Notas iniciais
Oi gente, mil perdões pela demora! Vou tentar fazer uma maratona amanhã para compensar okay?

Tentando não demonstrar desconforto, ele terminou de beber o resto do café que ainda se encontrava em sua xícara, e então o silencio foi quebrado por Poseidon:

— O que você acha de hoje encomendarmos algo pronto de algum restaurante aqui perto? — ele disse estralando os dedos das mãos

— Por mim tudo bem. — ela disse sorrindo – Acho que vou aproveitar para tomar banho então...

Ele assentiu sorrindo enquanto pegava o telefone. Enquanto subia as escadas ela ainda pode ouvir ele iniciando o pedido por telefone.
Sem pressa nenhuma ela afundou na banheira se deliciando com um banho quente e aproveitando para lavar os cabelos. Logo após, enxugou-se e enrolou-se no roupão grosso e confortável de algodão roxo.

Quando voltou a descer as escadas novamente, foi inevitável não sorrir diante a tal cena. Atrapalhado, o moreno estava terminando de colocar os pratos na mesa.

— Podia esperar que eu te ajudava nisso. — ela disse percebendo que ele também já havia tomado banho.

— Venha... sente-se. — ele disse indicando a cadeira.

Juntando-se a ele, ambos começaram a se deliciar com a tipica comida italiana, enquanto conversavam assuntos rotineiros... assuntos que casais normais costumam conversar. Após uma crise de gargalhadas ambas suspiraram satisfeitos, e Atena logo pulou da cadeira começando a recolher a louça e levando-a até a pia, e assim começando a lavá-la.

Não pode deixar de se surpreender quando viu Poseidon pegando um pano e começando a enxugar as louças já limpas, ao invés de subir e ir trabalhar em seu escritório como fazia todas as noites. Curiosa de mais, ela teve que perguntar:

— Você não vai trabalhar hoje?

— Hoje não... — ele disse enxugando um prato

O silencio voltou a ficar pesado entre eles... e novamente foi Poseidon que o quebrou:

— Porque ultimamente você anda tão quieta?

— Hmm... — ela disse dando de ombros — … estou com dor de cabeça hoje.

Ele não estava se referindo apenas aquela noite e sim, desde o dia que voltaram do Canadá, porem ele se satisfez com a resposta e de pronto largou o pano em qualquer lugar e uma sorriso malicioso iluminou seu rosto:

— Sabe.. eu sei como fazer essa dor de cabeça sumir.

— Serio? — ela disse entrando no jogo e desligando a torneira – Como?

Um sorriso estava prestes a surgir nos lábios dela e Poseidon percebeu.

— Vem aqui que lhe mostro... — ele disse com a voz tão mansa que um arrepio percorreu todo corpo de Atena enquanto ele inclinava a cabeça e colava seus lábios.

Uma caricia leve e carinhosa que se transformou em uma dança sensual de línguas e sabores... era sempre assim com eles!

Com um gemido rouco ele a abraçou pela cintura, prensando o corpo dela entre a pia e o seu próprio corpo. Poseidon interrompeu o beijo e a olhou nos olhos:

— Porque você não deixa essa louça de lado e sobe para o meu quarto... — não era uma pergunta, ela percebeu.

Ela sorriu sem desviar o olhar e apenas assentiu vendo o olhar dele brilhar de desejo assim como o dela. E então ela o beijou... como uma das poucas vezes que fazia, ela tomou a iniciativa o deixando ainda mais satisfeito.

A louça que fosse aos diabos... — ela pensou antes de jogar os braços ao redor do pescoço dele e abrir os lábios recebendo a língua quente e ávida de Poseidon.

Ele notou que a loira o envolvia pelo pescoço e que se punha na ponta dos pés, encaixando o corpo no seu e ameaçando totalmente seu auto controle. Controlou a si próprio, respirando junto dela, permitindo-se saborear cada recanto da doce boca. Puxou-a mais para si, as mãos deixando a cintura delgada para acariciar as curvas dos quadris por cima do grosso roupão de algodão.

Atena soltou um gemido e o som pareceu vibrar dentro de Poseidon, ateando fogo em seu sangue que corria como louco pelas veias e arterias. Ergueu-a nos braços, e tentando controlar a si proprio começou a subir as escadas com cuidado, tendo as penas torneadas de Atena ao redor de sua cintura.

Quando em fim entraram no quarto Poseidon retomou-lhe a boca e a deitou. Mordiscou o lábio carnudo até ela gemer de prazer, e só então aprofundou o beijo, a beijando com quase violência.

Ela o envolveu nos braços, sentindo-se derreter com o beijo, com o calor do corpo másculo e exigente sobre o seu. Cada parte de seu corpo latejava de expectativa. Com o rosto carregado de tensão devido ao desejo intenso, Poseidon desamarrou-lhe o cinto e tirou-lhe o roupão devagar, jogando-o ao chão.

Ambos arfaram. Ele cobriu-lhe os seios com as mãos; com a língua, contornou um mamilo rígido, depois o outro, antes de cerrar os lábios em torno de um bico para sugá-lo, testando os contornos, pressionando a carne com os dentes.

Ela era perfeita, demais! O cheiro da pele era tão inebriante e enlouquecedor...

— Poseidon! — ela exclamou quando ele baixou a cabeça e capturou o mamilo com a boca.

— Meu Deus... — a voz de Poseidon soou rouca. — Você é maravilhosa!

Atena sentiu que corava, porém mal teve a chance de se recuperar... Arqueou o corpo e ofereceu os seios mais uma vez.

— Toque-me... — ela murmurou contra os lábios quentes, a respiração entrecortada.

As mãos de Atena dançavam sobre ele como chamas, incendiando-o com uma paixão havia muito contida. Ele gemeu. Libertando-se de todos os freios, ele a puxou pela nuca para baixo para beijá-la e sentir o fogo de seus lábios.

Iniciou, então, uma jornada de exploração, não parando até o instante em que a tocou em seu ponto mais íntimo, fazendo-a contorcer-se e emitir um grito mudo, cerrando as pernas contra as dele. Continuou a explorá-la com a mão em círculos torturantes.

Atena fechou os olhos, louca de volúpia. Com toques gentis e enlouquecedores, Poseidon a fez atingir o clímax. Ela se agarrou aos ombros fortes e pendeu a cabeça para trás contendo um grito preso em sua garganta. Não suportando mais e sentindo que estava perto do fim, Poseidon se livrou do próprio roupão praguejando baixinho e a fazendo sorrir.

— Você me mata garota! — ele disse voltando a lhe beijar a boca com desejo, reacendendo todo o corpo de Atena novamente.

Afastou-lhe as pernas e continuou a fitá-la enquanto deslizava para dentro dela, sentindo o calor dela lhe envolver o falo ereto. Dominado e entregue ao desejo ele segurou-lhe as mãos acima da cabeça e ficou observando-a, vendo o prazer dominá-la antes de, enfim, entregar-se à explosão final, despertando sensações que jamais foram tão intensas.

Entre eles era sempre assim. A magia nunca acabava e era sempre tão intenso que os pulmões imploravam por ar. Ele rolou o corpo para o lado com a respiração entre cortada. Aquela noite havia sido tão especial!

Ela tirou os cabelos molhados — um pouco pelo suor e outro pelo banho — da própria testa e respirou fundo.
Poseidon a puxou para o calor de seus braços, acomodando-a em seu peito.

— Espero que Afrodite não fique zangada. — ele disse tirando uma gargalhada da loira.
Atena permaneceu controlada o tempo todo, e não soube dizer quantos minutos ou quantas horas se passaram até a respiração de Poseidon se tornar pesada e regular... Ele havia dormido.

Atena respirou fundo, juntando todo o seu autocontrole e toda a sua coragem, fazendo aquilo que passara a fazer todas as noites. Com movimentos calculados, ela saiu vagarosamente dos braços de Poseidon que suspirou e continuou em um sono profundo.

Cuidando para não fazer barulho algum, ela juntou seu roupão do chão e começou a caminhar até a porta. Estava prestes a sair quando o escutou se mexer. Arregalou os olhos assustada. Céus se ele acordasse estaria tudo perdido!

Virou-se para a cama novamente e engoliu seco aliviada quando constatou que Poseidon tinha apenas mudado de posição. Continuou caminhando em direção a porta silenciosa como uma felina, e ainda sem provocar barulho algum, ela a fechou olhando uma ultima vez para o homem completamente nu deitado na cama coberto apenas na cintura pelos cobertores.

Céus, como tinha vontade de voltar se encaixar naqueles braços e se sentir protegida novamente. Mas não podia. Isso só pioraria a situação ainda mais para ela. Não era tola... sabia que já havia se envolvido mais que os limites permitidos com Poseidon, porém mesmo assim não aceitava! Não iria cair na armadilha criada pelo coração.

Caminhando para o seu quarto ela prometeu a si mesma que não iria chorar. Não iria ser fraca e muito menos ira criar ilusões. Só havia uma coisa em comum entre eles, e por coincidência era o que mais gostavam de compartilhar: Sexo. Sexo e nada mais. Definitivamente nada mais!

Entrou em seu quarto e ignorou o fato dele estar frio, escuro e sem o dono dos catvantes olhos verdes. Colocou seu pijama e deitou-se na cama, cobrindo-se até o queixo com as cobertas e fechando os olhos, como sempre fazia, esperando pacientemente seus nervos e suas emoções se acalmaram e o sono chegar.

Demorou cerca de uma hora para enfim dormir, e quando isso aconteceu, seus sonhos foram sensualmente invadidos por um único homem: Ele.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.