The Conclusion

3 The God of theThird World


Notas iniciais
Aqui está mais um o/
Muito obrigada por lerem ^-^
Boa leitura.

Mundo Vazio XX/XX/XXXX

Yuno se remexia inquieta. Alguma coisa a incomodava, tinha certeza só em vê-la agindo assim. Não era algo com que a minha Yuno faria.

Murumuru do Primeiro Mundo murmurou algo no ouvido de Yuno. Ela assentiu apreensiva. Depois deu alguns passos para o leste. Olhou para as estrelas por fim.

- Deus, agora que sua Yuno está aqui, o que acha de fazer um novo mundo? – perguntou Murumuru, a do Segundo Mundo. – De preferência, um com vários mangás shoujo.

Murumuru contava no dedo quantos mil mangás queria. Deixei-a com seu sonho.

Ela estava certa. Eu tinha a Yuno de volta. Tudo estava bem, em anos. Mas, e o que Yuno dissera? Deus tinha pedido nossa ajuda, o que significava que, obviamente o Terceiro Mundo acabaria algum dia, isso diminuiria meu tempo com Yuno.

Qualquer coisa era só falar de Nona para ele.

E então depois, criar um Quarto Mundo, para Yuno e eu.

- Tem razão, Murumuru. – comentei. Ela tinha razão.

Murumuru ainda olhava Yuno. Ela estava analisando-a friamente.

- Não vejo o que acho de tão interessante na Segunda. – disse Murumuru.

- Não importa. – retruquei. Murumuru emburrou.

- Por que você gosta dela? – perguntou.

- Porque ela sempre esteve ao meu lado. – falei pensativo, as lembranças voltando a mente.

- Era só criar um mundo, e criar uma Yuno pra você.

Olhei feio para Murumuru.

- Que absurdo Murumuru.

- Não é pra mim. – disse ela, dando de ombros. – Ou poderíamos continuar só nós dois, deus

Sorri. Deixei com que Murumuru falasse sozinha por um tempo. Finalmente ela se calou.

- A Segunda vai cuidar de você? – perguntou depois de algum tempo.

Olhei nos olhos de Murumuru, para que ela percebesse que estava falando realmente sério.

- Não. Serei eu quem cuidará dela.

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Terceiro Mundo. 7/31/20XX

[Cidade de Sakurami. Casa dos Amano.]

Não consegui dormir naquela noite. Não era só Gasai-san que me preocupava, mas também o fato de que tinha matado um homem. Ah, e também a Wakaba morreu, o que não facilitava as coisas.

Estava enrolado nas cobertas. Não sabia como sairia dessa.

Quando cheguei em casa, minha mãe perguntou o que eu fiz que demorei tanto. Falei que levei Wakaba até a porta de sua casa, e que ela me contou que mudaria e era para terminarmos. Aumentei também que, em meio a despedidas, ela reclamou, dizendo que teria de por o lixo para fora.

Tudo bem, era um péssimo mentiroso, nisso eu podia concordar tranquilamente, mas o que poderia fazer? Contar a verdade? Não. Não mesmo.

Então aqui estava eu, enrolado nas cobertas, quando minha mãe entrou gritando.

- Yuki-kun! A Wakaba! Ela! Ela! – repetia. Nunca vi minha mãe assim. Já sabia da notícia, mas teria de fingir que estava muito surpreso.

- Mãe! Fique calma. – pedi. Ela continuou a mexer as mãos e tentar juntar as palavras. Levantei então e dei um abraço nela.

Minha mãe sempre fora de contato físico, já eu mantinha a distância. Obviamente ela percebeu que havia algo estranho.

- Yuki-kun, tudo bem com você? – perguntou. Apertei minha mãe mais forte.

- Sim. – murmurei. Ela passou a mão em meu cabelo, depois me soltou e fez com que eu voltasse para a cama.

- A Wakaba... – começou. – Ela, ah, ela foi assassinada ontem à noite.

Eu comecei a chorar, porque tudo fora real. Minha mãe me abraçou.

- Não se culpe. – murmurava. – Não foi sua culpa.

Mas sim, tinha sido minha culpa. Não deveria tê-la convidado para um jantar, como forma de amenizar a situação em que pediria para terminar. Mas dera tudo errado, e ela morreu, e eu matei uma pessoa.

Tudo porque comecei a gostar da garota errada.

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Terceiro Mundo 7/31/20XX

- Deus – falou Murumuru. – onde estão os outros?

Deus se remexeu no trono. Não sabia onde estaria o Primeiro, Deus do Segundo Mundo. Nem mesmo onde estava a Segunda, com as memórias da Segunda, Deusa do Primeiro Mundo.

Ele precisava de ajuda rápido. Não queria começar um jogo. Não teria porque, nenhum jogador, a não ser, talvez, Amano, teria vontade de arriscar a boa vida, disposto a morrer, só para se tornar um deus. Do que adiantaria se tornar deus, se perderia tudo que havia conquistado?

Não, não daria nada certo. Ele precisava de um plano.

Não tinha, porém, uma vida eterna. Só vivia curto período, em determinado mundo, até que o vencedor do jogo se tornaria um deus que não envelheceria, a menos que quisesse. E só morreria se perdesse uma batalha. Então, deus nada mais era do que uma peça de todo o jogo. Todos eram peças.

Murumuru se incomodava. Deus havia convocado a Murumuru do Primeiro Mundo, e a Segunda do Terceiro Mundo, porém não explicou que, tendo as memórias da Segunda do Primeiro Mundo, também teria poderes de deus. E planejava não contar.

O Terceiro Mundo não corria risco de ser destruído, a menos que um deus, ou do Segundo, ou do Primeiro Mundo liderasse o Terceiro. E para evitar algo parecido com o que ocorrera com a Segunda do Primeiro Mundo, deus deixaria os dois governarem, porém sabia que não seria fácil convencê-los.

- E quanto a Nona? – perguntou Murumuru. Deus, obviamente, sabia que duas Nonas estavam no Terceiro Mundo.

- Murumuru, isso está fora de questão. – argumentou deus. – A Nona recusaria sem pensar duas vezes.

- Mas, você mesmo não está vendo que o Primeiro e que a Segunda recusarão?

Deus pensou um pouco.

- Mesmo que recusem, a Segunda terá de voltar, pois sabem e se importam com sua existência, acho que, hoje mesmo, tanto ela quanto Yukiteru Amano estarão aqui. E se Amano, e a Segunda recusarem, começarei um novo jogo. – falou deus. – Ao contrário das outras, essa Yuno não é Yandare, não sabe, ou mesmo quer matar alguém. Será a primeira a morrer.

Murumuru ficou quieta por um instante.

- Realmente deus, você é malvado. – murmurou Murumuru.

- Não sou mal, Murumuru. As pessoas que me fantasiam assim. – disse deus, antes de fechar os olhos por um instante.

Em apenas um instante, tudo pode ruir.

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Nona chegou sem um aviso prévio. Apenas chegou.

- Nona! – gritou Murumuru.

Deus sorriu e Nona sentiu vontade de cuspir em sua cara. Sujo, igual aos outros.

- Seja bem vinda, semideusa. – disse deus. Nona grunhiu. Ele estava claramente provocando-a.

- Seu inútil. – berrou. – Esse é seu plano?

Murumuru voou até perto de Nona.

- Não grite. – gritou.

Nona apenas afastou Murumuru com a mão.

- Parece que alguém aqui não recebeu educação. – disse deus.

- Parece que alguém aqui joga sujo. – retrucou Nona.

- Ora, seus atos falam por você, Nona. – Ele olhou para Murumuru. – Acho que já pode libertar os pais da Segunda.

Murumuru assentiu e saiu.

- Meus antigos atos, pois mudei.

- Eu muito duvido disso. – disse deus.

Nona já estava começando a sumir.

- Você armou tudo muito bem, mas não deixarei o pirralho sozinho. – falou Nona. – E apesar da Segunda desse mundo ser bem diferente, ela pode se transformar. – Estava quase invisível. – Quando isso acontecer é melhor ter medo.

Dizendo isso desapareceu.

Notas finais
Então, vou tentar postar essa semana. Mas se não der certo, vou postar domingo tá?