The Climb - Scorose
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Assim que Alvo abriu a porta de seu apartamento, teve uma grande surpresa. Roupas estavam espalhadas por toda a sala, copos descartáveis em lugares inusitados, sem contar o insuportável fedor vindo da cozinha, cujo cheiro ele não conseguia identificar e nem queria. Não imaginava que a semana em que ficou fora fosse o suficiente para tanta bagunça.
Caminhou mais um pouco até um corredor e abriu uma das portas sem cerimônia. Não se surpreendeu ao encontrar o amigo jogado na cama, ao lado de uma morena qualquer, dormindo profundamente.
Alvo já estava acostumado com as atitudes de Scorpius, então, sem pressa, apenas revirou os olhos e acendeu a luz do quarto antes de gritar o nome do amigo.
— Scorpius! — Seu grito funcionou, pois o loiro acordou com um salto, assim como a garota ao seu lado. Ela imediatamente ficou vermelha ao ver Alvo e se levantou rapidamente, vestindo suas roupas e saindo como um foguete, sem nem dar adeus ao loiro.
— Está maluco, Potter? — Scorpius se endireitou na cama assim que ouviu a porta da frente bater. — Não tem nada melhor para fazer da vida, não?
— Ah, eu tenho, pode acreditar! — foi ironico, e revirou os belos olhos esverdeados. — Mas, pelo jeito, você é que não tem.
Scorpius soltou um longo suspiro, fechando os olhos para tentar ignorar a ressaca que começava a se manifestar, e que piorava toda vez que ouvia a voz alterada do amigo.
— Olha, cara, sei que as coisas estão difíceis, principalmente agora que o seu avô se foi —Alvo tentou suavizar o tom de acusação. — Mas você não pode viver a vida inteira assim. Vive em baladas, chega bêbado em casa, e está com uma mulher diferente toda noite! Você não era assim, Scorpius! — Alvo encarou o amigo com preocupação.
Alvo estava absolutamente certo. Malfoy não era aquele tipo de cara, pelo menos não em Hogwarts. Ele não era o aluno mais aplicado, mas se saía bem nas matérias. Scorpius também não era mulherengo; ficou com apenas três garotas durante os sete anos em Hogwarts. Uma delas era sua prima Rose, com quem namorava desde o quinto ano, e a partir de então, ele não teve olhos para mais ninguém. Até o momento em que ela foi embora.
Rose se mudara para outro país com sua irmã Lily, sem dar muitas explicações à família. Quando o assunto era tocado, sua tia Hermione logo mudava o rumo da conversa. Rose simplesmente sumiu e também não deu satisfações e nem se despediu de Scorpius. Foi então que as coisas começaram a mudar drasticamente para ele. Ele mergulhou em uma longa depressão e, quando parecia estar se recuperando, começou a frequentar bares e baladas, nunca mais se envolvendo seriamente com nenhuma mulher, usando-as apenas como objetos de uma noite. Isso deixava Alvo profundamente irritado com o melhor amigo.
Scorpius encarou Alvo por alguns segundos e suspirou.
— Sei que tem razão. Eu sou um idiota, mas por enquanto, esse é o único sentido que vejo para a minha vida, Alvo.
Alvo ficou em silêncio por alguns minutos, conhecendo bem o amigo e sabendo o quanto Rose fazia falta para ele.
— Eu preciso ir ao Ministério. Dois aurores americanos estão vindo para cá por causa daquele caso — Para ele, essa história ainda iria render. — Vou buscá-los e acomodá-los. Então tome um banho demorado, coloque uma roupa decente, que eu te espero mais tarde para darmos inicio a missão — disse o moreno, despedindo-se do amigo e saindo rapidamente em direção ao Ministério da Magia.
--
Quando Rose, Lily e Melanie tocaram no velho troféu, que servia como chave de portal para Londres, Rose ficou apreensiva. Não tinha expectativas muito boas sobre o que encontraria em sua cidade natal.
Quando se levantou do chão e ajudou Melanie a se erguer, notou que já estavam no Ministério britânico. Foi só então que percebeu o quanto sentia falta daquele lugar. Seus pensamentos foram rapidamente interrompidos quando um homem de cabelos pretos bagunçados e olhos intensamente verdes entrou pela porta naquele exato momento.
— Rose? — exclamou Alvo, surpreso. — Você é a Auror americana? — perguntou, atônito.
Rose ficou parada por alguns minutos surpresa antes de se lançar em direção a Alvo e abraçá-lo fortemente. Sentiu uma imensa saudade do primo durante todos esses anos. Eles só se comunicavam por carta, e ela não podia revelar muitas coisas, por isso sempre se mostrava evasiva e distante.
— Bom saber que também sentiu minha falta, irmãozinho — exclamou Lily, observando o abraço com um meio sorriso.
Alvo fez uma careta para Lily. Ela sempre vinha a Londres sozinha nas datas comemorativas, então não sentia tanta falta assim da irmã. Mas, quando se soltou de Rose, logo a abraçou também.
— Você não me deu tempo para sentir sua falta, maninha, na verdade eu chamaria de alívio... — disse, sorrindo, e se afastando dela. — Onde está o outro auror? recebi instruçoes que chegariam dois, e tenho certeza que lily nunca passaria no teste pratico... — perguntou, olhando ao redor da sala e desviando de um tapa na cabeça que lily tentou acertar nele.
— Aconteceram uns imprevistos e ele só vai chegar daqui a uma semana. Por enquanto, sou só eu — Rose disse, dando um meio sorriso que logo desapareceu ao perceber o olhar curioso de Alvo voltado para sua filha.
O moreno se abaixou até a altura da garotinha extremamente loira e a olhou diretamente nos olhos.
— Oi, princesa. Então você é a gnominha arteira que minha irmã não para de falar? — perguntou, levantando levemente uma das sobrancelhas e sorrindo amigavelmente pra pequena.
— Meu nome é Melanie Lyra Weasley, não sou gnoma, sou até que alta se comparar com as outras meninas da mnha idade — respondeu a garotinha, alegremente. Lily não disse nada, apenas observava a cena, segurando o riso. Estava claro que Alvo já tinha entendido tudo, pelo olhar que estava lançando a Rose naquele momento e ela estava em uma bela encrenca.
Rose ficou paralisada quando Alvo se levantou e a encarou com um olhar de compreensão, um brilho diferente nos olhos.
— Podemos conversar na minha sala, Rose?
Fale com o autor