The Chemical Between Us...

9 Capítulo 9 - Misteriosa Quinn...


Notas iniciais
Leiam as notas finais... ;-)

Rachel terminava de vestir a calcinha depois de transar com Quinn no chão da cozinha. Estava surpresa com o apetite sexual da loira. Não foi um sexo rápido. Não houve oral nem preliminares. Quinn se dedicou a mostrar à morena que ela nunca mais precisaria de um pênis na vida. O que ela sabia fazer com os dedos, homem nenhum faria com qualquer órgão...

Quinn se levantou primeiro e estendeu a mão para ajudá-la a levantar. Um sorriso no rosto da loira fez a morena corar. Mas o clima era leve. Como se o que elas estavam fazendo fosse mesmo fácil de se levar. Ela guiou Rachel ao banheiro para que elas pudessem se limpar antes de comerem.

O café da manhã aconteceu de forma descontraída. Não havia qualquer confusão pairando sobre elas. Pelo menos não de forma aparente. Rachel se mantinha o mais equilibrada possível, mas sua mente dava umas escorregadas. Ela imaginava como seria se ao invés de Quinn estar sentada na cadeira à sua frente, ela estivesse mais perto. Como seria tomar o café da manhã sentada no colo da loira, sentindo o cheiro dela tão de perto? Mas seu sorriso dissimulado dava à Quinn a ideia de que ela estava achando muito engraçada a história que a loira contava sobre uma confusão na aula de Psicologia 101.

O resto da manhã foi tranquila. Quinn deixou Rachel a par de sua realidade acadêmica e a morena não precisou fingir estar interessada. Era fascinante ouvir a loira falar sobre qualquer coisa. O celular dela vibrou com mais uma mensagem de Norah, mas ela ignorou. Por um momento se sentiu culpada por não responder, mas sentia que o momento com Rachel não deveria ser interrompido por outra garota. Apesar de não estar envolvida com nenhuma delas, ela estava envolvida com as duas ao mesmo tempo. Era o paradoxo mais gostoso que ela tinha e não estava pronta para se desfazer daquilo. Transar com Rachel tinha se revelado algo muito maior do que ela poderia imaginar. Ela não podia negar, pelo menos não para si, que sempre teve uma quedinha por Rachel Berry. Claro que era mais fácil dar outros nomes ao que sentia, mas as pernas da morena sempre passaram pelo scanner dos olhos verdes. Se ela tivesse que transar com uma garota ainda na escola, Rachel Berry teria perdido sua virgindade nas mãos de Quinn Fabray... Por outro lado, transar com Norah também tinha suas vantagens. Não tinha cobranças e tinha, acima de tudo, cumplicidade. A loira não podia negar que grande parte de sua desenvoltura com Rachel era graças às vezes em que transou com a outra morena. Norah lhe dava prática sexual. Muito mais do que Santana havia dado...

R: Desculpe... Mas não é a primeira vez que vejo você ignorando mensagens. São da mesma pessoa?

Quinn se surpreendeu. Ela não pensou que Rachel tivesse percebido. E mesmo assim, pensou que se tivesse, ela fingiria não ter visto...

Q: Não é nada importante...

R: Se a pessoa insiste tanto é porque é importante pra ela... [disse calma]

Q: Eu não tenho que responder agora. Fique tranquila...

A loira começou a arrumar os livros que estava mostrando à morena, mas a conversa não havia terminado:

R: É uma garota, não é?!

Quinn apenas assentiu levemente, sem verbalizar qualquer resposta.

R: Você acha justo deixá-la no vácuo?

Rachel se sentiu uma idiota. Se a garota que Quinn estava ignorando era algum interesse amoroso ou sexual ela não deveria incentivá-la a dar atenção, não era? Mas o problema era que ela não conseguia achar aquilo certo. Ela se imaginou no lugar da outra pessoa, tentando falar com Quinn e sendo completamente ignorada. Aquilo parecia um pouco cruel e bastante mal-educado...

Q: Não estou deixando no vácuo. Eu só não quero falar agora. [respondeu calma]

R: Por que eu estou aqui?

Q: De certa forma, sim...

A sinceridade de Quinn era algo que Rachel admirava demais! A loira poderia utilizar qualquer subterfúgio para desconversar, mas ela não se dobrava e se colocava na roda para tirar qualquer dúvida que a morena tivesse...

R: Ela não é sua namorada, né?! [perguntou insegura]

Q: Não. Você sabe que não estou namorando ninguém.

R: Não sei... Talvez você tivesse mentido...

Q: Eu não gosto de mentiras. [disse séria] Por isso eu prefiro até evitar falar a ter que mentir.

R: Desculpe... É só que... Eu não quero estar no lugar dessa garota. Eu não quero ser ignorada por você. [levantou-se] Sempre que eu te ligar e você não atender, ou te enviar um mensagem e não receber uma resposta, vou pensar que você estará ocupada com uma garota.

Q: Ou dormindo. Ou tomando banho. Ou na aula...

R: Você entendeu o que eu quis dizer. Eu sei que somos amigas e que mesmo com os benefícios que agora incorporamos à nossa amizade eu não tenho que te cobrar nada, nem esperar qualquer coisa de você. Mas eu acho que ignorar alguém com quem você tem certa intimidade não é correto...

Q: Entendi. E você não tem que se preocupar com isso. É diferente.

R: Sua relação com ela é diferente da nossa?

Q: Completamente! [garantiu]

R: Mas com ela também há benefícios?

Q: Rachel... Não quero falar sobre isso. Tudo bem?

A morena respirou aliviada. Apesar de ter feito a pergunta, ela sabia que não estava pronta para a resposta. Mesmo sabendo que Quinn era livre e que poderia se envolver com qualquer outra garota, ela não conseguia evitar a vontade de não precisar dividi-la com ninguém. Era cedo pra se sentir assim? Talvez fosse. Mas ela não conseguia evitar mesmo...

R: Me desculpe! Você sabe que às vezes eu passo dos limites...

Ela estava verdadeiramente constrangida. Ela não poderia vacilar com Quinn. Não podia se mostrar insegura. Não podia complicar o que prometeram manter descomplicado. A loira sorriu e manteve a calma:

Q: Não tem que se desculpar. Eu não tenho qualquer intenção de não ser sincera com você.

Rachel sabia que iria se arrepender de perguntar aquilo, mas ela precisava saber:

R: Então só me diz uma coisa... Você já transou com essa garota, né?!

Q: Por que você acha isso?

R: Porque você não demonstra qualquer inexperiência na cama. E não acho que as vezes em que você transou com Santana foram o suficiente para te deixar tão boa assim!

Q: Obrigada! [sorriu divertida]

R: Eu não quis elogiar gratuitamente! [sorriu corada]

Q: Mesmo assim, obrigada!

R: Quinn! [repreendeu] Eu estou falando sério!

Q: Ok! Desculpa...

R: Então... Algo me diz que você já transou com essa garota. Você tem uma desenvoltura muito completa na cama!

Q: Obrigada mais uma vez!

R: Quiiiiiiiinn!

A loira tentava descontrair porque se sentia verdadeiramente desconfortável com aquela pergunta. Ela não mentiria para Rachel e queria que a morena desistisse de perguntar, mas a morena não parecia querer recuar...

Q: Eu não entendo por que isso é relevante.

R: Não é. Só estou curiosa... [deu de ombros]

Era muito mais do que isso, mas ela não precisava dizer...

Q: OK... Sim. Eu já transei com ela.

R: Mais de uma vez? Qual o nome dela?

Q: Ei! Calma aí! Acho que já está bom de perguntas.

R: Que bobagem! Somos amigas. Você pode compartilhar essas coisas comigo!

Rachel estava quase se odiando. Por que ela estava fuçando a intimidade de Quinn se sabia que quanto mais soubesse mais perto de sentir mais ciúmes ela ficaria?

A loira se aproximou dela e a olhou firme nos olhos:

Q: Esse tipo de conversa eu não vou ter com você. Me desculpe, mas essa é uma das implicações em transar com a amiga. Apesar de ser amizade com benefícios, ainda é sexo, ainda é intimidade. Ainda sou eu transando com você. Sou eu te enxergando e te respeitando como mulher. Eu não vou te contar sobre minhas eventuais intimidades com outras garotas. É desrespeitoso.

A voz suave de Quinn misturada à sinceridade em seu olhar fez Rachel sentir os joelhos quase fraquejarem. Ela assentiu suavemente em silêncio e não perguntou mais nada...

A morena sentava em um banco tranquilamente, sendo seguida por Quinn:

Q: Desculpe! Eu esqueci completamente desse seminário...

Estavam em Yale em pleno sábado. Não era bem isso que Quinn tinha em mente. Ela preferia estar fazendo qualquer outra coisa com Rachel, mas a morena insistiu que ela não perdesse aquele compromisso.

R: Não tem problema. [sorriu sincera] Eu esperarei aqui pacientemente.

Q: Não quer entrar comigo?

Rachel levou a mão ao crachá que a loira usava:

R: Essa identificação prova que é um seminário selecionado. Eu não sou aluna daqui. Não tenho que estar lá dentro. Pode ir tranquila. Eu esperarei tranquilamente...

Q: Eu prometo escapar assim que der...

Rachel lhe sorriu e logo viu a loira atravessar a imensa porta do auditório. Respirou aliviada. Ela teria um tempo sozinha para tentar organizar as ideias. Tudo havia acontecido rápido demais. Entre Quinn em NY e ela transando com a loira na cozinha dela em New Haven, parecia ter passado apenas um piscar de olhos. Ela estava ali sentada, como uma namoradinha faria. Ela estava ali, esperando ansiosamente pela volta de Quinn, como uma namoradinha faria. Ela esteve nua diante dela, ela sentiu as mãos, a boca, a língua e o corpo inteiro da loira se apossar completamente do corpo dela, como uma namoradinha faria. Mas elas não eram namoradas e não pretendiam ser. Quer dizer, Quinn não pretendia ser... Um incômodo surgiu de repente. Ela duvidou que seria capaz de levar aquilo à frente sem se envolver demais. Mas haveria volta? Ela já tinha ido ao extremo da intimidade com a loira. Não tinha como desfazer...

Quinn estava sentada em uma das últimas fileiras. Leu as mensagens de Norah e viu que nenhuma delas exigia resposta imediata. Riu suavemente ao constatar, mais uma vez, como era leve o relacionamento delas. Sem cobrança, sem complicações. Uma amizade com benefícios como deveria ser... E deveria continuar daquela forma...

“Desde quando seu nome é Quinn?”

Sua atenção foi atraída por aquela voz que surgiu do nada e, de repente, ela sentiu o sangue gelar... Diante dela estava uma pessoa que ela conhecia. Quer dizer, uma pessoa que ela conheceu. Em um bar. Numa noite. E que não tinha visto novamente...

A garota se sentou ao lado dela com uma expressão confusa, mas um sorriso quase irônico:

“A menos que você me diga que você tem uma irmã gêmea chamada Rachel...”

[FLASHBACK ON]

Quinn estava sentada sozinha numa mesa do canto do bar. Não era a primeira vez que ela ia ali. Já tinha ido com Santana algumas vezes. Elas gostavam de observar as garotas que frequentavam o “The Girls”. A maioria delas era estonteante. Numa das vezes ela trocou beijos com uma ruiva linda. Em outra com uma loira maravilhosa... Mas não passou de beijos. Aquelas noites acabavam sem sexo ou em sexo com Santana mesmo... Mas naquele dia ela estava sozinha, observando ao redor, fingindo mexer no celular. Ela estava incomodada com Norah. Não com ela especificamente, mas com a relação delas. Ela gostava de transar com ela, mas tinha medo de que isso se tornasse algo mais sério e ela não queria aquilo. Ela não queria se apaixonar, embora soubesse estar bem longe de sentir algo do tipo pela morena. Mas ela sentia um enorme carinho e um tesão imenso... Onde aquilo ia dar? Ela precisava ter controle de si. Ela precisava mandar naquele jogo...

Ao passar os olhos por todo o ambiente viu uma garota aparentemente perdida no balcão. Ela não parecia ambientada naquele bar. Ela era linda e era bem óbvio que não tinha se arrumado para ir ali. Os cabelos estavam presos num coque solto e a calça jeans unida à blusa simples eram a prova de que ela havia entrado ali por acaso. E que bom acaso! Um sorriso sacana surgiu nos lábios rosados de Quinn. Ela precisava de um acaso daquele para se sentir livre. Observou-a por cerca de vinte minutos e percebeu que ela sequer bebia a cerveja que tinha em mãos. Observou cada gesto da garota e se sentiu fortemente atraída por ela... Todas as outras garotas ao redor se tornaram completamente invisíveis para ela... A loira se levantou e caminhou na direção dela sem chamar atenção. Aproveitou que havia um banco vazio ao lado e se sentou. A garota percebeu sua chegada e a olhou sorrindo tímida, mas logo voltou a encarar as garrafas de bebida que faziam pano de fundo atrás do barman.

Q: Essa sua cerveja foi uma péssima escolha! [disse do nada]

A garota a olhou sem graça e deu de ombros, como se dissesse que não entendia de cerveja.

Q: Você não bebeu nada em 20 minutos... [fez questão de deixar claro que a observava] Qual seu nome?

N: Nicole...

Q: Prazer! Meu nome é... Rachel.

Ela não sabia por que havia escolhido aquele nome, mas não ser Quinn Fabray naquela noite poderia rendê-la um nível de liberdade que ela ainda não tinha experimentado. Com Santana ela sempre tinha uma escolta lésbica em seu encalço. Com Norah ela tinha um ambiente todo conhecido. Naquela noite ela poderia ser quem quisesse e da forma que desejasse...

N: Oi, Rachel! [sorriu educada]

Quinn não pôde deixar de perceber os lábios carnudos da garota. O rosto lindo de forte expressão. O corpo bem desenhado... Como uma garota linda daquela estava sozinha naquele bar? Ela logo sorriu ao se dar conta de que aquela pergunta era ridícula, pois ela também estava ali sozinha...

N: Do que você está rindo?

Q: Eu estava me perguntando o que uma garota linda como você está fazendo sozinha neste bar, até que me dei conta de que também estou aqui sozinha.

A garota sorriu e concordou com ela...

N: Então... O que você está fazendo aqui sozinha, Rachel?

Q: Acho que procurando alguém como você...

A garota ficou completamente vermelha...

Q: Mas imagino que seja sua primeira vez aqui e que, talvez, eu esteja indo com muita sede ao pote...

N: Sim... É minha primeira vez aqui.

Q: E estou indo com muita sede ao pote?

N: Talvez não... [sorriu corada, desviando o olhar]

Quinn se sentiu orgulhosa de si mesma. Paquerar uma estranha no bar não era uma novidade. Mas aquela estranha era sim. Era uma garota linda e aparentemente tímida, perdida num mar de lésbicas atiradas. Ela parecia o alvo perfeito para seu desejo. A loira sentiu sua intimidade pulsar...

Q: Eu não vou mentir pra você. Toda e qualquer conversa que teremos hoje será com a intenção de te levar pra cama. Você acha que eu conseguirei alcançar meu objetivo ou estarei gastando saliva em vão?

A garota a olhou com um sorriso ainda encabulado. Não respondeu de imediato. Ela parecia não acreditar no quão direta a loira havia sido. Mas quando ela não a viu recuar, entendeu que aquela garota linda com os olhos verdes mais brilhantes que ela já havia visto estava mesmo falando sério...

N: Você é sempre tão direta assim?

Q: Quando alguma coisa me chama atenção como você chamou... Sim!

N: Não estou acostumada a conhecer pessoas como você. [sorriu]

Q: Espero que isso unido a esse sorriso seja um elogio...

N: É um elogio!

Q: Que bom! [sorriu de volta] Então... Você vai continuar sentindo essa cerveja esquentar e me negando a resposta à minha pergunta?

A garota pegou a cerveja e virou de uma vez, mesmo sentindo que a temperatura já não era interessante. Ela se virou para Quinn e a olhou firme por alguns segundos, fazendo sinal para que ela se aproximasse um pouco mais. Quando a loira obedeceu, sentiu a garota aproximando os lábios de seus ouvidos:

N: Você não deveria gastar sua saliva com conversa. Posso te dar algumas ideias de como gastar sua saliva comigo...

Quinn sorriu provocante e logo voltou a encarar aquela nova versão da garota que antes parecia ser tímida:

Q: Acredite... Eu tenho ideias maravilhosas do que fazer com você...

A garota se levantou primeiro e jogou uma nota de vinte dólares sobre o balcão. Quinn esperou que ela lhe desse algum comando. Sentiu a mão dela envolver a sua e puxá-la suavemente para deixar o balcão para trás. A loira a seguiu sem fazer qualquer questionamento. Atravessaram a rua e logo estavam entrando no hotel que ficava do outro lado. Talvez aquela proximidade explicasse a presença de Nicole no bar. Ela não sabia nada sobre a garota e decidiu não se preocupar em saber. O fato de saber que ela estava hospedada ali tornava seu senso de liberdade ainda maior. Ela a enxergava como uma garota linda que não morava em New Haven e que, provavelmente, ela jamais veria novamente. Ela ficou feliz com aquilo...

O que Quinn não sabia era que Nicole também queria uma noite de liberdade. Que esse desejo foi o que a levou ao bar. Mas, ao contrário de Quinn, ela não estava pronta para caçar, mas desejando ser a caça. E ela tinha sido o alvo da loira mais linda de todo o lugar.

Quando a porta do quarto se fechou, Quinn não fez qualquer cerimônia. Ela queria aqueles lábios carnudos e ela os teve. O beijo já começou faminto e Nicole se entregou por completo a cada investida da loira. Logo ficou claro que Quinn era do tipo ativa. A garota não tinha qualquer objeção quanto aquilo...

Quinn as despiu rapidamente e logo estava deslizando sua língua por toda a pele macia da desconhecida. Ela se sentiu aliviada ao descobrir que ela tinha um cheiro suave e uma pele aveludada. Ficou mais aliviada ainda ao perceber que tinha um corpo ainda mais perfeito do que era possível ver coberto com as roupas... Ela era gostosa e Quinn ia saboreá-la a noite inteira...

Ela começou pelo pescoço e foi descendo deixando marcas de seu desejo desenfreado. Ela dedicou bastante tempo aos seios empinados que pareciam pedir por chupadas fervorosas. Ela atendeu ao pedido imaginário com presteza...

Havia em Quinn um comportamento animalesco que ela mesma desconhecia. Ela estava desejando profundamente saciar seu desejo por aquela estranha. Ela sabia que só se sentia daquela forma porque estava completamente atraída e excitada diante daquela garota incrivelmente linda que o acaso jogou em seu caminho naquela noite. Ela a queria e ela a teria por completo...

Em sua exploração naquele corpo maravilhoso, Quinn descobriu um bloqueio repentino. Ela não conseguiu fazer sexo oral com a garota. Quando seus lábios passaram famintos pela barriga perfeita de Nicole, ela não conseguiu ir adiante. Era como se fosse intimidade demais a se ter com alguém que ela desconhecia completamente e que não tinha interesse em conhecer além daquela noite. Mas Nicole não percebeu qualquer hesitação, pois Quinn logo estava de volta a seus lábios, chupando sua língua com extrema sensualidade. Os beijos da loira se deslocaram em direção à orelha esquerda da garota, enquanto sua mão direita desceu pelo corpo dela, encontrando a intimidade completamente molhada:

Q: Eu vou comer você a noite inteira! [sussurrou excitada]

Nicole gemeu alto ao sentir os dedos de Quinn lhe invadindo de repente enquanto a loira gemia ao seu ouvido. A garota gemia ainda mais ao ouvir Quinn a chamando de gostosa...

Foi intenso, foi completamente carnal. Quinn dominou cada segundo naquela cama. Ela se sentiu a dona de si mesma. A dona da noite. Ela admirava o rosto de Nicole enquanto a penetrava com intensidade. Ela se sentia preenchida de um prazer novo ao se dar conta de que estava adorando aquele corpo suado sob o dela. Ela estava adorando ter aquela gostosa na cama sob seu domínio. Era o tipo de poder que ela gostava de ter...

Nicole gozou não apenas uma, mas três vezes, ou quatro, talvez cinco... E Quinn adorou aquilo! A garota estava exausta quando sentiu a loira beijar seus lábios e se afastar. Ela ainda se recuperava do orgasmo quando viu Quinn catar as próprias roupas pelo quarto. Olhou o relógio e viu que elas tinham transado por duas horas:

N: Você não precisa ir embora agora... [disse ainda ofegante]

Q: Eu não gosto de ficar para dormir... [respondeu enquanto se vestia]

Quando estava pronta para sair, a loira se voltou para a garota e admirou pela última vez aquele delicioso corpo nu.

N: Então nunca mais nos veremos? [sentou-se]

Quinn se sentou diante dela e a beijou nos lábios:

Q: Essa é a ideia... [piscou-lhe] Obrigada pela noite! Foi literalmente deliciosa!

Quinn saiu do quarto com um sorriso estampado no rosto. Ela tinha conseguido ter uma noite maravilhosa sem pensar em Norah um segundo sequer. Ela finalmente sabia que não iria se apaixonar...

[FLASHBACK OFF]

A loira olhou para a garota e depois para o crachá escrito “Nicole”. Alguém não tinha mentido naquela noite...

[CONTINUA...]

Notas finais
Antes que alguém reclame, já aviso que no próximo capítulo haverá bastante Faberry e hot. Quanto ao flashback, ele faz parte da linha narrativa que escolhi para mostrar o crescimento da Quinn com sua sexualidade. Saberemos mais sobre Nicole. ;-) Mas não se preocupem! É uma fic Faberry e o foco é a química entre elas. Então, nada de me xingar, tá?! ;-) Ah... E a Nicole é exatamente igual à Adèle Exarchopoulos. Para quem não sabe, é a Adèle de "Azul é a cor mais quente". Espero que gostem! Comentem! Beijos!