The Clock Tower
1 Capítulo 1
Notas iniciais
The Clock Tower
“O relógio não pode parar...”
“Era o fim de Yumi e o começo do fim para Azumi. Era a vez da garota. A sua vez de controlar o segredo do relógio...”
- O relógio não pode parar? Por que ela me disse isso... Eu sei por quê... Eu sei...
- Isso mesmo Alice...
- Alice? Não me chamo Alice!
- Agora se chama, disse o coelho, você deve ir para o Brasil... Você deve matar eles... Eu irei te mostrar as vítimas, elas estão intercaladas entre si.
- Mas então... Qual era o nome de Yumi?A menina perguntou
- Anastásia... O coelho ri, que nome estranho né? Ela era tão feliz e animada... Tinha tantos amigos... Mas ela foi à última sortuda.
- Amaldiçoada, retrucou Azumi, ela não foi sortuda, foi amaldiçoada! Como eu estou sendo agora! Eu não quero matar inocentes!
- Alice... Ou você mata os “inocentes”, ou você descobrirá “o fim”.
- Sim... Encontramos-nos no Brasil... Coelho...?
- Me chame de Peter. Como num piscar de olhos o coelho aparece na forma de um homem, ou melhor, um garoto. Um lindo e charmoso garotinho loiro, olhos escarlates, pele de neve...
- Peter... Azumi, de pseudônima Alice, sorriu.
- Até o Brasil...
Azumi acordou e fez as malas. Não havia ninguém para ela se despedir. Comprou a primeira passagem disponível para o Brasil. Classe executiva, já que Peter estava pagando tudo. Como ele estava pagando? Ah, isso é outro mistério, outra história, para ser contada outra hora.
- Oi
— Olá... Azumi disse ao individuo que sentará do lado dela
- Olhe para mim...
— Hum? Azumi olhou para o lado, e um largo sorriso se estendeu pelo seu rosto. Oi Peter
Peter segura as mãos de Azumi e se aproxima dela. A garota estremece.
“Sinto o seu perfume... É cheiro de rosa? Devem ser... Ele... A perfeição em pessoa... Ainda por cima ele é um coelho fofo” Ela sorriu.
Peter se aproxima cada vez mais dela. Seu corpo mostrava que ele não estava nervoso, ao contrário de Azumi.
“Seu lábio tocou o meu, seu corpo é frio, e surpreendentemente minha mente ficou vazia, não estava nervosa ou ansiosa. Eu havia esquecido o motivo de eu estar indo para o Brasil...” Azumi se lembra, enquanto espera o avião chegar ao seu novo lar, com Peter segurando sua mão.
O avião pousa. Azumi se levanta e nota algo diferente. Peter havia sumido.
“Novidade? Com certeza não...” Ela suspirou e chamou um táxi. Foi até seu novo apartamento. Ao chegar lá guardou as malas e foi deitar.
-Dia diferente?
— Nem tanto... Ela se sentou no “chão”, aquilo era uma sala preta, nada havia lá, mas ela sabia que ela não iria cair. Apesar de tudo, ela controlava agora seus sonhos.
— Creio que você ainda não sabe como matar os tais “inocentes”
— Estaca? Alho? Decepar a cabeça?
— Isso é com vampiros. O coelho, agora em sua forma de animal, riu
— A ha! Então eles existem... Já desconfiava! Azumi sorriu
— Alice, você não pode desistir da sua missão entendeu, ou você acabará como Yumi.
— Anastásia, ela desistiu... Por mim?
— Sim, ela deu sua alma por você. Amigas para sempre, certo?
— Certo...
— Continuando.
— Ela me disse que meus amigos estavam em paz, e ela? Azumi não conseguia esconder sua tristeza
- Não se pode chamar de algo... Não há um nome especifico... Mas pode-se dizer que não é muito feliz lá...
— Um final triste... Eu também terei?
— Não, por que você não ira desistir! Eu não irei deixar! Por que... Por que... Porque eu te amo Azumi!
O coração de Azumi disparou. Não por que Peter disse que a amava, mas porque ela sabia que era verdade. Pela primeira vez ele a chamou de Azumi, e não de seu pseudônimo. Alice... Ela estava odiando esse nome. Lembrava a morte. Mas Azumi, lembrava seus amigos, e de... Yumi. Ou melhor, Anastásia. Yumi também é um dos pseudônimos que significa morte, neste caso, para Azumi.
-Certo... Azumi disse depois de Peter lhe contar a forma de matar uma pessoa. E falar também sobre os tais vampiros. Na verdade a forma de matar uma pessoa era fácil e nem tão cruel assim... Apenas era questão de sorte. Já sobre os vampiros, eles, na verdade, era se difícil matar.
Subindo as escadas
“Até a morte...”
Azumi acordou. Já havia passado duas semanas que ela estava no Brasil, mas não falou com ninguém, nem comigo...
- Suba até o relógio. — sussurrei, para ela escutar, soando pelo seu apartamento, ecoando no seu quarto.
O relógio de novo... Subir até o relógio? Uma torre?...
É minha nova missão! – disse ela
Pela janela
“Até a vida...”
É estranho esse lugar, eu sussurrava, enquanto narrava minha própria história.
Peter disse que eu deveria encontrar, não, subir, até o relógio. Mesmo que eu não perceba, ele está aqui, me vigiando...
Eu lentamente olhei para cima e vi a grande torre. Parecia muito com a torre do big bang, mas muito mais alta. A torre passava do céu! Ou melhor, das nuvens. Eu teria que subir ali? Quem sabe não tem um elevador?
A entrada é por aqui
“Até a morte...”
Azumi parecia surpresa com o tamanho da torre do relógio, mas ela teria que subir logo.
- Alice! – gritei com ela – Suba logo. Não, não tem elevador. Suba pelas escadas.
Ela começou a subir a torre. Eu sorri, ao ver que ela não me notava.
Logo chego... Logo chego...
“Até a vida...”
Primeiro andar já foi. Só falta uns... Trezentos! – não, eu não estou exagerando, isso é muito ALTO!
Nem sei por que estou subindo isso... Talvez seja porque um maldito coelho não construiu um ELEVADOR?
Continuei subindo, até chegar ao centésimo andar.
Tic Toc, quem bate?
No centésimo andar Azumi parou, e Peter, de longe, observava-a.
- Quem é você? –Ela perguntou
- Vick se apresentando, belíssima dama – Disse o homem, com um sorriso totalmente lindo, mas ao mesmo tempo intimidador e tenebroso. Um sorriso de ver sofrimento...
- Por que você está aqui?
- O relógio parou para mim. Depois de minha briga com a primeira rainha, ela fez o tempo parar para mim. Irei viver aqui no centésimo andar, até que o tempo volte. – Ele pegou uma lebre, que acabará de aparecer, e a rasga ao meio.
- Meu deus! O que você está fazendo! Não faça isso com o pobre animal! – Azumi estava totalmente assustada, vendo a pobre lebre derramar sangue pelo chão.
- Foi essa lebre idiota que veio no mês errado! Estamos em MAIO e ela é de MARÇO!
Azumi saiu correndo, com a tentativa de chegar à próxima escada, e fugir desse homem louco, mas acabou escorregando. Suas roupas azuis ficaram cheias de sangue e de repente apareceu o número quatro¹ escrito em sua roupa.
Levantou-se e saiu correndo novamente, até a escada, conseguindo subir.
Sem parar
“corra Alice, você esta chegando! Ou não...”
— Falta muito?
— Eu creio que não... Olhe a sua frente.
Azumi olhou para frente. Ela não acredita no que estava vendo. Havia chegado ao último andar. Como ela sabia? Estava escrito na porta a sua frente: “escada para o terraço”
Ela saiu correndo em direção a porta. Ela não chegou a tempo.
Ouviu um barulho de um relógio. “Bang!”
Iludida.
“HAHA! Você achava que eu era bom?”
Seu corpo estava todo dolorido. Ela não sabia como estava viva ainda. Havia despencado mais de trezentos andares!
— Porque você fez isso?...
— É meu trabalho Alice, meu trabalho...
— NÃO ME CHAME DE ALICE! Chamo-me Azumi... E o que você disse? Você disse que me amava... Isso era uma mentira?...
— Sim Alice, isso era e é uma mentira. Como eu disse, esse é meu trabalho.
-Você planejou me matar desde o inicio... Planejou tudo o que aconteceu
-Não... Era para você morrer no centésimo andar... Você não precisaria saber disso...
- Seu coelho estúpido! Eu acreditei em você. Não acredito que eu fui tão burra!
— Sabe o trabalho do relógio... O trabalho que eu disse que era seu? Brincadeira! Ele é meu. Meu dever é controlar o relógio! Meu dever é matá-la a qualquer custo.
— Porque, apesar de tudo... O relógio não pode parar...
— É Alice... O relógio não para... Não para você, não para esse mundo. Apenas para quem pode pará-lo. Mas, ao parar, ele tudo destruirá.
— Eu conheço muito bem essa história.
— Então você sabe que é sua hora?...
— Claro que sei.
— Adeus Azumi
— Adeus Peter.
Eternidade
- Esse é seu trabalho Peter! Você deve me obedecer! Esqueça essa garota, ela se foi.
— Sim, ela se foi...
— Afinal, você não queria parar o relógio por ela, não é?...
— Tanto faz, a escolha é sua, minha rainha.
— Sim... Você sabe que o relógio não pode parar.
“E esse ciclo eterno nunca acabará.”
Notas finais
Espero que gostem <3'
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