The Chronicles of Rosalee Black
9 Perfect day
Notas iniciais
Você sabe aquele sentimento que você senta ao acordar de que o dia seria perfeito? Pois bem, eu senti isso hoje. Não é uma sensação comum para mim, até porque ninguém acorda cedo e fica feliz. Mas hoje era diferente, hoje não era um dia comum. Hoje iria ser o melhor dia de todos. Eu praticamente conseguia ouvir os pássaros cantando e ver o sol brilhando mais forte do que qualquer outro dia. Praticamente voei do dormitório, não queria que nada e nem ninguém mudasse meu humor. Parecia que apenas os lufanos haviam me superado em acordar cedo, pois quando saí do castelo vi vários um grupo de garotos com o cachecol da Lufa-Lufa. Não ia simplesmente me meter no meio deles e começar a falar como se fossemos grandes amigos, então decidi subir numa árvore para me sentar. Dali eu conseguia ver tudo, do topo das árvores até a graminha verde no chão. Estava tudo muito tranquilo, até que uma maçã bateu na minha cabeça. Não era uma maçã que havia caído da árvore, alguém havia jogado a maçã em mim. Olhei para baixo e vi um garoto rindo. Ele realmente não tinha medo do perigo, ou não sabia quem era Rosalee.
— Seus pais nunca te ensinaram que não é educado jogar coisas nos outros?
— Foi a única maneira de chamar sua atenção.
— Um simples oi bastaria.
— Jonathan Jones.
— Quoi*?
— Meu nome é Jonathan, mas meus amigos me chamam de Johnny ou JJ.
— Você entendeu o que eu disse ou foi um palpite de sorte?
— Fui pra França nas férias do ano passado. Ou eu aprendia a falar, ou morria de fome.
— Foi exatamente por isso que eu aprendi. Quer dizer, eu tinha onze anos e precisava entender o que as professoras diziam.
— Alemão ainda é pior.
— Parece que eles estão sempre gritando enquanto falam. — com muito cuidado eu desci da árvore, limpei um pó que tinha na minha saia e tirei uma mecha de cabelo que estava tapando meu olho.
— Eles provavelmente estão.
— Rosalee Black. É meu nome, mas eu acho que já sabia.
— E como saberia?
— Você está brincando? Uma Malfoy Black linda e simpática como eu é conhecida por todos. — joguei meu cabelo pro lado e cruzei os braços, tentei segurar o sorriso — sem sucesso -.
— E modesta.
— Isso eu puxei dos Malfoy, confesso. Eu fui criada para ser um ser superior, mas não conte isso pra ninguém.
— Seu segredo está salvo comigo.
— Você é engraçado. Todos os lufanos são engraçados assim?
— Só os mais legais.
— Vejo que também não é modesto.
— Modéstia é para os fracos.
— Modéstia é para os não loiros. — nos encaramos por alguns segundos e depois começamos a rir.
— Eu preciso ir, prometi ajudar meu amigo Cedric com o torneio. Você sabe como nós lufanos somos.
— Eu prometi ajudar meu amigo Harry. — continuamos encarando um ao outro por mais alguns segundos. — Foi um prazer conhecê-lo, Johnny.
— Nós ainda vamos nos ver muito. — ele pegou e beijou minha mão, me deixando surpresa. — Até breve, Rosita. — eu fiquei apenas observando enquanto ele entrava no castelo. Ele era bonito, não dava pra negar isso. E além de bonito era extremamente encantador.
— Rosalee! — ouvi a voz de Hermione me chamar.
— Hermione! Faz tanto tempo, como vai o Ronald? Ainda sendo um teimoso?
— Rosalee, espera. Eu preciso focar. Eu tenho um recado. Rony disse que Simas disse a ele, que Parvati disse a Dino, que Hagrid está procurando o Harry.
— E você está me dizendo isso por quê?
— Porque não consigo encontrar o Harry! Eu já procurei pelo castelo inteiro e nada. E eu preciso estudar, Rosalee.
— Mione, eles tem que fazer as pazes logo.
— Eu sei. Isso está me matando.
— Vou dar o recado assim que encontrá-lo. — ela acenou com a cabeça e se virou para sair. Provavelmente ela iria para a biblioteca. — Mione...
— Sim?
— Eu sei. Sobre o Black. — os livros que ela carregava caíram no chão, eu imaginei que talvez ela estivesse de boca aberta ou algo assim. Não esperei por uma resposta, eu não sabia o que esperava ao dizer aquilo mas era como se meu organismo precisasse se livrar naquele conhecimento. Eu andei pelo castelo, praticamente andei por toda parte até encontrar Harry num corredor. — Harry James Potter!
— Rosalee?
— Rosalee. Eu. Harry. Você. — apontei com meu dedo indicador para deixar mais claro o que eu queria dizer. — Hermione pediu para eu te dizer que o Rony disse pra ela que o Simas disse a ele, que Parvati disse a Dino, que Hagrid está procurando por você.
— Certo... — então ele fez uma careta. — Pera, o quê?
— Você vai realmente me fazer repetir tudo?
— Por que o Rony não veio me dizer?
— Porque o Ronald está sendo o Ronald. Vai ficar tudo bem, Harry. — sem pensar no que estava fazendo, o abracei. Por um momento eu esqueci que tudo entre nós estava um tanto quanto estranho depois daquela noite. Me afastei tão rápido quanto o abracei. — Tudo que você precisa saber é que Hagrid está procurando por você. Talvez seja algo importante.
— Você está certa.
— Eu sempre estou certa, Harry. Agora é melhor você ir, quanto mais cedo você achá-lo mais cedo vai conseguir se concentrar em treinar. Prometi que iria ajudá-lo e eu vou. E depois vamos pular pra operação ruivo... Também podemos chamar de operação vamos colocar juízo na cabeça do Ronald.
— Rosalee.
— Sim?
— Nós vamos ter que falar sobre isso em algum momento.
— Sobre o que tinha na lareira? Não precisamos conversar sobre isso. Na verdade, eu ainda não quero falar sobre isso.
— Não. Sobre...a outra coisa.
— Outra coisa?
— O... beijo. — Harry estava mais vermelho que um tomate, se é que isso era possível.
— Você quer dizer o quase beijo? — ele parecia ter engasgado com o ar. — Ah, Harry, eu fico lisonjeada, mas você vai ficar sem fôlego quando te beijar de verdade. — eu não tinha noção do impacto do que eu tinha dito teria nos próximos dois segundos para mim. Dois segundos depois de dizer isso eu realmente entendi que havia falado em voz alta. Eu havia dito que beijaria o Harry... Minha cabeça não poderia estar mais confusa do que agora.
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