The Change With Love
5 Secrets Part II, and I would have kissed
Notas iniciais
Bom, primeiro eu gostaria de pedir desculpas por ter demorado a postar, já que eu disse que assim que recebesse a primeira recomendação eu postaria. Eu não postei porque hoje eu tive prova e eu estou estudando 4 horas por dia, então realmente eu não consegui.
Mas agora vocês ganharam MAIS UM CAPÍTULO!!
Capítulo dedicado ao meu BabyBoy Leonardo !! Te amo e a Duda que recomendou a história !!
No capítulo anterior:
– O que você está fazendo — perguntei calma
– Não sei — respondeu
Algo em mim não queria que ele parasse de se aproximar
– Você não faz ideia do efeito que tem em mim com esse olhar — disse
E nós estávamos quase nos beijando. Só que como a sorte não é minha amiga...
O sinal bateu. O sinal, que indica que mais um tempo de aula havia acabado, bateu. Estamos distantes da escola, mas mesmo assim, o som foi alto e bem claro, o que me faz pensar/desconfiar que tenha um sinal em cada canto da escola.
Como o sinal tocou, obviamente, o beijo não rolou, ou seja EU NÃO BEIJEI O MELLARK!
Desviamos nossos rostos e encostamos as testas no ombro um do outro, ele estava com a sua cabeça no meu e a minha no dele. Assim como eu, Peeta devia estar pensando no que quase aconteceu.
O que eu pensava? Sei lá, estou muito confusa e perdida. Pelo meu lado racional, eu estou feliz, porque eu só o conheço em alguns dias e já estava quase o beijando e o sinal havia apenas evitado um erro. Mas o lado sentimental, ficou ''abalado'', talvez aquilo pudesse não ser um erro, talvez que quisesse realmente sua boca na minha.
Acabei soltando um suspiro com a minha confusão, o que fez com que nós despertássemos e fizesse com que a nossa ''bolha'' de paz e pensamento fosse desfeita
– Acho melhor agente ir — falou quebrando um silêncio
– Também acho — falei
Nos desgrudamos e logo após senti uma sensação de perda, que logo sumiu assim que suas mãos grudaram nas minhas ajudando-me a levantar
Seguimos para a escola com calma, em silêncio e de MÃOS DADAS! Pelo jeito nenhum de nós dois queria se distanciar.
– Qual vai ser a nossa desculpa? — falou
– Eu pedi pra Madge dizer que eu estava passando mal e você foi me levar a enfermaria — respondi
Chegamos na porta da sala uns minutos depois, mas quando eu ia abrir a porta, Peeta me puxou pra mais perto de si e depois me prensou na parede. O olhei com cara de assustada e ele riu
– Desculpa — falou — Te fiz perder uma aula já no primeiro dia..
– É, eu estou começando a pensar que você é uma má influência — falei rindo, fazendo com que ele risse também
– Eu não sou uma má influência! Mas voltando, eu queria agradecer por você ter me ajudado lá, por me ouvir... Obrigado e desculpa pelo beijo — falou
– A verdade é que não foi um beijo — disse e ele sorriu — e de nada — terminei
Ele se afastou pronto para abrir a porta da sala, mas eu o puxei de volta e ele me encarou confuso
– O que foi?
– Não conta nada do que você descobriu de mim pra ninguém não tá? — ele assentiu — Promete?
– Então eu estava certo?
– Talvez, mas eu não quero criar falsas esperanças — falei e ele sorriu, por perceber que talvez ele soubesse sobre mim — Promete? — tornei a perguntar
– Prometo
Ele disse e assim entramos na sala, logo que abrimos a porta, o professou perguntou arrogante:
– Onde estavam?
– Na enfermaria — Peeta disse — Ela estava passando mal e eu a levei na enfermaria
– A senhorita Underseen falou, eu só quis confirmar, agora sentem-se.
Assentimos e sentamos. Madge, Clove e Annie olharam pra mim e eu rolei os dedos indicando que falaria depois. Coloquei os óculos, enquanto o professor começava a falar novamente
– Voltando e repetindo para os que não estavam na sala — disse me fitando — Meu nome é Snow e eu serei o professor de Sociologia. Eu tenho umas dicas pra vocês. Eu não quero falação na minha aula, não quero desobediência e nenhum tipo de algazarra. Caso aconteça eu colocarei no castigo físico imediatamente. Fui claro?
Todos assentiram, inclusive eu que até agora não entendi qual era esse tal castigo físico.
***
Depois de muitas aulas chatas como sociologia com o Snow e dois tempos de matemática com o Seneca, finalmente chegou a hora do almoço e eu estava morrendo de fome. Arrumei a mochila e saí da sal com as meninas me puxando para o quarto.
Assim que chegamos, largamos a mochila em nossas respectivas camas. A Annie fechava a janela enquanto a Madge ligava o ar condicionado e a Clove trancava a porta. Sentei na cama enquanto elas faziam inúmeras coisas ao mesmo tempo. Segundos depois elas disseram em uníssono:
– Conta tudo
**
Falei tudo a elas. Tirando as partes que o Peeta falava sobre mim. Quando eu cheguei na parte do quase beijo...
– Até que... -deixei a frase morrer
– Até que o que Katniss? — gritou a Annie
– euquasebeijeiopeeta — falei rápido fazendo com que elas se entreolhassem
– Porra Katniss fala devagar — disse Clove irritada
– Nós quase nos beijamos — falei mais devagar
Todas ficaram pasmas, paralisadas e o silêncio ia se tornando desconfortável a medida que os segundos passavam
– Eu disse quase -alertei-as
– Ah meus deuses olimpianos! Kat você quase beijou o Peeta! — gritou Madge e em seguida todas gritaram juntas
– Peraí! — falei fazendo-as se inquietarem — Porque toda essa felicidade por eu ter quase beijado o Mellark? — falei fazendo cara de confusa, porque eu realmente estava confusa, perdida na verdade
– Kat, no primeiro ano, o Peeta namorou a Delly que era amiga da Glimmer. Ele dizia ser apaixonado por ela. No dia daquela festa, ele viu a Delly o traindo com um menino do Distrito 7. Daí ele quis ''afogar'' as mágoas na bebida. Ele sabia que o ponche estava batizado, mas se ele nos contasse nós não deixaríamos ele beber, sendo que naquela noite tudo que ele queria era esquecer de tudo, da da Delly, da traição, das mentiras... — começou Clove
– Quando ele foi internado, não foi só pela bebida, o médico nos disse que ele tinha sofrido um impacto emocional muito forte e a bebida foi só algo a mais. Kat, o Peeta amou muito a Delly e com a traição ele ficou completamente destruído, sem rumo, ele já não era mais o mesmo. No segundo ano, ele não olhava mais para nenhuma menina, por medo de se machucar de novo. Todas as vezes que a Delly chegava perto, o Peeta mudava, ficava agressivo, na defensiva, se afastava de todos nós por dias, até convencer a si mesmo de que a Delly foi só um muro no seu caminho... — continuou a Annie
– Teve um dia , que a Delly disse a ele, , que tudo o que ela havia feito, foi a Glimmer que mandou fazer e logo depois ela deu um beijo nele. Peeta sentiu que estava sendo usado de novo. A Delly já havia dito que só namorava com ele por curtição e Peeta percebeu que tudo aquilo se tornaria um ciclo vicioso, onde ele se apaixonava, ela o usava e o traia e ele sempre saia machucado de novo. Ele a dispensou no meio do refeitório e toda a escola riu da cara dela e Delly se tornou a melhor amiga da Glimmer. Elas querem se vingar do Peeta porque ele foi o causador da expulsão da Glimmer e pelo motivo de piada que a Delly se tornou. Elas devem estar mais unidas do que nunca e se a Glimmer está aqui, a Delly também deve estar. — terminou a Madge
– Nossa, é muita informação pra receber de uma vez só — falei depois de repensar com calma tudo o que elas haviam dito
– Kat, você é muito observadora e deve ter percebido que quando o Peeta te contou a história hoje de manhã, parecia que ele estava escondendo alguma coisa. Ele não sabe que nós sabemos de tudo o que aconteceu — disse Clove
– E como é que vocês sabem? — perguntei
– Quando ele ficou bêbado e nós o levamos ao hospital ele nos contou tudo. E nós sabemos do beijo, porque ficamos com medo de que ele fizesse alguma coisa impensada, então nós e os meninos sempre o vigiávamos sempre — falou a Annie
– Vocês acham que a Delly vai estar aqui este ano? — perguntei
– Achamos sim e esse ano elas vão aprontar muito com agente — disse Clove
– Mas vocês e os meninos quase não fizeram nada a elas, porque todo aquele pavor na aula de biologia?
– Como nós dissemos, nos apegamos muito fácil as pessoas, então para elas atingirem o Peeta, elas vão usar todos nós, inclusive você — falou Madge
Essa parte eu já sabia, então fechamos o assunto desse mesmo jeito e fomos almoçar. No almoço, sentei-me ao lado de Peeta e conversei normalmente com ele.
Pedi pra ele me passar seu telefone e o do resto dos meninos.
A tarde nós tivemos aula de educação física, estava no vestiário trocando de roupa com as meninas e assim que eu saí de lá, todos, eu disse TODOS os meninos olharam pra mim.
– Sangue novo! — gritou alguém
– Vai tomar conta da sua vida — falei e me juntei aos meninos
– Nossa KatKat que corpão hein! — disse o Cato
– Cato, acho melhor você olhar para o corpão da Clove né?!
Ele ficou roxo de vergonha e os meninos começaram a zoá-lo. Senti alguém chegar perto de mim e assim que escutei a voz soube quem era.
– Que isso em Kat! Ta mais gostosa que o normal — sussurrou no meu ouvido, fazendo com que meus pelos se eriçassem. Ri um pouco e assim seguiu a aula
***
Depois do jantar, Peeta me chamou para andar pela escola.
– O que achou da aula?
– Eu gostei muito, só não gostei do tal Snow, ele me dá medo — falei
– Ele dá medo em todo mundo — disse e nós rimos
– Peeta, que castigo físico é esse que até agora eu não descobri?
– Bom, eles colocam milho ou vários lápis no chão e nós temos que nos ajoelhar sobre eles.
Fiz uma careta só de imaginar a dor
– Você já teve esse castigo? — perguntei
– Não, nenhum de nós teve esse castigo e espero que você também não tenha
– Eu também espero — rimos um pouco e continuamos a conversar
Assim que bateu o sinal de recolher, nós subimos para o Distrito 12 e eu parei em frente ao meu quarto e nos despedimos.
– Bom, foi ótimo conversar com você KitKat — falou
– Será que dá pra parar com esse apelido chato? — perguntei ríspida
– Vou te chamar de agora em diante de Kat então
– Bem melhor
– Sabe Kat... Eu queria te dizer uma coisa — disse meio envergonhado
– Então fala — disse não entendendo
– Sobre hoje de manhã... Antes do sinal bater, eu realmente.. — deixou a frase morrer
– Você realmente? — perguntei
– Eu realmente gostaria de ter te beijado — falou agora olhando em meus olhos
Eu nada disse, só olhei para baixo de tanta vergonha, pode ter certeza que eu estava parecendo um pimentão.
– Até amanhã Kat — falou abrindo a porta do quarto e dando um sorrisinho ao ver que eu estava super corada.
– Até amanhã Peeta — falei
Quando eu estava quase entrando no meu quarto, senti ele me puxar para perto de si e me dar um beijo bem perto da boca, com um gostinho de quero mais. Sorriu divertido e entrou em seu quarto. Ele podia ser bem safado quando queria.
Depois de pensar um pouco, entrei no meu, encontrando as meninas já dormindo. Deitei na minha, ao lado da janela.
Um pouco antes de dormir, uma frase veio a minha cabeça:
'' Eu realmente gostaria de ter te beijado''
Um tempinho depois, fui levada pela inconsciência e dormi, com um sorriso no rosto.
Notas finais
Um beijão no coração de vocês e já sabem minhas condições:
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Até o próximo!!
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