The Climb - Scorose
6 capítulo 5
Notas iniciais
Ele finalmente se levantou, a cabeça latejando, não apenas pela ressaca, mas também pelas palavras de Albus. O amigo tinha razão. Ele não podia continuar vivendo daquela maneira. Tomou um longo banho gelado e, depois de tomar uma poção revigorante, colocou seu uniforme e seguiu para o Ministério da Magia em Londres.
Scorpius não estava com disposição para passar mais um dia falando sobre aquele caso idiota. Ele não se importava em livrar a barra do avô. Nunca teve um bom relacionamento com ele, e sequer compartilhavam os mesmos ideais. Além disso, o fato de Lúcio não se arrepender de suas ações passadas o deixava ainda mais irritado.
Scorpius sofreu — e ainda sofre — com os feitos de sua família no passado. Durante seu tempo em Hogwarts, foi alvo de provocações e humilhações por ser um Malfoy. Ninguém o respeitava por causa do sobrenome.
Com exceção de Albus, é claro. O amigo nunca o julgou por ser quem ele era. Quando se conheceram no dormitório da Sonserina e descobriram que seriam colegas de quarto, logo viraram amigos inseparáveis. Scorpius também fez amizade com o restante dos Potter e, com o passar do tempo, até ficava alguns dias na casa deles durante as férias.
Foi por meio de Albus que ele conheceu a ruiva dos seus sonhos: Rose Weasley. Eles também se tornaram amigos logo de cara. Rose sempre estava com Albus e Scorpius nos momentos de lazer ou quando iam para um passeio em Hogsmeade. Scorpius adorava o jeito doce dela sorrindo para ele, como seus cabelos longos e ruivos balançavam ao vento enquanto ela jogava quadribol, e a forma como sempre o defendia quando falavam mal dos Malfoys.
Com o tempo, eles perceberam que o que sentiam não era só amizade. Foi após um jogo em que a Sonserina venceu a Grifinória, e Rose reclamava por não ter conseguido segurar a goles e estava com as orelhas vermelhas (herança de seu pai), que Scorpius, por impulso, a pegou pela cintura e a beijou. Não conseguiu se conter. Depois disso, nunca mais se separaram.
Esse relacionamento trouxe momentos inesquecíveis, como o dia em que Ronald Weasley correu atrás dele pelos terrenos da Toca com uma vassoura na mão, gritando que o entregaria aos gnomos de jardim da dona Molly. Só parou quando Gina Potter o acertou com a maldição para rebater Bicho-Papão. Ou quando estavam se beijando à beira do Lago Negro, e James e Albus os empurraram para dentro da água. Rose ficou furiosa, mas Albus disse que era a única medida cabível para apagar "o nosso fogo".
Scorpius balançou a cabeça assim que entrou no elevador, afastando essas lembranças. Eram felizes, mas também dolorosas. A última coisa que ele precisava no momento era lembrar o quanto aquela ruiva fazia falta. Ele ainda não tinha superado o fato de que ela tinha ido embora sem explicações, sem se despedir, e sem sequer mandar uma carta.
Quando o elevador finalmente parou no andar certo, ele caminhou pelo corredor até uma sala com uma porta preta onde se lia "Sala de Reuniões". Abriu a porta sem nem bater. Nesse momento, tudo congelou. Ele se viu encarando aqueles olhos azuis brilhantes que não conseguia tirar da cabeça, nem por um segundo. Percebeu, então, que aqueles olhos também estavam surpresos por vê-lo ali. Ele nem notou quando Albus levantou da mesa e veio até ele, com um sorriso presunçoso no rosto.
— Bom, como já percebeu, a senhorita Weasley é a auror que o ministério americano mandou para nos ajudar com aquele caso.
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