The Chemical Between Us...
4 Capítulo 4 - Eletricidade...
O nervosismo de Rachel logo se dissipou quando Quinn puxou assunto. Durante o dia inteiro, tudo o que Quinn fez, foi conversar com ela. Era estranho ter alguém que realmente se interessasse pelo que ela tinha a dizer. Ela morava com Santana e Kurt, mas nenhum dos dois tinha muita paciência com ela, apesar de serem bons amigos. A loira não estava fazendo aquilo contra a vontade. Ela realmente se interessava pelos interesses da morena. Por enquanto, ela não imaginava onde aquilo ia levá-la...
Houve um momento em que Quinn saiu da sala para atender a um telefonema que durou uns dez minutos. Rachel sentiu algo estranho lhe dominar. Ela queria saber quem falava com a loira. Ela não queria dividi-la com mais ninguém...
S: Eu não vou se vocês não forem!
Já era noite e Santana exigia que as duas a acompanhassem até um bar aonde ela iria com alguns amigos.
Q: Eu não estou com vontade de sair hoje, Santana!
S: Você vai embora amanhã. Precisamos sair hoje para aproveitar!
Quinn olhou para Rachel, buscando perceber se a morena tinha interesse em sair:
Q: O que você acha?
A pergunta era bastante pertinente. Durante aquele dia, entre tantos assuntos conversados, elas haviam combinado definir alguns filmes para assistirem à noite. A insistência de Santana ameaçava os planos delas e, principalmente, o plano de Rachel em ficar sozinha com a loira por mais tempo.
Ela não sabia de onde vinha aquele interesse tão forte de estar com Quinn. Quer dizer, ela não era tão boba assim. Ela sabia que sempre foi fascinada pela presença dela e que desde que soube do afloramento sexual de Quinn, o interesse nela se tornou ainda mais profundo. Assustava tentar compreender o alcance desse interesse, mas o que ela sentia era que quanto mais próxima, mais satisfeita ela ficaria. E foi observando Quinn durante aquele dia inteiro que ela soube que estava disposta a saber qual o limite daquela relação...
Rachel ainda estava apenas de calcinha e sutiã quando Santana entrou em seu quarto. A morena se maquiava e não se incomodou com a presença da amiga. A latina se colocou ao lado dela diante do espelho, encarando seu reflexo:
S: Eu não vou mais transar com a Quinn!
R: O quê?!
A surpresa de Rachel a fez derrubar o rímel que tinha em mãos...
R: Por que... [abaixou-se para pegá-lo] Por que... Por que você está me dizendo isso?
Rachel era uma excelente atriz! Isso todo mundo sabia. Mas diante de Santana ela não sabia muito disfarçar qualquer coisa...
S: A Quinn é minha amiga. Você é minha amiga... Não é certo eu transar com ela daqui pra frente.
R: Do que você está falando? [perguntou nervosa] Eu não sei o que isso tem a ver comigo. Eu...
S: Pare! [disse calma] Não precisa ficar nervosa!
R: Eu não estou nervosa! [mentiu]
S: Só me ouça... Você pode negar o quanto quiser. Pode tentar fingir... Mas eu sei que você está se corroendo numa dúvida imensa sobre o que é isso que você está sentindo por ela.
R: Eu não sei do que você está falando...
S: Estou falando do jeito como você olha pra ela. Do jeito como você se incomoda quando eu falo sobre mim e ela na cama. Do jeito como você tem se arrumado de ontem pra hoje só porque ela está aqui. Falo do bacon no café da manhã, falo da forma fulminante com a qual você olhou para a Emma...
R: Eu... [voltou a passar o rímel] Eu não estou apaixonada pela Quinn, se é isso que você está insinuando.
S: Não estou falando de amor, Berry! [revirou os olhos] Estou falando de desejo. Estou falando de você querer provar desse dom do qual eu tanto falo.
Rachel nada disse. Ela não sabia o que dizer. Era impossível não pensar em Quinn de forma sexual. Ela já havia tido pensamentos do tipo na escola, mas nada tão intenso. Na época, ela encarou como admiração, mas estando tão perto dela e tão longe de Lima, ela sentia que não era apenas algo a se imaginar. Talvez ela tivesse a chance de viver aquilo... Talvez...
R: Não sei por que você está tão obcecada com esse assunto... [tentou fingir não dar importância] Além disso, o que te faz pensar que a Quinn poderia se interessar por mim?
S: Hum... [sorriu] Então estamos falando de probabilidades? Você assumindo o que sente?
R: Eu não... [hesitou] Eu não...
S: Relaxa! [sorriu novamente] Olha pra mim! [Rachel obedeceu] Não seja idiota! Você é linda, Berry! Você é gostosa! Eu te comeria se você não fosse... Se você não fosse tão Rachel Berry! [piscou-lhe]
R: Isso foi um elogio? [perguntou confusa]
S: Foi sim, acredite!
Rachel sorriu um pouco corada. Um elogio de Santana, por mais torto que fosse, deveria sempre ser levado em consideração.
S: Bom... [moveu-se para sair] Pensa no que te falei. Estou te comunicando que eu e Quinn não seremos mais amigas com benefícios. Repasso meus benefícios para você, caso queira...
Antes que a latina saísse, Rachel a chamou:
R: Se o que te impede de se interessar por mim é o fato de eu ser quem sou, o que te faz pensar que isso também não impede a Quinn de se sentir interessada?
S: Simples, Berry... Ela não vê problema em quem você é. Você ser tão Rachel Berry é justamente o que a faz gostar de você... Tem doido pra tudo, né?! [piscou-lhe divertida]
Assim que a porta fechou, Rachel respirou fundo. Ela estava sentindo toda aquela confusão dentro de si, mas ao mesmo tempo sentia uma coragem que só conhecia quando estava nos palcos. Ela se olhou de forma decidida e disse firme:
R: Eu quero que ela me queira!
Quinn havia escolhido uma calça jeans clara, uma sapatilha preta, uma blusa branca e um casaquinho preto de couro. A maquiagem era leve e ela estava linda! Quando Santana se aproximou dela, ela não deixou que a latina abrisse a boca:
Q: Não venha com seu discurso sobre a Emma. Por favor, não tente nos juntar!
S: Calma! [sorriu] Eu não vim falar nada disso! Só vim dizer que acho que a Rachel vai precisar de alguém que fique de olho nela essa noite, pois pelo andar da carruagem da maquiagem dela, vai chover pretendentes para a hobbit!
Quinn a olhou desconfiada. Como de um dia para o outro Santana havia desistido de empurrá-la para Emma sem qualquer explicação?
Q: Então você não vai mais insistir para que eu fique com a Emma?
S: Não...
Q: Posso saber por quê?
S: Sinceramente? Não vejo química entre vocês. [deu de ombros]
Q: Graças a Deus! [ergueu as mãos em agradecimento] Até que enfim! Pensei que só eu tinha percebido isso. Adorei nossas conversas, mas quando a vi pessoalmente não bateu, sabe?! Ela é linda e tudo o mais, só que... Falta alguma coisa, entende?!
S: Entendo... Mas você é burocrática demais para só comer alguém! Não precisava casar com ela, era só pegar...
Q: Não achei meu corpo no lixo, Santana... [sorriu] Não sou tão desprendida quanto você...
S: Bom... Já que você não quer a Emma, acho que vou tentar curtir com ela hoje.
Q: Por mim, tudo bem!
Quinn não viu o sorriso de Santana. A latina sentia que Faberry era uma realidade muito próxima e sentia que adoraria testemunhar isso...
A latina gritava por Rachel, esbravejando pelo atraso da morena. Quinn saía da cozinha com um copo d’água quando sentiu seu corpo inteiro paralisar. Ela travou assim que viu Rachel chegar à sala, com um vestido preto colado ao corpo e as pernas perfeitamente esculpidas à mostra. A morena não sabia, mas a loira tinha uma queda séria por vestidos pretos colados. Mas tinha uma coisa que a própria Quinn não sabia até então: ela tinha uma queda vertiginosa por Rachel Berry...
R: Pronto, Santana! Podemos ir!
A latina não deixou a reação de Quinn passar batido, mas guardou para si qualquer comentário. A loira não disse nada. Voltou à cozinha e deixou o copo na pia, respirando fundo por alguns segundos:
Q: É a Rachel... É a Rachel... [murmurava para si mesma]
Quinn tentava se convencer de que a morena era intocável. De que Rachel era inatingível. Será que ela iria se segurar?
Era um bar bastante badalado, com pista de dança e alguns ambientes divididos. Quase uma boate, com a vantagem de começar bem mais cedo. Quando lá chegaram, as previsões de Santana se concretizaram. Vários olhares se voltaram na direção de Rachel. Quinn também não deixou de notar. Apenas a morena parecia alheia àquela realidade, pois tinha a cabeça cheia de pensamentos. Ela se perguntava de que forma deveria agir com Quinn. Ela não poderia colocar a amizade delas a perder por uma curiosidade que poderia sumir assim que a loira fosse embora. Será que ela deveria se conter?
O problema era que se conter diante de Quinn era uma tarefa quase impossível, principalmente com a loira sendo maravilhosa durante toda a noite. Ela sentou ao seu lado, recusando educadamente o espaço cedido por Emma no outro lado da mesa. Os amigos de Santana pareciam pessoas legais, mas Rachel não estava interessada em conhecê-los melhor.
Santana até tentou fazer com que Emma desistisse de Quinn, mas a garota não conseguia ter olhos para outra pessoa enquanto a loira estivesse ao seu alcance.
E: Então, Rachel... Santana fala sempre de você.
R: Fala? [surpreendeu-se]
E: Fala... Ela disse que você é atriz e cantora. Não é isso?
R: Sim... Eu estudo em NYADA! Eu...
E: Deve ser um saco, não?! [interrompeu] Um bocado de gente metida e egocêntrica dividindo o mesmo espaço...
R: Hã?
Rachel não sabia onde Emma queria chegar, mas Quinn logo entendeu a antipatia da garota direcionada à morena. Era a segunda vez que elas se encontravam e a segunda vez em que a atenção de Quinn estava voltada a outra pessoa que não era ela...
E: É que eu acho musicais chatos. Acho insuportáveis, na verdade... Achava impossível alguém como você ser legal, mas como Santana jurou que sim... [deu de ombros] Tenho que acreditar! [sorriu irônica]
Rachel se virou para Quinn e sussurrou:
R: Qual o problema dela?
Q: O problema dela é achar que todo mundo é idiota como ela... [olhou irritada para Emma, que ficou sem reação, mudando para um sorriso ao olhar pra Rachel novamente] Vamos dançar?
A morena abriu um sorriso enorme e aceitou o convite da loira. Emma continuava sem ação ao ver Quinn a ignorando completamente. No caminho, Rachel não conseguiu conter a curiosidade:
R: Você não vai mesmo ficar com ela? É a segunda vez que me sinto atrapalhando vocês e...
Q: Não! [interrompeu] Não vou ficar com ela, você não viu como ela é idiota? E você não está atrapalhando. Entenda uma coisa... Eu não faço nada que eu não queira... [piscou-lhe]
R: E o que isso quer dizer de verdade?
Q: Quer dizer que se estou com você é porque prefiro estar com você...
Quinn não tinha papas na língua e Rachel poderia apostar dinheiro que Quinn também não tinha pudor.
A loira deu o sinal para Santana se juntar a elas. A latina estranhou o convite, mas atendeu. Na verdade, Quinn não confiava em si mesma sozinha com Rachel. E ela sentia que precisava se segurar. Rachel não era qualquer uma. Ela era sua amiga. Uma amiga diferente de Santana. Tornar-se amiga de Rachel só foi possível depois de um árduo caminho trilhado por elas. Ela não se sentia capaz de arriscar algo tão precioso para ela apenas para atender aos desejos da carne. Rachel era mais do que uma garota qualquer, era mais do que pernas gostosas e lábios apetitosos... Sim... Ela precisava de Santana por perto, por garantia...
As três dançavam juntas, como três amigas comuns. Mas a energia que acontecia ali não era comum e Santana percebeu. Uma eletricidade louca percorria o espaço entre Quinn e Rachel. Seus corpos eram atraídos naturalmente, mas as duas se seguravam para não avançar sobre a outra. Ao mesmo tempo em que aquilo fazia sentido, parecia surreal demais, uma loucura arriscada cujo preço nenhuma delas sabia se estava disposta a pagar. O movimento dos quadris de Rachel era hipnotizante e a latina viu que a loira já não aguentava mais:
Q: Preciso beber alguma coisa. Estou morrendo de sede! Vocês querem algo?
A agonia com que ela falava tirou Rachel do transe em que estava.
R: Não sei... Água!
Q: Eu vou buscar!
A loira saiu sem nem ouvir o que Santana queria, deixando Rachel preocupada com aquele comportamento:
S: Berry, vai até a mesa e guarda nossos lugares. Vou ajudar a Fabray com as bebidas, ok?!
R: Certo...
A latina percebeu que a morena havia desanimado. Se ela tinha coragem antes, talvez a fuga de Quinn tivesse acabado com tudo...
O som estava alto e Rachel, obviamente, sabia disso, mas ela tinha certeza de que conseguia ouvir as batidas do próprio coração. Nunca, em toda a sua vida, a visão de Quinn havia mexido tanto com ela. Nunca Quinn Fabray pareceu tão linda diante dela. E isso era surreal demais, porque ela sempre achou que Quinn era a representação terrena da perfeição divina. Como ela poderia superar a própria beleza? Bom... Ela superou...
Assim que a morena se sentou, um dos amigos de Santana sentou ao seu lado. Patrick era seu nome e ela logo lembrou que já havia sido apresentada a ele. O rapaz desenvolveu uma conversa unilateral imediata com ela, não dando espaço para que ela dissesse que ele estava sentado no lugar de Quinn. O rapaz não parava de falar, mas ela não conseguia escutar o que ele dizia. Não devia ser nada importante. Não era, na verdade. Ela tinha coisa mais interessante a fazer e ela fazia: ela olhava para onde a loira estava. Ela não conseguia evitar. Santana havia dado um belo empurrão em sua curiosidade...
Quinn não estava fazendo nada demais além de sorrir. Ela sorria enquanto ouvia Santana dizendo algo em seu ouvido. Ela sorria se negando a continuar a ouvir a latina. Devia ser alguma bobagem, talvez. Logo seu olhar cruzou com o de Rachel. O sorriso foi embora gradativamente. Ao olhar a morena, o que Santana havia dito deixou de ser engraçado. Deixou de parecer absurdo... O sorriso suave de Rachel a fez corar. Desviou o olhar e pegou as bebidas para voltar à mesa, mas já não havia espaço ao lado da morena. Só que era aquele lugar que Quinn queria e ela não o perderia...
Q: Patrick, você poderia, por favor, ceder este lugar para mim?
O rapaz a olhou incomodado. Ele estava de olho em Rachel desde que ela chegou. Sentar ao lado dela era a melhor forma de conseguir o que queria...
P: Sinto muito, Quinn, mas gostei desse lugar... [voltou a olhar para Rachel]
O sorriso do rapaz para a morena aparentemente não afetou a loira em nada. Ela colocou a água de Rachel diante da morena e lançou um rápido olhar para Santana antes de dar meia volta em direção ao bar. A latina logo soube o que fazer:
S: Rachel...
R: Sim?
S: Você pode vir aqui?
R: Claro!
Rachel se levantou e seguiu a amiga sem saber qual a intenção dela:
S: Você vai ficar com o Patrick?
R: Hã? [surpreendeu-se]
S: Me poupe, Berry! Já está claro que ele está ao seu lado na esperança de ficar com você até o fim da noite. Ele vai puxar mais conversa e te chamar pra dançar. Vai se oferecer para pagar sua bebida e talvez você aceite. Ele não estará sendo legal. Estará tentando te pegar mais tarde!
R: Santana! [repreendeu]
S: Só estou tentando ser prática. Melhor acabar com essa agonia logo.
R: Não... Eu não vou ficar com ele.
S: Mas eu acho que ele pensa que você vai ficar.
Rachel olhou para Quinn e a viu sentada no balcão do bar. Estranhou, pois havia mais lugares na mesa além daquele que a loira queria...
R: Eu não sei por que ele pensa isso, mas... [fixou os olhos em Quinn sozinha] Eu não vou ficar com ninguém esta noite...
S: Ninguém? [seguiu o olhar dela]
R: Ninguém... [manteve o olhar em Quinn]
Um sorriso sacana brotou no rosto da latina, mas Rachel não percebeu. Estava atenta demais à figura de Quinn.
S: Quer voltar pra mesa?
Rachel a olhou novamente e negou com a cabeça, seguindo o caminho contrário...
Quinn percebeu que alguém sentava ao seu lado e um sorriso suave se desenhou em seus lábios. Ela sabia que era Rachel...
R: Há bastante espaço naquela mesa...
Q: O meu lugar estava ocupado...
R: Seu lugar nunca estará ocupado...
Quinn não sabia o que ela quis dizer com aquilo, mas foi impossível não sorrir... Rachel pediu tequila ao barman, o que causou certa surpresa na loira:
Q: Não acha tequila forte demais pra você?
R: Só preciso de uma dose ou duas.
Q: Precisa? [a morena assentiu] Para quê?
R: Veremos... [piscou-lhe]
Havia uma corrente de ar frio passando por elas e Quinn logo percebeu Rachel se encolher diante da baixa temperatura. A loira não pensou duas vezes e retirou o casaco, colocando sobre os ombros da morena.
R: E se você sentir frio?
Q: Eu não me importo... [sorriu suavemente]
Rachel pediu a segunda dose de tequila e a virou de uma só vez. Quinn a olhou impressionada. Não sabia que ela era capaz de beber algo tão forte...
R: Se você... [olhou-a] Se você sentir frio me avise...
Q: Pra quê? [perguntou tranquila]
R: Para que eu faça alguma coisa.
Q: Como o quê?
Um sorriso suave surgiu nos lábios carnudos da morena. Ela pensou em uma terceira dose de tequila, mas concluiu que não precisava. A mão esquerda se moveu em direção à nuca de Quinn e lá repousou levemente. Seu rosto se aproximou do da loira e ela percebeu que nunca esteve tão perto dela como naquele momento.
Quinn não recuou um milímetro sequer, assim como também não avançou nenhum. Ela queria ver o que Rachel pretendia fazer. Até onde ela iria...
R: Como te aquecer...
O sussurro foi a última coisa que Quinn ouviu antes de sentir os lábios carnudos da morena sobre os dela. Rachel não conseguia acreditar que tinha feito aquilo. Ela não acreditava na coragem que teve. Mas antes que ela pudesse pensar em se arrepender, ela sentiu a loira agir. Quinn recebeu os lábios carnudos com prazer e logo avançou, buscando a língua da morena.
Se Rachel pensava que corria o risco de Quinn a repelir, viu que se enganou. Se ela pensava que Quinn ia querer conversar, viu que se enganou muito... Quinn era mais imprevisível do que ela poderia imaginar...
Antes que Rachel levasse a mão direita ao rosto da loira, Quinn cortou o beijo. O coração da morena acelerou assustado. Ela estava com medo do que aconteceria. Mas foi surpreendida... A loira pegou algumas notas e jogou sobre o balcão:
Q: Vamos embora!
A porta do apartamento bateu com força e Rachel sentiu seu corpo ser prensado contra a parede. Quinn a beijava de forma quente, como ninguém nunca a havia beijado, retirando com urgência o casaco dela que a morena vestia... Nenhuma das duas tentava racionalizar o momento. Era puro desejo, pura excitação. Rachel provocou e conseguiu o que queria. Quinn a beijava como se ela fosse a mais gostosa das mulheres e ela se sentia daquela forma mesmo. Naquele momento, sua curiosidade ia sendo saciada e Santana parecia ter razão ao dizer que Quinn tinha um dom. E que dom!
As mãos da loira passeavam com maestria pelo corpo da morena, segurando a barra do vestido para puxá-lo para cima. Elas caminhavam com dificuldade em direção ao quarto.
Pensar não era uma opção. Elas não poderiam pensar muito. Se pensassem, não iriam em frente. Pensar estava proibido...
Quinn conseguiu se livrar do vestido da morena e logo sentiu a boca encher d’água ao vê-la apenas de lingerie. E que lingerie! Quem diria que Rachel Berry era capaz de vestir uma lingerie preta tão sensual? E não passava pela cabeça da loira que quando a morena escolheu aquela combinação, ela estava pensando nela...
Talvez elas estivessem indo com muita sede ao pote. Talvez... Mas a eletricidade que corria entre seus corpos era incontrolável! E tudo o que Quinn sabia naquele momento era que ela precisava tocar as pernas da morena. E ela tocou. Tocou com desejo, com calor... Rachel gemeu ao sentir as mãos de Quinn passearem por seu corpo, alcançando seus seios. A língua da loira assumiu o controle e logo estava deslizando pelo pescoço da morena, conquistando um ritmo mais tranquilo, menos voraz.
Rachel sentiu o ritmo diminuir. Sentiu os lábios de Quinn deslizarem suavemente por sua pele, dirigindo-se ao seu rosto, virando beijos delicados em seu queixo, seus lábios... Abriu os olhos e se deparou com os olhos verdes mais lindos que já viu em sua vida. E naquela troca de olhares elas se comunicaram como nunca... Será que estavam dispostas a arcar com as consequências de seguir em frente?
[CONTINUA...]
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