The Contract (Hiatos)
11 Capitulo 11
Um barulho irritante começou a soar ao longe. Atena gemeu irritada. Era o telefone? Ela abriu os olhos, para logo fechá-los novamente devido a claridade. Sim, definitivamente era o telefone. Olhou ao redor, estranhando o novo quarto em tons claros. Onde tinha deixado o celular mesmo? Ah, sim no bolso lateral da mala.
Levantou-se cambaleando e caminhou até a mala em um dos cantos do quarto. Quando abriu o bolso, o maldito celular parou de tocar. Praguejou um palavrão, e pegou o celular. O visor mostrava uma chamada perdida de Afrodite as 10 horas da manhã. Arregalou os olhos assustada. Tinha dormido demais. Com certeza Poseidon já havia saído para trabalhar.
Esfregou os olhos, e o celular voltou a tocar, desta vez ela atendeu no primeiro toque:
– Oi Dite.
– Porque demorou para atender? — quis saber curiosa
– Estava dormindo
– Oh meu Deus, oh meu Deus então a noite foi maravilhosa não foi ?
Atena revira os olhos imaginando o sorriso malicioso que era certo da amiga.
– Sim, foi, a tempos não dormia tanto.
Ela sorri vitoriosa ao ouvir a amiga bufar no outro lado da linha.
– já viu as revistas de hoje?
– Não, como disse acabei de acordar. — disse sem paciência
– Tudo bem, tudo bem. — a morena disse suspirando – Você fica muito mal humorada quando é acordada já sei, desculpe, mas é que … não pude me conter ! Bom, como sua representante tenho duas coisas para te contar.
– Huun. — disse para que Afrodite prosseguisse.
– A 1° é que uma foto sua e de Poseidon abraçados esta estampando as capas de revista de hoje, e não me pergunte como mas as lentes conseguiram pegar até as alianças. Então o boato é que estejão casados. Isso não é legal? — a morena perguntou entusiasmada.
Atena já previa isso, e sabia que a partir de agora os boatos do casamento só aumentariam, até que tivessem realmente a confirmação.
– Qual é a segunda noticia?
– Sabe o advogado de Poseidon? — Demi perguntou eufórica
– Sim, o que tem Hefesto?
– Ele me chamou para sair! — ela disse e logo soltou um de seus gritinhos histéricos bem característicos de Afrodite.
– Eu pensei que você não gostasse de advogados, devido ao seu ultimo relacionamento com um.
– Oh, eu não gosto. — ela admitiu – Mas aquela gostosura não pode ser desperdiçada.
Atena riu. Afrodite sempre tinha suas artimanhas.
– Quando vocês vão sair?
– Sexta à noite. Até convidaria você e Poseidon se eu não quisesse terminar a noite na cama dele.
Atena gargalhou. Às vezes Afrodite era franca de mais.
– Nem se me convidasse querida. Já tenho compromisso.
– Com quem? Poseidon?
– Sim. Algo beneficente onde tenho que acompanhá-lo.
– Oh-meu-Deus, é a sua apresentação para a sociedade. Que roupa você vai usar?
– Ann... Poseidon disse que cuidaria disso. — admitiu
– A ta.
Atena podia até imaginar a cara de Atena torcendo o nariz por ter perdido o seu posto de “estilista da Atena” para Poseidon.
– Dite, desculpe, vou ter que desligar. Nos falamos mais tarde?
– Claro. Mas só se não estiver ocupada com o Poseidon.
– Foi você quem me arrumou esse casamento. Não reclame. — Atena riu e desligou.
Ela torcia por Hefesto e Afrodite. Eles formavam um belo casal.
Suspirou pensando no que faria a seguir. Bom primeiro trocaria de roupa pois ainda estava com o vestido da noite anterior, depois faria um tour pela casa para tentar se familiarizar e … Espere um pouco... se ela ainda estava com o vestido do jantar, isso significa que dormiu, e se ela dormiu só podia ter sido no carro. E se ela dormiu no carro Poseidon só podia a ter carregado até o quarto.
Ela bufou e bateu o pé no chão. Sabia que não deviria ter tomado tanto daquele vinho caro. Alem de ficar alegre de mais também dormiu. Poseidon devia estar com uma ótima impressão dela nesse momento. Poseidon estacionou o carro e desceu afrouxando a gravata. O dia tinha sido difícil e desde o café não tinha posto nada na barriga.
Os boatos e perguntas sobre o seu casamento não fez as coisas melhorarem, e sua paciência já tinha se esgotado. Pensou em ligar para saber como Atena estava durante o dia, mas como ela mesmo havia dito, aquilo era um casamento de mentira, e esse tipo de coisa só era feita em casamentos de verdade.
Abriu a porta e sentiu a casa perfumada. Logo reconheceu que era o cheiro de Atena.
Virou-se para trancar a porta e só então percebeu um vaso de flor. Um vaso que não estava ali antes, e que não era para estar ali. Flores lembravam enterro, e enterro lembrava seus pais. Ele bufou sem um pingo de paciência.
– Poseidon? É você? — a voz animada dela vinha da cozinha – Venha, preparei o jantar.
Ele respirou fundo caminhando em direção a cozinha. Pela primeira vez, depois de muito tempo alguém lhe esperava para jantar. Atena, com o cabelo preso em um coque mal feito, estava vindo em sua direção, com os seus grandes olhos azuis brilhando de alegria.
– Espero que goste de panqueca. — ela disse pegando sua mão e o puxando para a cozinha — Queria agradecer por ontem. Foi muito gentil. — ela disse sorrindo – Hoje, aproveitei o dia para me familiarizar com a casa e meio que tentei dar um pouco de vida a ela. Estava tão escura e fria. Espero que não se importe.
O que ela queria dizer com dar vida ? — ele se perguntou.
– Onde prefere se sentar? — ela perguntou quando chegaram à cozinha
Poseidon não respondeu, estava ocupado olhando para a “vida” de Atena.
– O que significa isso? — ele perguntou franzindo o cenho
A cozinha estava repleta de flores. Uma na janela, outra em cima da geladeira, outra plantinha no chão …
– Isso o que? – ela junta as sobrancelha confusa.
– Esse mato todo na minha casa. — ele disse serio sem alterar a voz olhando em volta.
Atena recuou a mão como se alguém tivesse lhe dado uma tapa.
– Oh, a casa estava tão sem cor e eu não tinha nada para fazer. Espero que não se importe…
– Eu me importo. — ele a cortou
– É que bom … eu as acho tão bonitas e delicadas, e pensei que .. — ele a cortou de novo
– Eu não gosto delas, só servem para atrair bichos.
– Oh, quanto a isso não se preocupe, eu posso cuidar para que isso não aconteça. Eu pensei que você… — ele a cortou mais uma vez
– O que você não pensou é que a casa é minha e que antes de sair mudando as coisas, tem que falar comigo. Não gosto de flores.. — ele declarou.
Naquele momento ela teve certeza de que se lhe tivessem arrancado um dedo, não doeria tanto. Ela sentiu um bolo se formar em sua garganta e abaixou o olhar a mesa, alguns segundos de silencio se passaram até ela se pronunciar.
– Você tem razão. — ela disse olhando para todos os lados menos para os olhos dele — Você esta coberto de razão. Pode apostar que a partir de hoje, vou ficar no meu lugar. — ela disse ressentida – Amanhã mesmo retirarei todas as flores. O seu jantar esta servido.
Ela anunciou se retirando da cozinha. Poseidon suspirou ao notar o que havia feito.
– Escuta Tena … — Poseidon disse parando na frente dela e a olhando nos olhos, arrependido.
– Aproveite seu jantar Poseidon. — ela disse fazendo a volta nele e saindo quase correndo da cozinha.
Poseidon soltou um palavrão baixinho. Agora os grandes olhos azuis de Atena não brilhavam mais de alegria. Nem se quer brilhavam. Ele respirou fundo e olhou para mesa posta. Pratos, copos, talheres, tudo em seu devido lugar e um vaso pequeno e delicado no centro da mesa com três rosas vermelhas dentro. Um nó na garganta quase lhe enforcou e ele precisou engolir seco.
Ele realmente era um idiota.
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