The Boy And The Wolf

23 Capítulo XXII - Supernatural


Notas iniciais
Supernatural, Ke$ha
Boa leitura,
almirapevas, a autora rápida ;)

Capítulo XXII — Supernatural

Nicholas abre seus olhos lentamente, sentindo-se um pouco melhor. Ele respira fundo e sente que Joseph não está ao seu lado. Ele se senta na cama e olha para os lados, vendo a porta do quarto aberta. Ele se levanta e anda lentamente até a cozinha, não vendo o maior.

Ele franze o cenho e esfrega os olhos com os dedos. Ele anda até a pequena varanda da sala e olha a dia amanhecer. Ele suspira e observa que o lago está mais cristalino e então avista Joseph na margem do lago, sentado e olhando fixamente para a água clara.

Nicholas caminha lentamente até a porta e desde a escada, sentindo as folhas úmidas em seus pés descalços. Ele anda até Joseph e fica ao lado do maior, que percebe a sua presença e o olha preocupado.

— Vem cá – puxa o menor para perto dele, fazendo-o sentar entre suas pernas. – Você está se sentindo melhor? – Abraça-o e beija seu pescoço.

Nicholas sorri e se acomoda nos braços do rapaz.

— Estou melhor – murmura com um voz rouca e fraca.

Joseph suspira e toca na testa do maior, sentindo que ele estava um pouco quente.

— Você está febril – diz e beija a testa do menor.

Não se preocupe. – Pensa o menor, olhando para o lago.

— Aliás, você nem deveria está aqui fora e descalço. – Fala levemente irritado.

Nicholas dá de ombros e beija o rosto do maior, que cora e olha para o lado. O menor sorri e se aconchega mais. Joseph suspira e observa o menor olhar o horizonte. O rapaz beija o topo da cabeça do menor, que fecha os olhos fortemente.

— Sabe aquela sensação de que você vai perder alguém? – Indaga o maior.

Nicholas assente, já se encolhendo.

— É horrível, eu sei, mas... Toda vez que eu penso na minha mãe triste, acontece alguma coisa. Eu venho para cá para pensar em todas as coisas que podem acontecer. – Murmura e abraça mais o menor. – Eu tenho que admitir que meu maior medo seja perder alguém que eu amo. Perdi minha mãe, ela era carinhosa com todos, sempre me entendia, quando ela morreu, eu fiquei sozinho... Só Violet me entendia, pois eu a acho muito parecida com ela. E antes eu não tinha esse medo, antes desse verão... – Nicholas treme e entrelaça sua mão com a do maior. – Eu tenho medo de perder tudo... Tudo mesmo... – o menor olha para Joseph, que estava olhando fixamente o lago. – Tenho medo de perder você e a prova foi essa madrugada. Nicholas eu me senti tão desesperado, eu fiquei com medo...

Nicholas olha para o maior, sentindo um enorme buraco em seu peito, pois ele sabia do que estava falando. Ele sente o mesmo por ele. Os dois têm o mesmo medo. Nicholas segura o rosto do maior com as mãos e o beija lentamente. O maior fecha os olhos lentamente, sentindo-se incapaz e envergonhado.

Não tenha medo... Eu estou aqui, Joe, sempre vou estar. – Pensa o menor olhando para Joseph, que sorri carinhosamente para o menor.

— Você está com fome? – Pergunta o maior.

Só quero voltar pra cama e dormir com você. – O menor sorri e dá um beijinho nos lábios do maior.

— Posso ficar de conchinha com você? – Sussurra o maior no ouvido do menor.

Nicholas treme e cora. Como uma coisa pode ser tão tentadora na voz daquele homem? Joseph ri e beija o menor, carinhosamente. Nicholas abraça o maior, que sorri e olha para o outro lado do lago, vendo uma leoa negra. Ele suspira e beija o rosto do menor.

— Vamos? – Sussurra novamente. Nicholas treme e assente. Joseph levanta e ajuda o menor, os dois vão de mãos dadas até a cabana.

Ava os observa e parece sorri, sabendo que Ayla fez uma ótima escolha para o Protetor. Ela sente alguém a seu lado e vê Micaela, em forma de chacal.

Violet me contou como foi a conversa com Kellan. – Micaela pensa e olha para a leoa negra.

Ava suspira e fica sentada, olhando fixamente para o lago.

Eu sei, fui eu que pedi para ela fazer aquilo. – Admite, fazendo a chacal arregalar os olhos. – Sinto-me culpada por convencê-la a fazer algo... Que ela odeia tanto.

Ava não precisa ficar assim. Você tem que colocar moral neles, só porque a líder-mor das montanhas está desaparecida desde os primórdios isso não quer dizer que você não saiba governar. – Micaela diz e fica encarando a líder das leoas.

Tenho que conversar com Michael, ele é o único que vai me entender. – Ela se levanta. –Preciso dele.

Micaela observa Ava andar lentamente para fora do escudo e seguir em direção as montanhas. A chacal olha para a cabana, sabendo que Joseph e Nicholas voltaram a dormir. Ela suspira e vira, seguindo para a floresta.

***

Joseph está cozinhando o almoço enquanto Nicholas está sentado no sofá, assistindo televisão e enrolado num cobertor, já que estava um pouco frio. Joseph observa Nicholas e sorri quando vê que ele está assistindo a desenhos.

— Bem, o almoço já tá saindo – avisa, tirando a atenção do jovem da TV.

Qual o cardápio de hoje? – Pergunta o menor, olhando com os olhos azuis vazios para o maior.

— Estrogonofe de carne e macarrão, com suco de laranja. – Diz e desliga o forno quando a comida chega ao ponto, ele limpa as mãos no pano e caminha até o sofá, sentando-se ao lado do menor. – Então, quer comer agora?

Descansa um pouco, você está cansado por causa de hoje de madrugada. – Pensa o menor dando um beijo no rosto dele.

Joseph sorri de lado e direciona seus olhos castanhos para o jovem.

— Já tive noites piores, Nicholas, não me sinto cansado, além do mais, no inverno vou dormir pacas na caverna que tenho perto das montanhas. – Diz passando o braço pelo ombro do menor, puxando-o mais para perto.

— Você diz isso como se fosse a coisa mais natural do mundo – murmura o menor.

— E é – Joseph beija os lábios de Nicholas e sorri. – Então, você quer comer?

Nicholas morde o lábio e beija os do maior, que agarra os cabelos do menor. Nicholas deixa a língua de Joseph passear pela sua boca, provocando-lhe leves arrepios. Joseph os separa, sabendo onde aquilo iria chegar.

— Primeiro: comida, depois: eu, por favor. – Sussurra provocadoramente no ouvido do menor, que cora e olha para o lado, fazendo o rapaz rir.

Eu já disse que você usa sentidos muito chulos nas suas frases? – Pensa, ficando mais vermelho.

— Tá, convenhamos; agora uso sentindo e palavras chulas e pejorativas. Nicholas, você é tão inocente – debocha.

Nicholas olha para Joseph com os olhos arregalados e levanta uma sobrancelha.

— Você não queria comer? – Indaga o menor, sério.

Joseph ri e ataca a boca do menor, que tenta resistir, mas sabia que aquilo era maior que ele. Joseph o puxa para frente, deitando-os no sofá. Suas línguas começam a dançar. A mão de Joseph passa pelo corpo do menor, apertando-lhe a bunda, fazendo-o arfar. Os dois se afastam, corados e ofegantes. Joseph tira uma mecha de cabelo do rosto de Nicholas e eles voltam a se beijar.

A mão de Nicholas passeia pelo corpo do maior, descendo até o membro do rapaz, que dá um gemido gutural. Joseph tira a blusa do menor rapidamente e volta a beijá-lo. Nicholas continua a mexer no membro do rapaz, que não agüenta e joga a cabeça para trás. Nicholas beija o pescoço dele, mordisca e chupa, abrindo a calça do maior e abaixando-a. Joseph agarra os cabelos do menor quando sente a mão fria dele masturbando-o.

— Hmm, Nicholas... – geme.

Nicholas volta a beijar o maior e o masturba mais rápido. Joseph agarra os cabelos do menor e aperta-lhe novamente a bunda do menor, fazendo-o rebolar. Nicholas desce, indo em direção ao membro do maior. Ele o coloca na boca, chupando-o e olha para o maior, que joga a cabeça para trás e geme. Nicholas continua a chupá-lo, fazendo-o tremer e gemer.

Joseph segura os cabelos do menor, ajudando-o a movimentar.

— Ah, Nicholas... – geme alto.

O menor começa a ir mais rápido, fazendo o maior tremer e gemer alto com o forte orgasmo. Joseph senta e puxa Nicholas para seu colo, beijando-o. Os dois se agarram e Joseph abre a calça do menor, sentindo o membro já duro dele. Nicholas geme ao sentir a mão do maior nele, masturbando.

— Joseph... – geme o menor.

Joseph continua masturbando-o até ele tremer e gozar nas mãos do maior. Nicholas beija o maior, cansado, e tira-lhe a camisa. Joseph agarra os cabelos do menor, aprofundando o beijo e o êxtase em que os dois estavam.

— Joseph, eu estou sentindo cheiro de... Opa... – a voz de Micaela enche o local.

Os dois param. Joseph olha para Micaela, petrificado e Nicholas esconde o rosto.

Acho que estou atrapalhando algo. – Diz já sentindo as bochechas olivas coradas.

— Você só tem uma leve intuição né? – Ironiza Joseph.

Micaela se vira, envergonhada.

— Claro... – diz sarcasticamente.

Nicholas se ajeita e veste a blusa dele, saindo de cima do colo de Joseph. O maior bota seu membro para dentro da calça e pega a blusa, vestindo-a. Nicholas vai ligeiramente para o banheiro e Joseph fica na sala com Micaela.

— Vai lavar a mão não? – Pergunta Micaela.

— Sabe bater na porta não? – Rebate ironicamente.

— Ah, como eu posso imaginar que vocês dois estavam... – ela olha em volta e fixa o olhar em Joseph -... Se agarrando?

— Ah, como eu posso imaginar que você pode aparecer do nada na minha casa? – Ataca.

Micaela fecha a cara e fica fuzilando Joseph com o olhar, que não se abate e vai para a cozinha lavar as mãos. Nicholas volta do banheiro, levemente corado, e vai para a cozinha. Micaela suspira e se abana.

— Tá quente aqui – reclama, indo para a cozinha.

— Acho que é por causa do verão – Joseph rebate.

Micaela bate na cabeça de Joseph, que passa a mão para amenizar a dor. Micaela balança a cabeça e ajeita o casaco jeans surrado e a blusa branca com listras negras. Nicholas analisa a chacal mais uma vez.

Ela é bonita. – Pensa para Joseph.

— Todas são. – Joseph responde em voz alta.

— O quê? – Pergunta ela mexendo no cabelo castanho ondulado.

— Nicholas te elogiou, uma coisa rara né? – Joseph pega os pratos e coloca-os na mesa.

— Hahaha, muito engraçado você, quer um CD de pop? – Brinca.

— Não gaste seu dinheiro. – Ironiza e pegas os talheres.

Nicholas levanta as sobrancelhas e olha para Micaela, que pisca e sorri para o menor. Joseph ri e beija o rosto do menor.

— Somos assim desde pequenos, não se preocupe, a ironia do chacal é pior do que a do lobo. – Ele dá um sorriso forçado para Micaela.

— Também te amo – ela devolve o sorriso.

Nicholas suspira e franze o cenho, sabendo que seria difícil do chacal tirar o que viu poucos minutos atrás.

***

A Madre mexia em sua comida, sem ter fome alguma. Ela dá um suspiro triste e olha para o lado, vendo Renata – em forma de raposa – dormir tranquilamente. A porta se abre e ela vê Carl, ele entra e se senta na poltrona que tem a frente da mesa dela.

— Então Carl, o que me traz? – Pergunta desanimada.

— Nada – diz preocupado com o estado de espírito da Madre.

— Ah, meu filho, como posso saber se está tudo bem sem ter notícias? – Fala numa voz fina.

Ele suspira e dá de ombros, então olha para Renata, que está com as orelhas levantas – prestando atenção na conversa. Ele respira fundo e volta a olhar para a Madre.

Olívia, eu estava pensando: por que você não se revela? – Pergunta numa voz baixa e rouca.

A Madre o olha, surpresa, ela suspira e balança a cabeça, olhando para Renata – que sabia do que estavam falando.

— Vai por mim meu filho, não gosto do modo que as montanhas me castigaram. – Diz ela, com a voz baixa e cautelosa.

— Brutus está fazendo tudo isso por causa...

— Porque ele é um ser desnaturado, Carl. – A voz de Renata enche o recinto.

Ela está fuzilando com os olhos o Hunter, na forma humana. Carl suspira e fica encarando a raposa enfurecida.

— Você sabe do que estou falando – Carl encara a raposa.

— Sim, sei plenamente do que você está falando, mas nunca mais discutimos isso neste recinto, nem Ava fala disso mais. Então é melhor você ficar calado e pode entrar Kurt. – Ela olha para a porta e a abre com a mente, mostrando o Hunter mais novo ouvindo a conversa.

Carl olha para o irmão e respira fundo. Kurt olha para o lado e diz:

— Bart tá chamando você Carl.

— Já estou indo – ele se levanta da poltrona e olha para a Madre, com um sorriso calmo e gentil. – Podemos falar de outra coisa mais tarde – e olha mortalmente para Renata, que devolve o olhar.

Os Hunters saem da sala. Renata suspira, irritada, e olha para a Madre que a olhava.

— Kurt pode ter 22 anos, mas não confio nele. Ele atirou em Joseph. – Diz ela irritada.

— E você de novo com a história que Kurt atirou em Joseph. – A Madre balança a cabeça e suspira.

Renata relaxa um pouco. Lembrei-me que Joseph apagou a memória delas, por quê? Pergunta-se. Ele poderia ter sido mais gentil em não apagar. Levanta sobrancelha e suspira, imersa em pensamentos desnecessários.

Notas finais
Gostaram? Reviews?
Bem, foi rápido, porque o limite tá acabando da internet...
Até mais,
almirapevas =3