproximavam – Voltem ao trabalho.
Falando isso ela entrou na sala de Poseidon e fechou a porta:
– Alguém pode me dizer o que houve aqui? — perguntou brava fazendo ambos os homens a encararem sem reação — Isso é sangue? — ela disse apontando para Poseidon, sem dar tempo para eles lhe responderem a pergunta anterior – Oh me Deus é claro que é sangue! — ela disse levando a mão até a boca histérica
– Atena, — ele disse calmo – poderia se retirar? Agora não é um bom momento.
– É claro que não é um bom momento… — ela disse sem obedecê-lo – Vou ver o que eu acho para limpar todo esse sangue. — ela falou antes de sair da sala a procura de uma maleta de primeiros socorros
– Você não devia ter feito isso. — Hefesto o repreendeu – Vou ver se consigo arrumar a sua bagunça! — ele gritou antes de sair da sala o deixando sozinho.
Ele bufou. Ninguém mandou aquele idiota ter falado tudo aquilo.
A porta se abriu e Atena reapareceu aflita:
– Aqui, — ela disse abrindo a sua bolsa – sempre tenho álcool gel e algodões. Deve servir… tem que servir! — ela disse nervosa
– Esta tudo bem, pode voltar ao trabalho. — ele disse frio
– E você pode ficar quieto e me deixar limpar esse sangue. — ela disse de nariz empinado
Poseidon sorriu diante a tal afronta.
– Você sabe quem manda aqui, não sabe? — ele perguntou arqueando a sobrancelha com um sorriso torto nos lábios.
– Você disse que não queria empregados puxa-saco. — ela respondeu umedecendo o algodão com o álcool – Então Possy, olhe para cima e me deixe te ajudar. Ou você quer que todos os outros empregados vejam que você também levou uns socos? — ela disse sorrindo
Poseidon não havia ouvido nada mais do que ela falará depois de Possy. Ela estava sorrindo e por um momento ele teve que pensar o que tinha mesmo que fazer. Ela levou a delicada mão até seu queixo, o levantando. Ele não protestou. Gostou do toque delicado das pequenas mãos dela.
– Bom, menino. — ela o elogiou – Então, o que ele te falou para você bater nele? — ela perguntou largando o algodão no ferimento
– Como você sabe que ele me falou alguma coisa? — ele perguntou sentindo uma pequena ardência
– Você não me parece o cara mau que bate nas pessoas. — ela sorriu – Já ouviu aquele ditado, cão que ladra não morde? Você não parece ser do tipo que morde.
Ele ficou em silencio por um tempo, e então brincou:
– Esta chamando seu chefe de cachorro?
Ela riu, uma risada que mais parecia sinos angelicais tocando. Foi impossível ele não sorrir.
– Em teoria. — admitiu continuando a limpar o ferimento perto do olho.
Ele continuou em silencio. Não precisava contar para ela. Mas ao mesmo tempo, ele queria contar pra ela. Conversar com ela... Ele suspirou e falou:
– Zeus é um de meus acionistas, veio aqui para deixar a empresa. Em meio a nossa discussão ele acabou falando do meu pai e... Eu bati nele. — ele suspirou – você não deve entender..
– Eu entendo. — ela disse calma – Também não admito que falem dos meus pais. — ela disse seria e ele pode jurar ver uma sombra de sofrimento nos olhos dela – Muito menos da minha mãe.
– Eles já morreram? — ela negou com a cabeça – Os meus já.
– Sinto muito. — ela disse sincera.
O silencio entre eles ficou pesado. E ela trocou de algodão e começou a limpar o pequeno corte da sua boca. Mas não era uma boa idéia tê-la tão perto. Ele engoliu seco e procurou não olhá-la.
– Então... — ele disse nervoso – seu primeiro dia esta um tanto excitante?
Ela riu, e ele quase se desculpou pela escolha totalmente errada de palavras.
– Não sei o que tem de excitante em limpar o sangue do rosto do chefe. — ela disse divertida – Mas o dia esta bastante movimentado. — ela admitiu
– Esta assustada?
– Não. Estou curiosa. — ela admitiu com um sorriso travesso nos lábios
– Curiosa sobre o que? — ele não pode deixar de perguntar
– Sobre trazer suas aventuras para cá e o seu caso com a última secretária.
Poseidon sorriu torto. Ela estava lhe dando mole?!
– Medusa, a ultima secretária, era muito bonita e vivia dando em cima de mim, e você sabe, eu sou homem... — ele disse cheio de malicia e ela o interrompeu
– Já conheço sua fama. — ela admitiu sorrindo — Porque você a despediu?
– Ela ficou obcecada por mim. Me seguia nos eventos, e começou a me sufocar. Eu não queria um caso com ela, eu queria uma noite com ela. — ele torceu o nariz – Fui obrigado a despedi-la.
– E quanto a mim? — ela perguntou ainda limpando seus ferimentos – Me contratou com segundas intenções Poseidon?
Ele pensou em lhe mostrar a lista de qualidades que havia feito dela no primeiro dia e que se encontrava em sua carteira, mas achou melhor não.
– O que você acha? — ele perguntou malicioso enquanto ela pegava outro algodão.
– Eu acho, que se você me contratou com segundas intenções, perdeu seu tempo. — ela disse séria – Eu e você, não vai rolar.
O sorriso de Poseidon sumiu. Em seu rosto agora, a expressão seria mostrava o quanto ele estava bravo. Jogando os algodões sujos fora, ela saiu da sala levando sua bolsa e o deixando sozinho. Quem ele pensava que era? Ele havia lhe contratado apenas com o intuito de transar com ela?!
Oh, ele devia pensar que a pobre Atena do interior, é virgem e não tem malicia. Ela sentou-se em sua mesa e suspirou. Ele realmente não a conhecia se pensava isso! Não mesmo.
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