Notas iniciais
Demorei? muitoooo!! Mas acho que valeu a pena... Quero deixar um beijão pra Miss A, que é a minha leitora mais animada da vida, e dizer aos leitores fantasmas que estou de olho em vocês... se manifestem!!

Capítulo 6 — O Encontro Inesperado

Scorpius ficou parado na porta por alguns segundos, tentando processar o que acabara de ouvir. Aquela voz, aquele sorriso... Não podia ser. Seus olhos azuis, que ele conhecia tão bem, estavam ali diante dele, tão próximos e tão distantes ao mesmo tempo. Rose estava sentada à mesa, com uma expressão séria, mas seus olhos, aqueles olhos azuis brilhantes, não conseguiam esconder a surpresa.

— O que você está fazendo aqui? — Scorpius perguntou, a voz falhando um pouco. Ele não sabia se estava mais surpreso ou irritado com a situação.

Rose olhou para ele, um leve sorriso se formando nos lábios, mas ela não respondeu de imediato. Era como se ela estivesse tentando decidir qual seria a melhor forma de lidar com ele. Finalmente, ela levantou os olhos, mais sombrios do que o normal, e falou com calma:

— O Ministério americano me enviou para colaborar com a investigação sobre o seu avô. Eu sou a Auror designada para trabalhar com vocês nesse caso.

Scorpius ficou em silêncio por um momento. A ideia de Rose ali, trabalhando no mesmo caso que ele, não era algo que ele tinha planejado, nem sequer considerado. Ele olhou para ela, tentando entender a razão por trás de sua presença, mas não conseguiu encontrar palavras. O choque foi grande demais para se dar ao luxo de se controlar.

— Então você... — Ele parou, respirando fundo, antes de continuar: — Você está mesmo aqui como Auror? Não pode estar falando sério.

Rose suspirou, e a tensão entre os dois ficou ainda mais evidente. Ela estava ali, no Ministério, com uma missão a cumprir. Não estava ali para conversar sobre o passado, embora ele soubesse que aquela era uma situação desconfortável para ambos.

— Eu estou aqui para cumprir meu dever, Scorpius. Assim como você. — Ela se levantou, colocando as mãos sobre a mesa, de maneira resoluta. — Não estamos mais em Hogwarts, nem em qualquer outro lugar onde o passado poderia nos assombrar.

Ele não sabia o que dizer. Aquilo tudo parecia surreal. Rose, a garota por quem ele ainda sentia algo, agora era uma auror trabalhando com ele em um caso que envolvia seu próprio avô. A complexidade da situação era inegável. A história deles estava tão entrelaçada, mas agora ela estava ali, dizendo cumprir apenas um papel profissional.

Albus observava tudo com um sorriso discreto nos lábios, como se estivesse se divertindo com a tensão no ar. Ele sabia o quanto o encontro entre os dois seria complicado.

— Bom, já que todos nós estamos aqui, vamos deixar as formalidades de lado — Albus interveio, tentando aliviar o clima. Ele se virou para Scorpius. — Precisamos falar sobre o que vem a seguir no caso. Temos uma reunião com os aurors do Ministério britânico mais tarde. E você... — Albus pausou por um momento antes de olhar para Rose. — Precisa se preparar.

Rose assentiu, sua postura mais firme agora. Scorpius observou a maneira como ela se comportava, como se estivesse completamente distante de tudo o que aconteceu entre eles. Aquilo machucava mais do que ele estava disposto a admitir.

— Eu sei, Albus. Eu estou pronta — respondeu Rose, de forma concisa.

Scorpius olhou para ela mais uma vez, tentando ler os olhos que tanto o haviam fascinado no passado. Mas não havia mais o brilho familiar que ele se lembrava. Ela estava fria, distante. Eles eram apenas colegas de trabalho agora. O que restava entre eles era o profissionalismo, e ele precisava lidar com isso.

Ele sentiu uma pontada de tristeza, mas não deixou transparecer. A missão era mais importante agora, e ele não poderia se dar ao luxo de se perder em velhas emoções. Ele tinha que se concentrar no caso.

— Vamos ao que interessa — Scorpius finalmente disse, sua voz mais firme. Ele se virou para Albus e os outros presentes na sala. — O que temos de novo sobre a investigação?

Albus trocou um olhar rápido com Rose antes de começar a falar.

— Os aurors americanos têm novas informações que podem nos ajudar a entender a relação de Lúcio Malfoy com o caso. Precisamos seguir a pista de uma série de transações financeiras que ele fez antes de sua morte. Se conseguirmos reunir todas as provas, podemos finalmente esclarecer se ele esteve realmente envolvido no que aconteceu.

Scorpius se sentou na cadeira ao lado, tentando se concentrar no que Albus dizia. Mas sua mente estava longe. Ele não conseguia parar de pensar em Rose, na mulher que ele ainda amava e que agora estava ali, distante e comprometida com a missão.

Ele sabia que, se continuassem a trabalhar juntos, seria difícil separar o profissional do pessoal. Mas, por enquanto, o caso precisava ser a prioridade.

--

Rose achava que estava preparada para aquele momento, mas ela estava mortalmente errada, nem mesmo sabia o que estava sentindo, só sabia que não estava bem. A única coisa em que conseguia se concentrar naquele momento era o quão lindo ele estava e ao olhar aqueles olhos extremamente cinzas, sentiu suas pernas tremerem, sentiu-se novamente com 17 anos. tentava se concentrar no que alvo estava dizendo, mas estava cada vez mais dificil.

— Como já sabemos, o caso começou com cinco mortes, não apenas de trouxas, mas também de nascidos trouxas aqui no solo britânico. Mas, infelizmente, essas mortes se estenderam até a América do Norte, onde alguns trouxas e nascidos trouxas foram brutalmente assassinados, sem nenhuma ligação entre eles. Inicialmente, o caso foi fechado por falta de pistas, mas, segundo alguns informantes do Ministério Americano, Lúcio Malfoy teria algum envolvimento com essas mortes. Portanto, a morte dele, ocorrida há alguns dias, fez com que nossos superiores decidissem reabrir o caso.

— Vocês devem estar de brincadeira! Meu avô morreu de velhice! Foi encontrado morto em sua poltrona. Por que a morte dele deveria ter alguma relação com a reabertura do caso? — Scorpius se levantou, nervoso, mas não sabia dizer se a irritação era por causa do avô ou por causa de Rose, que estava ali, encarando-o indiferente.

Rose se levantou, séria, e passou a andar lentamente pela sala com uma expressão pensativa. Ela estava mordendo os lábios, o que sempre fazia antes de expressar sua opinião sobre algo. Scorpius não percebeu que a observava com atenção até ouvir as risadinhas discretas de Alvo.

— Chegou ao conhecimento do Ministério Americano que Lúcio Malfoy morreu sem um motivo aparente, e não houve uma comprovação de que foi simplesmente de velhice. Por isso, apoio a decisão de reabrir o caso. Acredito que ele tenha envolvimento, afinal, não se pode confiar em um Malfoy. Eles sempre encontram uma forma de surpreender — Rose disse, com um tom sério, mas com um toque de ironia na voz, olhando diretamente para Scorpius.

Alvo segurou a respiração e olhou de um para o outro, sem saber se devia se preocupar ou rir da expressão de Scorpius. O loiro estava com o rosto tranquilo, mas seus olhos mostravam claramente que, se tivesse a oportunidade, mataria alguém naquele momento.

— Uma forma de surpreender? Como exatamente, Weasley? Desaparecendo por anos sem dar explicações e depois aparecendo como um fantasma cheio de acusações infundadas? — Scorpius falou, nervoso, batendo uma mão na mesa com raiva. Ele finalmente perdeu a calma que tentava manter.

— Ah, eu não sei... — a ruiva falou, soltando um sorriso cheio de sarcasmo. — Talvez tomando uma atitude insensata e não sendo homem o suficiente para mandar alguém da família fazer o trabalho sujo por você. — Rose também bateu a mesa com força e o encarou com mágoa e raiva.

— Do que, em nome de Merlin, você está falando? — O loiro disse, confuso, passando as mãos pelos cabelos com raiva, bagunçando-os. — Os anos nos Estados Unidos te deixaram maluca?

— Maluca? Eu? — A ruiva falou, extremamente nervosa, já tirando a varinha do bolso e apontando-a para ele, sem paciência. — Você vai ver quem é a maluca!

Alvo, vendo que Scorpius também havia puxado sua varinha e a apontava para Rose em defesa, entrou no meio dos dois, desarmando-os rapidamente e pegando suas varinhas. Ele olhou furioso para ambos e suspirou pesadamente.

— Pelas cuecas roxas de Merlin, onde vocês acham que estão? Estamos trabalhando aqui, pessoal! Essa postura de vocês dois é inadmissível! Vocês não são mais adolescentes brigando por uma fatia de torta de abóbora, certo? Já são adultos, e eu realmente espero que tenham maturidade.

Rose respirou fundo e abaixou o olhar durante o sermão de Alvo. Nem ela mesma acreditava no comportamento que estava tendo; ela nunca foi tão explosiva e irracional. Sempre foi a que mostrava razão aos amigos quando brigavam ou se metiam em encrenca (o que acontecia quase todo dia). Scorpius, por sua vez, decidiu que os sapatos pretos e brilhantes eram mais interessantes que encarar os outros dois. Ele finalmente estava ali, na mesma sala que a ruiva, e já estavam brigando por algo que nem ele mesmo entendia direito.

— Olha — disse Alvo, abaixando o tom de voz e tocando nos ombros dos amigos — não sei o que aconteceu entre vocês, mas vão ter que resolver isso o mais rápido possível. Eu me recuso a trabalhar com vocês dois assim. Então, pelo amor de Merlin e pela minha sanidade mental, resolvam isso antes que eu mesmo acabe com vocês dois! E podem acreditar, aprendi umas maldições bem interessantes com a Lily...

Alvo terminou seu discurso e, soltando os amigos, deu-lhes um último olhar irritado antes de sair da sala de reunião, batendo a porta com força e deixando Rose e Scorpius em silêncio.

Scorpius suspirou depois de uns cinco minutos de silêncio total. Ainda sem olhar para a ruiva, ele abriu a porta, mas antes de sair, deu-lhe um meio sorriso (aquele sorriso que lembrava muito o jeito como ele sorria nos tempos de Hogwarts, quando estava aprontando alguma travessura) e disse, em um tom bem baixo:

— Bem-vinda de volta a Londres, Rosie. — Ele piscou para ela e saiu, fechando a porta atrás de si.

Rose se sentou na cadeira e apoiou o rosto nas mãos, que ainda tremiam. Ela não sabia nem por onde começar a tentar resolver seus problemas com o loiro, mas tinha certeza de que odiava ainda sentir algo por aquele idiota. Por fim, deu um sorriso para si mesma e murmurou, antes de se levantar e se dirigir à porta:

— Maldito sorriso...

Notas finais
Agora as coisas vão começar a tomar um rumo hein!! Espero que gostem. xox