Notas iniciais
Booa noitee ''tortinhas de morango'' ! Então queria agradecer o comentario da Gabbe, muito obrigado viu, me incentivou a escrever mais s2 e queria pedir pros leitores fantasminhas aparecerem haha Mas enfim...mais um capitulo pra vocês!

Eu e Maria caminhamos pelos corredores, varias pessoas passam por nos terminado os últimos detalhes do aniversario. Vejo uma janela que dá para o jardim e me aproximo para espiar.

– Esta tão lindo o jardim, não é – fala Maria ao meu lado.

– Lindo! – concordo, percorro os olhos por todo o jardim iluminado.

Afasto-me da janela e continuamos a caminhar, Maria não para de falar um minuto! Fala das comidas que vão ter, dos convidados, da decoração... quando chegamos ao quarto que vou me trocar já sei de cada pessoa vai estar lá e como será a festa inteira do começo ao fim!

– Aqui – diz Maria empurrando uma porta.

Entramos, o quarto tem uma cama de casal, um guarda roupa e uma penteadeira com um banquinho na frente.Maria vai até o guarda da roupa, do qual tira um vestido tomara que caia, ela o estende na cama e passa a mão para alisar.

– Acho que é um dos vestidos mais lindos que já fiz...– declara Maria.

– È lindo mesmo,parabéns! – A parte de cima dele é toda bordada em dourada quando chega na cintura o bordado continua em cima da saia do vestido esvoaçante ,que é de um nude bem clarinho , em tiras que vão se afunilando até sumirem, é como se a parte de cima estivesse escorrendo pela saia.

– Vamos ao trabalho – fala Maria levantando o vestido.

– Claro! – digo animada.

Maria me ajuda a por o vestido que não é nada fácil, tomo o maior cuidado, parece que a qualquer momento ele pode rasgar ou estourar, mas Maria me garantiu que o tecido forte e força pela minha cabeça para colocar.

– Viu não estragou! – diz – Agora maquiagem – e me puxa para a penteadeira antes que eu vá ate o espelho ver como ficou.

Maria pega uma base e aperta, depois passa na minha pele com um pincel, logo em seguida passa o pó.

– Agora a sombra! – diz animada, pega uma palheta de cores e olha atenta para elas — Feche os olhos – pede.

Fecho os olhos e ela começar a passar a sombra, ela passa aqui,passa ali, para um pouco, esfrega algo esponjoso e depois da batidinhas nas pálpebras.

– Abra os olhos – fala.

Eu abro e ela solta um gritinho de entusiasmo.

– Quero ver – exijo.

– Não! – diz – Falta eu terminar ainda...espera..cadê o delineador? Ah Achei! – e pega o delineador.

Fecho os olhos e ela passa devagarzinho para não borrar.

– Ok, abre – pede – Esta ficando linda!

– Me deixa ver então – peço.

– Ainda não! Agora o rímel... Aqui! – E passa varias vezes ate ver que está bom.

–Pronto, agora me deixe ver!

– Espera nossa falta o batom ainda! Que tal vermelho? – pergunta.

– Não muito forte!

– Hm...que tal esse aqui, parece a cor de uma cereja – fala rindo com um batom na mão.

– Aaah nã...

– Sim vai ser esse! – anuncia.

Antes que eu reclame ela passa o batom. Arruma nos cantos com o dedo e pede que eu esfregue os lábios depois.

– Isso! Perfeito!

– Espelho – choramingo.

– Estava me esquecendo do cabelo! – e puxa meu cabelo para trás o girando até formar um coque e prende com alguns grampos. Ela puxa algumas partes deixando-o um pouco solto – Espere um momento – e corre ate o guarda roupa.

– Não posso ver ainda?

– Não! – ela chega perto e mostra o que pego no guarda roupa – Só falta a mascara agora...

A mascara é de um metal bem fininho da mesma cor da saia do vestido, ela é toda entalhada... como se fosse uma renda dura.

– Vai ficar linda! – Maria pega a mascara e aproxima do meu rosto a encaixando no meu nariz depois a prende não sei de que jeito, porque não sinto as fitas pretas atrás da minha cabeça.

– Tudo bem, agora posso olhar...

– Claaaaaro! – diz me levantando e puxando até o espelho.

Quando me olho no espelho quase nem me reconheço. Papai sempre me diz que sou parecida com mamãe, apesar dos meus olhos serem azuis claro e meus cabelos serem um tom mais claro que os dela, estou igual a ela na foto em que conheceu papai em uma apresentação aos 16 anos.

– Maria... – estou sem palavras – Você é demais!

– Não chora – diz segurando meus ombros.

– È que...estou igual minha mãe! – e fungo.

– Sua mãe era linda, quer dizer ela continua linda com aqueles olhos verdes dela!

– È – concordo.

– Hm...hora de irmos já demoramos muito aqui.

– È..vamos – dou mais uma olhada no espelho, nunca me senti tão...estonteante.

Maria e eu fazemos o caminho de volta para o salão, agora os corredores estão mais calmos, hora ou outra um homem de terno com mascara ou uma mulher passa por nos e faz uma pequena reverencia com cabeça nos cumprimentando.

– Maria – uma voz atrás de nos chama – Venha aqui o vestido de Melanie soltou a costura! – Maria e eu nos viramos encontrando uma garota alta de cabelos avermelhados no final do corredor.

– Não acredito! – Maria diz irritada – Ela forçou as costuras porque estavam muito bem costuradas!

–Não sei o que houve, mas venha me ajudar por favor – implora a garota.

Maria se virou pra mim.

– Pode ir.

– Certeza Helo? – pergunta.

– Claro-afirmo

– Eu vou então, boa sorte ! – e me abraça – Arrase lá.

– Obrigado, pode deixar – respondo.

Maria sai correndo me deixando sozinha no corredor,olho em volta não tem ninguém... Começo a andar e passo pela janela que havia parado na ida e dou mais uma olhada, lá fora já esta escuro dando uma charme maior a toda iluminação do jardim...me desvencilho da vontade de ficar ali olhando e volto a andar, viro me no corredor e de repente algo duro me acerta de frente, perco o equilibrio e vou direto pro chão.

– OOOOH – grito sentada no chão pelo tombo.

– Senhorita... – um rapaz de mascara toda preta com olhos verdes se ajoelha ao meu lado – Me desculpa.

– Você deveria olhar por onde anda – digo com certa irritabilidade.

– Eu estava olhando muito bem! Mas foi você que magicamente surgiu na minha frente – diz se defendendo.

– Que seja! – falo me apoiando na parede para levanta.

– Deixa que eu te ajudo. – e passa a mão pela minha cintura me levantando com facilidade.

– Não precisava – falo passando as mãos pelo vestido para arrumar.

– Um obrigado estava bom – fala.

– Você me derrubou – respondo.

– Foi sem querer – diz.

– Mas eu cai no chão de qualquer maneira!

– Mas foi sem querer.. – insiste.

– Eu sei! Tudo bem foi sem querer, você me levanto e eu não vou lhe agradecer, fim... – e me viro rumo ao salão.

– Eiii garota... espera – sinto sua mão passar pelo meu pulso e me virar. – Calma... – diz dando um sorriso de canto.

– Estou calma – puxo meu pulso de volta.

– Porque está vermelha como uma cereja então...– ele estende o braço e desliza sua mão pela minha bochecha, dou um tapa empurrando a para longe – Aiii, ela é brava! – brinca.

– Encoste em mim de novo e pode ter certeza que vai ficar um bom tempo sem mexer a mão, baby – e um sorrio frio se forma nos meus lábios.

– Só estava brincando, baby – diz.

– Não tenho tempo para brincadeiras – me viro de novo para o salão e dessa vez ele vem atrás me acompanhando

– Qual seu nome? – pergunta.

– Você não tem mais o que fazer? – pergunto ignorando sua pergunta.

– Essa é a coisa que estou fazendo...na minha lista esta ‘’ achar uma bela garota sem paciência e a incomodar”” – ele estende a mão como se segurando uma lista e aponta em um lugar invisível como se estivesse escrito ali.

– Me poupe – reviro os olhos – Quantos anos você tem 6? – falo irritada.

– E você? 60? Porque com esse humor maravilhoso que você tem...

– Cara qual seu problema? – paro de andar e me viro pra ele – Vá roubar alguma garrafa de vodka na cozinha e me deixe !

– Quer vir comigo? – convida com um sorriso cafajeste no rosto.

– Não! Não quero ir com você na cozinha e nem em nenhum lugar que eu tenha que dirigir a palavra pra você! – falo.

– Você sabe que esta flertando comigo né...

– Flertando? – rio incrédula – Eu poderia estar te batendo, te chingando ou melhor te matando mas em hipótese nenhuma flertando com você! – qual o problema desse garoto!

– Você fica uma gracinha brava – sussurra próximo ao meu ouvido e por algum motivo a voz dele aveludada manda arrepios pelo meu corpo.

– Já falei pra ficar longe – digo tentando controlar aqueles arrepios.

– Tudo bem senhorita-irritada-que-não-sei-o-nome – diz sorrindo.

– Que bom! – e começo a andar de novo.

– Só um minuto – e segura meu pulso de novo. Ele leva a mão ate a minha e a levanta até os lábios depositando um beijo demorado. – Espero te encontrar de novo cerejinha– brinca.

– Gostaria de falar o mesmo... – digo e puxo delicadamente minha mão de volta — Mas eu realmente espero não ter que esbarrar com você de novo rapaz-sem-noção-que-pretendo-nunca-mais-ver... – e me viro terminando a conversa.

Sinto um sorriso pelas minhas costas e sem perceber estou sorrindo também...o que esta acontecendo comigo? !