The Captain and The Petal.
70 Sixty-eighth Chapter. - Back home (Part 2).
Notas iniciais

De volta ao lar (Parte 2).
— Bem, vamos às divisões... — Lynna disse, esfregando suas mãos. Ela havia trocado seu pijama para um conjunto de moletons da SHIELD, assim como seus amigos. — O meu quarto é o maior da casa, o que facilita a locomoção, porque ele é o primeiro da escada. — apontou na direção dele. — Peter e Sharon poderiam dormir lá. Ele é ligado com um dos quartos de hóspedes, então Hanna poderia dormir nesse, auxiliando seu serviço. — Han e seus amigos assentiram. — Alguém com bastante força deve dormir ao seu lado, para ajudá-la a locomover seus pacientes. O quarto de hóspedes possui camas separadas, então Thor, que está dando sopa por aqui poderia fazer isso...? — seu primo arregalou levemente os olhos, então assentiu. — Nat, Visão e Wanda podem dividir o quarto que fica à frente do meu. Ele possui duas camas: uma de casal, e uma de solteiro.
— Visão não vai dormir com a minha irmã! — Pietro protestou, fazendo Wanda bufar.
— Eu sou o quê, invisível? — Natasha arqueou a sobrancelha.
Ele cruzou os braços.
— Nossa, que garoto ingrato! — Lynna voltou a falar. — Eu estou deixando você passar uma semana se aproveitando desse bunda mole — apontou para Sam, que ficou “ofendido” —, e você vem implicar com a sua irmã?! — ele cruzou os braços, fazendo bico. — Ok, bom saber. Deixe sua irmãzinha quieta, ou eu irei infernizá-los de madrugada. — piscou, fazendo-os engolir em seco. Barnes resmungou alguma coisa em romeno. — Tony, você e Loki se matariam se dividissem um quarto?
— SIM. — eles responderam em uníssono.
— Ok... — ela arregalou os olhos levemente. — Há mais dois quartos de hóspedes próximos ao quarto onde Hanna e Thor irão dormir. Acho que não falta mais ninguém...
— Ei, queridinha, eu sou alguém. — Mary protestou, jogando os pés em cima do colo de Nat, que se aconchegava perto da lareira, assistindo a TV.
— Você se importaria de dividir o quarto que foi de minha mãe com Buck? — perguntou-lhe com um fundinho de duplo sentido. Ela não tinha deixado esses idiotas por último à toa.
A anã cruzou os braços.
— Ele vai dormir no chão. — resmungou, apontando para cabeça de Barnes, que estava sentado no chão. Ele revirou os olhos.
— É um quarto de solteiro, Mary! Tem duas camas! — Lynna rebateu, defendendo seu amigo.
— Ok, mais alguma recomendação? — Tony perguntou, se esticando. Eles estavam empanturrados da comida que Nat lhe ajudou a preparar.
— Não, a não ser avisar que além do quarto da minha avó e do meu quarto, não há mais suítes. O outro banheiro da casa fica no final do corredor, na porta com a maçaneta rosa. Boa sorte de manhã para tomar banho. Bem-vindos à Rússia. Se eu não me engano, o aquecimento às vezes falha. — sorriu-lhe e subiu as escadas, então lembrou-se. — Ah, eu acredito que nesse barril que fica embaixo do balcão da cozinha tem vodka. Peter fique longe disso!
Então finalmente adentrou o quarto onde iria dormir.
*
— Eu não imaginava que o seu quarto de infância seria tão...
— Rosa? — ela rebateu as observações de Steve assim que ele chegou ao quarto que fora de sua avó. — Bem, eu não tinha tanta personalidade naquela época, e eu realmente já gostei de rosa. Hoje em dia, me parece um pouco doentio... você trouxe a pulseira?
Ele assentiu para a sua mão estendia, prendendo o metal de volta em seu pulso.
Ela soltou um suspiro aliviado, sabendo que iria dormir bem esta noite. Debaixo do teto do lugar que lhe deu mais conforto, depois do útero de sua mãe.
— A sua casa é muito bonita. — o loiro disse aconchegando-se ao seu lado.
— Obrigada. — ela sorriu timidamente. — Eu e Fury estávamos consertando-a por quatro anos. Ele me entregou os papéis da escritura daquela vez em que ele me chamou do nada para termos uma conversa na sala de reuniões, lembra? Foi no dia em que eu te disse que a família que o meu avô havia construído depois que abandonou a minha avó estava morando em Moscou. Ele me disse que encontraram Ivenorra e que a casa estava bagunçada, mas não havia pegado fogo. — disse num fôlego só, encarando o teto. — Desde que me levaram para a Hydra, eu não tinha entrado nessa casa. Nem mesmo para ver a reforma. Porque eu sabia que não conseguiria fazer isso sozinha...
Ele segurou em sua mão, como se dissesse “você não está sozinha”. Isso a fez aconchegar-se mais contra seu peito, espremendo seu nariz em seus pelos macios, sentindo seu cheiro.
— Eu sei como deve ser difícil... — ele murmurou depois de um tempo de silêncio. — Foi por isso que você emprestou seu quarto a Sharon e Peter?
Assentiu lentamente, cutucando seus músculos da barriga.
— Também. — respondeu. — Foi lá onde tudo aconteceu... e aqui no quarto da minha avó eu sei que estou segura. — murmurou, tocando desinteressadamente seu mamilo esquerdo. — Mas eu estava falando sério quando disse que ajudaria na locomoção. Você deve ter visto. Ele é enorme!
Ele beijou seu cabelo, concordando.
Segundos depois, eles ouviram ações vindas do quarto ao seu lado.
— Eu não acredito que esses dois estão realmente fazendo isso. — o loiro fez uma careta.
— O pior de tudo, é que nós seremos culpados pela fornicação deles. — ela resmungou, afundando-se em seu peito. Um olhar travesso brilhou nos olhos do mais velho, que balançou as sobrancelhas para ela. — Nem tente. — arqueou a sobrancelha. — Nós não vamos fazer coisas no quarto da minha avó!
Ele riu, fazendo-a tremer em cima dele.
— Você sabe que sua mãe foi feita nesse quarto, não sabe? — perguntou-lhe insolentemente, fazendo-a arregalar os olhos.
— Eca! — franziu o nariz. — Eu não deveria saber desses detalhes sujos, Steven! — resmungou, batendo nele de brincadeira.
Ele riu baixinho, acomodando-a melhor.
— É a verdade nua e crua, querida. — disse-lhe displicentemente.
Ela tomou um suspiro.
— Você não está bravo comigo por ter saído em missão desse jeito, está? — murmurou depois de um tempo, traçando padrões em seu peito.
O loiro pareceu refletir por um tempo.
— Não. — respondeu-lhe. — Se não fosse por vocês duas, algo ruim poderia ter acontecido com Peter e Sharon. Seu pensamento rápido salvou a vida dos dois. Contudo, ainda estaremos tomando algumas aulas de pilotagem. Porque se quiser sobreviver, você terá que aprender do jeito certo.
Ela arqueou a sobrancelha.
— Eu não tenho culpa se a Hydra obrigou uma menina de dezesseis anos a pilotar um tanque de guerra antes de saber dirigir! — resmungou. — Eu dirijo do mesmo jeito que piloto um tanque. — deu de ombros. — Você tem que admitir que eu sou uma boa piloto de fuga.
Ele engoliu em seco.
— Acho que vou ter que concordar com Sam nesse ponto. — ela fez bico. — De verdade, para a sua própria segurança, nós dois iremos tomar aulas de pilotagem.
— Ok, papai. — brincou.
— Não diga isso. — seus olhos azuis brilhavam travessamente quando ele pronunciou estas palavras.
— O quê? Papai? — ela disse afrontosamente. — Por quê? — subiu em seu tronco, espalmando suas palmas no peito dele. — O que vai fazer sobre isso, senhor?
O loiro engoliu em seco.
— Pensei que você não queria fazer coisas no quarto de sua avó. — arqueou a sobrancelha, segurando firmemente em seus quadris.
Ela mergulhou a cabeça na pele de seu pescoço, provocando-o lá.
— Acho que acabei de mudar de ideia. Temos que dar uma razão para nossos amigos não desconfiarem daqueles dois idiotas. — piscou. — Então, o que você vai fazer sobre isso, capitão?
Ele soltou uma risada sarcástica, virando-os na cama.
— Você não tem ideia, garotinha.
*
Uma semana logo se passou.
Passar esses dias na casa que foi seu único refúgio antes de toda a merda que aconteceu na sua vida, ao lado de seus amigos e de seus parentes de “sangue” foi algo muito intenso para ela. Lynna não imaginava que poderia ficar tão feliz com gestos simples, mas estava.
Eles – os mais corajosos – cavalgaram pela cerca, desafiando-se um pouco, o que acarretou várias risadas. Jogaram jogos de cartas e de tabuleiro no celeiro, comeram marshmallow derretido na fogueira, tomaram vodka tradicional e chocolate quente. E se portaram como se todos fossem amigos, pois em Ivenorra, não havia inimigos. Aquele era um lugar de paz.
Peter e Sharon melhoraram de suas feridas, pelo menos o suficiente para que eles pudessem viajar. Então, todo mundo se preparou, lotou o quinjet e voltaram para casa.
Mia os esperava no final da pista, ao lado de Fury e Hill.
Ela arregalou os olhos quando viu Sharon sendo carregada por ela e Mary.
— Calma, ela está bem. — sua amiga disse quando a castanha se aproximou delas. — Só passou um pouquinho do ponto e resolveu embarcar no drama alheio.
— Eu te bateria se eu pudesse. — a loira resmungou, apoiando-se em seu ombro para se aproximar de sua esposa. — Não se preocupe, querida. Eu estou bem, DeLavega é a dramática aqui. — ela mostrou-lhe o dedo do meio, adentrando o Complexo. — Obrigada. — disse para si, fazendo-a sorrir.
— Não por isso. — disse-lhe sorridentemente. — Aproveitem bastante. Mas com moderação, você foi esfaqueada na barriga.
Sharon resmungou quando ela deu-lhe uma risadinha, então adentrou ao lado de Mary.
Elas sentaram-se no balcão, enquanto Rhodes terminava de desligar o fogão.
— Por que vocês duas sempre sabem a hora exata de chegar à cozinha? — ele perguntou com o cenho franzido.
— Eu não sei quanto à Marnie, mas eu vejo o futuro. — piscou. — E o cheiro está ótimo.
Seu povo maluco adentrou a cozinha, então Mia veio saltitante para ela.
— Tenho uma coisa para você. — ela disse, colocando três envelopes pardos em cima do balcão. — Seus papéis saíram! Os de Barnes e Nuri também. Vocês são oficialmente cidadãos americanos.
Estranhamente, Mary comemorou animadamente este fato.
HMMMM...
— Sério? — Mia assentiu, então, de brincadeira, Lynna retirou o anel e colocou-o na mão aberta que Steve tinha ao sentar-se do seu lado. — Toma, eu não preciso mais me casar com você. Não serei mais deportada.
Seus amigos riram, ao passo que ele revirou os olhos.
— Engraçadinha. — resmungou.
Ela riu e colocou o anel de volta, encostando a cabeça em seu ombro.
— Você sabe que eu te amo, chuchu. — disse-lhe, rindo baixinho ao ouvir seu resmungo. — Mary, o que se passa nessa sua cabecinha de vento? — perguntou à amiga, que sacudia seu corpo distraída e animadamente, brincando com a comida.
— Nada. — ela respondeu de maneira natural, começando a comer.
Lynna desconfiou um pouco, mas resolveu deixar essa passar.
Ela e seus amigos, os novos cidadãos americanos passaram o almoço discutindo o que fariam, agora que eles já estavam com seus documentos prontos.
Hanna disse que finalmente poderia tirar o seu registro como médica, o que os fez apertá-la até que ela os ameaçasse batê-los, então eles pararam. Bucky apenas ficou satisfeito de que tudo havia acabado bem, por mais que houvesse um lampejo de algo que Lynna não soube identificar direito em seu olhar. E ela... bem, ela ficou feliz que seus papéis de casamento não seriam confusos, e que se um dia ela quisesse adotar, ela podia começar a tentar.
*
À tarde, o Quarteto Fantástico chegou ao complexo.
Hanna, sendo Hanna, abriu um sorriso amplo e foi a primeira a cumprimentá-los, com direito a “Oi Johnny querido, senti sua falta” e tudo.
Sabendo o que Lynna sabe agora, ela quis se esconder para rir, o que não ajudava com Mary bufando ao seu lado quando o rapaz arregalou os olhos para a pequena.
— Ele tem tanto medo dela. — a anã sussurrou ao seu lado, fazendo até Steve prender a respiração.
Outro provocador, porque ele não saiu do seu lado, segurando sua cintura, enquanto Mary se espremia para apertá-la ainda mais entre os dois. Ele provavelmente tinha aquele olhar sério de Cap na cara, o que piorava ainda mais as coisas.
Moral da história: com tanto medo, Storm não se aproximou deles.
— Cara, vocês conseguiram assustar o pobre garoto. — ela resmungou, caminhando para dentro.
— A culpa é sua. — Marnie rebateu. — Contudo... se ele não tivesse encarnado no seu pé, nós ainda iríamos meter medo nele, porque é engraçado.
— Vocês são doidas. — Sam murmurou, arregalando os olhos quando Han o olhou de cabeça para baixo, com um sorrisinho.
— Podemos ao menos saber o motivo deste rapaz ser o objeto dos vossos ódios? — Visão perguntou, sentando-se polidamente no sofá.
— Conquistadores que quebram os corações de garotas inocentes por causa da sua fama não passarão. — Mary respondeu, ao mesmo tempo em que Tony adentrava a sala.
— Nossa, eu sinto que essa indireta foi para mim. — ele disse com a mão no peito.
A ruiva anã arqueou a sobrancelha.
— Se a carapuça serviu... — esticou as pernas. — Você não iria ensaiar? — perguntou para Lynna, que estava encolhida no sofá.
Ela fez uma careta.
— Eu não quero ir... — fez bico, se arrastando. — Mas se eu sou obrigada a ensaiar, eu vou obrigar vocês a verem.
Seus amigos também se arrastaram para fora da sala de TV.
— E quais estilos de música você tem em mente? — Nat perguntou se mexendo ao seu lado.
— Eu não sei... todas as performances que ela fez foram de pop americano, então eu preparei uma playlist que bate com os vídeos que Fury me enviou. — respondeu-lhe.
Ela abriu a sala de dança e acendeu a luz, abrindo a visão do vidro também, uma vez que ela seria obrigada a lidar com o assédio do “público”. Sam, Mary e Hanna estavam com sorrisinhos maliciosos para si, que revirou os olhos.
Uma risada escapou dela quando as primeiras notas de Partition, de Beyoncé soaram na sala, mas ela estava de costas, então...
— Vocês devem olhar nesse monitor e comparar os meus movimentos com os dela. — apontou para a tela acima de sua cabeça. — Se eu estiver errando, não tenham medo de me dizer, tudo precisa sair perfeito.
Motorista suba a divisória, por favor
Motorista suba a divisória, por favor
Seus primeiros movimentos foram sutis, assim como os de Ergorov, apenas sondando a área e fazendo os espectadores se interessarem pelo que ela iria fazer em seguida.
Ela só esperava que seus amigos pegassem mais leve com o pobre velho lá em cima.
Não preciso que você veja “Yoncé” de joelhos
Foram necessários 45 minutos para ficar arrumada
Nem vamos conseguir chegar nessa balada
Seguindo o vídeo, este foi o momento em que ela se aproximou do poste, escalado-o.
Uma risada escapou de si quando uma salva de uivos atravessou a porta aberta. Ela apenas seguiu o ritmo da música, imitando o que se lembrava dos movimentos de Svetlana, se concentrando em fazer tudo certo.
Agora o meu rímel está escorrendo
O batom vermelho borrado
Oh ele está tão excitado, ele quer transar
Ele desabotoou todos os meus botões e rasgou minha blusa
Ele, no estilo da Monica Lewinsky, estava no meu vestido
Assim como sua “duplicata”, ela se concentrou apenas na batida, porque o resto viria naturalmente.
Oh lá papai, papai não trouxe a toalha
Oh querido, querido, é melhor irmos devagar
Foram necessários 45 minutos para ficar arrumada
E nem vamos conseguir chegar nessa balada
Era tão estranho sentir falta de fazer isso outra vez, mesmo que para uma missão?
Dançar era tão libertador...
Ela se sentia flutuando quando se movia, eventualmente cruzando a barra, travando seu corpo para se acomodar ao metal morno pelo calor de sua pele, imaginando-se dançar apenas para si, ou também para outra pessoa, uma única pessoa.
Focando nisso, ela finalizou a música.
Leve tudo de mim
Só quero ser a garota que você gosta
A garota que você gosta
O tipo de garota que você gosta, garota que você gosta
Leve tudo de mim
Só quero ser a garota que você gosta
A garota que você gosta
O tipo de garota que você gosta
Está bem aqui comigo
A parte do francês foi a melhor. Cara, ela só queria poder ver a expressão do loiro por trás do vidro, mas como em todas as salas de treino, o compartimento era isolado para que a pessoa que estivesse lá dentro, não se sentisse intimidada pela “bancada julgadora”... o que era uma pena.
Você gosta de sexo?
Sexo, quero dizer, atividade física, o coito
Você gosta?
Você não está interessada em sexo?
Os homens acham que as feministas detestam sexo
Mas é uma atividade
Natural e excitante que todas as mulheres adoram
Leve tudo de mim
Só quero ser a garota que você gosta
A garota que você gosta
O tipo de garota que você gosta, garota que você gosta
Leve tudo de mim
Só quero ser a garota que você gosta
A garota que você gosta
O tipo de garota que você gosta
Está bem aqui comigo
Uma salva de palmas lhe atingiu assim que ela pousou no chão, ofegando.
Ela riu, limpando o suor da testa, enquanto retirava uma das blusas de treino para refrescar-se do calor.
Seus amigos, sendo as pestes que eram, lhe esperavam com as pernas cruzadas, e com um Steven mais vermelho que seus cabelos, olhando para o teto. Eles traumatizaram o pobre soldado.
— Agora a gente sabe porque o Cap ficou traumatizado com a sua dança. — universo, porque Tony Stark foi jogado na minha vida? — Acho que vou pegar o extintor de incêndio aqui, porque mamacita, a senhora pega fogo.
Ela gargalhou.
— Acho que você trocou de pétala. — piscou. — E de verdade, vocês ainda não virão Hanna dançar, então...
— Pera. Aí. Hanna dança? — Marnie perguntou, claramente cutucando Thor, que estava sentado do seu lado, com um sorriso descontraído, que foi morrendo aos poucos, então ele corou.
Lá embaixo da “arquibancada”, Han jogou seus longos cabelos negros para trás.
— Qual a surpresa, anjo? — rebateu, convencidamente. — Eu fui criada pela melhor dançarina de todos os tempos, eu tive que aprender alguma coisa...
— Por que é que eu estou imaginando uma minhoca se contorcendo? — filha de uma mãe. Ela estava pedindo para apanhar.
Seus amigos apertaram os lábios para não apanharem junto.
— Lya! — Hanna choramingou. — Ela me chamou de minhoca!
A mais velha cruzou os braços.
— E tá errada? — brincou, apanhando de Hanna. — Ei! Eu nem tive envolvimento na briga!
Ela parou no meio do caminho e sorriu para Mary.
— Eu te desafio a dançar melhor do que eu, sua tanajura. — disse-lhe.
— Desafio aceito. — a ruiva anã disse com uma expressão séria. — Eu e você, nesta mesma sala, um dia após a missão de Priekov, e não amarele, cospobre de Verônica Lodge.
— E nem você, Cheryl Blossom de Chernobyl. — disparou, então saiu.
— Agora você, vê. Eu tentando ajudar essa fresca... — resmungou, sentando-se no lugar de Hanna. — Vamos ter outra música, chuchu?
— Não, era só essa mesmo. Vocês estão muito mal acostumados. — a mais velha rebateu. — Então, queridos... eu preciso acrescentar mais movimentos?
Insolentemente, Barnes se esticou na parede, sorrindo para ela.
— Eu pensei que isso fosse um strip tease — disse displicentemente. — Acho que ficou faltando tirar a roupa. — piscou.
Filho. De. Uma. Mãe.
— Eu não vou nem te responder, Barnes. — resmungou. — Agora... vocês não tem coisas para fazer não? Eu preciso ficar sozinha com as minhas amigas, porque nós temos que ver coisas em relação ao figurino. Coisas essas que vocês meninos não podem ver. Nem você, Pietro. — ele fez bico, se levantando. Ela apertou sua bochecha. — Desculpa, chuchu, eu sei que você gosta de dar pitaco nas nossas roupas.
Quando todos os garotos saíram da sala, Mary se voltou para ela, do nada, exatamente do nada, assustando-a.
— Eu poderia te pedir um favor...? — ela realmente parecia um pouco envergonhada ao se pronunciar.
— Claro! O que seria? — disparou, aproximando-se dela.
— Você poderia me ensinar alguma técnica de strip tease?
Ai. Meu. Deus.
A vontade de rir e constranger sem querer a sua amiga bateu, e ela só tinha uma coisa a dizer: ela ia fazer Mary matar aquele velho rabugento.
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