The Boyfriend

3 Fazer tudo o que você mandar? Espera, o quê?


Notas iniciais
Hey meus amados, tudo bem? Eu demorei né? I'm so sorry, é que meus tios vieram passar o carnaval na minha casa e me obrigaram a comemorar e tals, e meu notebook quebrou de novo. É, de novo. Felizmente eu já arrumei ele *não sei por quanto tempo*.

– Chegamos. — Nico disse parando a moto. Thalia tirou o capacete e olhou ao redor. Estavam num beco escuro e sujo e pararam na frente de um grande galpão velho.

– Onde estamos? — Perguntou, fazendo uma careta e descendo da moto. Nico deu de ombros.

– Onde meus amigos estão. — Ele respondeu. Thalia levantou as sobrancelhas e Nico riu. — Não aqui, dentro do galpão.

Thalia deu de ombros, mas na verdade estava nervosa. Ela sempre teve a intuição de que Nico era drogado, mas nunca parou para pensar sobre seus amigos.

– Vamos lá, eles são legais. — Ele disse começando a andar. Thalia demorou alguns segundos antes de começar a andar atrás do garoto, que já estava alguns passos á frente.

Antes de abrir a portão, Nico parou e esperou a garota chegar perto dele.

– Ah, eu já sei o que você pode me dar em troca desse favor. — Ele disse. — Você vai fazer o que eu mandar, até que eu me canse disso.

E então abriu a porta e começou a andar novamente, deixando Thalia parada ali processando a informação. Quando finalmente caiu a ficha ela começou a correr atrás do garoto.

– Espera Nico! — Chamou. — Como você pode me pedir uma coisa dessas?

– Você disse que faria qualquer coisa que eu quisesse, voilá! — Ele respondeu calmo, então olhou para Thalia e revirou os olhos. — Depois nós falamos disso, se concentre em parecer que me ama.

Thalia bufou, mas fez o que o garoto disse. Nico se virou e pegou delicadamente a mão da garota.

"A mão dele é quente."

Thalia olhou surpresa para a mão que estava segurando a sua e pedindo para que seus dedos se entrelaçassem. Tinham passado praticamente o dia inteiro de mãos dadas e ela não tinha percebido esse detalhe.

– O que foi? — Nico perguntou.

– Nada. — Thalia saiu de seu transe e entrelaçou seus dedos. Nico sorriu para ela e começou a andar novamente, dessa vez lado a lado com a garota.

Ele abriu a porta do galpão e Thalia nao pode deixar de soltar uma exlamação de surpresa.

O interior do galpão não era nada parecido com o que Thalia imaginara. Ela pensara em algo sujo e fedido, mas na verdade era extremamente reconfortante.

As paredes era pintadas de várias cores — azul ali, amarelo aqui, vermelho ali — e cada cor tinham algumas coisas escritas, mas também tinha a parte do galpão que estava cinza-descascado. Tapetes diferentes e de várias cores estavam espalhados por todo o chão, dando um ar divertido ao lugar. Varias mesas estavam encostadas em uma das paredes, nelas haviam pratos, copos, garrafas de bebida e talheres. Também tinham vários sofás, puffs, almofadas gigantes, cadeiras e todos os tipos de assentos diferentes. A iluminação era engraçada, porque cada lâmpada era de uma cor diferente.

Várias pessoas estavam lá dentro — sentadas, de pé, deitadas — e todas falavam muito alto, por causa da música alta que também tocava. Ao contrário do que Thalia imaginara, não tinham apenas garotos ali, várias garotas estavam lá e pareciam extremamente confortáveis ali.

Nico puxou delicadamente Thalia para dentro, fechando a porta logo em seguida, e começou a andar por lá junto com ela. Enquanto andavam — ainda de mãos dadas — muitos olhavam para os dois como se fossem alienígenas, mas ninguém falou absolutamente nada sobre os dois.

Um garoto alto, de cabelos negros e olhos verdes que usava uma jaqueta do time da escola andou até eles, seguido de uma garota de cabelos castanhos e olhos negros que pareciam querer matá-la, o que não combinava nem um pouco com seu sorriso de deboche. O garoto abriu a boca para falar mas suspirou cansado e se virou.

– Dá para alguém abaixar essa porcaria, por favor? — Pediu o jogador e alguém desligou a música que tocava. — Obrigado.

– Hey! — Nico cumprimentou. — Cadê a cerveja? Esse lugar fica tão caído quando eu passo algum tempo fora!

– Cale a boca di Ângelo! — A garota disse, cumprimentando-o com um aperto de mão engraçado.

– O que podemos fazer se você é o encarregado das bebidas? — O outro garoto perguntou, também cumprimentando Nico com o mesmo aperto de mão.

– É claro, aquele troço que você chama de organização, não é? — Nico perguntou revirando os olhos. — E você fez sua parte?

– O entregador deve chegar á qualquer momento com doze caixas de pizza. — O outro respondeu. Nico revirou os olhos mais uma vez.

– Eu estava ocupado e esqueci. — Admitiu. — Ligue para o mercado depois e peça.

– Vamos parar de blá blá blá. — A garota disse. — Vou fazer a pergunta que todos aqui querem saber, Nico: O que a Grace está fazendo aqui?

– Eu a convidei. — Nico deu de ombros. Ela revirou os olhos.

– Por quê? — O menino perguntou antes que a garota batesse em Nico.

– Eu faço isso com todas as minhas namoradas, não faço? — Nico respondeu/perguntou.

– O que quer dizer com isso, Nico? — A garota perguntou, mais interessada.

– Vocês ainda não sabem? — Perguntou o moreno. Os dois fizeram uma expressão confusa. Nico suspirou. — Thalia é minha namorada.

Ficaram parados de choque por um instante, então, de repente, a garota pegou Nico pelos ombros, fazendo-o soltar a mão de Thalia, e balançou-o.

– Que bicho te picou? — Perguntou. — Que macumba ela usou em você?

– Clarisse, me solta! — Nico pediu, mas ela não parou de balançá-lo. — Percy, me ajuda aqui, caramba!

– Clarisse, sacode mais para ver se sai, seja lá o que tenha aí dentro! — O garoto disse, ignorando Nico.

– PARA! — Nico gritou, se soltando das mãos da garota. — Merda, bagunçaram meu cabelo!

– Já estava bagunçado. — Ela resmungou. — Como assim namorando?

– Namorando, tipo namorando. — Nico respondeu. — Existe outro jeito?

– Isso é tão bizarro. — Percy disse. — Tem certeza que eu não estou sonhando.

– Deixa eu ver. — Clarisse disse, então deu um beliscão no pescoço de Percy, que gritou. — Não, você não está sonhando.

– Olha só, Nico, eu sei que você tem namoradas diferentes e tals... — Percy começou. — Mas a Thalia? Sério? Quero dizer, vocês se odeiam!

– Nós também nos odiávamos antes de sermos amigos, Percy. — Nico murmurou. Percy virou o rosto.

– Essa história de novo não! — Clarisse disse, então suspirou, tentando manter a calma. — Eu não acredito nisso.

Thalia se apavorou. As duas primeiras pessoas que eles tentavam conhecer já descobriam de cara? Era tão impossível assim eles se amarem?

– Você falou isso para minhas três namoradas anteriores! — Nico disse. — E eu não vou nem comentar sobre o seu namoro com o Chirs!

Clarisse passou a mão pelos cabelos, respirando pesado. Pelo jeito, ela não gostava de tocar nesse assunto. Suspirou.

– Eu continuo não confiando na garota. — Clarisse disse, então se virou para Thalia. — Seu eu souber que você está enganando Nico, que está fazendo ele sofrer, eu mesma acabo com a tua cara, entendeu?

– Não assuste ela assim desde o primeiro dia, Clary. — Percy disse, mas também tinha um olhar gélido para Thalia. — Nós nem nos apresentamos.

– Deixa que eu faço isso. — Nico se voluntariou. — Thals, esses são Clarisse La Rue e Percy Jackson, meus melhores amigos.

Thalia balançou a cabeça, sem jeito. Não conseguira convencer os melhores amigos de Nico, como iria convencer suas próprias melhores amigas, então?

– Ligue para o mercado, Nico. — Percy disse, saindo de perto deles. Nico pegou o celular e discou um número, então falou bem pouco e desligou.

– Eles já estão trazendo. — Nico disse. Clarisse assentiu e saiu de onde eles estavam também. — Poxa, eu queria que isso fosse um encontro divertido!

– Me desculpe, Nico. — Thalia disse envergonhada.

– Não, me desculpe você, eu não deveria ter te trazido aqui. — Nico murmurou. — Vem, é melhor irmos embora.

Ele pegou a mão de Thalia e a puxou até a porta, mas antes que pudessem sair, Nico sentiu uma mão em seu ombro e se virou.

– Oi Sil. — Nico abraçou a garota.

– Oi. — Ela disse. — Eu ouvi a conversa, só espere um pouco e eles se acostumam!

– É. — Ele concordou sem muita animação.

– Bem vinda Thalia. — Ela disse sorrindo. — Fiquem mais um pouco!

– Acho melhor não, Sil. — Nico respondeu, sorrindo.

– Por favor! — Silena pediu. — Eu não vou deixar ninguém fazer mal á Thalia. E você precisa conversar com Pers e Clary mais calmamente. Vá lá!

Nico sabia que não iria adiantar discutir com Silena e se deu por vencido. Olhou para Thalia.

– Tudo bem, por você? — Perguntou. Thalia sorriu.

– Claro. — Ela respondeu.

Nico deu um selinho na garota e saiu, agardecendo Silena. As duas garotas o viram se afastar entre as pessoas.

– Venha comigo, Thals. — Silena pediu. Thalia quase riu com o apelido repentino. — Quer alguma coisa para beber?

– Não, obrigada. — Thalia respondeu.

Andaram algum tempo em silêncio, mas pelo canto do olho Thalia podia ver o olhar que Silena lançava as pessoas que abriam a boca para debochar de Thalia. Chegava a ser engraçado como garotos grandes podiam calar a boca com o simples olhar daquela garota que parecia ser doce.

– Sabe, fico feliz que Nico arranjou alguém como você. — Silena disse. — Geralmente as namoradas dele são todas chatinhas e sem sal, fazem de tudo para agradá-lo. Você tem atitude, ele precisa de alguém assim. Que, apesar de tudo, proteja ele. Ele está muito acostumado com todos fazendo o que ele quer.

Thalia não sabia o que fazer, então apenas sorriu. Era estranho pensar que estava mentindo para ela.

Notas finais
Gente, eu queria dizer que estou muito feliz com todos os comentários! Fico tão feliz de saber que estão gostando da fanfic! Amo vocês viu? *esqueci de dizer isso nas notas iniciais* Enfim, o que acharam? Sim, mais uma fic minha que a Clarisse é amiga do Nico, mas acho que eles dois seriam bons amigos ^^ Bem, vou indo! Deixem reviews meus pandas dançarinos de ragatanga :3 ~Kisses!