The Camp Half Of Blood -Interativa

2 Capítulo 01- Sim, eu sou uma meio-sangue


Notas iniciais
YOOOOOOOOOO! De boa na lagoa? suave na nave? All right! Então, saudades? Por que eu estava, ha ha! :v Esse capítulo é só de introdução, apenas alguns aparecem. O próximo (que será brevemente postado) Terá todos os personagens e algumas explicações à mais. Amo vocês!! Se tiverem Twitter, me sigam @AllyciaPayne falarei com todos >w< Ou então me mande uma M.P >.< Alice ---> http://data1.whicdn.com/images/22361157/large.png

Faltavam apenas 5 minutos, malditos 5 minutos para a tão esperada férias de verão. Alguns comemoravam antes do tempo, afinal, que não curte um descanso e sol durante um bom tempo? Infelizmente nossa aula envolvia cálculos algébricos cujo eu nem tentava olhar, evita o contato. Para uma pessoa que sofre TDAH(Transtorno de Déficit de Atenção) já era de costume estar distraída, já que mantinha minha visão ocupada nos ponteiros.

– Não pense que por já estarmos quase de férias, você tem que me ignorar, Srt.Sparks- Escuto à voz rouca do professor Benson. Olhei de imediato, evitando seu suéter laranja desbotado que cheirava à hortelã com café

– Desculpe, senhor – Respondi, fingindo estar interessada

– Então alunos, está aula já acabou. Espero que estudem durante o verão, haverá muitas surpresas quando eu encontrar vocês- Ele olhou diretamente para mim- Entendido? – Assenti como a cabeça, assim como a maioria

Alguns alunos se exaltavam, outros gritavam como se algo de impossível estivesse acontecendo, imaginei em uma chuva de dinheiro como aqueles alunos se sairiam.

– Está preparada para um verão inesquecível? — Escuto à voz de Henry, meu amigo. Você podia jurar que ele devia ter uns 23 anos, mas segundo ele, tinha 17. Henry é moreno, olhos castanhos, cabelo cacheado escuro e um jeito de andar esquisito. Usava calças jeans largas, tênis impecáveis e um gorro cinza.

– Legal, mas por que o inesquecível? – Ele franze à testa, como se tivesse falado algo proibido

– Nada demais, só queria ver você animada. Quer companhia até sua casa? – Ele pergunta, enquanto devorada uma maçã

– Tudo bem – Respondi

Henry parecia ser um maníaco de maçãs, ele sempre comia em grandes quantidades quando eu estava por perto, não sei se é hábito ou ele faz de propósito. Ficamos em silêncio durante algum tempo, até que entramos em uma das ruas mais estranhas de Nova York. Havia alguns bares e pessoas sombrias, perguntei para Henry por que estávamos ali, e ele disse que seria apenas necessário.

– Não fale com nenhuma pessoa e tente não arrumas confusão, ok? Fique aqui, e me espere – Ele me diz, e entra e um dos bares. Não consegui ler o nome, mas era algo como “The Monster” ou coisa do tipo. Consegui ver através do vidro escuro que estava na porta, Henry parecia conversar com alguém. Do lado de fora, alguns me encaravam e tentavam me intimidar, o que me fez ficar com uma pontada de insegurança. Para minha sorte, Henry já estava saindo, com a companhia de alguém.

– Este é Alex Blood- Henry apresentava o maior que estava ao seu lado. Alex era alto, o que me fez calcular que devia ter cerca de 1,90. Usava uma camisa de uma banda de rock, AC/DC, seu era cabelo curto e em um tom alaranjado, parecia ser arrumado todo o tempo. Alex usava calças jeans pretas, e um par de tênis da mesma cor.

– Então é essa é a caloura? – Ele pergunta – Já tem ao menos uma certa suposição de quem é?

– Ainda não. Mas isso é o de menos, precisamos levar ela para o Acampamento, ela ainda corre perigo neste mundo – Henry responde

– Então tá, Aniboy – Alex ri enquanto Henry faz uma expressão de não aprovação

– Então, eu estou aqui, ok? Vocês poderiam me explicar do que estavam falando? – Henry fica tenso enquanto Alex arqueia uma sobrancelha.

– Não temos tempo aqui, novata. Precisamos sair se não quiser ter uma morte trágica e dolorosa- Alex fala

– Ele tem razão, vamos logo. Depois lhe explico tudo

Andamos até uma lanchonete que estava por perto, Alex se queixava de fome. Não demorou muito para que o mesmo aparecesse com hambúrgueres e um copo de refrigerante. Henry estava com um milk-shake de frutas, enquanto eu encarava batatinhas.

– Não vai comer? – Alex pergunta

– Eu odeio batatas-fritas, só quero uma explicação de vocês – Respondi enquanto ele tomava o pote para si

– É uma longa história – Henry começa à falar – Só me prometa que irá acreditar, ok? – Assenti – Existe um Acampamento para pessoas com dons, coisas foras do padrão nos dias de hoje. Você pode achar que é mentira, mas os Deuses Gregos existem. Eles não são mitos ou fora apenas criados para suprir a necessidade de explicar coisas do comum

– Sim, então você só está me dizendo que Deuses existem? – Perguntei com dúvida e um sorriso irônico

– Por favor, você prometeu. Sim, eles existem. E ainda tem o péssimo costume de se envolver com mortais. E dessa relação, nascem os semideuses...- Alex interrompeu com uma risadinha – E bom... Você é uma semideusa, Alice

– Você bebeu? Tipo, isso é impossível. Eu não acredito em deuses e muito menos em que eu possa ser fruto de algum deles, desculpe, mas isso é impossível de se acreditar. De acordo com fatos comprovados pela ciência, é díficil

– Sempre assim. Todos nós sempre reagimos dessa forma – Alex comenta- Você é bem esperta garota, já devo até saber o motivo

– “Nós”? Você é um? – Perguntei

– Sim, garota. Você é, acredite nisso. Eu meio que detesto monstros na minha cola, missões e profecias, mas é legal – Ele bebe um pouco de refrigerante – Ao menos que você tem o péssimo azar de ser filho de um dos 3, é triste o que eles fazem com você – Ele ri. Conclui que Alex não levava as coisas à sério

– Me dê uma prova, somente isso. Então eu acredito que isso tudo é real

– Bom, eu pediria para seu amiguinho aí tirar as calças – Ele dá um sorriso irônico – Essa seria a melhor prova de hoje, conte a ela Aniboy

– Ele tem razão – Ele hesita – Eu sou um sátiro, e vim com a missão de lhe levar em segurança até o Acampamento

– Sátiro? Aquele metade humano e ... – Olhei para Henry, seu olhar pedia que eu não falasse mais nada. Poderia rir dos dois, mas algo em mim me fez que acreditasse que tudo aquilo era real. Era minha verdadeira história

– Devemos ir agora. Você corre perigo, sua missão já está concluída, não é Alex?- Henry questiona

– Sim. Quíron terá novidades o suficiente para jogar milhares de partidas com o Sr.D, sem repetir nenhuma parte – Ele responde

– Então vamos, não irá demorar muito – Henry joga algumas notas de dinheiro no balcão, sem ao menos saber o total. Vai demorar um pouco para chegar em Long Island, já que estamos em Manhattan, tem algum dracma, Alex?

– Acho que tenho alguns, gastei a metade em mensagens de Íris – Ele falou como se fosse óbvio, Henry suspirou – Não, eu não tenho mais

– Ótimo, agora estamos sem meio de transporte – Henry se enfurece

– Ei, o que é aquilo?- Apontei para algo que estranho que se encontrava do outro lado da estrada. Parecia ser algum animal machucado, o que é típico de se encontrar nos dias de hoje

– Parece ser... não, é improvável. Ele devia estar morto agora – Alex comenta

– Mas não está, vamos logo – Henry se anima, de forma que parecia uma criança de 5 anos ganhando um brinquedinho novo. Suspirei e caminhei junto com eles, me surpreendendo logo depois

– Isso não é o que estou pensando, é? – Perguntei enquanto Henry confirmou – Um Pégaso ?

– Não é qualquer Pégaso. Ele pertence ao nosso acampamento – Henry comentou – Ocorreu uma fuga enquanto preparávamos algumas coisas por lá. Quíron ficará contente em saber que Blue está aqui

– Isso é maravilhoso, meu professor de história daria tudo para ver um desse. Eles podem voar até o acampamento, certo? – Perguntei

– Sim, mas só tem um deles- Alex fala

– Acho que não, olhe só – Apontei para outros dois pégasos que estavam por ali

– Green, Red! Pensei que vocês também estivessem mortos – Eles relincharam em sinal de negação

– Então, preparada para conhecer um dos melhores lugares do mundo? – Henry perguntou

– Não se entusiasme assim garota, vocês só vem o lado bom das coisas. Vamos logo, eu não tenho todo tempo do mundo – Alex disse, então percebi que não sabia qual Deus Alex era filho

– “Ares”- Henry sussurrou

Voar em um Pégaso é uma das sensações de liberdade mais inquestionáveis do mundo. É como flutuar e não estar sã o suficiente. Olhei para Henry, que tremia, então me recordei que ele tinha muito, mas muito medo de altura. Alex continuava sério, o que me pareceu estranho, já que ele foi irônico e divertido durante todo aquele tempo. Eu tinha a sensação de que já estávamos voando à muito tempo, mas pelo tempo normal, fazia apenas 20 minutos. Logo os animais diminuíram a velocidade, e começaram à parar levemente, até eu sentir o chão outra vez.

– Chegamos – Henry diz

– Que saudade de casa. Sr.D brigando, profecias malucas e todo tipo de coisa – Alex, em um tom de sarcástico comentou

– Você ficou muito tempo fora? – Pergunto

– Só uns 2 anos. Acredite, melhor tempo da minha vida – Alex comentou enquanto caminhávamos

– Lar, doce, lar!- Henry comentou, enquanto olhei para uma coluna grega antiga, bem semelhante à uma porta

– “Camp Half Of Blood”- Pensei, enquanto caminhávamos ao que seria meu futuro lar. Você pensaria que eu tenho uma família, bom, eu tenho. Meu pai está atualmente na Antártica, tenho uma madrasta rude e 3 irmãozinhos chatos, ruivos e irritantes.

Havia muitas pessoas com camisetas idênticas, de um laranja chamativo. Alguns jovens estavam utilizando uma armadura grega, o que me fez ficar surpresa. O cheiro de morangos era predominante, além de deixar o local com um aroma mais agradável. Sem dúvidas, o mais legal eram o que me parecia chalés. Haviam cerca de 30 delas, em uma organização impecável. Não fiquei muito tempo por ali, já que um grande centauro vira falar conosco.

– Alex! Pensei que você não estivesse tão bem! – Ele exclama com felicidade

– Eu pensei que estivesse em sua cadeira, já que sempre quer causar boa impressão – Ele revira os olhos, enquanto Alex continuava- Posso ir? Eu realmente desejo minha cama agora, se meus meios-irmãos malditos não à destruíram

– Ótimo – Ele responde, então olhou Henry com um olhar que pedia o mesmo que Alex fizera, ele queria sair- Vá também, você merece – Ele responde

– Então, você é um centauro, não é isso? – Pergunto

– Sim. Me chamo Quíron, acho que você me deve conhecer – Olhei assustada. Quíron aparentava ter 40 anos. Barba em grande volume, olhos sérios e escuros, porém contava com um sorriso confiante e esperançoso no rosto

– Você é o mesmo das histórias? – Ele assentiu – Parece que o tempo contribuiu ao seu favor – Ele dá um sorriso

– Você me parece agradável, Alice – Ele falou meu nome, sem ao menos ter me apresentando. Quíron me viu pasma, enquanto apenas suspirou e disse – Pode ser estranho, mas lhe conheço há muito tempo. Costumava ser amigo de alguns entes próximos. Agora venha, deixe-me apresentar o Acampamento. Após algum tempo, fomos até o que me parecia o refeitório. Alex estava lá, junto com algumas pessoas mal-encaradas. Henry também estava, conversando com uma garota. Me aproximei deles.

– Então, está gostando? – Ele pergunta e eu respondo que sim – Está é a Bellatrix, ou Bella – Ele dá seu melhor sorriso

– Olá. Novata, não é?- Ela pergunta. Bella tem olhos esverdeados, o que lhe fazia bonita. Pele extremamente pálida, cabelo claros, em um tom loiro. Parecia ser simpática

– Bom, acho que sim. Isso é meio novo para mim – Respondi insegura

– Ok, todos nós passamos por isso. Você vai entender com o passar do tempo, eu garanto

– Sim, eu espero- Sussurrei bem baixinho

– Hoje é sexta, não é?- Henry pergunta, e Bella assente que sim – Wool hoool! Meu joguinho favorito! Oh yeah! – Ele se anima

– Você deve falar com o Dyllan, do chalé de Hermes. Ele irá lhe acolher durante esse tempo, ao menos que.. – Bella hesita

– Ao menos o quê?-Pergunto

– Ao menos que você tenha a péssima sorte de Luciano – Ela aponta para um garoto – Ele nunca foi reclamado por nenhum Deus, desde que chegou aqui, quando tinha sete anos – Me assustei com a última parte

– Espero que você seja sortuda. Vai precisar, em especial hoje à tarde – Ela comenta

X X X

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.