The Captain and The Petal.
67 Sixty-fifth Chapter. - Traumatized.
Notas iniciais

Traumatizados (Bônus).
Dia do coito, alguns minutos antes...
— Por que você me quer aqui? — James perguntou com a voz mansa, encolhendo seus ombros ao se dirigir a ela.
Hum.
— Eu já tenho tudo planejado, pensei em tudo e você vai me ajudar. — ela disse calmamente, apesar de ainda estar fula da vida com ele, que se encolheu um pouquinho mais.
— E no que você pensou? — perguntou-lhe, com os olhinhos tristes.
Ela tinha tanta dó. Mas não iria perdoar facilmente.
— Eu e Fury bolamos uma sacanagem para que o time precisasse sair. — respondeu-lhe, caminhando lentamente pela borda da varanda, admirando o canteiro de violetas. — Acho que Natasha tem alguma ideia do que planejamos fazer, porque quando eu disse a ela que eu ficaria aqui com vocês e Lya, ela disse “não deixa os dois se matarem”, então saiu. O que significa... que nós dois temos uma missão honrosa. — suspirou, olhando para o moreno, que tinha seu quadril delicioso encostado na porta. — Você e eu iremos trancá-los na sala de cinema.
— Para quê?! Você mesmo disse que não dá para interferir desse jeito, quando Stark sugeriu exatamente isso! — ele exclamou.
Marnie cruzou os braços, arqueando a sobrancelha.
— Naquela época, James! Agora tudo mudou! — caminhou até uma espreguiçadeira, fazendo sinal para que ele se sentasse. — Você mesmo viu e ouviu o que ela tinha para dizer sobre ele. E ela invadiu o quarto dele, cara! Eles estavam quase lá! É claro que se nós trancarmos eles num lugar a explosão irá acontecer. Confie em mim.
Ele suspirou audivelmente.
— Tudo bem, eu vou confiar em você. — disse-lhe, fazendo-a sorrir amplamente. — Mas... se eu apanhar a culpa será inteiramente sua.
— Ei! — ela protestou. — Você não me culpe por suas besteiras, James Barnes! Se você apanhar a culpa será só sua.
Ele revirou os olhos.
— Eu tive boas intenções, ok?! — protestou de volta. — Eu não tive culpa dela aparecer lá antes da hora!
Ela bufou, se levantando.
— Eu sei que você fez isso na inocência, James! — disse-lhe quase que carinhosamente. — Mas vocês também não poderiam ter ido treinar num lugar mais reservado que o corredor?! Às vezes eu... olha, não vamos brigar, ok? Vamos nos concentrar na nossa missão, que é a seguinte: você vai perder a paciência, o que não é algo difícil, vai gritar com Lya e vai levá-la primeiro. O outro idiota vai ficar preocupado, tentar correr atrás, e é quando eu ataco. Eu irei impedi-lo e mandar a real, então ele vai permitir que você o leve também, e você dirá a eles que só sairão da sala quando se resolverem. Se tudo der certo, ou sairá um cadáver dali, ou sairá um casal de pombinhos se amando outra vez. E eu espero de coração que seja a segunda opção.
Respirou fundo para acalmar o seu fôlego.
James também respirou fundo.
— Isso tem tudo para dar errado. — é o quê? Eu vou matar essa peste! — Não faça assim, você sabe que tem. — ela fez bico. — Mas eu confiarei nos poderes do meu anjo para que nada de ruim aconteça...
Ela arqueou a sobrancelha e beliscou o nariz dele com força, arrancando um grito de dor dele.
— Eu agradeço pelo elogio, mas como eu disse: para voltarmos a fazer nossas coisas, você vai ter que rebolar muito, mocinho! — então saiu da varanda, descendo pelas escadas para assumir seu lugar na “fila”.
Lya estava enrolada em uma manta rosa no sofá. Ela podia sentir as ondulações de seu humor, tudo isso por causa de James, que já havia chegado ali primeiro que ela, aquela pequena/grande merda! Ele tinha um olhar filho da mãe de desculpas no rosto, mas ela o desconsiderou um pouco.
Eles não iriam fazer absolutamente NADA até que esses dois seres irritantemente burros ficassem juntos!
— Você tem certeza de que vai ficar bem? — Natasha perguntou para a amiga, enquanto terminava de ajustar-se em seu traje.
— Sim, Natalia, eu vou ficar bem. — a pestinha Angianova não olhou para a Viúva, apenas contornando o seu humor azedo, como sempre. Aquilo estava lhe dando nos nervos. Se Barnes não se irritasse, ela iria. E estava faltando bem pouco. — Eu tenho Marnie comigo, então eu vou ficar bem. — awn. E pensar que ela estava prestes a se irritar com esse ser tão neném.
Jogou-se do seu lado no sofá, para perturbá-la.
— Viu, Romanoff. Você não é insubstituível. — o carma é uma vadia, vadia.
A Viúva revirou os olhos, mandando-lhe discretamente um dedo do meio, porque ela não aguentava a concorrência. Era difícil ser Mary e ter que lidar com o ciúmes de pessoas problemáticas.
Ela piscou adoravelmente para a amiga.
— Ok, então. — soltou um pigarro, encarando-a enquanto pronunciava suas palavras, como se tentasse recapitulá-las. — Rogers e Barnes irão ficar, mas apenas para o caso da Hydra invadir. Nós não sabemos se essa missão será uma armadilha ou não, entende? — ela sabe que vai ser uma “armadilha”, está é a ultima tacada! — Bem, e nós não teremos Tony no Complexo e Thor está em Nova Asgard, ok? — imagina o reggae se essas duas belezinhas ouvissem a priminha neném deles fornicando como um coelho no cio? Seria COM CERTEZA a última vez que o mundo teria o prazer de ter Steve Rogers morando nele. Pelo menos, Loki o mataria, uma vez que Thor estava super de boas com eles... — Eu só... fique bem, ok? E não mate Barnes.
Ela não vai matar o meu Barnes!
Ela jamais permitiria que isso chegasse ao extremo, mesmo estando fula com ele.
O moreno piscou sutilmente para ela, que revirou os olhos.
— Não se preocupe, eu não tiraria o brinquedinho do nosso Cap. — ouviu Lya dizer — Eu não sou cruel o suficiente.
Eita porra!
A bicha nem estava com ciúmes, não é? O pior é que ela nem disfarçava mais. Ela realmente estava mostrando para o loiro besta que ela estava com ciúmes “deles dois”.
James revirou os olhos para as palavras da irmã dele.
— Ok, então. — Nat disse por fim. — Estamos indo.
— Boa missão. — Lya disse monotonamente.
Quando todo mundo vazou, ela se levantou para fazer algo de bom na cozinha, para fins de distração. A peste da Lyanna estava lenhando ela porque ela não sabia cozinhar.
Estou vendo você.
Seus olhos cruzaram-se com os de James, então ele soube que já estava na hora.
— Ok, já chega. — ela não estava preparada para o grito autoritário dele com sua irmãzinha. Isso faz coisas com as garotas, cara. Automaticamente, ela parou o que estava fazendo. — JÁ. CHEGA! Você vai levantar agora. — ele repetiu, tentando controlar o riso. Ela não estava lhe ajudando, e não podia se culpar.
— Buck. — como esperado, Steven veio para intervir.
— Levante-se! — James pairou na frente de Lya, que retesou os músculos, apesar de provavelmente parecer plena para ele. Era difícil de adivinhar quando ela estava de costas.
— Barnes, sai da minha frente. Eu quero assistir. — disse monotonamente, mas Marnie sabia que ela estava segurando o cú na mão.
— Lyanna, eu não vou falar outra vez. — James grunhiu. — LEVANTA!
Antes que ela fosse jogada nos ombros do supersoldado moreno, Lya meio que “gritou” para ela salvá-la, fazendo Marnie sentir-se um pouquinho culpada pelo que ela estava fazendo. Mas era por uma boa causa. Seus amigos precisavam tirar esse maldito queijo!
— BUCK! — Steve berrou, tentando se levantar para salvar sua princesinha, mas Mary foi mais rápida, empurrando-o de volta com um aceno de sua mão. Cara, ela estava ficando muito boa nessas coisas.
Lya viu-a fazendo isso e entrou em pânico.
— O QUE MERDA VOCÊ ESTÁ FAZENDO, BARNES? — ouviu-a berrar com James.
— Marnie, o que você está fazendo? — o loiro perguntou assustadamente, vendo seu olhar determinado.
— Você vai entrar naquela sala, Steven, e você vai diretamente para o tiro! — disse-lhe, controlando sua inibição um pouco, para ajudá-lo. Mas ela não estava manipulando ele! Ela jamais faria isso. — Esta é a sua última chance, então, atire, homem!
Seu amigo pareceu entender bem, pois quando o moreno voltou, ele ergueu os braços para ajudar seu amigo a jogá-lo por cima dos ombros dele, com direito a murrinhos e tudo mais.
— BUCK, ME COLOQUE NO CHÃO, AGORA! — ouviu seu amigo berrar.
Cara, ele merecia o Oscar!
Ouve alguma comoção, até que ela pôde apurar os ouvidos para o que James iria dizer, uma vez que a sala de cinema era bem perto da cozinha.
— Vocês dois vão me ouvir. — seu tom saiu enfezado, pela tremedeira na voz dele, provavelmente ele tinha apanhado de sua amiga, o que ela achava pouco. — Eu não sou Romanoff, ou DeLavega, ou Stark para ter paciência com os dois. Vocês vão ficar trancados nessa merda de sala até que se entendam. E eu quero que vocês saiam daqui pelo menos amigos de infância! Sem ironia, sem porra nenhuma! Vocês só saem daqui quando se entenderem. Eu CANSEI de me estressar com vocês!
Hm tigrão...
Lya disse alguma coisa que ela não entendeu, então James berrou.
— PUTA QUE PARIU, MEU CARALHOO! — cara, ela nunca tinha visto-o gritar assim. — EU NÃO SOU GAY! E MESMO QUE EU FOSSE, EU NÃO IRIA QUERER ROGERS, PORRA! NÃO PODENDO ESCOLHER QUALQUER UM. E PARA A SUA INFORMAÇÃO, EU ESTOU COM ALGUÉM. E ESSE ALGUÉM NÃO É O MEU MELHOR AMIGO, PORQUE ESSE IDIOTA GOSTA DE VOCÊ, E VOCÊ GOSTA DESSE IDIOTA!
Awn, que neném.
Lyanna rebateu, mas ela não conseguiu ouvir direito porque a gazela estava abafada dentro da sala.
— Ah é? — a voz de James saiu irônica. — Adivinha quem é que está do lado de dentro agora?
Marnie ouviu o grunhido de seu namorado quando ele levou um soco no meio da cara. Ela quase correu para impedir que ele fosse linchado por sua amiga doida, mas ele conseguiu se desvencilhar, porque logo ele estava se colocando em movimento.
— BARNES! — sua amiga gritou, batendo na porta — ME TIRA DAQUI!
As coisas estavam prestes a se tornarem mais interessantes!
Merda, James está ferido!
— Você está bem? — apesar de ainda estar com raiva dele, Marnie se preocupava com ele, que tinha sangue escorrendo no canto de sua boca.
Ele riu baixinho.
— Bem, é nisso que dá quando se enfrenta uma ruiva furiosa. — balançou as sobrancelhas, fazendo-a revirar os olhos. — SEXTA-FEIRA, isole a sala de cinema, por favor.
— Sargento Barnes, sinto lhe informar, mas o isolamento acústico da sala de cinema foi removido pelo chefe, para ampliar o som da sala. — a IA respondeu.
— Puta que pariu! — Marnie gargalhou alto. — O trauma vai ser ainda maior.
James encarou-a divertidamente.
— Bem, se isso for acabar com metade dos nossos problemas, me parece um bom preço a se pagar. — deu de ombros.
Eles não poderiam estar tão errados, levando em conta o que Mary havia colocado no humor do loiro...
— Eu só acho engraçado uma coisa. — ouviu Lya gritar para o loiro. — Você dizia me amar, e tal, mas na primeira oportunidade, ajoelhou-se para Barnes!
— Puta merda, que mulher lerda do cacete! — James resmungou, parando quando Mary fez um gesto de “espera que vem mais”
— Pelo amor de Deus, mulher! Eu e Bucky não somos um casal! — seu amigo rebateu.
— AH, NÃO? — eita porra, ela estava fula. — Eu não sei, acho que não dá mais para acreditar em você! Será que você era mesmo virgem quando nós transamos pela primeira vez?! Como eu posso acreditar que vocês não estavam se encontrando em algum lugar escondido?
— Eita porra! — ela tapou a boca, arregalando os olhos para James, que riu também.
— O que você está querendo insinuar? — eita porra, eita porra, eita porra! O loirinho ficou frenético!
— Bem, eu quero dizer. É difícil comprovar que um garoto é mesmo virgem. É diferente para os meninos, e você passou um bom tempo no gelo e... Barnes não é feio. — o moreno ao seu lado deu um beijinho no ombro ao ouvir isso.
Marnie revirou os olhos, enfiando a cara nas mãos para controlar o riso.
— Pelo amor de Deus, Lyanna, você acredita mesmo no que está dizendo? — o menino ficou irritado! — Você foi a minha primeira, em tudo! Na frente, atrás. Eu jamais tive outra pessoa senão você!
— Meu Deus, eu não precisava saber desses detalhes! — James gemeu, jogando-se no sofá. — A gente tem que ficar aqui até quando?
— Até que tenhamos certeza de que ela não vai bater nele até a morte. — Marnie respondeu, sentando-se ao seu lado, quase ligando a TV, quando sua amiga soltou a pérola:
— Tem certeza?
A ruiva mais nova poderia apalpar a frustração de seu amigo. Ela assentiu para James.
— Meu pai, você é muito lerda! — ela e James racharam o bico com essa, tomando cuidado para que os pombinhos não os ouvissem, ou a merda correria pelo ralo. — Me explica como eu, sendo eu, um cara que corava quando tinha cenas picantes em filmes, que não suportava ouvir palavrões de qualquer calibre, que não tinha coragem para dizer um “oi” para uma garota, como eu poderia ter tido outra pessoa?! Acorda! Quantas vezes eu vou ter que dizer que JAMAIS houve outra pessoa além de você?! — os dois idiotas na sala se entreolharam balançando as sobrancelhas um para o outro. — Antes de conhecê-la, eu tive a chance de conhecer outras pessoas, mas eu não quis. Porque eu estava esperando pela parceira perfeita. Então, um ser teimoso como uma cabrita apareceu na minha vida, e não houve mais ninguém, N I N G U É M desde então!
— Você bem que poderia ser fofinho assim, não é? — Marnie resmungou, fazendo bico.
— Eu posso ser fofinho assim. — James aproximou-se predatoriamente dela, fazendo-a ceder para as almofadas e para a manta de Lya.
— Eu sei, mas agora estamos em uma missão. — ela empurrou-o para o chão, fazendo-o encará-la indignado.
— Solte-me! — seus olhos se arregalaram ao ouvir o “grito” de sua amiga.
Rapidamente, os dois apuraram os ouvidos, foi um pouco difícil, mas deu certo.
— Você é livre para ir. O problema, é que você não quer ir. — bicha, o negócio deve estar bom, porque a maldita está gritando “coisas feias” através de seus pensamentos. — Se você quisesse ir, era só ter deslizado a porta, que está aberta e você sabe disso.
— O filho da mãe vai estragar os nossos planos. — James resmungou, jogado no chão como se já tivesse desistido.
— Não vai não, ela está caindo nas graças dele, amém! — balançou as sobrancelhas para o moreno, que riu.
— Por que eu sou obrigado a ouvir essas coisas? — resmungou como uma criancinha birrenta. — Eu jamais enxergarei esses dois da mesma forma.
— E quem te disse que eu quero você? — ata, amiga, eu vou fingir que acredito em você. — Abaixa a bolinha, Steven.
Seu amigo provavelmente disse alguma coisa chocante no ouvido dela, o que causou um colapso na coitadinha.
— Seu completo idiota! — ela resmungou, fazendo-os rir idiotamente.
Mary engasgou com a onda de sentimentos alheios que se apossaram de si sem a sua permissão.
— Podemos ir agora? — James perguntou, sentindo o seu incômodo.
— Espera, vai que aconteça algo de ruim? — ela se sentou, com os olhos arregalados. — A gente só sai daqui quando ouvir os gemidos.
Ele fez uma caretinha fofa de “por favor, não!”
— Você não consegue, não é? Acredite em mim, eu sei disso. — viado... — Eu sei disso, porque eu posso senti-la. O soro aprimorou exatamente tudo dentro de mim, principalmente o olfato. E você não consegue imaginar o que é sentir o seu cheiro e saber que você está assim por minha culpa.
Ela e James se olharam com uma cara de “EITA PORRA”, segurando a gargalhada.
— Eu não conheço esse homem. — o moreno disse. — Ele não é meu amigo, ele foi abduzido!
Ela riu alto, se beliscando por isso, mas a coisa lá não parou.
“Marnie, sua biscate, eu te mato!”, cara as emoções desse povo eram tão altas, que DeLavega conseguiu ouvir o pensamento de Lya, coisa que provavelmente James também ouviu, porque ele estava vermelho de tanto segurar a risada. Ou talvez tenha sido por conta de algo que sua superaudição captou.
— Mesmo? — seu amigo rebateu algo que a outra ruiva disse. — Ou talvez, eu só esteja cansado de ir e vir e não ter chegado a lugar nenhum. Estou cansado fazê-la me escutar, então, agora eu vou lhe mostrar. — Aê, meu garoto! — Vamos lá, princesse, por quanto tempo você ainda pretende resistir? Acha que eu não posso sentir o seu cheiro sensual enquanto você se derrete por mim? Por quanto tempo você acha que pode levar isso? Porque eu posso fazer isso o dia inteiro.
Viado, eu tô fazendo check in no chão!
James virou-se de bruços, sacudindo seu corpo enorme numa risada.
Um gemido feminino alto soou da sala, fazendo-os gargalhar sem dó, aproveitando que provavelmente apenas Steve os ouviria.
— Caralho, eu não tô bem. — ela disse, limpando as lágrimas.
— Pronto, eles já gemeram, agora vamos. — James se colocou de pé, estendendo a mão para ela, que pegou-a de bom-grado.
— Eu te odeio! — ouviu Lya dizer/gemer antes deles saírem da sala.
— Não, você não. — seu amigo rebateu. — Vamos lá, princesse, pare de frescura monte este pônei.
— VIADOO, quem deu dorgas para esse pequeno gafanhoto? — Marnie disparou, parando na entrada da sala de estar, sem conseguir segurar o riso. — Eu só estava tentando ajudá-lo quando reduzi a donzelice dele, juro! Que povinho selvagem!
— Puta merda, eu juro que não queria ser um supersoldado agora. — James disse fazendo careta, meio que ignorando o que ela havia dito...?!
— Ah merda. — sua amiga gritou escandalosamente.
— Cara... agora eu sei o porquê da galera implicar tanto com eles! Eles são mesmo escandalosos. — disse para o moreno, que arregalou os olhos, andando na sua frente, apertando dramaticamente o botão do elevador. — Eles já quebraram uma cama e tudo mais!
O moreno arregalou os olhos para ela, então a pérola veio:
— É isso aí, garota. Sacie sua vontade. Me use.
Meu Pai Eterno, esse é o mesmo Steven que eu conheço?
O elevador chegou e James praticamente lhe jogou lá dentro, para fugir do coro de gemidos que se seguiram. Eles tinham a plena certeza de que a partir de agora, eles continuariam a fazer fondue até cansar, o que era bom e ruim ao mesmo tempo.
Os dois sentaram-se num banquinho que ficava de frente para a pista de pouso do Complexo, enquanto James corava furiosamente.
— Eu não queria ter que ouvir isso. Eu não queria ter que ouvir isso... — ele gemeu, escondendo descaradamente o rosto em seu pescoço. — Meus amigos são muito bizarros na “cama”.
Ela riu baixinho.
— É nisso que dá... seis meses de celibato por pura besteira! — deu de ombros.
— Seis meses! Eu passei seis anos, e nem por isso estava como um... — ele calou a boca quando ela olhou diretamente para sua cara. — Bem, meus amigos não estavam ouvindo. — deu de ombros.
— Palhaço. — resmungou.
Exatamente seis segundos depois, o carro de Anthony Stark apareceu. Porque o mundo resolveu conspirar contra o jovem casal de velhos. Pqp, a pior sirene do mundo para cenas constrangedoras...
— O que vocês dois estão fazendo aqui fora, enquanto deveriam estar cuidando da Lady Tóxica? — ele perguntou com os olhos arregalados, praticamente correndo para fora do carro. — A Hydra invadiu? Cadê o Capicolé?!
— Tonizinho do meu Tum-tum, eu realmente aprecio a sua preocupação pela Lya, mas ela já está sendo cuidada lá em cima. — Mary disse-lhe, fazendo-o arregalar ainda mais os olhos.
— Como assim? Explica isso direito, DeLavega! — ele disparou, dando piti.
Mary revirou os olhos.
— Eles estão fazendo fondue desesperadamente lá em cima. — James disparou antes dela. — Lya e Stevie.
A cara que o Homem de Ferro fez foi impagável!
— Se o mundo acabasse agora, eu não ficaria surpreso! — disse perplexo, avançando para entrar. Marnie segurou seu corpo com suas chamas roxas.
— Eu não subiria se fosse você. Eles estão na sala de cinema. — o moreno de olhos castanhos arregalou os olhos de novo. — E da próxima vez, você nos avise antes que vai tirar a merda do isolamento acústico, porque o trauma vai ser menor!
Ele começou a gargalhar, aquela gazela saltitante!
— Eu poderia matá-los por macular minha sala, mas o peso tirado do meu coração agradece. — refletiu sentando-se ao seu lado, olhando para as estrelas. — Vocês sabem que dá para ver a resta deles através do alumínio ali, não sabem? — os dois assentiram, franzindo o cenho para a cena de horrores que Tony estava apontando. — Querem jogar dominó para passar o tempo?
Ela e James avaliaram o semblante pleno de Tony, então deram de ombros.
Não é como se eles fossem para qualquer lugar dentro do Complexo agora, então...
*
Duas horas depois...
— Eu acho que eles já devem ter acabado, não é? — James perguntou-lhe, depois da partida de numero sabe-se lá qual. Ela e Tony já estavam ficando entediados de ganhar do velho. E de roubar ele.
— Já fazem mais de duas horas que eles estão lá dentro. — Stark apontou, cansado. — Estou quase ignorando o coro de sons inapropriados e indo para a cama.
Ela se levantou.
— Ok, Barnes e eu vamos ver se eles já acabaram, porque eles não sabem que você está aqui. E você não saberia controlar a língua. — disse-lhe apontando o dedo para sua cara de pastel. Ele levantou as mãos em sinal de rendição.
— Fiquem sabendo que eu não vou pagar terapia para os dois! — ele gritou quando os viu entrando. — Boa sorte!
Quando eles chegaram lá em cima, ela realmente entendeu o que Tony quis dizer com trauma.
Já faziam mais de duas horas que eles estavam ali, e os gemidos ainda não haviam cessado. Se for para ser justa, eles pareciam ter sido ampliados.
— Caralho! Eles não se cansam nunca? — ela arregalou os olhos.
— Super Soro. — Barnes deu de ombros, descaradamente.
— Você não é assim, é? — perguntou-lhe, assustada.
O filho de uma mãe prendeu-a contra uma das paredes que os separavam da sala de estar, rindo safadamente ao senti-la tremer debaixo de seu corpo.
— Eu não sei... você quer testar isso? — perguntou-lhe roucamente.
Sua mão se incendiou e ela o empurrou de cima dela.
— Toque em mim, e eu castro você. — resmungou.
Ele não disse nada, apenas ficou com aquele sorriso de merda no meio da cara de pastel dele.
— Oh, baby! Você é tão grande! — sua amiga gemeu/gritou, fazendo-a arregalar os olhos.
— Misericórdia! — disse perplexa, esquecendo o inglês em casa.
— E você é tão apertada, princesse. — caracoles, aquele era seu amigo?
— Ok... — James chamou-lhe a atenção. — Nós sabemos que eles não terminaram, então...
Ele parou o que estava fazendo quando ouviu Lya gritar alguma coisa em russo. Seus olhos se arregalaram e ele dobrou de rir, aquela risada gostosa que deixava as pessoas sem ar.
— O que foi? — curiosa como era, Marnie perguntou.
Ele ofegou antes de responder.
— Oh, Capitão, meu Capitão, me destroce... foi isso o que ela disse.
Eles voltaram morrendo de rir, dando de cara com um Tony assustado, que jogava Mario em seu celular superavançado.
— Eles ainda estão lá? — perguntou-lhes, arregalando os olhos quando os dois assentiram. — Meu Deus! O que deu nesses dois?
— Tensão sexual mal resolvida. — Marnie deu de ombros. — Merda! Se eu soubesse que iria demorar, eu teria trazido o meu tablet.
O moreno sacou algo do terno, entregando para os dois, que deram de ombros e começaram a jogar algum jogo aleatório para passar o tempo.
*
— Já chega! — Mary se irritou, jogando o tablet no colo de James, que arregalou os olhos. — Já fazem mais de três ou quatro horas que aqueles dois pestinhas estão lá dentro! Eles vão morrer desidratados! Barnes, levante esse seu traseiro redondo deste banco. E você Stark, se algum vingador chegar por aqui, sua função é impedi-los de entrar. Seja espalhafatoso o quanto quiser.
O moreno de olhos castanhos sorriu psicopatamente para ela, que saiu arrastando James lá para cima, pelo elevador de serviços, arregalando os olhos porque dava para ouvir o que seus amigos estavam fazendo na sala de cinema.
— Eu não vou conseguir dormir hoje. — o moreno atrás de si comentou “casualmente”.
— Se você não vai, imagina eu, que posso sentir o que esses idiotas estão sentindo? — ela ironizou. — Você vai para o quarto do coelho macho e eu vou para a da coelha fêmea. Cada um pega uma muda de roupa qualquer. Não precisa de roupa íntima, eles vão emporcalhar tudo mesmo...
Dando de ombros, ela “arrombou” o apartamento de Lya com seus poderes, indo para seu quarto, para capturar um vestido que ela pudesse vestir facilmente.
Pegou um longo, rosa claro, que esconderia a sua “dignidade” muito bem.
Quando os dois voltaram a se encontrar, a sala estava silenciosa, marcada apenas com o sentimento de plenitude e amor deles, o que era fofinho, depois da seção de bateção de carne.
Descaradamente, Mary bateu na porta.
— Galera, eu sei que vocês passaram uns seis meses sem nenhum contato de cópula, e tals... mas vocês não podem passar o resto da vida “batendo carne” como dois coelhos no cio! Algum dia vocês terão que sair, tomar água, ver gente, sair da porra da sala de cinema antes que Tony chegue e dê um piti porque vocês dois foderam e quebraram o lugar preferido dele... — ela tentou manter sua voz neutra para que o riso não escapulisse, porque James estava morrendo ao seu lado. — E outra, se alguém se aproximar desse negocio que está sem isolamento acústico, é bem capaz de acharem que vocês estão se matando, e chamarão todos os órgãos possíveis para intervir isso. Então... mostrem as carinhas lindas de vocês, antes que eu arrombe essa porta e os tire de suas posições constrangedoras. — o moreno ao seu lado enfiou a cabeça na parede, morrendo de rir. — Pelo amor de Deus, já fazem umas quatro horas que os dois estão trancados aí!
Ela ouviu alguma comoção dentro da sala, então, a porta arrastou-se lentamente, mostrando-lhe uma criatura descabelada e suada, que costumava ser completamente bem cuidada com sua aparência.
Marnie podia jurar que sentiu James se concentrar o máximo que ele pôde para não cair na gargalhada ali mesmo, correndo o risco de apanhar de sua amiga completamente pelada.
— Olha só... ela já é mocinha, mãe! — ela não resistiu em brincar, apertando as bochechas gorduchas de Lya, que tombou a cabeça para trás, cambaleando. — O negócio foi bom, né? — arqueou a sobrancelha, fazendo-a corar profundamente. — Eu trouxe essas peças de roupa, porque Barney jurou ter ouvido coisas se rasgando aí dentro, então... se vistam e sumam daí. — não, James não lhe disse nada sobre roupas se rasgando, mas estava implícito, não estava? — Nós iremos limpar a sala. Cortesia de amigo, mas não abusa.
Era o mínimo que eles podiam fazer, né?
A cara dela foi a melhor.
— Eu... eu...
— Você... você... vai se vestir e sumir daí logo, anda! — Empurrou suas roupas em seus braços, impacientemente fazendo-a entrar.
Eu não vou limpar nada!, James protestou em sua mente.
Vai sim, porque você os deve isso, mocinho!, ela revidou, fazendo-o revirar os olhos.
Quando os dois saíram da sala, Mary abriu seu melhor sorriso filho da puta, sabendo que James iria provocá-los igual. A cara dos dois foi a melhor. Eles ficavam tão fofinhos quando estavam com vergonha!
— Eu deveria bater na sua cara punk, porque você e a sua língua podre desvirtuaram a minha irmãzinha. — filho da mãe. — Mas como eu sei que ela é farinha do mesmo saco...
A cara de sua amiga se amarrou para ele.
— Quem diria, meus senhores... os quietos são os piores. Eu tenho até medo de ouvir Bruce e Natasha, porque na ordem hierárquica, ele é o mais quieto de todos. — ela tinha que ter o seu momento de alfinete também, né nom? — O time provavelmente chegará amanhã. Vocês ainda têm tempo de balançar a cama, que é um lugar mais confortável que o tapete da sala de cinema. — disse displicentemente, fazendo os olhos de sua amiga faiscarem para ela. — E Cap... eu estou tomando três semanas de suspensão do meu treino matinal de sparing. — sim, ela também tinha que se aproveitar da boa-vontade deles.
— Isso é suborno, agente! — awn, Steve com raivinha era a melhor pessoa!
Ela arqueou a sobrancelha.
— Eu te ajudei a evitar calos na mão direita, e é assim que você me retribui?! — cara, provocá-los era tão bom... — Eu deveria espalhar para todo mundo as coisas que eu ouvi sobre o Senhor “Olha A Língua” Rogers?
Tipo aqueles palavrões em francês? Ou os em inglês mesmo, porque bicha, ele sabia vários. James podia jurar que ele também havia sido alfabetizado em russo, porque ele disse que ouviu palavrões russos vindos de uma voz masculina.
— Você vai contar de todo jeito, então duas. — sem graça. — Sem discussão.
Ela queria mostrar a língua para ele, mas isso seria infantil demais.
— Nossa, você é tão chato. — fez bico. — Tudo bem, eu topo. Barnes, há algo que você queira barganhar?
Cara, esse homem vibrou dentro dela. Ele nem era chantagista, hein?
— Eu quero o seu estoque de marshmallows. — disse para Lya, que ficou em ponto de parir tijolos.
— COMO ASSIM?! Ninguém mexe nos meus bebês, eu não vou te dar porcaria nenhuma! — fez birra.
Quando James riu baixinho, ela sabia o que estava por vir.
Puta que pariu, ela ficou muito vermelha, conseguindo escurecer mais do que a cor de seus cabelos quando o moreno disse aquela frase proibida em russo...
Coitada, James!, Marnie ralhou com ele.
— Subornador desgraçado! — a mais alta rosnou. — Tudo bem, eu aceito essa merda. — de repente, seus sentimentos se tornaram brandos, carinhosos. — Mas, por favor, não contem nada agora. Nós só queríamos curtir isso sem termos todo mundo em cima de nós, sabe? Termos um tempo apenas para nós dois...
Oh garoto, ela entendia muito bem isso. Ela sabia o que era tentar compensar anos/meses sem ter o toque da pessoa que amava. Ela sabia o que era se aproveitar desses momentos sem ter que se preocupar com mais nada, nem com pessoas tentando separá-los outra vez...
— Tudo bem, mas nossas reivindicações ainda estão de pé. — disse-lhe, fazendo-a sorrir suavemente, cedendo um pouco a cor. — Agora vão, ou não haverá tempo para fazer o seu frango assado. Se bem que ele já está bem assado, né? — sim, provocar esses dois era o seu maior esporte.
Marnie riu quando viu o dedo do meio que ganhou.
Quando as portas do elevador se fecharam, James escorregou pela parede, rindo.
Revirando os olhos para o drama dele, mas rindo também, ela sacou seu celular, mandando uma mensagem para Tony, dizendo-lhe que a sala havia sido esvaziada.
— Vamos, James. — ela esticou e encolheu o dedo indicador, chamando-o. — Temos uma sala cheia de “fluídos” para limparmos.
Ele gemeu, mas acompanhou-a até a dispensa para pegar os produtos de limpeza, exageradamente colocando duas máscaras de proteção no balde, para que a tarefa fosse mais “suave” para os dois.
— Da próxima vez que você inventar de trancar esses dois coelhos no cio, não faça aqui! — ele resmungou, colocando a sua máscara, depois de ter amarrado seu longo cabelo num coque.
— Bem, esse era o único lugar de onde sua amiga psicopata não iria escapulir, porque não estava tão na cara que a porta estava destrancada, como nos outros cômodos. Eu estudei direito, Barnes! — resmungou, colocando sua máscara também. — Agora, mais trabalho e menos fala. — bateu em sua bunda gorda, fazendo-o arregalar os olhos. — Que é? Eu tava com vontade.
Revirando aquelas belas joias, o moreno se pôs a começar o trabalho, sendo seguido por ela.
*
Depois de meia hora tentando resolver o assunto do tapete molhado, eles FINALMENTE desceram para tomar um ar na pista de pouso, no timing perfeito de ver o quinjet pousando.
Natasha Romanoff tinha um sorriso tão grande na sua cara, enquanto saltitava para eles, segurando seu celular na mão direita e um Starbucks na esquerda.
— Não me digam que...? — perguntou empolgadamente, mesmo sabendo o porquê dos três estarem ali.
— Que o Capicolé e a Lady Tóxica estão “juntos e shallow now”? — Mary disparou quase que monotonamente, fazendo James arregalar os olhos para ela. — Eles sabem, Barnes. De alguma forma muito bizarra, mas sabem.
Nat levantou o celular e clicou na tela, então a voz de SEXTA-FEIRA disparou para os sete ventos a quantidade de vezes que Steve e Lya chegaram ao ápice.
Mary nunca arregalou tanto os olhos.
Não por causa do número de vezes, mas sim porque se ela sabia sobre os dois, ela poderia saber sobre ela e James! E ela queria preparar o terreno antes de soltar a bomba...
— Como... desde quando...? — perguntou-lhe, balbuciando.
— Eu não consegui tirar os patches deles, lembra? Eu tirei o de todos vocês numa boa, mas todas as vezes que eu ia tentar com eles, acontecia alguma coisa e eles não se distraiam como era para ser. — a outra ruiva se justificou. — Por que DeLavega...? Você tem algo a esconder?
Marnie revirou os olhos, parecendo extremamente convincente.
— Como se eu realmente tivesse algo para esconder de vocês... — resmungou.
— Onde eles estão agora? Como foi? O que vocês fizeram? — Hanna lhe bombardeou.
Respirando fundo, ela sorriu, vendo todos se sentarem no chão ao seu redor, esperando pela sua história.
— Bem... eu e Fury nos unimos para tirá-los do Complexo, porque segundo os meus estudos, eu decidi que queria colocá-los para fazer Terapia de Grito, sabe? Como daquela vez que vocês deram a ideia, mas ela parecia assassina demais para ser colocada numa sala com Steve sem nenhuma supervisão... e o único lugar possível era a sala de cinema, porque ela fica numa boa rota de fuga para o nosso Cap. — começou, fazendo todo mundo colocar o queixo apoiado na mão.
— Por isso você precisava que todo mundo sair? — Bruce perguntou, franzindo o cenho.
— Eu meio que estava prevendo o trauma que seria. — riu-se, respondendo a pergunta do doutor. — Cara, Tony tirou o isolamento acústico da sala! — todos ofegaram. — Na hora, eu combinei com Barnes que ele iria levar Lya para dentro, então voltaria para buscar Steve, que quase morreu ao vê-lo carregá-la pelo corredor. Eles brigaram feio, então...
— Ai meu Deus! — Natasha arregalou os olhos. — Vocês ouviram tudo, seus bizarros?
Marnie revirou os olhos.
— Claro que não, não é Nat?! Nós ouvimos o suficiente, e cara. Eu jamais conseguirei olhar para o nosso Cap da mesma maneira. — desabafou, fazendo todo mundo gargalhar.
— Não me diga que ele xinga! — Wanda pediu, com os olhos arregalados, encostada no ombro de Visão, que parecia ser o único alheio ali, por mais que esses dois fossem os mais ativos do Complexo, perdendo seu posto agora para seus coelhinhos.
— Sim, meus amores, ele xinga. Para cacete. — sua fala fez todo mundo rir ainda mais. — E eu acho que estou traumatizada. Eles passaram quatro horas lá dentro. Sem parar...
— É O QUÊ?! — seus amigos espalhafatosos gritaram.
— Pois é, meus amigos. — Tony entrou na conversa. — Eu nunca vi Barnes e DeLavega com os olhos tão arregalados.
Nat jogou a cabeça para trás.
— Por que é que um peso saiu dos meus ombros exatamente agora? — perguntou retoricamente, mas seus amigos assentiram. — E para onde eles foram?
— Provavelmente para o apartamento de Steve. — James respondeu, esticando-se. Ela tentou não olhar, quase falhando. Era uma cena bonita de se ver, ainda mais quando ele usava aquele moletom cinza que agarrava-se a cada músculo de suas pernas e de sua bunda redonda. De onde ele estava, o filho da mãe piscou para ela que tentou não mandar um dedo do meio para ele. — Ainda fazendo coisas erradas.
— Puta merda! — Sam gargalhou, puxando todo mundo.
Então, Marnie os fez ficarem sérios.
— Contudo... — ela suspirou. — Deixem-nos quietos. Eles não sabem que vocês sabem, e Lya me pediu para manter isso quieto, por mais que seja praticamente impossível, mas estávamos esperando que vocês viessem pela manhã, então... só finjam que vocês não sabem.
— Parece meio difícil, contando que eles ainda têm os patches. — Pietro disse, com a cabeça encostada no ombro de Sam. — Mas nós sofremos por muito tempo com esses dois, acho que nós podemos permiti-los alguma privacidade se isso for ajudá-los a continuar juntos.
— Pietro, você não sente frio à noite porque você está sempre coberto de razão. — Marnie disse levantando-se para esticar os músculos. — E também porque a bunda de Sam é bem quentinha.
Então saiu correndo antes que seu amigo tacasse alguma coisa nela.
Com um sorriso no rosto, ela negou a cabeça para seus amigos que claramente ainda fornicavam lá em cima. Ela esperava que pelo menos eles tivessem comido e bebido alguma coisa, porque se não seria idiotice.
Adentrou o apartamento de James e se jogou em sua cama, dormindo ainda com as sapatilhas nos pés, vencida pelo cansaço que os dois coelhos haviam lhe dado. Ela nem prestou atenção quando a cabritinha pulou nela...
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