The Chemical Between Us...
13 Capítulo 13 - Sobre fazer e ser o que quiser...
Se Kurt tinha algo a dizer sobre ver Rachel beijando Quinn, a morena não quis saber. Ela sequer quis analisar de que forma o amigo a olhava após aquela surpresa. Ela não quis saber de nada. Nem sobre o jogo, nem sobre as pessoas ao redor, nem sobre nada de nada. Só o que ela quis saber foi em voltar pra casa o mais rápido que pôde para estar novamente na cama com Quinn. E assim ela fez.
A loira continuava sendo muito mais do que Rachel era capaz de fantasiar. Muito mais! Durante todo o caminho até chegar em casa Quinn segurava em sua mão de forma possessiva. Havia naquele toque um senso imenso de proteção, mas Rachel queria acreditar que também havia um senso de propriedade. Ela queria que a loira sentisse que tinha muito controle sobre ela, que se sentisse como uma espécie de dona dela. De alguma forma, Rachel queria se submeter a uma visão bem maior do que o sexo simplesmente casual. Ela queria que Quinn a possuísse muito além da carne. Em sua mente, ela acreditava naquilo...
Assim que a porta do apartamento se fechou Quinn beijou Rachel da forma que a morena queria. Foi como se ela tivesse explicado detalhadamente onde e como a língua da loira tinha que tocar. Desde o céu da boca aos dentes, como sugar seus lábios de um jeito que a fazia perder a sanidade. Tudo isso Quinn fazia. Como se tivesse lido um manual completo de como fazer o corpo inteiro de Rachel se eletrificar com os toques mais suaves e precisos...
A morena sentia os beijos se tornando cada vez mais molhados e intensos, com Quinn dominando cada centímetro de seu pescoço e colo enquanto a despia, levando as mãos aos seios dela e apertando na proporção exata entre o carinho e desejo desenfreado. Era como se ela quisesse devorar sua pele, arrancar a carne, engoli-la em doses cavalares de prazer. Logo estavam na cama e Quinn a penetrava profundamente com seus hábeis dedos, arrancando altos gemidos que quase se tornavam gritos. Rachel estava enlouquecendo com o mais absoluto prazer. Suor, muito suor. Pele na pele, seios se tocando, intimidades se esfregando. Cada vez mais Quinn mostrava a ela um nível de intimidade nunca antes vivido. Sentir a forma como a loira movia o corpo contra o dela, fazendo suas intimidades se encaixarem, como se tivessem sido feitas para aquilo, apenas para aquilo, fez Rachel desejar ainda mais Quinn só para ela. Não queria que a loira fizesse aquilo com mais ninguém. Apenas seu gozo deveria se misturar ao de Quinn daquela forma, in natura, em contato direto... Ela sentiu vontade de pedir que ela nunca mais tocasse em outra garota, mas ao invés disso, ela preferiu gemer...
A loira marcava seu corpo com chupadas fortes, deixando rastros de que tinha passado por ali. Tatuava Rachel com sua boca, engolia a morena como se ela coubesse literalmente toda em sua boca. Chupava a intimidade molhada que não parava de se umedecer de excitação. A língua de Quinn dançava entre as pernas da morena, chupando o clitóris, os grandes lábios, e a penetrando o mais profundo que podia ir. Ela já possuía uma excelente técnica de respiração para não desperdiçar seu tempo ali embaixo. Ela sabia como fazer com maestria. E fazia. Rachel já não conseguia mais pensar... O cheiro da morena transbordava. E Quinn adorava. Ela adorava o cheiro da intimidade de Rachel e se assustava um pouco com aquilo. Por que ela adorava tanto chupá-la e cheirá-la? Por quê?
R: Oh meu... Oh Quinn... Eu vou gozar...
O corpo de Rachel passou a se debater com força. Ela já não aguentava mais... Ela desmaiaria se Quinn continuasse a fazer o que fazia. Como se tivesse lido seus pensamentos, a loira se arrastou sobre seu corpo e a cobriu de forma quente, beijando-a carinhosamente.
Q: Eu adoro chupar você!
O sussurro sobre os lábios carnudos fez a morena estremecer ainda mais...
Q: Eu adoro seu gosto! Você é tão deliciosa! Nunca chupei nada tão gostoso como a sua bu...
Rachel a interrompeu com um beijo faminto, prendendo as pernas ao redor da cintura da loira a fim de tê-la ainda mais perto, mais colada, mais tudo...
R: Não... [beijou-a novamente] Não fala essa palavra...
Q: Qual? Bu...
Rachel levou a mão à boca dela e Quinn não entendeu nada. O olhar confuso da loira fez a morena se apressar em explicar:
R: Se você usa essa palavra com as outras garotas eu não quero que use comigo...
Quinn manteve o olhar de confusão e se moveu para se sentar.
Q: E como eu devo falar? Vagina? Vulva? Perereca?
Havia um tom meio sarcástico em sua voz.
Rachel se sentou também e a olhou firme. Não uma firmeza fria. Apenas sincera:
R: Você não precisa falar nada disso. Não precisa dizer. Eu sei. Quando você me chupa eu sinto o quanto você gosta disso. Mas não estou acostumada a ouvir aquela palavra. E talvez ela faça parte do seu vocabulário quando você está na cama com outras garotas. E eu prefiro não me sentir como se fosse uma delas. Eu sei que não estamos em um relacionamento, mas quando estamos juntas eu quero me sentir especial. Eu quero sentir que comigo é diferente...
Era a primeira vez que Rachel era realmente sincera quando falava sobre elas. Se até ali ela tinha tentado demonstrar uma tranquilidade maior do que a que realmente sentia, naquele momento ela queria dar voz a seus pensamentos. Não todos...
Q: Mas é mesmo diferente com você! [disse calma] Só não entendo como uma simples palavra pode fazer você se sentir mal.
R: Não me faz me sentir mal... É só que... É só que...
Q: Tudo bem! [interrompeu] Eu não falarei.
E Rachel pensou que aquilo tinha chateado Quinn. Ela já havia entendido que a loira não gostava de ser regulada no sexo e em tudo o que dizia respeito a isso. Mas se surpreendeu quando sentiu seu corpo ser puxado para o colo dela. O rosto de Quinn logo se encaixou no pescoço da morena, beijando a pele levemente suada de forma extremamente sensual...
Q: Faça uma lista das palavras que você não quer ouvir durante o sexo...
Rachel levou os lábios à orelha da loira e sugou o lóbulo antes de falar:
R: Me surpreenda... [disse provocante]
Foi uma noite longa. Muito longa! Longa para todos. Longa para Santana que teve que aguentar Kurt enchê-la de perguntas durante todo o jogo. Mas a latina fingia que nada ouvia. Longa para Kurt, que esperava ansioso o amanhecer do dia para arrancar de Rachel explicações que ele pensava que tinha o direito de pedir. Longa para Quinn, que aproveitou cada segundo para explorar o corpo da morena. E longa pra Rachel, que queria que fosse mais longa ainda...
Eram quase cinco horas da manhã quando Rachel sentiu um movimento na cama estragar seu sono. Virou-se devagar e se deparou com as costas nuas de Quinn. A loira estava sentada na beira da cama, espreguiçando-se:
R: Aonde vai? [perguntou sonolenta]
Quinn se virou para ela e Rachel sentiu o corpo inteiro arrepiar ao rever os seios lindos da loira.
Q: Preciso pegar o trem senão vou perder aula. [virou-se para vestir o sutiã]
Rachel poderia ficar quieta e deixar que ela fosse, mas seu corpo resolveu comandar suas ações. Arrastou-se até a loira e passou a distribuir beijos pelas costas macias. Começou com beijos suaves na altura do cóccix, subindo a linha da coluna, até chegar à nuca, fazendo-a se arrepiar durante todo aquele caminho... Quinn sentiu o corpo da morena colar em suas costas enquanto Rachel afastava os cabelos loiros para o lado, deslizando a língua sensualmente por seu ombro esquerdo:
R: Fica mais...
Quinn sentiu o corpo amolecer. Os beijos gostosos de Rachel estavam tirando um pouco de sua sanidade...
Q: Não é certo perder aula... [disse amolecida]
R: Um dia só... Não vai perder nada importante... Eu preparo um café muito especial para você...
Q: Com bacon? [perguntou quase convencida]
R: Com o que você quiser...
Q: Com a sua bu...
A própria Quinn se calou. Rachel gargalhou ao perceber o tom brincalhão da loira:
R: Você vai transformar isso numa piada agora?
Quinn se jogou sobre ela e a olhou de uma maneira que Rachel queria ser olhada todos os dias pela manhã:
Q: Mas você há de me dar razão. Porque uma pessoa que me pede para ser chupada e que adora quando eu a chupo não tinha que se incomodar com uma palavrinha tão inocente...
O charme de Quinn era tão avassalador que Rachel se sentiu umedecer em segundos:
R: Não há nada de inocente em você, Quinn Fabray...
E Quinn, naquela manhã, provou que não havia mesmo... Rachel gozou mais uma vez...
Kurt acordou com o barulho que vinha da cozinha. Arrumou-se para ir até lá. Deparou-se com Rachel de roupão. O tecido fino não possuía nenhuma marca, o que logo o fez concluir que a morena estava completamente nua por baixo dele e que tinha transado com Quinn. Aquilo era tão óbvio! Como ele nunca tinha desconfiado de nada?
K: O que você pensa que está fazendo?
Rachel o olhou por cima do ombro e voltou a preparar o que fazia:
R: Bom dia pra você também!
K: O que você pensa que está fazendo? [repetiu]
R: Estou fazendo ovos, bacon, leite, café. Muitas coisas ao mesmo tempo...
K: Não é isso que estou falando!
R: E sobre o que você está falando?
A forma despretensiosa com a qual Rachel agia o estava irritando...
K: Você sabe muito bem do que estou falando! [irritou-se]
R: Seja claro e direto, por favor!
K: Sobre a Quinn! O que você pensa que está fazendo com ela?
R: Estou fazendo o melhor sexo que já fiz na vida! [respondeu tranquilamente]
K: Não seja idiota! [disse irritado] A Quinn deve transar com uma garota diferente a cada dia. Por que você acha que justamente você seria especial? Ela deve ter as garotas mais lindas de New Haven na cama dela. Então não se iluda de que ela vai acabar te escolhendo, porque não vai. Estou falando isso porque sou seu amigo e te amo. Não quero te ver magoada.
Rachel desligou tudo o que estava no fogão e limpou as mãos antes de virar para ele, que pôde ver um chupão em seu pescoço. De uma forma muito calma ela se encostou no balcão da pia, cruzou os braços e o encarou:
R: Com todo o respeito, Kurt, mas eu não me lembro de ter pedido sua opinião sobre isso.
K: Sou seu amigo. Posso falar sobre o que quiser com você.
R: Ser meu amigo não lhe dá o direito de se meter na minha vida com especulação sem fundamento.
K: Como assim sem fundamento? A Quinn agora que se revelou lésbica não deve ser comportadinha. Ela deve ser a versão loira da Santana.
R: E o que você tem a ver com isso?
K: Eu me preocupo com você. Nem lésbica você é. Por que está se submetendo a isso? Acha que isso te torna mais descolada?
S: Não seja idiota!
A voz áspera de Santana fez Kurt estremecer. Rachel continuava calma. E ela se sentiu bem com aquilo. Pensava que quando Kurt a confrontasse ela ia ficar sem argumentos e que poderia se convencer de que estava fazendo besteira, mas muito pelo contrário. Ouvir o amigo só a fez ter mais certeza de que o que estava fazendo com Quinn era algo muito bom... Mais do que bom, na verdade...
K: Não se mete nisso, Santana.
S: Claro que me meto. Meu santo nome foi jogado aí na roda. E você me acordou com seu chororô... [aproximou-se da geladeira para pegar um copo de suco] Deixa a Rachel em paz! Ela não é nenhuma criança e sabe o que está fazendo.
K: O que você ganha com isso, Santana?
S: Com isso o quê?
K: Com Rachel se envolvendo com garotas... Você a está treinando para te acompanhar nos bares de lésbicas quando Quinn está em New Haven?
S: Como é que é, Kurt?
Santana começava a se irritar de verdade...
S: Vai cuidar da tua vida, garoto! Vai ficar aí se doendo porque ao invés de correr pra você pra pedir sua opinião sobre a vida dela a Rachel veio falar comigo? Procura o que fazer pra curar essa dor de cotovelo!
Kurt se virou para Rachel:
K: Santana só está se divertindo às suas custas, te recrutando para o exército lésbico dela. Você é só a substituta da Quinn para ela.
S: Se você abrir sua boca para falar merda de novo sobre mim, eu te parto no meio e te jogo pra fora desse apartamento. [esbravejou]
Rachel levou a mão ao ombro dela, como se pedisse em silêncio para ter calma.
K: Você que é a intrusa aqui. Você que chegou sem sequer ser convidada. Não venha querer mandar no meu apartamento e da Rachel.
Ali ele pegou pesado e Rachel não ia deixar mais que ele falasse o que quisesse:
R: O apartamento é tão da Santana quanto nosso. [disse séria] E não atribua a ela a responsabilidade por meus atos. Eu sei muito bem o que estou fazendo e Santana tem sido ótima comigo. Respeite minhas decisões e respeite o papel dela na minha vida e dentro desse apartamento. E respeite a Quinn também porque você não sabe nada sobre a vida dela.
K: Não preciso que nem ela nem ninguém me fale nada pra saber que ela vai te magoar, porque ela é uma versão mais elegante da Santana e não vai te dar o valor que espera receber...
Logo os olhares dos três foram atraídos para a porta do quarto da Rachel se abrindo. Quinn estava vestida com um roupão da morena. O tecido era mais grosso, por isso não dava para ver se ela também estava nua por baixo. A cara de sono a deixava ainda mais linda e os cabelos levemente despenteados fizeram Rachel quase se derreter tamanha era a doçura daquela imagem...
Q: Bom dia! [sorriu suavemente]
Por um momento eles tinham esquecido que Quinn estava no quarto. Suas vozes exaltadas devem ter chegado aos seus ouvidos, mas ela estava tão calma que talvez não tivesse escutado nada...
A loira foi ao banheiro rapidamente e enquanto ela escovava os dentes ninguém disse mais nenhuma palavra. Ficaram praticamente congelados, sem saber o que falar. Logo ela se juntou a eles na cozinha. Passou por Santana, dando-lhe um beijo no rosto. Aproximou-se de Rachel e depositou um beijo suave nos lábios da morena. Encostou-se ao balcão da pia, bem ao lado dela e olhou suavemente para Kurt:
Q: Kurt... [chamou calma] Você deveria se preocupar com o seu relacionamento com o Blaine, que me parece bem morno, já que transar com homem é bem ruim e sem graça... [fez uma careta engraçada] E é melhor ir se acostumando ao fato de que eu e Rachel temos um relacionamento diferente agora, porque você vai nos ver muito juntas. Mas muito mesmo!
Então ela tinha ouvido tudo! Absolutamente tudo! Um sorriso sacana surgiu nos lábios de Santana e um bastante orgulhoso nos lábios de Rachel:
K: Eu... [gaguejava] Eu... Eu só acho que...
Q: Eu, sinceramente, não estou interessada no que você acha, Kurt... [disse fria] Pouco me interessa o tipo de pessoa que você pensa que eu sou. Não me importa mesmo! Apenas não tente projetar a frustração do seu relacionamento sem graça no que acontece entre mim e a Rachel. Ela sabe o que está fazendo. Não tente virar a cabeça dela com seu falso puritanismo.
K: Eu só quero protegê-la! [tentou se explicar]
Q: De mim? Protegê-la de mim? Você não me conhece o suficiente para achar que deve fazer qualquer coisa para colocá-la contra mim. Tenha certeza de que não precisa!
K: Não se trata de colocar contra. É só...
R: Eu sou adulta, Kurt! [interrompeu] Você não tem que me proteger da Quinn. Ela só me faz bem...
A loira a olhou de lado e sorriu. Era uma frase simples, mas saber que fazia bem à Rachel – não que ela não soubesse antes – fazia com que ela se sentisse muito feliz...
Kurt finalmente calou a boca e contrariado pegou uma caixa de cereal para comer puro... Santana estreitou os olhos e fez sinal de que estava de olho nele...
Enquanto isso, Rachel voltou a preparar o café da manhã, colocando os pedaços de bacon já prontos em um prato. Quinn pegou um pequeno pedaço para levar à boca, mas a morena a impediu de comer:
R: É claro que fiz esse bacon para você. [disse atenciosa] Fique à vontade para comer o quanto quiser. Só saiba que enquanto tiver gosto de bacon em sua boca, nem pense em me beijar...
A voz de Rachel não foi alta. Foi naturalmente baixa. Mas ela não tinha falado daquela forma para que não fosse ouvida por Santana ou Kurt. Era, na verdade, porque ela estava sem graça de falar aquilo para Quinn. Era incrível como apesar de toda a intimidade que já tinham, apesar do quanto elas eram carnais na cama, Rachel ainda possuía uma certa timidez ao falar certas coisas com a loira...
Mesmo com a advertência que Rachel lhe deu, Quinn resolveu levar o bacon à boca e o mastigou demonstrando muita satisfação. Diante daquilo, Rachel se sentiu um pouco desapontada, pois pensava que a loira ia preferir beijá-la. Mas antes de conseguir realmente raciocinar e transformar aquilo em chateação, sentiu Quinn puxá-la pela cintura e roubar-lhe um beijo com gosto de bacon e tudo... A língua da loira logo se enfiou na boca da morena que nada fez pra impedi-la. Ao cortar o beijo, os olhos verdes de Quinn encararam os castanhos que já tinham as pupilas dilatadas:
Q: Eu já disse que vou te beijar sempre que der vontade e quando sentir que você também quer. E eu sei que você quer...
Santana agora tinha um sorriso de puro orgulho nos lábios. Kurt tinha um olhar um tanto quanto surpreso pelo novo beijo que havia presenciado. Quinn tinha um sorriso charmoso matador... E Rachel... Bom... Rachel tinha as pernas bambas e um sabor novo em sua boca... Talvez bacon na língua de Quinn não fosse tão ruim assim...
Nada na língua de Quinn jamais seria ruim. Disso Rachel tinha certeza...
[CONTINUA...]
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