The Contract (Hiatos)
21 Capitulo 21
Junto com a batida da porta do quarto de Atena que ecoou nos ouvidos de Poseidon, ele também sentiu um forte soco no braço. Olhando apressadamente para o que lhe havia atingido, se deparou com Afrodite prestes a lhe acertar outro soco.
– Ei! — ele ralhou lhe segurando os pulsos — Esta ficando louca?
– E você? — ela rebateu – Ficou sem coração de ontem pra hoje ou você vendeu pra algum? — disse conseguindo soltar seus braços.
Ele revirou os olhos suspirando, e estava prestes a lhe dar as costas e subir as escadas quando a morena lhe socou o braço novamente.
– Afrodite, quer parar?
– Não. Não vou parar!
– Olha eu tive um dia bem cheio hoje então porque não me faz um favor e me deixe subir e tomar um banho ?
– Só se me prometer que vai se matar afogado. — ela disse seria – E outra, — a morena foi logo botando pra fora – só porque você teve um dia cheio acha que pode chegar em casa e descontar na pobre da Atena que estava quase arrancando os próprios cabelos de preocupação ?
– Eu não pedi que ela se preocupação.
– Mas também não pediu que ela não se preocupasse. Ela só quer o seu bem seu egoísta.
Poseidon continuou quieto e entediado enquanto a loira falava.
– Terminou? — ele perguntou com as sobrancelhas erguidas
A morena revirou os olhos ainda mais brava, mas preferiu ficar quieta. Ambos com o semblantes serio, ficaram em silencio, até que os passos de Atena descendo a escada foram ouvidos.
– Vamos Dite? — ela perguntou com a bolsa na mão terminando de descer a escada.
Ela havia trocado de roupa. Agora estava de calça e jaqueta jeans, porem continuava de cabelos soltos e com maquiagem.
– Vamos. — a morena disse se encaminhando a porta.
– Aonde vão? — Poseidon perguntou para Atena.
– Não te devo satisfações. — ela disse irônica passando por ele.
– Não seja infantil Atena. — ele rebateu com a voz baixa
– OH, eu não estou sendo. — ela disse – Apenas vou sair com a Afrodite.
– Que horas você volta ? — ela perguntou enquanto ela passava de novo por ele.
– Não te devo satisfações, lembra ? E outr.... AI ! — ela reclamou quando ele a agarrou pelo braço – Quer me soltar por favor ? — pediu com os olhos arregalados.
– Você não pode sair. Temos um contrato lembra? — ele disse sério
– Um contrato, — Dite se intrometeu – com uma clausula bem especifica, onde diz que ela não seria sua prisioneira. Lembra disso ou preciso ligar para o seu advogado? — ela disse em tom desafiador.
Vermelho de raiva e contrariado, Poseidon a soltou.
– Não sei pra que essa atitude infantil Atena. — ele rebateu bravo.
– Não vou perder meu tempo com você Poseidon. — ela disse dando de ombros e caminhando em passos largos até a porta.
Assim que Atena saiu porta à fora Afrodite deu uma risadinha debochada e também saiu fechando a porta com força.
– Amiga, o que foi aquilo ? — a morena perguntou sorrindo eufórica.
– Foi eu dando o troco no Poseidon. — ela rebateu decidida porem com a voz fraca.
– Ótimo, simplesmente adorei! – a amiga disse sorridente – E ai ? — ela disse destrancando o carro – vamos a um bar encher a cara ou um bar onde tenha homens pelados pela metade do preço?
– Será que podemos ir para a sua casa? — Atena pediu já sentada no banco do carro com a voz fraca – Estou com sono.
– Tudo bem. — Dite disse arrancando com o carro – Qualquer coisa estou aqui. — ela disse dando um beijinho na bochecha de Atena.
Assim como Afrodite previra antes, apenas mais um pequeno abalo emocional para os nervos de Atena transformarem-se em frangalhos, e o resultado da discussão que ocorrerá minutos antes, não podia ser outro. Atena começou a chorar compulsivamente.
– Ei calme. — Dite pediu com carinho – Foi só uma discussão estúpida.
– Eu o odeio tanto Dite! Eu sou uma idiota não sou? — ela perguntou entre soluços
– Não você não é. – a amiga lhe garantiu – Você só esta apaixonada.
Atena não respondeu, apenas continuou chorando...
Horas mais tarde...
Eram seis horas da manhã quando Afrodite acordou com o barulho de louça sendo quebrada. Dando um pulo da cama, a morena correu para ver se estava tudo bem.
– Atena... — Dite disse vendo a amiga com as mãos ensaboadas — ..o que você está fazendo lavando louça a essa hora?
– Desculpe se te acordei. — ela disse com um sorrisinho amarelo – Não consegui dormir nada essa noite. — ela disse fazendo uma careta.
Afrodite suspirou e logo depois deu um grande bocejo.
– Ele ligou para o seu celular? — ela quis saber curiosa.
– Não sei.
– E porque você não sabe ? — a morena perguntou juntando as sobrancelhas.
– Porque deixei o celular lá em casa. — ela disse sem perceber que se referia como se a propriedade fosse dela.
– Você é louca? — Dite disse com um gritinho histérico — E ele não ligou pra cá? — ela disse apontando para o telefone.
– Eu o tirei do gancho. — ela suspirou se sentando na mesa – E para o seu celular?
– O meu celular esta no silencioso… e eu se quer sei onde ela esta. — ela admitiu parecendo só lembrar disso agora – Já pensou se seus pais te ligaram e você não atendeu? — ela disse de repente.
Atena ficou seria. Não havia pensado nisso... Também pudera, havia saído com tanta presa. Ela se levanta mordendo o lábio inferior completamente aturdida com essa possibilidade.
– Quero só ver na desculpa que você dar arranjar para eles caso Poseidon atenda o celular. — a morena riu divertida da cara de Atena.
– Isso não é nada engraçado! — Atena ralhou — Você acha mesmo que ele fez isso?
– Talvez. — a morena disse dando de ombros.
– Droga! — ela gritou secando as mãos – Pode me levar pra casa agora?
– Sim senhora. Só me devolva o pijama.
– E o que eu faria com um pijama cheio de porquinhos — ela disse divertida sobre a estampa do pijama.
– Ora, não cuspa na prato que comeu sua idiota. — a amiga disse lhe dando um leve empurrão fazendo-a rir.
E logo depois de alguns minutos ambos saiam de casa. Atena se encontrava com a mesma roupa da noite anterior, a maquiagem não estava mais impecável, e as olheiras demonstravam que ela realmente não havia dormido a noite.
– E então? Como vai ser? — Afrodite perguntou quando estavam a menos de uma quadra da casa de Poseidon.
– Como vai ser o que ? — ela disse confusa.
– Você sabe o que eu quero dizer. — ela disse rolando os olhos.
– Eu acho que não sei não. – Atena disse com a sobrancelha erguida
– Quero saber se vai bater nele até a morte... vai ? – perguntou com esperança.
Atena riu. Mesmo após tantos anos, Afrodite sempre a surpreendia com essas perguntas sem cabimento.
– Você faria isso se estivesse no meu lugar?
– Talvez. — ela disse dando de ombros.
– Tenho pena do Hefesto em suas garras sabia ? — foi a vez da morena rir.
– Ela não pensa o mesmo que você querida, pode apostar.
Não demorou muito para que o portão da casa de Poseidon já pudesse ser avistado.
– Chegamos. — Dite disse puxando o freio de mão – Você vai ficar bem? — ela disse seria desta vez.
– Sim, não se preocupe. E obrigado pela ajuda.
– É para isso que servem as irmãs não ..? — a morena disse sorrindo cúmplice.
– Mesmo assim obrigado. – a loira respondeu lhe dando um abraço forte – Estaria perdida sem você.
– Eu sei. — ela disse esnobe.
– Vá a merda. – Atena disse entre gargalhadas descendo do carro.
Com uma buzinadinha desnecessária Afrodite arrancou. Atena respirou fundo sentindo que agora estava sozinha.
Girou a chave no portão e entrou rezando para que Poseidon já houvesse saído para o trabalho. Caminhou pelo longo jardim, que de repente tornou-se minúsculo, pois cada passo que dava em direção a porta de entrada mais sentia a garganta fechar e lhe faltar o ar.
Juntando toda a coragem que lhe restava ela abriu a porta entrando de uma só vez. Estava prestes a se encaminhar ao primeiro degrau da escada quando a voz grave e rouca de Poseidon lhe fez ficar paralisada :
– Você sabe que horas são? Posso saber onde diabos você estava que deixou o celular em casa?
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