The Clover,Trèfle
4 La Tragédie
Notas iniciais
Un moment
Ela agora repousava languida em seus braços. Imaginou se Louise também estava assim, repousando nos braços de SiWon. Kiseop dormia tranquilamente, mas ela não conseguia pregar seus olhos. Sua cabeça trabalhava a mil. Não era coincidência se encontrarem, o problema era que não só SiWon tinha planejado isso, Hoon e Kyu também. Sorriu ao ouvir o gostoso suspiro que ele dava entre seus sonhos. Não podia negar, lhe encantava. Kiseop possuia uma pureza que não demonstrava. Era diferente de Sungmin, este parecia um anjo, porém era um perfeito tramador. Pensando assim, Kyu talvez fosse o pior de seus amores. Conseguia manipular até mesmo Hoon, isso era um feito e tanto, Hoon era realmente maquiavélico, se não fosse por Kyu o que seria capaz de fazer ? Quando olhou para o lado percebeu que Kiseop a observava, tentou sorrir, mas sua face denunciava seus pensamentos.
_Preocupada chatte ? Não gosto dessas rugas . – disse enquanto com os dedos desfazia o franzido que estava na testa dela.
_E o jogo apenas começou não é mesmo ? – ela parecia aborrecida.
_Na verdade ? Nunca entendi o jogo ma belle. Os cabeças são SiWon e Sungmin, você sabe. Hyun e eu apenas somos jovens trapaceiros. – lhe respondeu rindo.
_Tome muito cuidado Kiseop, falo a sério. – ela olhava em seus olhos.
_Eu sei. Tome conta de Louise, okey Bruna ? Eu não entendo porque está usando ela, mas pelo pouco que sei, você pode defender-se muito bem, mas ela, é apenas um peão. – ele disse seriamente.
_Aí é que você engana-se querido, ela é a peça fundamental. –disse-lhe em confidência e lhe deu um breve selinho para encerrar o assunto.
Não demorou muito e ele havia tomado sua ducha e estava vestido, mandando um beijo no ar saiu pela porta. Meia hora depois ela teria outra visita. Como podia suportar tal indecisão ?
La farce
Deixou-o tomando uma chuveirada e foi recolher suas roupas. Sorriu para si mesma, desde que dava-se por gente SiWon era assim, desorganizado. Recolheu suas calças, paletó, camisa. Se dormisse com ela na manhã seguinte estariam secos e prontos para que ele vestisse. Olhou os bolsos, certificando-se de que nada havia sido estragado, porém encontrou um bilhete em perfeito estado no bolso da sua calça :
Não posso vê-lo. Ela não é tão boba assim, nos encontremos daqui uns dias.
Era a letra de Bruna. Tinha certeza, e o bilhete era endereçado a ele. Com todo o autocontrole que lhe restava devolveu o bilhete ao bolso da calça, procurou por suas roupas, mal se secou e vestiu-as. Com cuidado saiu pela porta, tivera sido enganada?
Le perdant
Saiu do banheiro e a procurou, mas ela não estava em canto algum. Olhou suas roupas em cima da cama. Pegou-as, vestiria mesmo molhadas. Procurou pelo bilhete nos bolsos da calça, não devia tê-lo deixado ali. Praguejou baixo, tinha certeza de ter deixado o pedaço de papel no bolso esquerdo, agora estava no direito. Ela com certeza o viu, o que faria agora ? Pegou o celular e num momento de desespero discou o número da Dumais.
_SiWon o que pensas que está fazendo ? – ela lhe reprimiu.
_Ela viu o bilhete Bruna, quando saí do banheiro não estava mais aqui, ela não está contigo está ? Ou te procurou ? – perguntou esperançosamente.
_Droga, como você deixou que isso acontecesse ? Quanto tempo faz que ela saiu ? – perguntou preocupadamente.
_Não sei, ela estava no banho, ela não pode ter ido até ele, pode ? – ele parecia angustiado.
_Não sei, provavelmente foi isso que ela fez SiWon. – ela suspirava derrotada.
_Me dê o endereço dele agora. – seu tom era imperativo.
_SiWon... – ela tentava demover-lhe da ideia.
_ISSO É UMA ORDEM BRUNA. – ele lhe gritou já sem paciência.
Porém ela mal teve tempo de passar-lhe o endereço de hotel, em dez minutos ele já havia ligado para Joong e o chamado, o amigo o esperava na porta do hotel, com 5 dos rapazes, e lhe olhava com desprezo.
_Não me olhe assim Hyun. – disse a ele.
_Fique longe dela SiWon, ou eu mesmo tratarei de afastá-lo. – respondeu sem encarar o amigo.
_Como fará isso ? Fazendo com que se apaixone por você ? – tentou debochar e em resposta ganhou um frio silêncio.
Como se não bastasse Hoon, tinha seu melhor amigo desejando a mesma mulher. De todos os modos, não tinha como isso acabar bem.
Animal Instinct
Como não podia dormir, decidiu perder-se na banheira. Mergulhou seu corpo entre pétalas de rosas e ouvia a música clássica que tocava no aparelho de som, talvez assim sua insonia amiga passasse. Fechou os olhos e ouvi a aproximação. Pelos sons do passoss o reconheceria em qualquer lugar que entrasse. Sorrateiros, eram assim seus passos. Logo sentiu a esponja passar pelos seus ombros, seios. Abriu os olhos, ele lhe encarava acusador.
_Cansada ? – lhe perguntou evitando olhá-la.
_Um pouco, e você ? – fingiu não perceber a acusação em seu tom de voz.
_Não sei, talvez eu mereça um belo banho também ? – não dando-lhe tempo de responder logo retirava sua camisa, seus tênis, a calça jeans, meias e a cueca, logo, entrou na banheira.
Ficaram encarando-se por minutos, nenhum dos dois dispostos a quebrar o silêncio, ele acariciava suas pernas e massageava seus pés, ela fechou os olhos extasidada. Devagar ele aproximou-se e a jogou em seu colo, pode sentir o membro rijo pressionar-lhe.
_Sabes Bruna ? Você não precisa de um homem frio como Kyu, ou de um garoto como Kiseop, por mais ardiloso que eu seja, sou um homem. — porém não lhe deu tempo de responder, tomou seus lábios e a penetrou de uma vez. Não pode fazer nada além de apoiar suas pernas no mármore e deixar que ele ditasse o ritmo.
Por mais que não devesse admitir, Sungmin era um homem. A tomava como tal. Com volúpia tomava seus seios entre os lábios e entre as mãos, aumentava a intensidade a cada estocada, parecendo tomar-lhe mais e mais. Os outros sempre contentavam-se com o que ela estava disposta a dar, não ele. Ele exigia mais e mais, sempre a dominando, tomando-a por completo.
_Hum, isso, isso, sim chers. – ele segurava firmemente seu corpo e ia cada vez mais fundo. Ela queria implorar-lhe, mas não daria esse gosto a ele.
Sentiu seu corpo estremecer, o climáx havia chegado, mas ele não parava, continuava tomando-a de forma implável, estocando cada vez mais forte, quando não pode mais aguentar, pediu-lhe.
_Min, por favor. – sua voz embargada mal era compreendida.
_ O que ? – ele perguntou presunçoso.
_Venha para mim. – ela agora lhe dava um carinhoso beijo.
Seu controle era impressionante, a penetrou uma última vez liberando-se dentro dela, seu corpo estremecia e ele gemia alto de prazer. Beijando seu ombro a colocou sobre seu colo e acariciu seus cabelos. Ele havia provado seu ponto. Sungmin era o homem para ela.
L'ami
Estava com frio, mas não queria pegar um táxi. Caminhava devagar e perguntava-se se era certo ir vê-lo. Tentou aconchegar-se no cardigan, mas este não era quente o suficiente, deveria voltar ? Quando estava prestes a virar-se o ouviu chamá-la. Sorriu timidamente e foi até ele.
_Iria mesmo virar-se e ir ? – lhe dava um tapinha nos ombros.
_Desculpe, estava vindo sem avisar. – lhe disse frazindo a testa.
_Ah vamos, odeio ver garotas andando sozinhas a noite, lhe farei o jantar. – disse mostrando as sacolas que carregava.
_Não sei, SooHyun... – ela não queria incomodar.
_Apenas venha. – ele enlaçou seu ombro com o braço, por mais que tentasse esquecer, lembrou-se daquela noite em Veneza, Soo sempre era aconchegante como um porto seguro.
_Obrigada. – lhe disse beijando seu rosto com carinho.
_Eu estou tentando bancar o amigo, não faça isso, tudo bem ? – ele lhe disse fingindo falar seriamente, ela não pode evitar sorrir e abraçar-lhe, há alguns meses SooHyun deixara de ser apenas seu amigo, ou até mesmo irmão de Hoon, Louise tinha certeza disso.
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