The Chemical Between Us...
7 Capítulo 7 - Casual...
Sentir o abraço de Quinn era mais do que ela poderia desejar. O cheiro da loira era muito mais do que ela poderia querer naquele momento... Um sorriso de completa felicidade a dominou. Depois de uma semana cheia de incertezas, aquele abraço era a resposta que ela precisava para saber que a loira não estava chateada com ela. Entre lembranças da noite que tiveram e dos lençóis que manteve intactos em sua cama, o calor de Quinn era tudo o que importava naquele instante...
Quando a loira a soltou, Rachel pôde ver o sorriso alegre no rosto perfeito. Quinn estava realmente feliz por tê-la ali. Sem que houvesse qualquer convite, a morena foi puxada para dentro do apartamento guiada pelas mãos macias da loira cheirosa...
Q: O que traz você aqui?
Havia animação na voz rouca. Uma animação inocente, mas que fez Rachel se lembrar dos gemidos em seu ouvido. Foi aquela mesma voz que morou em sua mente durante aquela semana inteira...
R: Eu... [tentava parecer tranquila] Eu vim... Vim me desculpar com você.
Quinn franziu o cenho e inclinou um pouco o rosto para a direita com uma expressão um pouco confusa...
Q: Duas horas de trem para me pedir desculpa?
R: Sim... [respondeu corada] Eu achei que deveria vir.
Q: Mas você quer se desculpar por qual motivo exatamente?
R: Hã?
Q: O que precisa ser desculpado que faz valer a pena você passar duas horas no trem para isso?
Quinn perguntava de uma forma muito tranquila. Não havia qualquer sinal de irritação em sua voz...
R: Minha atitude, Quinn!
Q: Qual delas?
R: Como assim, qual delas? [questionou confusa]
Q: Está pedindo desculpas por ter me beijado ou por ter se arrependido de ter transado comigo?
Rachel tinha certeza de que desmaiaria. Quinn tinha sido direta demais. Muito mais do que ela estava pronta para enfrentar. Mas não poderia culpar a loira por pensar daquela forma. Retirou a bolsa do ombro de colocou junto com o copo de café sobre a mesinha ao lado do sofá. Respirou fundo e olhou firme nos olhos verdes:
R: Eu não me arrependi de ter te beijado. Muito menos de ter transado com você. Nem por um segundo eu me arrependi de nenhuma dessas coisas. [disse da forma mais sincera que pôde] Meu arrependimento foi da forma imatura como agi quando acordamos. Por ter feito você pensar que eu poderia ter me arrependido do que aconteceu. Me desculpe por ter feito você sentir necessidade de sair correndo de lá. [respirou fundo novamente] Eu não esperava ter que falar isso tudo assim, de supetão. Pensei que viria depois de, sei lá, conversarmos um pouco e surgir o assunto de repente... Eu não preparei um discurso. Eu apenas... Falei...
Ela viu um sorriso suave nos lábios de Quinn e não entendeu a calma da loira:
Q: Eu vou te levar para conhecer New Haven.
R: Hã?
Q: Esperei você usar o passe de trem por muito tempo e você nunca usou. Preciso aproveitar que você está aqui e te levar para conhecer a cidade onde eu moro.
R: Você... Você ouviu tudo o que eu disse? [perguntou confusa]
Q: Tudinho! [assentiu]
R: E você vai ignorar tudo o que falei?
Q: Eu não estou ignorando.
R: Eu te pedi desculpas.
Q: E eu te abracei assim que te vi à minha porta. Se isso não diz que não há o que desculpar, eu não sei o que dirá... [piscou-lhe]
Alívio. Uma sensação de leveza e total alívio dominou o antes tenso corpo moreno. Durante toda a semana e durante todo o caminho enquanto estava no trem, Rachel pensou em milhares de formas de se desculpar e em milhares de respostas de Quinn. Ouviu Santana dizer outras tantas vezes que ela precisava mostrar à loira que sabia levar as coisas de forma tranquila, pois Quinn não tinha nenhum interesse em namorar agora e que se ela percebesse que Rachel poderia se deixar dominar por insegurança ela se afastaria mais rápido do que um piscar de olhos. Era muita coisa em que pensar. Muita coisa para organizar na mente... Mas ver a loira tão calma e sorridente dizendo que não havia o que desculpar, era a cereja do bolo e o bolo tinha sido o abraço gostoso que recebeu ao chegar.
O que Rachel não sabia era que Quinn estava exausta antes de vê-la. Tudo o que a loira queria era descansar, dormir por horas ininterruptas... Mas, ao ver a morena, suas energias se renovaram. Não havia mais vontade de dormir, de descansar. Havia uma necessidade de consumir sua presença, de aproveitar cada segundo ao lado dela... Na verdade, nem a loira se deu conta do efeito de Rachel sobre ela. Seu corpo estava completamente desconectado de sua consciência...
R: Então está tudo bem entre a gente? [perguntou insegura]
Q: Não vejo razão para não estar... [sorriu tranquila]
R: Ai que alívio!
Rachel caminhou até o sofá e se deixou cair. Seu corpo, finalmente, livrava-se de toda a tensão de antes. Sorriu olhando para Quinn:
R: Eu estava morrendo de medo de ter estragado as coisas entre a gente!
A loira foi até ela e sentou ao lado:
Q: Está tudo bem... [sorriu calma] Podemos seguir em frente ou conversar sobre o que houve. O que você achar melhor...
R: Não sei... Eu acho que talvez a gente deva conversar. Eu só não sei o que dizer...
Rachel estava um pouco nervosa e Quinn percebeu. Mas achou que era normal. Tinha sido a primeira mulher e amiga a levar Rachel para a cama, enquanto ela mesma já tinha se envolvido em duas relações casuais com amigas. E em se tratando de Norah e Santana, ela não teve nenhum problema. Pelo contrário... As duas serviram, e muito, para ensiná-la a aprimorar o que descobriu ser um verdadeiro dom...
Q: Tudo bem... [disse atenciosa] Estou à disposição para conversar na hora em que você quiser.
R: Como funciona? [perguntou de repente]
Q: O quê?
R: Isso... Você e Santana... Como funcionou?
Aos poucos a morena ia se soltando e revelando as dúvidas que de certo modo a incomodavam...
Q: Foi acontecendo... Não demos tanta importância. Era natural. Não precisávamos conversar sobre isso...
R: Então, ao conversar, já estamos fazendo errado? [riu sem graça]
Q: Não... [sorriu] Estamos fazendo diferente...
R: Eu não quero que o fato de termos nos visto nuas vire um problema entre a gente.
Q: Fizemos muito mais do que nos ver nuas, Rachel...
R: Você entendeu o que eu quis dizer...
Q: Por que seria um problema? [perguntou calma]
R: Eu não sei... Sinceramente, eu não sei...
Q: Dividimos uma intimidade que foi boa.
R: Foi mais do que boa... [corrigiu corada]
Q: Mais do que boa! [concordou sorrindo] Mas isso não precisa determinar nossos passos daqui pra frente. Não precisa definir como nossa amizade será. Podemos continuar como antes, sem deixar que o sexo fique gritando na nossa mente o tempo todo. Somos mais do que isso. Mais do que aquela noite...
R: Isso significa que não vai se repetir?
A ideia incomodou Rachel, mas ela tentou não deixar transparecer...
Q: Você quer que se repita?
A pergunta de Quinn não foi imediata, mas também não demorou a sair. Demorou apenas os segundos necessários para ela processar em sua mente o que Rachel estaria tentando dizer...
R: Você não quer que se repita? [perguntou de volta]
Q: Eu perguntei primeiro!
R: Isso não importa...
Q: Importa sim! Me diga... Você quer que se repita?
Rachel se levantou. Encarar Quinn naquele momento parecia uma tarefa difícil. Caminhou um pouco de um lado para o outro da sala, tentando organizar as palavras que teimavam em se misturar em sua cabeça:
R: Se está tudo bem entre a gente e concordamos que aquela noite foi mais do que boa, talvez não seja uma má ideia acontecer de novo...
Q: Você tem certeza do que está falando? [perguntou sorrindo]
R: Não ria de mim! [protestou]
Q: Eu não estou rindo de você! [garantiu] Só não sei se você está certa do que está falando.
R: Por que não estaria? Se de alguma forma aquela noite aconteceu e nós gostamos, parece um desperdício nunca voltar a acontecer. Não estou dizendo que deve voltar, nem que vai... Estou dizendo que fechar a porta para essa possibilidade para sempre me parece uma decisão um tanto quanto precipitada...
Rachel se batia mentalmente. Achava que estava falhando miseravelmente em sua tentativa de parecer despretensiosa diante de Quinn. Como dizer que a queria sem deixar claro que a queria como louca?
Q: Eu concordo que seria um desperdício não repetirmos aquela noite em algum lugar no tempo, mas não me parece ser a decisão mais acertada diante de tudo...
R: Diante de tudo o quê?
Q: Eu não sei se o casual funcionaria entre a gente. [disse sincera] E eu não estou pronta para um relacionamento. Eu não quero um relacionamento agora. Nem quero vir a querer um relacionamento.
Rachel a olhou um pouco surpresa. A conversa estava tomando um rumo que ela não esperava...
R: Mas quem disse que eu quero um relacionamento? Estamos falando de algo casual, não é?!
Q: Você acha mesmo que é possível a gente se envolver sem que surjam sentimentos?
R: Por que não? [agitou-se] Você e Santana conseguiram!
Q: É diferente! [defendeu-se] Santana é desprendida. Ela sabe lidar com um monte de coisas que eu não vejo você lidando. [explicava] Você não é disso! Eu não quero arriscar o que temos mergulhando de cabeça em algo que vai fazer você pirar em algum momento.
R: Eu não vou pirar! [exaltou-se um pouco] Você não me conhece tão bem quanto pensa! Se não quer, basta dizer, mas não me use como justificativa para sua falta de interesse em mim.
Q: Falta de interesse? [duvidou do que ouviu] Você estava na sua cama naquela noite? Estava, né?! Então você pôde sentir a minha “falta de interesse” em você. Eu já disse que você é linda e gostosa! E é óbvio que eu quero transar com você de novo e de novo e de novo até ficarmos exaustas e nos recuperarmos para transar de novo e de novo e de novo... Mas não é porque eu quero que eu deva fazer...
Um silêncio se instalou entre elas depois de Quinn fechar a boca. Rachel estava surpresa pelo que tinha acabado de ouvir. A loira foi bem clara quanto ao que queria... A morena não pensou em nenhum momento que ouviria algo do tipo... Quinn percebeu o que disse e logo levou a mão direita aos cabelos, tentando encontrar uma forma de tornar a situação menos constrangedora para ela...
Q: Muita sinceridade? [perguntou sem graça]
R: Na medida certa... [sorriu]
Q: Ok... [desviou o olhar por um segundo, voltando a encará-la] A gente transou porque existe química entre a gente. Não posso negar. Se você não tivesse me beijado, era provável que eu tomasse a iniciativa, porque passei a noite inteira tendo que me segurar diante de você... [confessava] Mas a gente precisa ser racional e entender que talvez não valha a pena arriscar nossa amizade por essa química. Você não é a Santana. Eu te vejo com outros olhos. Com respeito. Com um respeito que é muito diferente da minha amizade com ela. Eu não posso encarar nossa relação da forma despretensiosa como encaro com Santana. Não tem como...
Rachel assentiu suavemente e voltou a sentar ao lado dela no sofá. Encostou-se confortavelmente e passou a encarar a TV desligada diante dela:
R: Então a gente vai fingir que não se deseja? [perguntou com a voz extremamente suave]
Q: Eu não sei... [respirou cansada] Não sei se daremos conta... Somos Quinn e Rachel... Você não sente o mesmo peso que eu sinto nessa equação?
R: Não sei... Acho que sim...
Q: Olha pra mim! [a morena obedeceu] Demoramos tanto para nos entender... Eu gosto de ter você na minha vida. Eu não quero que nada dê errado. Não quero dar motivo para você se afastar de mim...
Rachel ouviu cada palavra. Cada letra de cada sílaba... E não conseguiu evitar se arrepiar com a voz de Quinn. Toda a calma que ela demonstrava era puro fingimento. Toda concordância com o que a loira dizia... Na verdade, ela queria pular em seus braços e pedir para arriscar, pedir para repetir aquela noite, pedir para não pensarem tanto nas consequências. Mas tudo o que ela fez foi assentir suavemente com um sorriso fraco. Foi o máximo que ela conseguiu fazer...
Q: Então... Vou te levar para conhecer New Haven! [falou decidida]
R: Eu adoraria... [sorriu sincera] Mas eu não vou demorar aqui.
Q: Como assim? [perguntou confusa]
R: Você não percebeu que eu não trouxe nenhuma mala? Eu só vim para me desculpar com você. Vou embora no trem das 19h.
Q: Você tem compromisso em NY hoje?
R: Não.
Q: E amanhã?
R: Também não!
Q: Então está decidido! [sorriu] Você vai passar o fim de semana aqui!
R: Eu não trouxe roupas, Quinn!
Q: Vai usar as minhas! [levantou-se animada] Você quer trocar de roupa ou prefere sair assim? Está ótima para o clima de hoje. Então, não se preocupe!
R: Eu não sei... [ria com a alegria da outra] Você tem certeza? Quer que eu fique?
Q: Como assim se tenho certeza? Eu mais do que quero que você fique. Eu exijo que você fique! [disse demandante]
E foi o suficiente para convencer a morena a ficar. Uma mensagem rápida enviada à Santana avisando da mudança de planos e sua presença em New Haven por três dias estava mais do que oficializada.
Antes de saírem de casa, Quinn mostrou à Rachel todo o apartamento. A morena achou cada cantinho lindo. Mas o que mais lhe chamou a atenção foi o cheiro de Quinn em cada parte daquele imóvel... Ela sabia que não seria fácil se conter naqueles três dias...
A conversa de antes parecia ter ficado para trás mesmo. Quinn mostrava alguns pontos que adorava perto de onde morava: cafeterias, floriculturas, livrarias e lojas de vinis. Rachel via como a loira gostava dali, como parecia que, finalmente, ela havia encontrado um lugar que tinha tudo a ver com ela e que, talvez, tivesse tamanho suficiente para caber a grandiosidade que ela sempre viu em Quinn... Estava encantada com tudo, com ela, com a presença dela, com como se sentia ao estar tão perto...
Haviam jantado no restaurante preferido da loira e voltaram para casa caminhando, sentindo a brisa fria da noite de New Haven. Ao chegarem em casa, Quinn preparou o banho para Rachel. A morena não pôde deixar de imaginar a loira nua na banheira em que ela se banhava. Respirou fundo várias vezes... Quando foi a vez de Quinn tomar banho, a morena foi à sala estudar o sofá. Quando sentou nele mais cedo, achou-o confortável, mas para sentar. Ser confortável para dormir já era outra história. Mexeu pra lá, mexeu pra cá nas almofadas e acreditou que, finalmente, havia deixado o mais confortável possível. Não percebeu que Quinn já havia saído do banho e a admirava do arco que dividia a sala do corredor que levava ao quarto. Por alguns segundos ela se deu o direito de admirar as longas pernas da morena, descobertas propositalmente pelo short mais curto que a loira poderia escolher para emprestar a ela. Ela sorriu com o feito. Sabia que tinha sido um golpe baixo, mas não era porque não devia tocar que não poderia olhar...
Q: Posso saber o que você está fazendo? [perguntou provocante]
R: Eu? [olhou-a surpresa] Estou arrumando aqui... [sorriu] Eu só preciso de um cobertor e um travesseiro. Se não tiver um travesseiro, acho que essas almofadas servem. Não tem problema.
Q: Você vai dormir comigo, Rachel!
Ok... A morena sabia que aquela frase não tinha conotação sexual, mas ela não pôde deixar de apreciar a sonoridade como se tivesse, por uns dois segundos...
R: Não precisa, Quinn! Eu não quero te deixar desconfortável em sua cama. Eu durmo aqui sem problema!
Q: Eu não vou permitir que você durma no sofá!
R: Mas você dormiu no meu sofá. Então eu posso dormir no seu.
Q: Mas eu também dormi na sua cama...
E então as lembranças daquela noite voltaram à mente da morena... Antes que pudesse se deixar dominar completamente por elas, Rachel se moveu e passou a caminhar em direção ao quarto:
R: Ok... Excelente argumento! Você venceu!
Quinn sabia que levar Rachel para dormir em sua cama era arriscado. Apesar de todo o seu discurso racional e toda a tentativa de deixar a química entre elas o mais sufocada possível, não era tão simples assim. Ela ainda via Rachel sendo linda e gostosa diante dela. Ela sabia que talvez estivesse sendo irresponsável ao se colocar diretamente na jaula do leão...
Ambas deitaram e Quinn apagou a luz, deixando apenas o abajur ao seu lado aceso:
Q: Quer que apague tudo?
R: Não me incomoda...
Como deitar sem causar o risco de cederem ao desejo? Rachel se virou de costas para Quinn, tentando agir da forma que combinaram, normal, sem tornar a amizade delas sexual... A loira pretendia fazer o mesmo, mas não conseguiu desgrudar os olhos das costas da morena. Por um bom tempo ela admirou o brilho fraco do abajur alcançando os traços perfeitos de Rachel. Quinn se arrependeu de ter emprestado a sua camisola com as costas mais cavadas de todas... Ela queria tocar. Ela queria beijar aquela pele. Ela queria fazer Rachel gemer seu nome novamente... Ela queria, mas não iria. Virou-se bruscamente, ficando de costas para a morena tentadora... Por vários minutos ficou encarando a parede à sua frente, tentando se convencer, inutilmente, de que estava sozinha na cama. Rachel não estava ali e ela poderia pegar no sono tranquilamente e acordar sem fazer nenhuma besteira. Foi inútil...
R: Está acordada?
A voz de Rachel a fez entender que não adiantava tentar fugir da realidade. Ela havia levado a morena para sua cama e precisava lidar com as consequências dessa decisão:
Q: Estou...
Quinn sentiu o colchão ceder um pouco. Era Rachel se movimentando. Sentiu que a morena tinha os olhos cravados em sua nuca. Virou-se devagar, encarando-a à meia-luz... Deus! Ela estava linda!
R: Então... [baixou os olhos, com um sorriso sem graça] Eu acho que dou conta.
A loira entendeu imediatamente o que ela queria dizer e, com a voz suave, perguntou:
Q: Você acredita que “achar” é suficiente?
Rachel estreitou os olhos diante da pergunta e resolveu que não iria recuar:
R: Não... Então tenho certeza! [disse firme] Sabe... Eu sempre tive controle sobre tudo na minha vida. Não será agora que as coisas serão diferentes! Eu sou Rachel Berry e eu controlo as minhas emoções! Eu sou uma artista! Eu sei muito bem o que fazer para não sentir o que não devo sentir. E se você ainda me enxerga como uma adolescente sonhadora está muito enganada porque...
Rachel não teve como continuar o seu monólogo aparentemente interminável, pois os lábios de Quinn pousaram sobre os dela sem aviso. Não era como na primeira vez. Era melhor. Muito melhor! Melhor porque a iniciativa foi da loira. Melhor porque nenhuma delas havia bebido. Melhor porque já haviam conversado e a confusão que antes existia, teoricamente, não existia mais. Teoricamente...
Q: Você fala demais! [cortou o beijo]
Os olhos verdes de Quinn encararam os castanhos de Rachel. Não havia neles o menor interesse em terminar tudo naquele segundo. A loira estava decidida a não fazer daquele o último beijo daquela noite...
R: Então me cale! [provocou]
Ao sentir a boca de Quinn dominando a sua novamente, Rachel gemeu. Era tão bom sentir aquilo de novo! Ela sabia que não deveria se apegar demais. Que era um momento que, talvez, não se repetisse nem tão cedo. Deveria ser casual, então ela deveria apenas se deixar levar...
Quinn se colocou sobre ela, beijando a boca, o queixo, o pescoço... As mãos foram diretamente às peças curtas que emprestou à morena, tirando-as da pele quente... Rachel se deixou despir. Ela queria ficar nua para Quinn novamente. Ela queria muito! Afastou-se um pouco para observar a nudez da morena. Ela a olhou atentamente e devagar, como se tivesse todo o tempo do mundo para apreciá-la...
Q: Então você acha que a gente dá conta... [disse rouca]
R: Eu tenho certeza...
E foi o suficiente! Quinn avançou para abocanhar os seios macios de Rachel, que pareciam convidá-la a prová-los. Deslizou a língua pelo mamilo de cada uma deles, sem deixar que nenhum recebesse mais atenção do que o outro. Não! Ela tinha que ser justa e dedicar-lhes a mesma atenção. Eles mereciam! Sentiu as mãos de Rachel deslizarem por seu corpo na tentativa de tirar sua roupa também:
R: Tira! Não é justo você ainda estar vestida!
A loira obedeceu e logo voltou a deitar sobre ela, grudando a pele nua na pele quente da morena. Beijou-a novamente. Dessa vez, sem tirar os olhos dos dela. Beijavam-se enquanto se encaravam. Parecia um desafio, para ver qual delas desistiria daquele embate primeiro. Rachel fechou os olhos antes, sem aguentar o prazer que sentia. A língua da loira invadiu a dela sem pedir licença, buscando sedenta sua língua para se juntar, para se misturar, para se fundir... Sentiu as mãos da loira deslizarem por seu corpo até chegar a suas pernas. Quinn se encaixou entre elas, fazendo a mão direita acompanhá-la. Logo seus dedos passaram a deslizar delicadamente pela intimidade da morena, pela abertura, pelo clitóris. As mãos de Rachel não sabiam o que fazer. Se seguravam Quinn pelos cabelos, ou se buscavam sustentação em suas costas. Não teve muito tempo para decidir. Sentiu Quinn colar os lábios em sua orelha ao mesmo tempo em que a penetrava de repente. Os dedos da loira se movimentavam conforme ela falava no ouvido da morena:
Q: Geme pra mim...
Rachel gemeu, mas não porque ela pediu, mas porque era impossível não gemer. Quinn sugava o lóbulo de sua orelha enquanto movia o corpo inteiro sobre quando a penetrava. O ritmo ia ficando cada vez mais forte e Rachel sorriu... Sorriu porque sabia que aquela noite seria longa. Sorriu porque ela estava onde queria estar, fazendo o que queria fazer...
Naquela noite, Rachel não precisava se agarrar a um lençol que guardava o cheiro de Quinn. Naquela noite ela tinha Quinn inteira para desfrutar. E ela a consumiria até a última gota e se deixaria consumir por inteiro...
Naquela noite ela fingiria ser casual o que mal sabia que se tornaria vital...
[CONTINUA...]
Fale com o autor