Notas iniciais
IIIIIIIT'S TIME /////sebate Oi povo! Isadora aqui...de novo :v Bom, eu que estou encarregada de postar os capítulos, então só pode ser eu, não? Bem, durante quatro capítulos(contando com esse), todos farão referência ao primeiro dia, para vocês conhecerem um pouco do tipo de personalidade e narrativa de cada protagonista. Claro que sempre serão POV's diferentes, mas sempre serão anunciados no início do capítulo. Os capítulos serão postados semanalmente. Eu apenas demorei porque...gente, pelo amor de Deus, férias

Pov's Yume

–Camus! Camus! Responder a sua irmã, só de vez em quando, é muito bom! — Eu falava enquanto cutucava Camus.

Estávamos em nossa limousine. O motorista me levaria ao colégio Saotome e depois iria para um estúdio de filmagem com meu irmão. Tentava conversar com Camus no caminho, mas como sempre, ele me ignorava e ficava lendo um livro. Já havia tentado o ler também, mas era muito chato.

–O Saotome vai fazer "aquela coisa" de novo? — Me referia a sua apresentação para os novatos.

–Eu só trabalho com ele. Não tenho a obrigação de me envolver com sua vida pessoal. — Eu ia reclamar de sua grosseria, mas era a primeira vez que ele me respondia com mais de uma frase em séculos. A próxima vez, bem, vamos esperar para uma próxima vida.

A limousine parou na frente do colégio e chamava a atenção de todos em volta. Confesso que achava divertido fazer isso de vez em quando. Dei adeus ao Camus mas ele nem sequer olhou. Não é como se eu não estivesse acostumada.

Assim que saí do automóvel, um vento leve bateu em meu rosto como se fosse um clipe musical ou algo do tipo. Tinha um sorriso estampado em meu rosto e me sentia sendo encarada por quase todos. Ouvia alguns sussurros e elogios, o que me deixava ainda mais feliz!

Antes de dar atenção a qualquer um, precisava ver o meu dormitório e deixar as malas por lá. Pedi informações para um garoto para saber onde estava a lista de "companheiros de quarto" e ele apontou para um quadro enorme a direita.

Quando cheguei lá, dei um suspiro de alívio. Não havia ficado com ninguém estranho e desconhecido, e sim, com a Narume Mei. Sim, minha amiga Narume, a qual pode ser confundida facilmente com um diabo-das-tasmânia.

Comecei a procurá-la no meio daquela multidão. A encontrei quase no centro. Ela olhava para o quadro com os olhos arregalados. Ou estava muito feliz, ou estava quase surtando de pânico.

Resolvi tirar a dúvida e fui até ela. Deixe as malas no chão e a abracei. Ela estava tão concentrada que nem havia percebido que eu estava perto dela. Só se tocou quando sentiu meus braços envolvendo seu pescoço.

–Narume! Somos colegas de quarto! — Ela começou a tentar tirar meus braços.

–Me solta, sua idiota!

Okay, ela não estava feliz.

–Vamos lá, Narume! Não é tão ruim ficar no mesmo quarto que eu! Prometo que não vou te irritar em momento algum!

–Aham, claro, vamos nos divertir muuuuito. — Disse com a testa franzida e um sorriso irônico. Só não era mais irônico que a sua voz.

–Já disse que adoro o seu bom humor? — Respondi rindo e depois a soltei. — Bem, eu não estou afim de assistir a cerimônia de abertura, então vou ficar um pouco em nosso quarto.

–Não acha que isso é falta de educação? — Narume falou.

–Er...não! É só uma coisinha de nada! Depois você e as outras me contam o que aconteceu!

Narume parecia um pouco impaciente. Estava com uma cara de "eu vou contar até dez para não te bater" e, depois de um suspiro, voltou a falar.

–Faça o que quiser.

–Nossa! Que avanço! Eu não recebi nenhum tapa ou soco! — Depois disso, eu peguei minhas coisas e saí correndo antes que ela mudasse de ideia.

Enquanto corria, esbarrei de leve em duas pessoas. Olhei para elas e percebi que era Hanami junto de Lucy. Elas me olhavam sem entender o porquê de eu estar indo para a direção oposta.

–Depois eu explico! Se quiserem saber, a Narume está lá no meio! Até mais! — Disse apressada, virei de costas e voltei a correr antes que alguém sentisse minha falta da cerimônia.

Quando cheguei no corredor dos dormitórios(o que demorou um pouco, já que eu me perdi várias vezes no caminho), eu desacelerei os passos e abri a porta do meu quarto. Não era tão grande como o meu quarto, mas dava pra sobreviver.

Deixei minhas malas ao lado de uma das camas e depois fui para a janela. Consegui achar Narume, Hanami e Lucy naquela multidão. Estavam juntas e quase na primeira fileira da frente. Foquei mais em Narume, ela parecia estar bem tranquila, como se nada tivesse a irritado a poucos minutos atrás. Era impossível negar que ela era bem mais calma com os outros do que comigo. Se eu não existisse, com certeza, ela seria menos estressada.

–Por outro lado, se eu não existisse, a vida dela seria muito chata e sem-graça. — Falei sozinha e comecei a rir.

Em alguns minutos, eu estaria na primeira aula. Então abri a minha mala e peguei meu estojo e alguns cadernos. Enquanto a cerimônia era feita, fui discretamente para a minha sala de aula.

Talvez fosse por causa do meu irmão, mas eu estava na classe S, assim como as outras garotas. Do nada, lembrei que Syo Kurusu, um amigo de infância, por acaso, estava na minha sala. Talvez eu tenha algum tipo de imã para pessoas estressadas.

Coloquei meu material na primeira carteira da fileira do meio. Queria que os professores me percebessem não pelo fato de eu ser razoavelmente conhecida, e sim, pelo meu potencial.

Enquanto esperava, comecei a pensar em formar de irritar o Syo e a Narume ao mesmo tempo(embora isso fosse quase suicídio). Mas de repente, me veio pensamentos do passado.

Syo foi meu amigo desde sempre. Nossas brigas "de verdade" nunca duravam muito, algum de nós dois sempre se rendia e pedia desculpas. Também me veio a imagem de um outro garoto que eu não lembrava o nome. Ele também era loiro, mas estava longe de ser o Syo. O garoto tinha por volta de uns dez anos e chorava enquanto rasgava várias partituras de músicas.

"Qual era o nome dele mesmo? Era..."

Meus pensamentos pelo barulho alto do sinal. Fiz uma cara de "eu nunca estive aqui antes da cerimônia" enquanto os alunos entravam.

Fiquei procurando as garotas, mas primeiro, avistei Ren adentrando a sala com aquele seu típico sorriso e acompanhado de Syo, que gritava pada não chama-lo de "baixinho". Syo virou o rosto e me viu. Dei um sorriso e acenei para ter certeza que ele havia me visto, como esperado, ele retribuiu o sorriso e acenou de volta, mas depois, voltou a xingar Ren e foi para o fundo da sala. Uma pena, alguém já roubou o meu cargo de irritar o Syo.

Avistei as meninas com as caras surpresas. Parece que o Saotome se superou dessa vez, ou simplesmente o mesmo dos outros anos.

Narume e Lucy também foram para o fundo, mas Hanami se sentou ao meu lado. Seu típico jeito frio parecia incomodar um pouco os outros alunos.

–Hey! Hanami! — Eu a cutuquei com a caneta e ela me olhou. — Acho que vão gostar mais de você se fizer assim! — Eu apontei para a minha boca e sorri.

Hanami ficou me encarando por longos segundos e depois desviou o olhar, como se eu não tivesse dito nada. Cutuquei-a de novo e agora, seu olhar parecia um pouco mais estressado. Só depois que lembrei, Hanami odeia que a cutuquem.

–Ahn...Hanami... — Tentei ignorar seu olhar. — Como foi a cerimônia?

–Luzes e música, nada demais. — Respondeu, ainda com um olhar penetrante. — A Lucy pode te explicar melhor.

–Sim, sim, mas eu queria saber a SUA opinião! — Persisti.

–Minha opinião não vai fazer diferença em sua vida. — Ela deu de ombros e voltou a encarar o nada.

Nossa, aquela doeu. É realmente complicado conversar com a Hanami sem receber um fora, ou achar um assunto que ela goste.

Espere aí...era isso! Um assunto que ela goste!

–O cappuccino daqui é horrível! O que eu vou fazer? Uma pena que ninguém sabe fazer!

Mentira horrível! Nem sabia se tinha cappuccino aqui1 Ela nunca iria acreditar em mim!

–É sério? — Ela disse, ainda olhando o nada e com um tom um pouco mais curioso. Não acredito! Consegui!

–Sério! Ele tem gosto de tudo, menos cappuccino!

–Pensei que não gostasse de cappuccino...

Pense, Yume, pense!

–Não gostava! Passado! Hoje em dia, eu amo cappuccino! — Continuei mentindo.

Ela ficou quieta e continuou olhando pro nada. Provavelmente, percebeu que era uma mentira. Fiquei pensando em como iria pedir desculpas para ela.

–Se quiser, eu faço um pouco para você. — Hanami voltou a me encarar. Vitória!

–Não precisa! Eu dou um jei...

–Eu insisto. — Ela me cortou. Seu tom continuava frio, porém, parecia um pouco, mas beeeeem pouco, ahn, animado? — Honestamente, eu sou boa fazendo isso, é bem fácil, não demorei muito para aprender e...

Hanami começou a falar de cappuccino durante uns dois minutos, mas pareciam horas. Eu odeio qualquer tipo de cafeína, mas não podia mandar ela ficar quieta depois de ter puxado tanto assunto. No final, eu tive que aceitar o cappuccino. Não custa nada beber um, provavelmente, será a última vez.

A porta de abriu e vimos um artista famoso, Hyuga Ryuya entrando na sala. Não fazia ideia que nossos professores seriam idols famosos. Syo deveria estar pirando! Desde criança, sempre gostou dele!

Hyuya começou a explicar as regras do colégio e comentou que, apenas hoje, o segundo e terceiro ano estariam na mesma sala que o primeiro. Isso significa que só poderei falar com o Syo durante os intervalos a partir de amanhã. Depois de um tempo, comecei a ignorar aquele discurso. Não faria diferença mesmo. Olhei para o lado e percebi que Hanami estava bem concentrada.

Longos minutos se passaram e, finalmente, o sinal tocou e cortou aquele discurso chato. O professor foi embora junto com vários alunos desesperados para sair da sala.

Eu peguei o meu cartão. É tão estranho ter que pagar comida com um cartão. Quando fui falar com as garotas, percebi que apenas Lucy havia sobrado na sala de aula. Ela parecia procurar seu cartão dentro da mochila.

–Lucy! Parece que você é a única que não está desesperada por comida! — Ela olhou para mim e riu. Fui em direção da sua carteira.

–Ainda não achei o meu cartão. Talvez eu tenha o deixado no quarto e...

–Não é esse? — Eu peguei um que estava no chão e tinha o seu nome. — Você deve ter deixado cair quando abriu a mochila.

–Obrigada, Yume-chan! — Lucy pegou o cartão da minha mão. — Dessa vez, você vem para o refeitório com a gente, não é?

–Sim! Mas temos que achar as outras apressadas! Elas devem estar por lá também!

Lucy assentiu com a cabeça e, juntas, fomos em direção ao refeitório conversando. Há quanto tempo eu não conversava com alguém sem receber um único fora!

Aquele dia estava sendo maravilhoso! Só espero que este pensamento dure até o fim!

Notas finais
E aí? Gostaram da Yume? (Minha personagem preferida, porque sim! Não é como se eu tivesse intentado ela ou algo do tipo). Deixem seu review, por favor, porque isso ajuda MUITO! Até o próximo capítulo!