Alguns dias se passaram e finalmente a sexta feira havia chegado. Atena estava morrendo de ansiedade. Não apenas pelo jantar beneficente, mas também pelo encontro de Afrodite e Hefesto.

– Teninha, já esta pronta? — Poseidon gritou de seu quarto, que ficava no fim do corredor.


– Já. — ela gritou de volta dando a ultima olhada no vestido que Poseidon havia lhe dado.


Cairá perfeitamente em seu corpo. O vestido longo em tom azul escuro, com as costas praticamente nuas e um longo decote na altura do umbigo, — o que deixara Atena muito receosa, mais nada que horas no telefone com Afrodite não resolvam.


A maquiagem marcava bastante seus olhos, e os cabelos presos num coque quem penteado com a franja num pequeno topete. O sapato apesar de não ser novo, pouco aparecia, e os brincos e colar não chamavam muita atenção, ao contrario da grosa aliança em seu dedo.

– Será que poderia me ajudar com a gravata? — ele pediu ainda de seu quarto.

Atena sorriu.

Poseidon se convenceu que o nó da gravata que ela dava era mais bonito e elegante do que o que ele sempre dera, por isso desde então todos os dias de manhã antes de sair Atena dava o nó em sua gravata.

Atena borrifa mais um pouco de perfume e saiu do seu quarto em direção ao quarto dele. A porta estava aberta, como sempre, e Poseidon estava sentado na cama colocando os sapatos. Ergueu o olhar até os pés parados em sua frente e subiu o olhar devagar ate que seu olhar se encontrasse com o de Atena.

– Uau. — ele disse ficando de pé em frente a ela – Você esta linda. — admitiu

– Obrigada, você não esta tão mal assim. — ela disse divertida

– Oh, obrigado, mas agora de marido para esposa, desculpe a expressão, mas você esta tão gostosa que acho que vou ter uma ereção. — ele disse em tom brincalhão

Ela lhe socou o braço com força sorrindo. Já estava tão acostumada com as brincadeiras de Poseidon, que já nem corava mais.

– Cale a boca e me de a gravata. — ela mandou

– É incrível como só você sabe fazer este bendito nó. — ele disse lhe dando a gravata.

Ela ainda sorrindo, passou a gravata em volta do pescoço dele, e com as pequenas e ágeis mãos terminou o nó, deixando a gravata apertada o bastante para que ele não conseguisse respirar.

– Você é sutil como uma bazuca. — ele brincou assim que afrouxou o nó e pode respirar.


– Vamos, ou você vai me atrasar mais? — ela perguntou sorrindo e caminhando em direção a porta.


– Espere… — ele disse colocando o outro sapato e a seguindo em direção as escadas.


Quando Atena desceu o primeiro degrau, a bainha do vestido enganchou na ponta do salto e ela perdeu o equilíbrio e quando achou que ia cair, duas mãos fortes a seguraram pela cintura.

– Eu disse para você me esperar. — ele disse a apertando mais contra si vitorioso – A menos é claro que queira descer por toda essa escadaria rolando...


A idéia embrulhou o estomago dela.


– Eu vou aceitar sua ajuda querido. — ela disse soltando o vestido do sapato e o arrumando na altura dos seios.


– Estou arrependido de ter comprado esse vestido. — ele anunciou a ajudando a descer as escadas, com o braço ainda em volta da cintura dela.

– Porque? — ela perguntou assustada

– Porque estou vendo que vou ter que espantar muitos pretendentes de perto da minha esposa.

– ele balança a cabeça em negação fazendo bico, Atena ri.

– As vezes você fala como se fossemos ficar

casados para sempre.

– A gente ainda não se separou. — ele rebateu bem humorado quando os degraus acabaram e eles foram em direção ao

carro.

Mais tarde...

– Tena, estamos quase chegando. — ele anunciou com a voz calma – Por isso, preste a atenção. Nesse jantar, vai ter pessoas que… vão tentar de algum modo te provocar.

– Atena riu. — Esta rindo do que?

Poseidon perguntou sem deixar de prestar atenção na estrada

– Nada. Só estou pensando o quanto elas devem estar bravas por você esta casado.

– Eu não disse que eram mulheres. — ele rebateu tentando se defender

– E precisa? — ela ironizou e ele ficou quieto.

Desde o incidente com as flores, eles pareciam mais amigos e isso o agradava bastante.

A mansão toda luminosa e cheia de carros caros na frente chamava atenção ao longe e Atena se inclinou para frente enquanto assoviava admirada.

– Meu Deus, isso é uma festa beneficente?

– Mais ou menos. As pessoas apresentam propostas para que nos os empresários doem um tanto em dinheiro para cada umas das instituições, e depois tem um leilão, onde o dinheiro é todo doado. — ele explicou rapidamente.

– Nossa. — ela disse maravilhada – Isso parece interessante.

– Você já foi a um leilão? — ele perguntou por ela ter usado o termo “interessante”

– Só de bois e tratores.

– Poseidon riu.

– Como foi que eu achei uma mulher dessas, meu Deus ?! — ele disse brincando e ela riu, ficando de repente insegura

– Será que não vou fazer você passar vergonha? — ele a olhou serio.

– Querida, você já se olhou no espelho? — ele perguntou se referindo a sua beleza

– É serio. — ela rebateu brava — Digo, porque eu não só desse meio. E se me perguntarem o que eu acho das ações da bolsa de valores?

Ele riu.

– Querida, vá por mim, eles são mais de perguntar quanto você pagou pelo seu vestido.

Ela franziu o cenho ainda sem muita confiança.

– Escuta, qualquer coisa, eu vou estar lá. Não tem porque se preocupar. — ele tentou confortá-la.

Ela continuou quieta, e ele parou o carro na entrada onde um chofer os recebeu com um largo sorriso, antes mesmo que abrirem a porta.

– Espere aqui um momento. — ele disse antes de sair do carro.

Atena obedeceu, afinal, ela já nem estava mais querendo sair daqui.

Poseidon contornou o carro e abriu a porta ao lado dela lhe oferecendo gentilmente a mão. Oh, sim era nesse tipo de ocasião que eles tinham que bancar o casal apaixonado, com mil coraçõezinhos.

Ela forçou o seu melhor sorriso quando notou que o chofer e os dois recepcionistas olhavam para dentro do carro estupefatos.

– Vamos meu amor? — ele disse sorrindo torto.

Notas finais
Ainda vou postar mais uma daqui a pouco :)