The Boy And The Wolf

20 Capítulo XIX – House Of Wolves


Notas iniciais
Oi, galerinha, eu sei, eu sei, mas que tenho que fazer vocês felizes, então estou postando aqui. Bem, espero que gostem, vamos ter flashback hoje e a música de hoje é House Of Wolves, do My Chemical Romance (a banda, que mesmo eles terem acabado, que eu mais amo no mundo inteiro).
Boa leitura,
almirapevas =)

Capítulo XIX – House Of Wolves

Kellan jogava baralho com Melanie. Carol brincava com Lia nas árvores, as duas sempre riam quando chegavam ao topo. James e Jade conversavam cautelosamente – sempre começando uma discussão, mas terminando-a assim que sentiam Brutus.

Vanessa olha para o pai, que está olhando a Lua Nova.

— Não entendo seus enigmas de luas. – Murmura, seguindo o olhar do pai.

— Sua tia gostava das luas, todas às vezes ela sentava no topo das montanhas e ficava apreciando algo bom. Ela uivava também, chamando alguém... – ele para de falar e abaixa os olhos escarlates, sempre reservados e frios. – Aliás, vocês deveriam estar dormindo! – Urra, sentindo o olhar dos filhos.

— Nem começou a noite, pai – Melanie reclama.

— Será que eu tenho que forçar vocês a dormirem? – Diz ameaçadoramente.

Todos olham para o mais velho e se retiram, indo para dentro de uma caverna. Ele fica ali, olhando para os filhos rebeldes depois devia seu olhar para a lua...

Quinhentos anos trás...

— Mamãe sempre disse o que temos que ser quando assumirmos o poder das montanhas.Ayla murmura, olhando para a Lua Cheia.

Brutus olha para a irmã com os olhos verde musgo e cabelos brancos. Ayla devolve o olhar para o irmão e sorri gentilmente.

— Brutus, você gosta de ser humano? – Indaga.

Brutus se sente levemente ofendido, porém sorrir e balança a cabeça, negando. — Nascemos lobos, Ayla, está óbvio que não gosto de ser humano.

— Eu gosto de ser humana, no dia que o Protetor da Humanidade vier a Terra, eu espero que ele transforme meus filhos em humanos, não gosto da ideia de tê-los lobos para sempre. – Ayla volta a olhar para a lua, sentindo a energia de Brutus mudar.

— Você já vai se casar – murmura o mais novo.

— Sim, papai disse que é a melhor coisa. Jonathan é um lobo muito bom, é de família nobre, que nem a gente. – Ela sorri bobamente e olha para o irmão. – Eu gosto dele, nas poucas vezes que nos encontramos ele se pareceu interessar por mim, no meu jeito de falar e olhar... – ela suspira apaixonadamente e ri.

— Quem não se apaixona por você, Ayla – brinca.

— As montanhas – ela sussurra e olha novamente para a lua. – Sinto que quando eu tiver meu primeiro filho, a montanha vai lhe dar ou a Força ou a Chave do Ar. De um jeito ou de outro, vou chamá-lo de Aro. – Ela sorri sonhadora.

Brutus suspira um pouco enciumado. Ele amava a irmã, mas de um jeito que nem ele sabia se era por ser sua irmã ou por querer que ela cassasse com ele. Casamento entre irmãos era comum no meio da matilha.

Uma brisa passa por eles, fazendo Ayla fechar os olhos e desejar algo. Brutus admira como os elementos envolvem sua irmã tão bela e magnificamente. Ele tem que ser minha. Pensa possessivamente. Ayla rapidamente abre os olhos e olha para o irmão, com um ódio contido.

— Não ouse fazer nada Brutus, ou te jogarei na Escuridão.

A ameaça é verdadeira – uma coisa que sua irmã fazia raramente, porém era a primeira vez com ele. O mais novo a olha, com os olhos arregalados e a respiração lenta. A mais velha suspira e sua expressão calma, gentil e carinhosa volta, traçando um sorriso caloroso em seus lábios.

— Irmão – ela acaricia a pele aveludada dele –, você tem que aprender que só porque sou sua gêmea eu tenho que fazer parte de você à vida toda. Temos que seguir nossas vidas. – Ela beija o rosto do irmão e se levanta. – Vamos, papai está nos esperando com Ava. – Ela sorri e estende a mão para o irmão, que pega sem hesitação e os dois seguem montanha abaixo...

***

Jonathan abre os olhos num rompante. Ele os esfrega e se senta na não-aconchegante cama, ele olha para os lados e vê Violet olhando a Lua Nova – como Ayla fazia. Ele sorri e se levanta, indo em direção a filha.

— Era para você está dormindo – senta-se ao lado da garota de olhos violeta.

— Mamãe me disse que essa lua é especial para ela. – Diz ela numa voz baixa e aveludada.

— A lua do nosso casamento. – Jonathan sorri ao se lembrar da maravilhosa mulher de olhos esmeralda vestida de branco e detalhes verdes. – Nunca sentir tanto conforto naquela noite.

— Mamãe sabia impressionar o senhor – ela sorri infantilmente.

— Sua mãe sabe me impressionar. – Eles riem ao se lembrar do Protetor. – Por que ela escolheu Nicholas?

Violet congela e engole em seco, sabendo que não podia contar nada para o pai.

— Foi apenas intuição dela. Mamãe sabe fazer ótimas escolhas – fala cautelosamente. – Ela sentiu a energia forte que aquele garoto transmite para nós. Você já sentiu essa energia? – Indaga, com um jeito que parecia de Ayla.

Jonathan suspira e assente, retomando aquele sentimento de já ter visto aqueles olhos tão azuis que o jovem tem. Ele morde o lábio e abraça a filha.

— Espero que ele proteja meu filho de coração. – Murmura para a filha e os dois olham para a Lua Nova, escondida por trás das nuvens, mas que tinha um brilho especial aos olhos deles.

***

Jonathan não é seu verdadeiro pai, Joseph... Seu verdadeiro pai está morto... Seu pai o matou... Ele matou sua mãe... Joseph abre os olhos num rompante, sentiu seu corpo suado e a respiração trôpega.

Nicholas rola na cama e olha para o maior, com curiosidade.

— Odeio ter lembranças, só isso – diz ofegante.

Nicholas se levanta da cama e sai do quarto. Joseph respira fundo, sentando-se na cama e, em seguida, levantando-se e indo em direção ao banheiro. Ele molha seu rosto suado e o seca, passando a toalha pela sua nuca e braços. Nicholas volta com um copo de água e fica parado na porta do banheiro.

Joseph sorri e se vira, pegando o copo das mãos delicadas do amado.

— Obrigado – agradece e beija a testa do menor, que fecha os olhos e suspira.

O rapaz toma toda a água e entrega para o menor, que – mecanicamente – sai do quarto. Ele suspira e volta para a cama, deitando-se e olhando para o teto. Ele sente o colchão afundar um pouco e a cabeça de Nicholas está em seu peito. Ele acaricia os cabelos castanhos e macios do menor, fazendo-o voltar a dormir e relembrar a morte de Elisabeth e de seus pais.

Seu cenho franze, mas depois ele se acalma, lembrando-se do dia que os dois se beijaram. Joseph sorri carinhosamente e tenta fechar os olhos, mas os olhos vermelhos de Brutus insistem em o olhar. Seus olhos castanhos direcionam-se para o teto e suas pálpebras foram pesando, até fechá-las e dormir profundamente.

***

Renata para e olha em volta, sentindo suas companheiras atrás dela e a presença dos aliados. Micaela aparece junto aos outros chacais. Os demais canídeos chegam, os líderes estavam sério e os olhos escarlates apreensivos.

Ava chega com os felinos atrás dela. Todos se entreolharam, num misto de tensão e fúria. Ava bufa e se centraliza, tocando com firmeza suas patas no chão. Ela olha para cada aliado.

Eu sei – pronuncia-se, urgente e autoritária –, estamos todos estupefatos com o ocorrido, no entanto, peço-lhes que sejam cautelosos e não caiam nos truques de Brutus, por favor, pelas montanhas.

Juramos solenemente, grande leoa negra denominada Ava. – Todos prometem, olhando para a felina.

Podem ir, que as montanhas os protejam. – Pensa e se vira, indo para a direção das montanhas. Os felinos a seguem.

Renata bufa e segue de volta para o orfanato.

Notas finais
Gostaram? Reviews? Bem, eu acho que amanhã tem mais (se a internet não acabar kkkkkkkkk) Sério '-' kkkkk
Até mais,
almirapevas =3