The Chosen One

3 Até que fim algo que vale a pena.


– Dipper! Mabel! — disse Soos ao nos ver.

– Soos, AH! — Mabel correu na direção dele e o abraçou, dando seus costumeiros gritinhos histéricos.

– Hey So... ai! ok, ok, muito forte! — eu disse quando ele quase me sufocou com o abraço.

– Oh, desculpa. Mas.. que bom que voltaram!

–MENINAS!!! — Mabel notou que suas amiguinhas também estavam ali e foi até elas. Quase fiquei surdo com tantas notas agudas que saíram de suas vocas.

– Onde vamos dormir? — perguntei.

– No mesmo quarto em que ficavam, mas não se preocupem, demos uma geral nele — respondeu Soos — Esperem que vou chamar a Annie.

Annie? Mas que Annie? E cadê a Wendy?

Logo ele estava de volta, com uma garota atrás. Ela era bem bonita: cabelos castanhos compridos e meio ondulados, olhos verdes, a boca curvada em um sorriso tímido, pele clara com bochechas fofas e um pouco coradas no momento, vestia uma blusa do The Beatles (Minha banda preferida), calça jeans e tênis all star vermelho.

– Oi. — disse ela com uma voz suave e baixa.

–Oi. — respondi quase que do mesmo jeito.

– Dipper, Annie. Annie, Dipper. — disse Soos — Ela começou a trabalhar no lugar da Wendy quando ela pediu demissão. Annie, ajude-o a levar as malas.

– Está bem...

Fomos andando até chegar perto das malas e, quando ela pegou uma, eu disse:

– Hey, não precisa, consigo carregar sozinho!

– Peguei umas 4 malas e cambaleei, quase caindo, devido ao peso, fazendo-a rir.

– Não precisa bancar o fortão, esses braços magrinhos não me enganam. – disse ela, pegando duas e, quando o fez, nossos olhares se cruzaram, mas ambos desviamos já que somos tímidos.

Começamos a caminhar em direção ao quarto, em silêncio, cada um com vergonha para perguntar ou falar alguma coisa, até que eu juntei coragem e perguntei:

– Então, quantos anos você tem?

– 16, e você?

– Idem...

– Sabe, falaram muito a respeito de você e sua irmã Mabel, e eu escutei tudinho. Fiquei sabendo que você é inteligente e gosta de mistérios. Estou correta?

– Ah, quanto a parte do inteligente, eu não sei. Mas sim, gosto de mistérios.

– Legal... Vejo que é bonito e modesto também... — disse ela beeem baixinho que quase não consegui ouvir.

– Valeu, você também é muito... lin-linda... – respondi, faltando morrer de vergonha, assim como ela parecia estar de tão corada que estava. Fofa...

– Obrigada... — ela sorriu, com a cabeça baixa enquanto encarava seus pés.

– Mas fale mais de ti.

– bem, gosto de rock, indie, livros, frio, escrever, dormir... E mistérios. Assim como você. E aqui em Gravity Falls é perfeito para isso. Quero dizer... essa cidade é tão sinistra, não acha?

– Sim... E eu que, quando mais novo, pensava que era louco por ser o único que tinha essa impressão.

– Dois.

Quando vimos, já estávamos na porta do quarto. Depositamos as malas em cima de uma das camas – que, felizmente, eram maiores – e então ela disse:

– Nunca fiz amizade tão rápido com alguém. Principalmente com um garoto. Mas, que bom que voltou para cá. Assim não fico tão isolada.

– Pois é, nem eu. Foi legal te conhecer Annie.

– Igualmente Dipper.

De repente, Mabel e suas amigas parecem, trazendo o restante das malas, e Annie já ia deixando o quarto quando voltou e disse:

– Vai ter uma fogueira hoje à noite, por que vocês não vêm?

– Seria ótimo! — respondeu Mabel e eu concordei com um “sim”

– Ok, até mais tarde!

–Até – falei baixinho, enquanto minha irmã gritou o mesmo.