Notas iniciais
E mais um capitulo está no ar. espero que estejam gostando de ler, assim como estou amando escrever. gostaria também de agradecer a RoseDweasley, que foi a primeira leitora a favoritar essa Fic.

Cinco anos depois

Quando o sol adentrou o quarto de Rose pelas frestas das cortinas, ela fez uma grande careta. No entanto, essa careta logo se transformou em um sorriso quando um certo corpinho pequeno e leve pulou em sua cama animado, fazendo-a abrir os olhos e observar a linda garotinha loira, com olhos extremamente azuis, que a olhava com expectativa.

— Mamãe! Levanta, levanta, levanta! — repetia a menina animada, enquanto tentava, sem muito sucesso, empurrar a mãe para fora da cama.

Lily, que observava a cena escorada na porta, ria intensamente enquanto a garotinha travava uma batalha contra o corpo preguiçoso e sonolento de Rose Weasley.

Finalmente, Rose se sentou na cama e agarrou a filha, distribuindo cócegas na garotinha, que gargalhava e pedia ajuda para sua tia Lily, com as bochechas vermelhas. Lily, sendo a tia coruja que era, logo correu em socorro da pequena, pegando-a no colo e a tirando dos braços de Rose, que bufou em protesto.

— Você é muito intrometida, Lily! — exclamou a ruiva, se levantando e arrumando os próprios cabelos.

— Bom dia para você também, prima — disse Lily, risonha, e colocou a pequena no chão. — E a propósito, feliz aniversário!

Rose sorriu e balançou a cabeça. Não se importava realmente com aquela data; para ela, nos últimos anos, era apenas mais um dia — mais um dia em que ficava mais velha.

— Tia Lily me ajudou a fazer isso para você, mamãe — disse a garotinha, entregando um cartão desenhado e cheio de glitter para a mãe. — Feliz aniversário! — ela enfatizou assim que Rose abriu o cartão.

Ao pegar o cartão, Rose observou um desenho da filha. Nele, a pequena estava de braços dados com Rose, com Lily ao lado, mas ela notou que a filha segurava a mão de um homem também. Uniu as sobrancelhas e se abaixou na altura da filha.

— Quem é esse, Mel? — rose levantou uma das sobrancelhas, curiosa.

Melanie olhou para a mãe com as bochechas vermelhas e abaixou o olhar antes de responder timidamente.

— Esse é meu papai... Sei que não o conheço, mas gosto de pensar que ele está sempre com a gente.

Os olhos de Rose imediatamente se encheram de lágrimas, e ela abraçou a filha rapidamente, tentando conter as emoções. Lily, percebendo o clima, tratou de desviar a atenção de Melanie.

— Mel, que tal me ajudar a servir o café? Sua mãe já deve estar atrasada — exclamou Lily, pegando a mão da menina e a levando para a cozinha.

Já era um pouco mais tarde quando Rose chegou ao MACUSA (Congresso Mágico dos Estados Unidos da América), caminhando rapidamente até sua sala. Já estava um pouco atrasada. Passou por seu colega, desejando-lhe bom dia, e quando já estava prestes a abrir a porta, Bryan a alertou.

— Portman está te esperando aí dentro, Rose... E está com cara de poucos amigos. Acho que tem relação com aquele nosso caso inacabado — disse ele, revirando os olhos. Bryan Bowen não ia muito com a cara do chefe do Departamento de Aurores, mas nunca falaria isso em voz alta. — Ah, já ia me esquecendo: feliz aniversário, Rose — exclamou animado e deu um beijo em sua bochecha. — Nos vemos depois que você enfrentar a fera.

Rose riu para ele. Aquele moreno realmente não tinha jeito. Bryan era um homem bom e muito bonito, diga-se de passagem. Seu corpo era musculoso, graças ao treinamento de Auror, e seu cabelo preto sempre estava bem arrumado e aparado. Além disso, seus olhos acinzentados a faziam lembrar muito de uma certa pessoa. Ela balançou a cabeça, afastando esses pensamentos. Bryan foi o primeiro amigo que fez assim que chegou a Nova York.

— Obrigada, e prometo que sobreviver é uma prioridade — piscou para ele, que riu e seguiu em frente pelos corredores.

Ela abriu a porta e se deparou com Davis Portman sentado em sua cadeira, com o jornal aberto na primeira página.

— Finalmente, senhorita Weasley. Achei que não iria chegar — falou o homem, sem um pingo de calor. Rose suspirou e colocou sua bolsa em cima da mesa.

— Me desculpe, senhor Portman, é que hoje é meu aniversário, e minha prima se empolgou com o café da manhã, e...

Não conseguiu terminar a frase, pois o homem logo a cortou.

— Isso não vem ao caso agora, Weasley — disse de modo grosseiro, jogando o jornal sobre a mesa. — Está vendo isso?

Rose olhou para o jornal e, logo na primeira página, viu uma grande foto de Lucius Malfoy, acompanhada do título: "Morre nesta madrugada Lúcio Malfoy, sua morte ainda é um mistério sem precedentes, o que chocou não só sua família, mas a comunidade bruxa." O resto do texto explicava que ele fora um ex-comensal da morte e todos os seus feitos em uma curta biografia.

— Lúcio Malfoy está morto? — exclamou Rose, realmente chocada. Ela não tinha absolutamente nada a favor daquele homem, muito pelo contrário, ainda se lembrava das palavras que ele fez questão de dizer a ela, mas aquele não era momento para velhas lembranças.

— Exatamente. E devido a natureza dos antigos fatos e nossa investigação sobre o envolvimento dele em atividades suspeitas, como a morte e o desaparecimento de nascidos trouxas, não só na Inglaterra, mas também aqui em solo americano, queremos que dois dos nossos melhores aurores se encaminhem para Londres e, juntamente com o Departamento de Aurores de lá, reabram o caso e investiguem as novas pistas.

— Quer que eu vá para Londres? — perguntou, surpresa. — Com todo o respeito, senhor, não posso largar a minha vida aqui e ir até lá abrir um caso arquivado sem nenhuma pista realmente relevante.

— não quero ouvir suas desculpas, Weasley. Quero você em Londres. Brian irá se juntar a você assim que possivel. Além do mais, vai poder levar sua filha, se assim desejar, uma vez que não sabemos quanto tempo essa investigação pode durar. Por hoje é tudo. Esteja aqui amanhã logo cedo. Uma chave de portal levará vocês diretamente para Londres — e, dizendo isso, ele deu as costas a ela e saiu andando tranquilamente.

Rose balançou a cabeça irritada. Por que logo ela? Por que não Sara Copper? Ela também estava no antigo caso, e tinha bastante tempo livre, diferente dela, é claro.

Ela ainda não sabia se estava pronta para voltar àquela cidade que tanto lhe fez mal e rever sua família. Eles sabiam da existência de Melanie, mas nunca tiveram um contato realmente direto com a menina. Rose tinha certeza de que, quando vissem a menina, saberiam a verdade que ela tanto se empenhou em esconder por longos cinco anos.

Amaldiçoou até a sétima geração de Portman. Afinal, ela não estava pronta para voltar para Londres e encarar velhos fantasmas.

Notas finais
como será essa volta para Londres? estão com vontade de ver um certo loiro? então vou dar um spoiler, ele aparece no próximo capitulo. :p xox