Notas iniciais
Oie, não tenho muitas expectativas pra essa fic, ainda mais por ser um clichê bem clichê gay adolescente. Porém estamos de quarentena e eu tô entendiada e carente. É isso!

Bom o capítulo não tem nada demais, é apenas a apresentação mesmo. Prometo não demorar muito pra atualizar, mas se gostarem curtam/favoritem/comentem pra eu saber que eu não tô escrevendo pra ninguém msm kkkk.

Boa leitura :)

Meu pescoço doía enquanto eu tentava achar uma posição confortável, o que parecia impossível. Finalmente desisti, joguei o livro ao pé da cama e deitei de vez, o que me fez chutar o livro e, consequentemente, derruba-lo da cama.

Bufei audivelmente e levantei, esquecendo por completo o fato que eu não estava mais na minha cama. Quando percebi, já era tarde, senti uma onda de dor tão intensa que me fez grunhir, com certeza ficaria um galo.

– Precisa de ajuda? – Uma cabeça feia e deformada surgiu da cama de cima, com um sorrisinho ainda mais feio e deformado estampado.

– Não, não da sua. Muito obrigado. – Ironizo.

– Como quiser. – Disse recolhendo sua cabeça de volta para a sua cama com o maldito sorrisinho ainda estampado. Não demorou 7 segundos para eu ouvir música extremamente ensurdecedora ecoar pelos seus fones de ouvidos que qualquer pessoa a poucos metros conseguiria ouvir tudo com um pouco de ruído. Não sei como ele ainda não estava surdo.

Bufando, me levantei com mais cuidado dessa vez, me dirigi ao pé da cama e peguei o livro, que agora estava aberto em uma página aleatória e desmarcado. Ótimo.

Quando abro a porta para sair, ele afasta um pouco os seus headphones, assim “liberando” a sua orelha direita para se dar ao trabalho de escutar o mundo exterior.

– Para onde vai? – Pergunta com a cabeça inclinada para trás tentando me visualizar.

A parte mais obscura e horrenda da minha mente pondera sobre como seria se eu inclinasse sua cabeça mais para trás de uma só vez até ouvir um crack, assim calando sua maldita e desprezível boca.

Me repreendo instantaneamente por ter pensado em uma atrocidade dessas e me viro para sair.

– Ler, já que você está assassinando o seu tímpano e atrapalhando o meu momento de paz e silêncio. – E bato a porta.

Fui direto à cozinha atrás de um pano para cobrir os cubos de gelo para botar na região do impacto na minha testa. Tentar, pelo menos, diminuir a intensidade do galo que irá certamente crescer amanhã.

**

Como esperado, um galo cresceu na manhã seguinte. Em frente ao espelho, tentava cobri-lo com meu cabelo. Ele não estava tão grande graças ao gelo, mas uma mancha meio roxa avermelhada ou vermelha arroxeada dava intensidade ao galo. Realmente foi uma feia pancada.

– Quer ajuda? – Perguntou Rowen, com aquele sorriso debochado no rosto.

– Não! – Respondi rispidamente e com certa agressividade. Ele apenas ergueu as mãos em rendição, virou-se deslizando os pés calçados com meias pretas com detalhes azuis no chão e saiu quase que desfilando.

Virei de volta para o espelho para voltar a esconder o galo até que eu percebo que a meia que ele usava se parecia muito com uma minha que sumiu á alguns dias atrás.

Pera, aquela era a minha meia.

– Rowen! – Gritei seu nome com pura fúria, mas ele foi mais rápido e fechou a porta do quarto na minha cara.

Sua risada ecoou pelos corredores.

***

Muitas pessoas podem pensar que eu odeio o Rowen pela forma que eu o trato, mas não é isso, eu não o odeio. Mas eu também não gosto dele.

Digamos que ele me irrita e me cansa profundamente.

Rowen veio morar conosco quando minha mãe e mãe dele se casaram, a uns 3 meses atrás. Mas eu só passei a morar com eles mesmo a umas 2 semanas atrás, já que passei toda as férias de verão com meu pai e minha irmã em New Jersey. Foi ótimo lá, apesar de eu estar nervoso por conviver tanto tempo em uma cidade em que eu não conheço praticamente ninguém e morar com um homem que eu quase nunca vejo nem tenho intimidade.

Mas não foi tão ruim quanto eu pensava que seria. Nós nos aproximamos e passamos vários dias e noites viajando, vendo filmes, jogando jogos de tabuleiro e videogame. Eu, sinceramente, não via a hora de voltar lá.

Especialmente para fugir um pouco daqui, planejava passar o natal lá, apesar de saber que a minha mãe iria implicar sobre isso e achar que odiava a nossa nova família. Eu não odiava, de verdade. Eliza é muito legal e uma ótimo e divertidíssima madrasta, o problema é a peste que ela chama de filho.

Não sei como uma pessoa tão maravilhosa quanto a Sra. Quinn poderia criar um filho tão odiável quanto Rowen.

Minha mãe diz que eu exagero e ele é um bom garoto e não um monstro arrogante quanto eu digo ser. E talvez ele não seja, mas algo nele me afeta, desperta os meus mais intensos sentimentos, e, certamente, não de uma boa forma.

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Notas finais
Espero que tenham gostado, apesar de tá bem sem sal. Nunca consigo iniciar bem fanfics mas ao decorrer vai melhorar, prometo.

Até breve:)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.