Notas iniciais
Gente me desculpaaaaaaaaaaaaaa a demora! Meu notebook anda meio de lua '-' e com as provas de final de ano fique sem tempo. Mas enfim eu vou estar de ferias daqui umas semanas e terei tempo pra escrever O/ uhuul. Brigado pelos comentários mores s2 È bom saber se vocês estão gostando, ou não. Podem dar ideias viu! kkkkk Enfim,tenham uma boa leitura!

O pior de ver seus pais frios em uma maca é saber que você nunca mais vai poder tocá-los ou abraça-los ou dar lhes um simples bom dia...o pior é saber que você nem pôde se despedir das pessoas mais importantes da sua vida,que você passou sua vida toda junto,que viram seus primeiros passos e que te amaram desde do primeiro momento que souberam da sua existência...o pior é saber que jamais você ganhara um sorriso deles de novo...e pior é se ver sozinha sem eles!

– Heloise? – a enfermeira segura meu pulso tentando sentir os meus batimentos.

– Ela esta respondendo aos tratamentos? – pergunta Aspen.

– Na medida do possível – declara – Ela não abre os olhos há uma semana.

– Eu tenho fé que ela vai abrir – Aspen diz.

Depois de ver meus pais deitados na maca mortos, minha única reação foi me deitar com eles e chorar durante horas...não havia nada,nada! Que eu pudesse fazer por eles...pedi a Deus que os trouxesse de volta,mas isso nunca aconteceria...pior que fosse a realidade, meus pais estavam mortos...sem sorrisos..sem vida e essa era a maldita realidade que tinha se erguido sobre mim sem dó e compaixão!
Depois de ter chorado toda água do meu corpo, eu me levantei e caminhei ate a escada e me joguei de lá, eu havia pensado em achar algum caco de vidro e cortar meus pulsos, mas não havia nenhum vidro a vista, pensei em pegar vários remédios e tomar, mas havia muitas enfermeiras por toda a parte, elas perceberiam...enfim a escada era o único meio rápido que eu tinha achado, ela era comprida, por sorte eu teria quebrado meu pescoço em algum degrau e teria acabado com resto que sobrava de mim,mas eu não tive sorte. Meu pescoço continua inteiro como o resto oco que sobrou de mim...alguns guardas me viram caindo da escada e correram para me segurar impedindo qualquer dano maior e permanente,infelizmente.Agora eu simplesmente fico vegetando por conta dos remédios, em alguns momentos me sinto consciente,em outros só me sinto vagando por entre sonhos confusos que envolvem sangue,morte,tiros e dor...

– Eu entendo porque ela fez isso.. – murmura a enfermeira.

– Ela não ficaria só, eu disse a ela – a voz de Aspen soa áspera e triste – Eu estaria aqui para ajuda-la,eu prometi aos pais dela que cuidaria dela, e era o que eu ia fazer...é o que estou fazendo! — protesta.

– Você acha mesmo que ela queria ou quer sua ajuda? Ela mal te conhece Aspen,você é o estranho que anunciou a morte dos pais dela! As pessoas mais importantes da vida dela! Na sua cabeça, ela esta sozinha! Entenda Aspen...ela não te conhece e as pessoas que ela conhecia se foram! – a enfermeira solta meu pulso e seus passos soam se distanciando de mim – Não vai ser fácil convencê-la a aceitar a sua ajuda...caso ela acorde.

– Você não esta sozinha – murmura Aspen depois de um tempo.

Não tenho vontade e nem força para abrir os olhos, respiro lentamente e deixo a escuridão me levar como das outras tantas vezes.

– Vocês acharam algum parente dela? – a voz esta tão distante que não consigo identificar de quem seja.

– Não,vasculhamos em varias cidades mas não achamos nada – diz com pesar outra voz.

Sera que estão falando de mim? Penso por entre a neblina de remédios.
Eu não tenho parentes,tento sussurra mas minha boca não obedece.

– Pobre garota – a primeira voz diz.

– Pois é.

A conversa se torna mais baixa até não haver mais nada além do vazio...

– Queria tanto que ela acordasse – sinto minha mão ser levantada e apertada gentilmente,tento abrir os olhos mas não há resultado.

– Ela ira ficar bem Meri – diz uma voz grave.

– Eu já senti,em parte, o que ela estava sentindo antes de... – sua voz se apaga e um suspiro soa.

– Melhor nos irmos...

–Tudo bem – minha mão é colocada no lugar de volta – Fique bem Heloise – sussurra a voz delicada em meu ouvido.

Eu estou correndo,mas de que? Ouço um grande estalo atrás de mim, e outro, e mais vários...são tiros! Corro até minhas pernas doerem, mas não paro. Uma escada se materializa na minha frente fazendo com que eu tropece e rode pelos degraus.Quando chego ao fim da escada vejo uma poça de sangue a minha frente,será que é meu sangue? Tento me mexer e por incrível que pareça eu consegui me levantar. Olho meus pulsos,minhas roupas,passo as mãos em meus cabelos,mas nenhum corte jorrando sangue. De quem será então? Caminho até a poça e a toco suavemente,o sangue esta quente...então a pessoa deve estar por perto.Sigo o rastro de sangue por vários corredores escuros até chegar a um cômodo pequeno e sujo, entro no cômodo e vejo uma porta a esquerda com varias manchas de sangue. Empurro a porta devagar e é quando eu vejo um casal de joelhos com as mãos dadas e cabeças baixas e um homem atrás apontando uma arma para suas cabeças.
Ele me da um sorriso aterrorizante e antes que eu consiga me mexer dois tiros são disparados.

–PAIS! — grito me lançando no homem da arma com os punhos fechado.

Me levanto assustada...aonde estou?Que houve?
Uma luz queima em meu rosto,levanto minhas mãos para me proteger e instantaneamente minhas mãos começam a esquentar também!
Abro os olhos lentamente e me viro para olhar minhas mãos estendidas na minha frente, elas estão iluminadas por uma luz alaranjada quente....Me afasto um pouco da luz que reflete da janela da minha frente.
Aonde estou? Viro a cabeça para o lado aonde há um tipo de cortina branca, me viro para o outro lado e vejo outra cortina branca , essa não é minha casa...as minhas cortinas são de renda.

Tento me mexer mas é como se cada membro meu estivesse congelado e pior dolorido.Respiro tentando clarear minhas ideias, aonde estou? Porque estou aqui? E porque não me lembro de nada? Vasculho cada canto de minha memória, mas não há nada!

–Droga – sussurro.

Giro lentamente para a direita. Olho para a janela e algo estala na minha cabeça, a luz amarelada é o sol, então agora dever ser de manhã ou a tarde. Apoio meu antebraço na cama e me impulsiona para cima, estendo a palma da mão para conseguir me estabilizar melhor.
Minha cabeça cai para trás, por que estou tão fraca?
Estico meus pés ate tocarem o chão, uma onda gélida invade cada pedaço do meu pé enviando um calafrio por todo meu corpo.Forço meus pés no chão e espero ate que me equilibre, começo a arrastar meus pés depois de averiguar que não iria cair de cara no chão.

– Onde estou? – pergunto para o nada.

Empurro uma das cortinas e olho ao redor e só vejo..macas.

– Macas? Sera que aqui é um hospital?

Vejo uma porta entreaberta e caminho ate lá lentamente,empurro ate que consiga passar, desemboco em um corredor amplo com vários sofás e arranjos delicados, esse lugar é luxuoso , penso.Minhas pernas tremem e sou obrigada a me escorar na parede,tenho que achar ajuda antes que eu caia dura de fraqueza, arrasto meus pés pelo corredor tomando cuidado para não derrubar nenhuma mesa ou vaso que aparecem pela frente. Pesco algumas lembranças de uma festa, um piano branco e mascaras, mas as lembranças vem e vão rapidamente.
Minhas pernas fraquejam me derrubando de quatro no chão, não acho que eu consiga levantar mais um dedo,mas não posso ficar aqui de quatro eternamente, jogo meu corpo para o lado batendo as costas na parede,tomo fôlego e estico meus braços para me levantarem e encosto na parede. Minha cabeça roda tanto que parece que estou dentro de um liquidificador.

–Alguém? – chamo,mas minha voz esta tão baixa que nem eu mesma a escuto. –Por favor – tento mais alto.

Fecho meus olhos e tento criar mais energia, e é quando eu escuto varias vozes, elas parecem alvoroçadas como se uma tentasse falar mais alto que a outra. Um arrepio passa pela minha espinha. As vozes se tornam mais altas e graves o que me assusta, fazendo me levantar o mais rápido que posso. Faço o caminho de volta para enfermaria tentando não cair, mas eu não sou rápida o suficiente as vozes estão se aproximando cada vez mais,e mais...
Lampejos de mim correndo por um corredor escuro passam pela minha cabeça, e um terror maior toma conta de mim,será alguma lembrança ruim? Me atrapalho com meus pés e começo a tombar para frente,tento me segurar em uma mesa,mas ela cai junto comigo fazendo um estardalhaço.

– Julia derrubando vasos de novo? – Uma voz bem humorada grita me assustando mais,eu não sou a Julia,não derrubei vasos!

Vejo um sofá a minha frente e saio engatinhando o mais rápido possível para me esconder do lado oposto as vozes .Me espremo na parede tentando ocultar meus pés, eu não havia percebido mas eu estou usando uma camisola fina e branca que agora está suja e respingada de gotinhas de sangue.Oh meu Deus o que está acontecendo?!

– Cara se você não segurar esse seu nariz direito vai fazer uma poça gigante de sangue e senhora Carly vai nos matar! – a voz vem como um tapa em mim,eles estão perto do sofá!

–Não antes de matar quem fez essa bagunça – diz alguém mais perto ainda – Parece que a pessoa se cortou – diz.

– Deve ter sido a Julia, ela sempre esbarra nas mesas – diz outra voz.

– Mas ela iria estar aqui limpando e falando...

“Sinto muito senhora Carly eu tropecei,eu tropecei” – a voz sai fininha como se tentando imitar alguém.

Gargalhadas explodem altas e animalescas me assustando tanto que acabo empurrando um pouco o sofá.

–Vocês viram isso? – alguém pergunta serio.

–Não.

–Sim. – dois dizem ao mesmo tempo.

–Espera ai, parece que alguém está ali – por favor não,não.

Escuto vários passos quebrando os cacos enquanto caminham,fecho os olhos e seguro a respiração, pare Heloise, para que todo esse medo?! Abra os olhos,abra!
Abro os olhos lentamente e me deparo com 7 pares de olhos me encarando.

–Por favor não me machuquem – choramingo – por favor...por favor.

Eles me olham assustados por um momento depois se encaram tentando achar alguma pista sobre o que esta acontecendo.

– Não vamos te machucar – o mais alto deles tenta me acalmar. Ele encara os outros procurando alguma ajuda.

–Acho que ela estava na enfermaria – um murmura – Olhe as roupas.

– Eu acho que eu me lembro dela – murmura outro.

– Sim, eu também acho – um loiro concorda baixinho.

–Sim! Ela é a garota que perdeu os pais – diz em um tom mais alto um deles. A garota que perdeu os pais?

– Cale a boca Marcel! – o loiro censura.

– A garota que perdeu os pais? – eu sussurro. Tento desesperadamente pescar mais lembranças, pais...pais..

– Olha, você deviria estar na enfermaria não é? – pergunta um garoto de sardas tentando prender minha atenção.

– Não não – digo balançando a cabeça, eu não quero saber da enfermaria, quero saber dos meus pais,sim,meus pais! – Eu tenho pais... – digo tentando juntar as peças – Susane e Marcus, são os nomes deles. Onde estão? – pergunto olhando para eles.

– Olha o que você fez Marcel – um deles dá um tapa na cabeça do tal Marcel.

–Pessoal o que esta havendo ai? – um garoto de cabelos castanhos se espreme entro os outros e me encara, seu rosto está todo manchado em sangue e ele segura o nariz. – Eu conheço ela, eu a segurei na escada – declara para os outros com uma voz fanhosa. – O que esta fazendo aqui senhorita? – pergunta se abaixando – Que eu saiba,você deveria estar na enfermaria. – me diz serio.

– Meus pais – digo – Você sabe onde estão? – pergunto me levantado devagar. – Por favor me diz – se lembre Heloise,vamos,se lembre!

Me levanto e tento caminhar até ele,mas tropeça e por pouco não caio no chão.

–Calma – me diz, seu nariz começa a jorrar sangue por conta dele ter tirado as mãos para me segurar. – Segure ela Julian – diz e o garoto alto me segura.

– Meus pais... – peço – Por favor... –“A garota que perdeu os pais” disse Marcel...”eu segurei ela na escada” falou o garoto do nariz ensanguentando...”corredores escuros..” era um pesadelo.."festa,pianos,máscaras"...aqui é o palácio,eu toquei aqui!

Mas porque eu estava na enfermaria, porque eu cai da escada que nem no sonho? Garota que perdeu os pais...meus pais morreram que nem no sonho? Oh não....oh não!

–Vamos Julian –diz o garoto do nariz – temos que levar ela para enfermaria,agora! – fala se levantando.

O garoto me levanta no colo mas eu esperneio querendo que me ponha no chão.

– Meus pais! – grito chutando Julian – Eles morreram! – meu estômago ruge e um ânsia toma conta de mim. Ante que Julian possa me por no chão eu dou um banho nele com que deve ser os remédio que estavam no meu estomago. — Eles morreram e eu tentei suicídio,não é? – pergunto,mas antes que ele me responda eu desmaio sem forças para manter o olhos abertos

Notas finais
Sugestões? Críticas?