The Captain and The Petal.
45 Forty-third Chapter. - How to tell the heart that it's over?
Notas iniciais

Como dizer ao coração que acabou?
Como é que eu vou dizer pro coração, que você vai me deixar?
E agora, o que é que eu faço com a paixão, que eu guardei só pra te dar?
Natasha a encontrou sentada no chão, o rímel borrado, com a cabeça enfiada entre os braços, soluçando. Ela não perguntou, apenas ajoelhou-se à sua frente, passando um braço a sua volta.
Será que ela viu?
É óbvio que ela viu. Todo mundo viu.
Ela era uma trouxa e todo mundo sabia disso.
Uma salva de palmas para a sua estupidez! Suas intuições estavam certas de não se envolver com ninguém. Amor é uma fraqueza, amor é uma arma, e ela teve que descobrir isso da forma mais horrível possível.
— Ei, shiii. — a mais nova sussurrou, embalando-a. — Vai ficar tudo bem...
Ela riu amargamente, levantando a cabeça para Tasha.
— Não, não vai. — murmurou amargamente. — Eu cavei a minha própria cova, é culpa minha que toda essa merda está acontecendo. Eu realmente não deveria ter te procurado. Isso teria poupado todo esse sofrimento.
Tasha ia contra argumentar, mas as luzes da base se apagaram de repente, então ela soube.
A merda ia feder.
Levantou-se num pulo, limpando os resquícios de maquiagem, correndo para o nível onde Bucky foi colocado, quase morrendo por falta de ar em sua pressa de não estragar tudo ainda mais.
A sala estava escura e repleta de agentes caídos. Sam se aproximou dela, ao mesmo tempo em que o filho da puta do amiguinho dele avançava o médico, que pedia socorro.
Rogers capturou o homem pela beca, jogando-o contra a parede.
— Quem é você? O que você quer? — questionou-o.
— Ver um império cair. — o homem disse arrogantemente.
No mesmo instante, houve um barulho metálico, e logo uma garra prendeu-se contra sua garganta, fazendo-a engasgar-se, perdendo o ar rapidamente. Seus olhos se arregalaram quando ela viu o olhar de ódio que Bucky tinha.
Não. Aquele não era o seu Buckie. Aquele era a merda do Soldado Invernal.
— Soldat. — ela conseguiu resmungar, puxando fôlego. Seu rosto já deveria estar roxo. — Sou eu.
O olhar dele se estreitou, então ele sorriu.
— Acha que eu não sei? — questionou-a friamente, fazendo-a arregalar os olhos. — Sua traidora.
É claro! Essa foi a última missão dele!
Merda, ele iria capturá-la e levá-la de volta?
Suas pálpebras começaram a ceder, foi quando algo muito pesado arrancou o gancho de metal de seu pescoço. Sua visão se encheu com a imagem do loiro, que encarava-a preocupadamente.
Mentiroso desgraçado, filho da puta e futuramente sem pinto!
— Anna... você está bem? — sussurrou, tocando em seu pescoço, fazendo-a ferver de raiva.
Ela pegou sua mão e rudemente a afastou de si.
— Não toque em mim! — rosnou com os olhos enchendo de lágrimas. Tudo ainda era muito precoce. — E não me chame assim!
Oh, ele ficou confuso!
Que ator, não é mesmo? O quão burra ela foi de acreditar nesse teatrinho de bom moço? Por quanto tempo eles deveriam estar se vendo, enquanto ela ficava em casa como uma idiota, esperando que ele voltasse de suas missões, só que ele estava nos braços daquela loira dos infernos?!
Burra, burra e burra!
— Galera, eu não queria atrapalhar a DR de vocês, mas é sério que vão me deixar apanhar do Soldado? — Sam chamou sua atenção, ele rodava em círculos, tentando escapar da fúria de seu amigo.
— Vai atrás do médico, Sam. — ela disse, sacando a barra de choque retrátil que sempre escondia em seu quadril. — Eu cuido dele.
O soldado a encarou cinicamente, avançando para ela, que agora já estava preparada e bloqueou todos os seus golpes, como ele mesmo havia ensinado-a, apenas para irritá-lo profundamente.
O homem jogou-a do outro lado da sala. A força foi suficiente para fazer um buraco da parede. Sua cabeça girou um pouco.
Agora Rogers estava lutando com ele. Era uma disputa quase que de igual para igual.
No fundo de sua mente, ela sabia que não deveria permitir que eles lutassem entre si. Eles eram praticamente como irmãos, e que quando isso acabasse em merda, as consequências seriam severas.
Mas foda-se.
F O D A tracinho S E.
Ela não ligava mais para as consequências. Quando tudo isso acabasse ela estaria numa cela de prisão mesmo...
O Soldado enviou o Capitão pelo túnel do elevador, fazendo-a se assustar.
Logo ela manobrou as pernas para se colocar de pé, tentando utilizar seus poderes, mas foi inútil. O bracelete que o filho de uma cadela do Ross colocou lhe deu um choque muito forte, coisa que ajudou o Soldado a capturá-la pela cintura e jogá-la nas costas.
Ele pulou sem medo cerca de uns dez metros de altura, parando no refeitório da base, onde as várias pessoas que cercavam a área já havia sabido da ameaça e possivelmente já estavam muito longe, levando em conta o rastro de destruição que deixaram para trás por conta do desespero.
O Soldado capturou a arma de um dos agentes de maneira extremamente fácil, para depois começar a atirar neles.
— Devolva a minha Lady Tóxica, Homem de Lata! — a voz de Tony se projetou alto no refeitório vazio.
Uma onda de perturbação sonora desnorteou o Soldado, que a jogou no chão, para poder proteger suas orelhas. Ele voltou-se para o Homem de Ferro, que segurou o cano da arma com a mão que tinha a luva de seu traje, desmontando-a.
Isso deu vantagem para Carter tirá-lo de cima de Stark, chutando-o em todos os lugares possíveis, mas como era de se imaginar, nada surtiu efeito nele. Isso a fez querer revirar os olhos, mas ela ficou quieta, aguardando a sua vez.
Irritado com os golpes da loira, o Soldado agarrou-a pelo pé e jogou seu corpo contra uma mesa, que se quebrou com a força que ele aplicou.
Lynna queria ter pelo menos um pingo de empatia pela agente, mas seu coração estava muito ferido, sua raiva ainda estava acesa e aquilo lhe deu um prazer culpado que ela não conseguiu segurar.
Nat se aproximou dele, chutando-o no lugar que todos os homens caem, mas o filho da puta era resistente. Era por isso que ela o odiava tanto no começo de seu treinamento. Lutar com um supersoldado era absurdamente irritante.
Mas ela era mais forte, não era?
As pernas da Viúva enrolaram-se ao redor do pescoço de Barnes, tentando fazê-lo desmaiar. Ele segurou no pescoço dela e ela resmungou um “Você poderia ao menos ter me reconhecido”.
Era um fato. Eles tiveram uma história fodida – literalmente – no passado, tudo isso enquanto Bucky estava sob o controle do Soldado. Fazia sentido ele se lembrar de Tasha.
Contudo, ele não lembrou e iria matá-la se não fosse pelo seu golpe nas costas.
Menina, esse homem se voltou para ela com uma fúria...
Era agora ou nunca, ela precisava fazer alguma coisa, antes que ele fizesse algo que se arrependesse depois.
— Hábeis mãos, construtor de sonhos. — murmurou em russo, sabendo que ele iria ouvi-la. O olhar que ele lhe deu foi de puro ódio, quando ela arqueou a sobrancelha.
Demorou pelo menos meio minuto até que ele se aproximasse dela.
— Eu não consigo me mover com elas. — murmurou relutantemente, e isso lhe deu oportunidade para que ela pudesse estender sua mão direita para ele segurar.
— Venha comigo, vamos para casa. — ela tocou sua mão de metal, vendo seus olhos suavizarem.
Seus estímulos estavam prestes a serem bem sucedidos, quando o príncipe/rei de Wakanda surgiu do nada e chutou o peito de Bucky para longe dela.
— Não! — Lynna gritou. — Merda!
Nat segurou seu braço quando ela ameaçou correr.
— Não faça isso, não cause ainda mais problemas para você mesma... — sussurrou, enquanto os barulhos da luta entre Bucky e T'Challa ecoavam pelo local. — Ross já a culpa por muita coisa, não o faça culpá-la por mais isso.
Ela ergueu o queixo.
— Eu não ligo mais para as consequências, Nat. Eu preciso ajudá-lo. — murmurou.
Ela assentiu.
— Você está escolhendo-o. — aquilo sequer foi uma pergunta.
— Você está com ciúmes? — sussurrou, checando a reação da outra ruiva.
Natasha beijou rapidamente sua testa.
— Jamais. — sussurrou de volta. — Ao contrario de você, eu sei dividir. Agora vá e pegue seus supersoldados.
Ela ia protestar, mas não deu tempo. Viu Bucky subindo por uma escada e então ela lançou-se para correr atrás dele.
— Hábeis mãos, construtor de sonhos. — ela tentou outra vez, agora que T'Challa não estava mais na cola dele.
O Soldado olhou para ela com ódio.
— VOCÊ. NÃO. ME. DÁ. ORDENS! — ele agarrou-a pelo pescoço, arrastando-a consigo para uma espécie de hangar. — SAIA DA MINHA CABEÇA, SUA MALDITA! EU NÃO VOU CAIR NOS SEUS TRUQUES!
— Bucky, não! Solte-a! — ah, pronto! A cereja no topo do bolo! Ele está com pena de mim agora? Ele realmente acha que eu não sei sobre a traição dele?! — Este não é você. Você não quer machucá-la!
A transição do Soldado para Bucky rosnou, tacando ela para longe, como se Lynna fosse simplesmente a porra de um frisbee nas mãos desse Neandertal! Ela sentiu uma dor aguda ao bater contra o batente, caindo em cima da última pessoa que ela queria ter contato.
Os braços do loiro se enrolaram nela, içando seu corpo para cima, para que ela pudesse ser seguramente colocada de pé.
— NÃO ENCOSTE EM MIM! — ela gritou, assustando-o.
— O que...? — ele tentou se aproximar, mas ela o parou com suas barras de choque.
— Não me toque! — rosnou. — Eu estou avisando! — então ela arrancou o ferro que tinha entrado em sua carne, dando um silvo de dor ao fazer isso, quase desmaiando ao ver a quantidade de sangue que havia sido retirado de si. — Seu traidor filho da puta, acha mesmo que vai tocar em mim depois de ter trocado fluidos com aquela... argh?!
Ele ficou confuso, mas ela não lhe deu chances para continuar a sua mentira, apenas empurrou seu peito com as mãos ensanguentadas, indo até Bucky, que agora havia entrado num helicóptero e estava dando partida na aeronave.
Inutilmente, ela tentou utilizar seus poderes para induzi-lo a parar, mas é claro que ela nunca conseguiria.
Tentou três vezes, e os choques do bracelete lhe imobilizaram, fazendo-a escorregar para o chão, chorando alto.
Merda!
Porra, porra e porra! Eu só queria salvar o meu irmão, é pedir demais?
Maldito Ross! Ele conseguiu, num golpe só, acabar com toda a sua felicidade.
Num rompante, ela viu através de seus olhos embaçados, Rogers pular e segurar a aeronave pela base, puxando-a para baixo.
Ela já o tinha visto fazer muitas coisas, como quebrar paredes, entortar coisas, lançar caras para distâncias impressionantes, tipo, coisas que ela considerava normal um supersoldado fazer. Mas não parar um helicóptero em pleno voo.
Ela podia estar profundamente com raiva dele, mas tinha que admirar o seu gesto.
O homem puxou a aeronave para baixo, e quando Bucky conseguiu assumir o controle, ele continuou-a puxando, ancorando-se entre os ferros que ladeavam o hangar e a base do helicóptero.
Seus belos músculos ondularam enquanto ele continuava puxar.
Apesar de sua raiva, Lynna sabia que não deveria deixá-lo morrer nas mãos de seu melhor amigo.
— Cuidado! — gritou quando o moreno empurrou a aeronave para cima dele.
O loiro pulou de volta para o concreto, rastejando seu corpo para escapar de ser fatiado pelas hélices.
Ele resfolegava fortemente, quando ambos gritaram. O Soldado/Bucky apertou sua garganta através do vidro, então a aeronave finalmente foi pendendo para o lado de fora, indo em queda livre para o lago que cercava a base.
— Não! — ela gritou, levantando-se abruptamente, seu rosto provavelmente estava manchada pelas lágrimas, mas isso não importava mais, certo? O lado direito de seu quadril latejava fortemente, mas ela não ligou. Ergueu a cabeça e mancou para a borda do hangar.
— Lynna, eu sinto lhe informar, mas você não está ajudando! — a voz de Natasha a assustou. Ela não se lembrava de ainda estar com o comunicador desde a Romênia, ela estava escutando música, não estava?
Ela estranhou o comentário da amiga, uma vez que Nat já havia lhe dado o seu aval para ir atrás de Bucky.
Então, algo clicou.
Ross estava na sala com ela.
— Sinto muito Natalia, mas eu não cheguei até aqui para ajudá-la. — jogou a jaqueta no chão. — Ah, e antes que eu me esqueça... Ross, se está ouvindo isso, eu quero que beije a minha bunda branca soviética.
Então, ela arrancou os dois coms e os pisoteou, quebrando-os, para depois pular na água.
*
Seu corpo sacudiu quando ela foi agarrada por dois ganchos impossíveis de se soltar. Lynna ficou desesperada, até que seus olhos encontraram com os do loiro. Ela imediatamente saiu de seus braços, lutando para não chutá-lo.
— Onde ele está? — perguntou friamente.
— Você veio para prendê-lo de volta, como fez na Romênia? — ele rebateu, franzindo o cenho naquela famosa expressão de “oh, o Cap está decepcionado com você”, isso a deixou over puta.
Riu secamente.
— Você tem tudo menos noção, não é Rogers? — resmungou, nadando para a beira. — Eu estaria aqui se quisesse prendê-lo?! Eu teria chegado tão longe... a ponto de ter mandado a porra do Secretário de Estado beijar a minha bunda, se eu quisesse prendê-lo? Eu teria ganhado isso — mostrou o bracelete, que enviou choques para o seu corpo molhado e isso não doeu mais do que a desconfiança do namorado traidor. —, e uma cela especial para mim numa prisão de segurança máxima se eu quisesse prender Buckie?
O loiro não falou mais nada, apenas segurou em seu pulso e quebrou o bracelete em dois, enviando uma onda de alívio para seu corpo já muito castigado.
— Você está ferida. Precisamos dar um jeito nisso. — então, simplesmente a pegou pela cintura, do lado que a barra de ferro não havia entrado, como se fosse por isso que ela estava com raiva, porque estava delirando.
Que filho da puta!
Lynna se debateu, tentando sair do aperto dele, mas Rogers só a soltou quando chegou à beira, colocando-a sentada ao lado do corpo desacordado de Bucky, que ressonava pacificamente.
— Hey Cap. Eu consegui o transporte. — ouviu a voz de Sam falando atrás de si. — Você está bem, Lynna?
— Não muito Sammy. — sussurrou amavelmente. Não havia razão para ser hostil com ele. Sam não era culpado pelas merdas que o seu amiguinho tinha feito. — Uma barra entrou no meu quadril, eu consegui tirá-la antes que fizesse um estrago maior...
Ele se ajoelhou ao seu lado.
— Deixe-me ajudá-la. — Rogers disse, rasgando uma tira perfeita de sua jaqueta.
Lynna arrastou sua bunda para trás, tremendo de frio por conta da perda de sangue.
— Eu já disse para você não me tocar. — sussurrou friamente, utilizando seus poderes para criar uma adaga perfeita de metal, que fora retirado de uma das barras que cercava a construção. — Encoste mais um de seus dedos em mim, e eu os cortarei.
O olhar que ele lhe deu foi de mágoa.
Foda-se.
Ela não ligava mais.
— Vai pegar o carro. — Sam disse, mas o loiro abriu a boca para contra argumentar. — Vai! — ele disse urgentemente. — Nós não temos tempo! Eu cuido dela. Vai buscar o carro! — quando Rogers finalmente obedeceu, o moreno finalmente encarou-a, preocupadamente. — Aconteceu alguma coisa entre vocês?
Ela choramingou.
— Eu não quero falar sobre ele. — sussurrou, levantando-se para ajudá-lo a enfaixar o ferimento. — Sinto muito Sam, eu não queria prendê-lo. — ela tocou seu rosto para fazê-lo encará-la. — Eu não tive escolha.
Ele encolheu os ombros.
— Você assinou? — ele sussurrou de volta. Ela negou. — Bem, então eu posso ver porque te trataram assim. Hey, eu acredito em você, ok?
— Obrigada. — ela sorriu.
Ele sorriu de volta.
— Você tem alguma notícia do Complexo? — perguntou, literalmente corando. Ah! Ela tinha plena certeza de que Sam e Pietro estavam juntos! — Tentamos nos comunicar, mas fomos bloqueados por SEXTA-FEIRA...
— Eles foram trancados no Complexo. Não assinaram. Hanna, Wanda... Pietro. Tony disse que os manteria lá por segurança. A imprensa está em polvorosa desde... Lagos. — respondeu-lhe, dando um silvo quando ele finalmente apertou a bandagem, fazendo um torniquete. — Vocês dois formam um casal bonito, sabia? Não há o porquê de se esconderem. O amor ainda é livre, Sam.
Ele corou.
— Bem, ainda há a questão da nossa idade e...
Ela levantou um dedo.
— Siga o meu conselho. Não espere. Se a vida te dá um amor, agarre-o, antes que ela te decepcione. — engoliu em seco, ela não ia chorar.
O Falcão sorriu para ela.
— Vou ter isso em mente. — sussurrou.
Ele ia dizer mais alguma coisa, mas um fusca azul os impediu.
— O que é isso? — perguntou a Sam.
— Um carro de fuga? — ele perguntou de volta, como se isso fosse óbvio.
Ela franziu o cenho.
— Isso não vai nos caber. A caso não tenha reparado, temos duas muralhas centenárias conosco. — e com isso, ela abaixou-se para pegar Bucky, feliz que tinha força suficiente para conseguir segurar seu corpo sem tombar.
Sam imediatamente baixou o encosto do banco, ajudando-a a colocar o moreno de olhos azuis para o banco de trás, sentando ao lado dele logo em seguida, ignorando o olhar que o supersoldado loiro lhe deu.
Ela não perguntou para onde estavam indo, porque não queria ouvir a voz dele, então, apenas seguiu o baile, indo para qualquer lugar que o loiro tinha em mente.
*
O trajeto demorou mais ou menos uns quarenta minutos, então eles finalmente chegaram a um galpão abandonado.
Lynna não disse nada quando Rogers passou por ela e capturou Bucky, levando-o para dentro. Ela também não falou nada enquanto ele colocou o amigo sentado ao lado de uma máquina compressora e prendeu seu braço de metal, porque isso foi um golpe esperto dele.
Contudo...
Assim que um carro preto adentrou o galpão, ela se empertigou. Suas mãos se incendiaram de vermelho-sangue, e ela não saiu da posição de guarda até a loira maldita saiu do carro.
Ah não. Isso não!
— O que ela está fazendo aqui? — rosnou para o loiro, atiçando seus poderes para se aproximarem de Carter, que prendeu a respiração, não tirando as mãos da porta do carro.
Você está quase lá... mate ela, ele saberá que você porque você fez isso. Ele saberá que você não está para brincadeira.
Mate ela, imponha-se.
Lynna teve que ter muito autocontrole em si para não ir na onda da Pétala. E isso foi a coisa mais difícil que ela já tinha feito em sua vida.
— Eu não vim prendê-los, Angianova. — ela disse relutantemente. — Eu sou uma... amiga.
Amiga meus dois ovos!
Revirou os olhos, para depois arquear a sobrancelha.
— Por que acha que eu deveria confiar em você? — sussurrou friamente.
Rogers ia falar alguma coisa para defender a amante dele, mas ele ficou calado com o seu olhar frio.
Então, Hanna Lee Nuri saiu de dentro do carro.
— Ois! — ela disse saltitante, entrando no meio do olho do furacão. — Sharon me trouxe para cá quando Steve ligou, dizendo que você precisava dos meus cuidados. — ela começou a tagarelar. — Ainda bem que eu estava na Alemanha, senão você estaria em sérios problemas...
— Que atitude tão altruísta, Cap. — ela disse sarcasticamente, antes de retrair seus poderes e andar para uma sala reservada do galpão. — Culpa é mesmo uma vadia, não?
*
Hanna olhou para Steve com os olhos arregalados e ele encolheu os ombros, seu olhar era totalmente desolado. Ele segurou em seu pulso, fazendo o coração dela bater fortemente, como se ela pudesse sentir a dor de seu amigo.
— Eu não sei o que deu nela, Han. — ele sussurrou. — Ela parece outra pessoa.
A morena franziu o cenho.
— Como assim...? — sussurrou de volta.
— Hanna Nuri! — ouviu a amiga chamá-la num tom bem irritado. Ela nunca a tinha visto tão irritada assim.
O que será que aconteceu?
*
Ele com toda a certeza estava fazendo a cabeça de Hanna contra ela, chamando-a de louca e o escambau.
— O que está acontecendo entre vocês dois? Brigaram outra vez. — ela sabia!
— Foi ele quem te mandou vir perguntar isso?! — resmungou para ela, rangendo os dentes quando ela empurrou-a para uma mesa que tinha lá, logo após ter colocado uma folha de papel de seda esterilizado em cima.
Hanna revirou os olhos.
— Não, Lyanna. Eu estou perguntando, porque a linguagem corporal dos dois está hostil para o seu lado e se cagando de medo para o lado dele. — Lynna gemeu alto quando ela apertou o ferimento com o dedo enluvado. — Quietinha! — ela engoliu em seco. — Foi por causa do Acordo?
Ela cerrou a mandíbula, sentindo a pequena anestesiar a área com uma pomada.
— Não.
— Mas você não vai me contar mesmo, não é?
— Não. — você não precisa ter pena de mim, sua mente completou.
Han revirou os olhos outra vez, indo até sua maleta, para depois retirar o kit de sutura. Ela colocou a linha na agulha e passou a costurar sua pele.
— Você não tem nenhum dano interno, mas isso se deve graças aos genes de seu pai. — a morena voltou a falar. — Poderia ter sido pior... — ela suspirou, ajudando-a a sentar. — Foi ele, não foi?
A ruiva assentiu.
Hanna mordeu o lábio.
— Sh... eu soube que você tentou o seu máximo para acordá-lo do transe. — a pequena teve um tempo difícil para não mencionar o nome da loira aguada.
— Eu estava quase conseguindo, mas o príncipe... rei de Wakanda entrou na frente e o tirou de mim. Ele ficou perturbado e acabou me jogando contra os ferros. Eu caí em cima do... do Capitão. — respondeu-lhe, forçando-se a caminhar.
Hanna literalmente apertou o seu peito para fazê-la parar, porque era o lugar que suas mãos lhe alcançavam estando ela de saltos.
Lynna encarou-a com a sobrancelha arqueada.
— O que aconteceu, Lya? — perguntou. — Vocês dois são idiotas apaixonados, o que mudou para que você o tratasse com tanta frieza? — ela travou o maxilar e começou a caminhar, logo após retirar as mãos dela de si. Ela não estava afim de quebrar no meio daqueles dois. Seria humilhante e ela tinha que se manter superior a isso. — Seu pulso! Oh meu Deus, quem fez isso?
Sua linguagem corporal suavizou-se um pouco mais.
— Sabe, Hanna. Americanos são naturalmente arrogantes. — sim, ela disse aquilo para ofender. — Não importa se você salvou o mundo umas duzentas vezes, se você deu a sua vida para salvá-los. Nem se você é uma princesa vinda de outro mundo com uma árvore genealógica incrível. Não. No final do dia, tudo o que importa é que eu tenho o sotaque que herdei de minha avó. O que importa é que eu sou a Pétala Amaldiçoada, parceira do homem que eles me obrigaram a capturar para enjaulá-lo numa caixa de vidro, como se ele fosse uma animal. — ela ergueu o queixo. — Sabia que ele planejava me prender quando a poeira abaixasse? — olhou diretamente para o loiro, que arregalou os olhos. Como se ele não soubesse... — O Secretário Ross colocou um bracelete em meu pulso. Ele me dava choque sempre que eu tentava usar meus poderes. Quando ele me achar, vai fazer questão de que eu tenha uma experiência cruel na cadeia, porque é isso o que pessoas da laia dele fazem.
— Não vai chegar até isso. — ouviu a voz de Rogers e sorriu sarcasticamente.
— Não? — arqueou a sobrancelha. — Você é o Capitão América, Rogers, e não o Capitão Habeas Corpus. Lembre-se disso.
Ele estava prestes a retrucar, quando Sam colocou a cabeça para fora da sala onde eles haviam prendido Bucky.
— Eu adoraria ouvir mais da adorável conversa de vocês, mas ele acordou. — e sua fala foi o que bastou para fazer o sorriso espontâneo voltar à sua face.
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