The Captain and The Petal.

31 Thirtieth Chapter. - An unexpected information... or two.


Notas iniciais
Ois! Como prometido, temos algumas revelações à caminho. Ainda há mais por vir, relaxem. Está apenas começando! É um capitulo de transição. Boa leitura!

Uma informação inesperada... ou duas.

Era noite do cinema outra vez, assim como todas as quartas-feiras que eles usavam rosa. – não, isso não acontecia, infelizmente.

Era sexta-feira à noite, todo o grupo, exceto Rhodey – que estava viajando –, Maria – que normalmente transitava entre a Central e o Complexo – e Thor e Bruce – que obviamente não eram vistos desde a batalha contra Ultron – estavam presentes, enroscados em cobertores quentinhos, comendo pipoca, enquanto assistiam a uma animação da Disney na tela de 75 polegadas da sala de projeção.

Lynna estava com um balde de pipoca caramelada apoiado no colo, entre as pernas de Steve, que a apertava como um polvo, enquanto descansava seu queixo no vão entre seu pescoço e o ombro.

Ela pegou uma pitada da pipoca, lambuzando seus dedos no caramelo, então esticou o braço para encontrar os lábios rosados do loiro, que envolveu as pontas de seus membros no calor de sua boca, limpando-os do caramelo.

Isso a fez levantar a cabeça, bicando seu queixo com carinho.

Então, ela sentiu uma chuva de pipoca contra eles.

— Vão para o quarto! — Tony disse, agitando os outros (exceto Visão) a atirarem pipoca neles. — Isso aqui ainda tem censura.

Ela revirou os olhos, cruzando os braços para a tela.

— Vocês são terríveis, sabiam?! — resmungou, voltando a assistir o filme.

— Não temos culpa se criamos dois monstrinhos. — Natasha disse da outra extremidade da sala.

Lynna revirou os olhos mais uma vez, escondendo o sorriso enquanto voltavam a assistir o filme.

— Palhaços! — resmungou por fim.

*

Pela manhã, ela arrastou-se para fora da cama, esticando seus membros ao se espreguiçar. O lugar ao lado da escrivaninha já estava frio, como de praxe. O dono dele já havia levantado com as galinhas para correr.

Lynna colocou os chinelos, indo até o banheiro compartilhado, onde havia uma série de itens de higiene que lhe pertenciam.

Lentamente, ao longo dos dias, eles foram adentrando o espaço um do outro, praticamente transformando ambos os apartamentos num lugar totalmente a cara deles.

Você poderia encontrar facilmente um dos desenhos de Steve espalhados pelo apartamento da ruiva, ou uma miniatura de perfume ou maquiagem, ou até mesmo alguma faca de combate estrategicamente posicionada pelo apartamento do Cap.

Ela deslizou o vidro do armário da pia, capturando o creme dental, então deslizou-o em sua escova, molhando-a e levando-a à boca.

— Senhorita Angianova, o diretor Fury quer vê-la na sala de reuniões. — a voz de SEXTA-FEIRA assustou-a, fazendo-a engasgar-se suavemente com a saliva.

— Ele adiantou o assunto? — ela perguntou após cuspir.

— Ele apenas disse que o assunto era de seu interesse pessoal. — a IA respondeu.

Assentindo para o nada, Lynna murmurou um ‘ok’, então se pôs a se arrumar para encontrar Fury como SEXTA-FEIRA havia dito. Ela vestiu uma calça de moletom e a regata preta que ela havia pego de Natasha e nunca mais devolvido. Calçou os chinelos, indo até a porta do apartamento com uma rapidez que a impressionou.

Sua cara afundou contra uma parede maciça.

— Ai. — ela resmungou contra o peito de Steve.

— Ei, posso saber qual o motivo da pressa? — o loiro perguntou, envolvendo-a delicadamente em seus braços, impedindo-a de cair.

Ela encarou-o.

— Eu te diria se soubesse. — deu de ombros. — Fury quer me ver na sala de reuniões. Estou indo lá agora.

Ele assentiu.

— Certo. — ela correu para fora, amarrando os cabelos num coque. — Ei, eu não ganho um beijo de bom dia?

Ela franziu o cenho, encarando-o de maneira divertida.

— Não, você está fedendo. — então correu para o elevador sem lhe dar tempo de responder, apertando o botão para chegar ao nível da sala de reuniões.

Lynna caminhou firmemente até o local, se perguntando se havia feito algo de errado nas últimas semanas, respirando fundo antes de abrir a porta da sala.

Fury a aguardava com a postura enigmática de sempre, sorrindo para ela quando o vidro se cerrou.

— Seja o que for que aconteceu, eu não fiz nada! — ela disse imediatamente, antes que ele tivesse a oportunidade de falar. Talvez ele tivesse tido notícia do incidente do veneno... talvez? Esse seu time... um bando de linguarudos!

O homem franziu o cenho.

— Uh, bem, você beijou o ícone da América em publico e isso viralizou na internet, então eu não diria que você “não fez nada”. — ela poderia estar ficando roxa nesse exato momento. — Já não era sem tempo, devo dizer. Sempre achei que vocês ficariam bem juntos. — até tu Brutus? Natasha estava mesmo certa quando disse que eles não eram discretos? — Espero que isso que vocês compartilham não interfira no profissional. — ele arqueou a sobrancelha para ela. — Mas não é sobre isso que eu vim aqui.

A ruiva franziu o cenho.

— Não? — questionou.

— Não. — ele respondeu. — Por favor, sente-se. Vai ser uma longa conversa.

*

— Estou partindo em uma missão com Sam e Natasha hoje à noite. — Steve lhe disse, colocando a frigideira com frango grelhado em cima da mesa. — Tony deu folga para o resto da equipe. As Bailarinas também estão incluídas?

Lynna encolheu os ombros.

— Não. — murmurou cansada, espetando um pedaço de peito e colocando em seu prato. — Não me leve a mal, elas são ótimas! E aprendem tão rápido... mas eu achava que também iria ter uma folga, sabe?

Ele riu um pouco, também fazendo seu prato.

— Eu entendo. — disse-lhe. — Mas não pode ser tão ruim, pode?

Ela arqueou a sobrancelha.

— Eu ficar doente de preocupação porque você vai estar lá fora? Imagina! — ele fez uma caretinha fofa. — Posso saber para onde vão?

— Há uma possível gangue de terroristas se formando na Eslovênia. — o loiro respondeu após alguns segundos de mastigação. — Agora que a Hydra caiu, se é que caiu, eles estão tentando se rebelar.

— Ex-agentes que não querem largar o osso? — ela questionou, cortando o frango.

Steve deu de ombros.

— Possivelmente. Estamos indo para investigá-los. — respondeu.

Ela assentiu, voltando a comer.

— E o que Fury queria? — o loiro perguntou depois de um tempo.

Lynna sorriu, meio incerta se deveria contar sobre a sua grande, grande descoberta ou não, decidindo de última hora escondê-la, para impactá-lo mais na frente. Primeiro, ela iria com o “mais suave”.

— Além de me dizer que o beijo que nós trocamos em Coney Island viralizou na internet? Ele veio me falar que descobriu que eu não sou a única pessoa no mundo com o sobrenome Angianova. — Lynna disparou, vendo os olhos de Steve se arregalarem.

— Como assim?

Ela riu.

— Bem, eu meio que já devia ter desconfiado. — deu de ombros. — Minha avó era separada do meu avô. Ele a abandonou quando minha mãe era um bebê, então eram só elas durante muito tempo. Eles moravam numa fazenda no norte da Rússia, e ficou tudo para ela quando meu avô partiu.

— E por que ele partiu? — o loiro perguntou.

— Eu verdadeiramente não sei. — deu de ombros. — Minha avó nunca me contou, tudo o que ela me dizia, era que ele havia partido e começado outra família em Moscou. Ele era primo dela, o meu avô. Então, Fury levantou minha ficha na internet após o golpe de Ultron à SHIELD, e encontrou uma família de pelo menos nove pessoas com o meu sobrenome.

A boca de Steve se abriu num ‘o’ surpreso.

— Sério? — murmurou.

— Sério. — ela balançou a cabeça, sorrindo.

— E como você se sente sobre isso?

Ela encolheu os ombros.

— Eu não sei. É meio estranho, uma vez que costumava ser somente eu no mundo... — murmurou, brincando um pouco com os brócolis em seu prato. — Eu acho que me acostumei a ser exclusiva.

Eles riram suavemente.

— E onde eles estão agora? — ele perguntou, ajustando sua postura na cadeira, apoiando os braços na mesa para ouvi-la melhor.

— Ainda estão em Moscou, na mesma residência que meu avô deu para eles quando fugiu de Ivenorra. Tecnicamente, também é meu, se levar em conta que todo e qualquer patrimônio dele também é de minha mãe e eu sou sua herdeira... — Lynna divagou. — Acontece que o fato não é esse...

— Você não quer contato com eles? — Steve perguntou, apoiando o queixo na mão.

Ela suspirou, mordendo o lábio inferior.

— Eu não sei se devo. — respondeu. — Eu acredito que eles devam pensar que eu estou morta, o que vai ser uma festa e tanto para lhes explicar o contrário, sem falar que eu não sei se quero ter algum tipo de contato com eles depois da vergonha que Yosef causou a minha avó.

O loiro assentiu.

— Entendo. — ele esticou a mão para apertar a sua. — Família sempre será complicada, não importa qual seja.

Ela riu um pouco.

— Você tem razão.

Então, eles almoçaram, conversando brevemente sobre sua recém-descoberta família materna, sobre a missão e sobre os planos que tinham para fazerem juntos quando o loiro voltasse.

Lá pelas 16hrs, Lynna se despediu de Steve para dar aula as Bailarinas, que estavam avançando cada vez mais em seu treinamento. Ela daria mais um ano e meio – contando que faziam apenas dois meses que elas haviam começado a treinar – para que ela pudesse pensar numa formatura e num modo de fazê-las ativas.

Três delas se destacavam mais que as outras, eram as meninas dos seus olhos, por assim dizer. Corinne Adams, Crystal Host e Rachel Mucallski. Elas “disputariam” a vaga de “Primeira Bailarina” quando se formassem, ela tinha certeza.

Por mais que tudo ainda fosse muito novo para ela – a história de ser professora, de repassar os ensinamentos que ela foi obrigada a aprender quando criança –, Lynna já tinha uma noção do que seria o seu grupo quando o treinamento avançasse, o que a deixava muito orgulhosa de si mesma.

Quando a aula acabou, ela se pôs a arrumar a sala para distrair sua mente, quando uma batida numa das barras a assustou, então ela viu os cabelos loiro-morango de Rachel serpentearem quando ela se levantou.

— Mucallski? Você está bem? — Lynna largou o colchonete no chão para verificar a garota, que parecia soluçar compulsivamente.

— Sim, senhorita Angianova. — ela murmurou com a voz embargada.

— Ei... — Lynna agachou-se na altura dos olhos dela. — Está tudo bem, você não precisa me contar o que está acontecendo se não quiser, mas sua atitude está me deixando preocupada. Você é uma das mais animadas!

A garota deu um sorriso triste, colocando uma mecha de cabelo para trás da orelha.

— Eu sei... — sussurrou. — É só que... — fungou. — É minha mãe. Ela não aceita que eu deseje me tornar uma espiã e tenta me colocar para baixo, ela quer que eu largue tudo, mas não é o que eu quero... ela e o meu pai brigam constantemente por causa disso, porque ele me apoia e ela não.

Lynna suspirou, pensando numa boa resposta para acalmar a garota, por mais que seus poderes e seus instintos lhe dissessem para não se meter nisso, a menina era sua aluna e talvez ela precisasse de um conselho.

Talvez, você não seja a pessoa certa para dar conselhos, não acha?, ela quase fechou os olhos, tentando bloquear a Pétala para longe.

— Bem, se tornar-se uma espiã é o que te faz feliz, é uma escolha sua. — disse por fim. — Mesmo que sua mãe não aceite, você não pode viver sua vida para agradar os outros. Se seguir por esse caminho, você vai acabar se arrependendo. Converse com sua mãe, tente fazê-la entender o seu lado. Talvez não possa haver um problema no mundo que um bom diálogo não resolva. — sorriu-lhe. — Contudo, você deve lembrar-se que muitas vezes um espião deve abdicar de sua vida fora do trabalho. Deve ser uma escolha que você tem que fazer com sabedoria.

A menina limpou as lágrimas, sorrindo.

— Obrigada, senhorita Angianova. — ela disse se levantando.

A ruiva sorriu.

— Estamos a sós, você pode me chamar apenas de Lynna. — disse-lhe.

Rachel ampliou o sorriso.

— Certo, Lynna. — assentiu. — Obrigada pelo conselho.

Ao ver a menina deixar a sala, Lynna soltou o ar, para depois esfregar o peito. Havia uma atmosfera estranha dentro dela, mas ela não saberia dizer o que era. Dando de ombros, ela levantou-se, voltando ao seu ofício.

*

Jantar só com os gêmeos foi estranho, pois após todos esses dias desde que ela acordou após o acidente, Lynna estava acostumada a ter a mesa cheia de risos e brincadeiras com toda a turma.

Eles comeram a macarronada requentada da noite passada, enquanto conversavam sobre alguma coisa de treinamento, então, Hanna apareceu como um furacão na sala de jantar, ofegante pela possível corrida.

— Desculpem o atraso! Ainda tem comida para mim?! — ela perguntou, se jogando em seu lugar habitual à mesa.

— Sim, há apenas um ogro em casa hoje. — Wanda respondeu, empurrando a travessa.

— Ei! Isso é um insulto para com a minha pessoa! — Pietro revidou, fazendo Lynna esconder a boca com as costas da mão, prendendo o riso.

— Por favor, não se matem, crianças. — ela disse divertidamente, levantando para colocar o prato na pia.

— Sim, mãe! — os gêmeos disseram em uníssono.

Ela entortou a boca, numa expressão de falsa indignação.

— Ainda sobrou bolo do lanche de hoje, vocês querem alguma calda especial? — Lynna voltou a falar, transitando pela cozinha, enquanto ia em busca da sobremesa. — E por falar em lanche, onde esta Visão? Eu não o vejo desde a tarde.

Wanda levantou os olhos do prato, limpando o canto da boca, então, ela levantou o indicador direito, apontando para o canto inferior da cozinha – a parte mais escura próxima ao elevador –, onde o sintozóide estava em posição vertical, flutuando com a cabeça baixa. Ele parecia estar dormindo.

Seus olhos se arregalaram.

— Meu Deus! Se eu não tivesse perguntado, era bem capaz de estar tendo um ataque de pelanca agora. — ela murmurou com a mão no peito.

Hanna engoliu audivelmente, antes de disparar.

— Você não pode dizer uma coisa dessas perto de alguém que tem o riso frouxo enquanto come. — ralhou. — E Wandinha, eu acho que nós combinamos que não iríamos dizer a ninguém sobre o Visão tirando uma soneca. — fez bico.

Wanda arqueou a sobrancelha.

— Erm, eu não quero Tony buzinando no meu ouvido porque Lynna quebrou alguma coisa ao levar um susto. — deu de ombros. — E eu vou querer a calda de brigadeiro que Natasha fez.

Assentindo, Lynna colocou o pote de plástico no micro-ondas, retirando após trinta segundos, então despejou na fatia de Wanda. Pietro, ela e Hanna optaram pela geleia de frutas vermelhas que ela havia feito, então eles comeram a sobremesa e cada um ficou responsável por sua louça hoje.

Então, antes de dormir, a ruiva recebeu uma mensagem de Han.

Hanna: ainda acordada?

Eu: agora estou.

O que você quer?

Hanna: nossa, que amor!

Eu só queria dizer que eu encontrei uma fanfiction sua e de Steve. 18++

Lynna arregalou os olhos, não acreditando no que estava escrito em seu celular.

Eu: é sério que você me acordou só para isso?!

Hanna: hahahah vai ler, ou não vai?

Eu: é claro que não! Você é maluca?

A propósito, o que a senhora faz a essa hora da madrugada procurando fanfiction alheia? Que tipo de loucura é essa, dona Hanna?

A pequena mandou uma carinha tendenciosa.

Hanna: eu juro que não estava bisbilhotando nada sobre vocês, mas é que eu topei com isso do nada. Olha, eu vou mandar o link.

Eu: claro que não!

Hanna: para de ser besta, Lyanna! Não é nada de mais!

Eu: Hanna, isso é o cúmulo da loucura!

Hanna: bem, tem gente que perde tempo fazendo isso, e a história vale a pena, então, por favor, lê! Eu a posto que vai suprir a falta do seu super garoto ~ carinha safada ~.

Revirando os olhos, Lynna colocou um emoji entediado.

Eu: ok, manda logo esse link, mas eu vou logo avisando... se eu achar uma bosta eu vou fazer você se arrepender de ter me acordado do meu cochilo.

Hanna: ~ carinha animada ~ você não vai se arrepender.

Então, a pequena mandou o link de um site bem famoso – não que ela jamais tenha lido alguma coisa –, a história tinha uma capa no primeiro capítulo e era o print deles dois se beijando no parque temático.

Ela respirou fundo, se preparando psicologicamente para ler a sinopse.

A propósito, que adulto normal passado dos cinquenta faz isso?

— Aqui vai nada. — resmungou.

Ser um Omega numa sociedade opressora de Alphas nunca é fácil, ainda mais quando se tem superpoderes.

Para a agente Lyanna Angianova — pelo menos seu sobrenome estava escrito de maneira correta (mas não que ela já tivesse lido histórias desse tipo, ou coisa assim) [muito menos aquelas onde há inserção de leitor, jamais!] –, esconder sua própria apresentação para o mundo é quase impossível. Ela está fugindo de uma organização que quer usá-la para o mal, e para isso recorre à ajuda de sua melhor amiga, Natasha Romanoff para escondê-la.

Contudo, seus planos podem ir por água abaixo quando ela reconhece o seu Alpha, seu companheiro de alma. Ninguém menos que o Capitão América.

Será que ela vai se entregar a sua biologia, ou irá se manter firme até o último segundo?

Capitão/Pétala shipp.

Irritada, ela abriu a aba de conversas, abrindo o chat de Hanna.

Eu: você venceu. Eu vou ler a história. Sua coreana pervertida.

A final de contas, o que você procura para ler nesses sites?

Hanna: ~ sorrisinho convencido ~ sabia que iria gostar. Divirta-se. ~ carinha piscando/lua maliciosa ~

E respondendo a sua pergunta: não é da sua conta bjs.

Revirando os olhos ela se pôs a ler.

*

Três horas da manhã, olhos vidrados na tela. Lynna não podia conter a esfregação de suas coxas e o calor latente em suas bochechas.

Como, em toda a sua vida, ela poderia imaginar que havia pessoas que se sentavam atrás de um computador e escreviam sobre a sua vida e sobre sua vida sexual de uma maneira tão detalhada?

As coisas que ela estava lendo... misericórdia! Como alguém teria uma mente tão fértil assim?

Ela leu pelo menos oito capítulos da história, que tinha pelo menos uns quarenta à frente. Todos eles eram relativamente compridos e bem detalhados. Lynna passou a se perguntar o que estava fazendo de sua vida após chegar ao décimo capitulo, onde as coisas começaram a ficar verdadeiramente “piores”.

Ela não entendia nada sobre esse universo intitulado a/b/o, mas pelo que havia lido, ela estaria enfrentando o seu primeiro “heat” – aka cio –, e se aquilo não soava vergonhoso, bem, a autora teve uma mente bem construída para isso.

Oh meu Deus, as coisas que eles fazem!

Envergonhada, ela travou o celular, jogando-o do outro lado da cama, perturbada demais para poder ler qualquer outra coisa, desejando não saber inglês, pois agora, cada palavra daquela estava incrustada em sua cabeça e não havia escapatória.

Resmungando, Lynna afofou o travesseiro do lado de Steve, sentindo o seu cheiro habitual.

Bem, ela havia aprendido coisas hoje:

Capitão/Pétala é algo bastante excitante e perturbador ao mesmo tempo, e Hanna Nuri tem a mente tão poluída quanto à da dona autora.

Bufando audivelmente, ela fechou os olhos, tentando dormir, enquanto sua mente vagava para o bem-estar de seu namorado, silenciosamente rezando para que ele voltasse vivo da missão.

Ela dormiu minutos depois, abraçada ao travesseiro, tentando cobrir o espaço vazio em seu “ninho”.

Notas finais
E essa conversa entre Hanna e Lynna? Uma puta crítica social foda, ou como as pessoas hj em dia dizem: "isso é mt Black Mirror", mas eu não sei, eu não assisto a série (: O que vocês acham que essas criaturas andam explorando nesse universo de fanfics? Vamos todos dormir na pia? Até sexta! PS: o site que a Hanna indicou a Lynna é o AO3 (eu não me lembro o link, mas é só dar um google ;)) é claro que a fic que Lya está lendo não vai existir lá, mas fica a dica ;) ;)