The Boy And The Wolf
3 Capítulo II – The Boy...
Notas iniciais
Bem, obrigada pelos reviews, amei rever algumas leitoras. Eu realmente estava com saudade de vocês, meus amores. Então é isso, espero que gostem.
Boa leitura,
almirapevas =3
Capítulo II – The Boy...
Nicholas está admirando a floresta enquanto todos brincam na neve fofa. Para um garoto de quinze anos, ele é reservado e frio. Não fala muito com as pessoas, por causa da sua aversão a elas. Ele prefere ficar no lado de fora lendo um livro a ficar perto dos órfãos.
Imagens daquele dia passam por sua cabeça. Fora tão rápido. Seus pais e irmão mais velho estavam rindo e ele também por causa da “grande viagem” que tinham feito então um caminhão veio e bateu no carro. O irmão de Nicholas o protegeu de um impacto e fora assim que ele morreu. O carro capotou e rolou morro abaixo. Nicholas foi encontrado pelos paramédicos abraçado com o irmão e chorando – só tinha seis anos de idade. Depois disso, ele nunca mais falou sequer sorriu.
Nicholas nunca se sentiu confortável dentro do orfanato. Os casais sempre o escolhia, mas ele nunca se sentiria melhor com outra família, ele queria a sua. Ele desvia o olhar da floresta para os órfãos que brincavam com a neve. O grupo da garota loura estava brincando. Ele franze o cenho e sempre se perguntava por que eles o chamavam – e a todos do grupo – de “Nick-chan”, sendo que nem estavam no Japão. Eles estavam no Canadá, numa cidade pequena e perto da floresta.
Ele suspira e volta a admirar a floresta. Por que as pessoas a acham perigosa? Ele não vê nada de diferente nela, mas... Algo dentro dele diz que é para ele procurar algo naquela floresta – por isso que ele ajudou o garotinho –, porém, não sabia o que era. Ele continuou a olhar e alguém se aproximou dele.
Ele levanta seu olhar e encara a mentora de olhos verdes e cabelos ruivos.
— Posso me sentar a seu lado? – Pergunta gentilmente.
Ele dá de ombros e desvia o olhar. Renata senta ao lado do jovem e o analisa.
— Como você conseguiu encontrar o caminho de volta? – Joga.
Nicholas olha para a mentora e dá de ombros. Ela o encara e suspira. Não usar os poderes nele. Pensa tentando se acalmar. Renata pode ter um semblante gentil, calmo e delicado, mas seus poderes a deixam apreensiva, séria e perigosa. Para uma raposa negra, ela é a pessoa ideal para cuidar de crianças em um orfanato.
— É sério Nicholas, fale, não tem problema. Não vai acontecer nada – fala com cautela.
Nicholas continua a encarar a mentora e morde a língua, forçando-se a não proferir algo. Renata suspira impacientemente e escuta um galho quebrar na floresta. Ela rapidamente se levanta e fica encarando a floresta, liberando seu poder.
Nicholas franze o cenho e olha para a floresta. Seu pulso esquerdo começa a coçar sob a blusa de manga cumprida azul e o casaco marrom para o inverno pesado nessa cidade. Ele ignora e olha para a mentora, que relaxa e suspira. Ela olha para o jovem gentilmente e sorri.
— Se quiser conversar, pode ir ao meu quarto, Nicholas. – Fala numa voz calma.
Nicholas observa a mentora se distanciar e suspira, olhando para o orfanato. Ele tinha características medievais, com tijolos marrons e janelas com arcos. Tinha uma entrada bonita e um pátio que dava para todas as crianças brincarem e estudar. Um pouco longe do pátio tinha uma torre com um sino, que batia todas as noites como se fosse um toque de recolher. Tudo no orfanato era lindo e calmo, mas Nicholas nunca sentia esse conforto aqui. Em suma, o lugar não era o predileto do garoto de olhos azuis vazios.
Ele escuta mais uma vez um galho quebrar e olha para a floresta, sua visão detecta um vulto em meio às árvores. Ele se levanta e franze o cenho, achando aquilo estranho, pois saberia que não havia animais naquela floresta. O vulto passa de novo e ele fica impassível. Ele olha para os órfãos, vendo que ninguém estava o olhando e dá um passo em direção a floresta.
Ele adentra a floresta e olha para os lados, sentindo que não deveria está ali. Ele se vira, tendo uma surpresa. Não vê mais o caminho para o orfanato. Franze o cenho e olha em volta, estranhando o que estava acontecendo. Ele dá um passo para trás e ele pisa num galho.
Algo se movimenta entre os arbustos, seu semblante ainda continua impassível. Ele suspira e caminha pela floresta, mesmo sabendo que se perderia em algum momento. Ele caminha por horas, então ele percebe que já passara por ali. Ele franze o cenho e olha em volta, suspirando e se preocupando.
Ele olha para o céu, que está escurecendo e suspira. Não era para ele está aqui, então ele fica ali na esperança que alguém o procure. Ele escuta mais uma vez os arbustos se moverem e treme com a brisa fria que passou por ele. A temperatura da floresta cai drasticamente e Nicholas sente sua pele queimar com o frio. Ele esfrega as mãos, embrulhadas com a luva de couro, e assopra. Já percebeu que fumaça saia de sua boca e nariz.
O vulto passa de novo por ele. Um medo cresce no peito de Nicholas, que permanece impassível. Ele deveria sair dali, então ele começa a correr para longe dali – tendo ciência que estava sendo perseguido. Ele corre por entre as árvores e trilhas de neve, ele observa que tem patas de lobo por todos os cantos e logo se lembra da lenda do lobo solitário que perdeu a mãe.
Perdido em seus devaneios, Nicholas tropeça em um galho e cai na neve. Ele se vira e tenta levantar, mas seu tornozelo estava preso no galho, ele força mais um pouco, então ele ouve um uivo. Ele está ofegante e agora demonstra medo – o medo que jamais sentiu depois do acidente. Então a floresta fica escura e com um poder sombrio.
Em meio à densa neblina que se formou, ele viu algo se movimentar por ela. Era preto e tinha olhos vermelhos, então a coisa tomou forma e o lobo negro apareceu para o jovem de olhos azuis vazios. O lobo negro encarou o jovem com seus olhos escarlates e rosnou selvagemmente, a uma distância de cinco metros dele.
Nicholas tremeu e forçou mais um pouco seu tornozelo, mas não conseguiu se soltar. O lobo uiva e então corre para atacar ao garoto. Nicholas arregala os olhos, sem esperança e com aquele gosto de querer morrer. Seu pulso esquerdo arde, fazendo com que o jovem sinta uma dor e então acontece algo que ele nunca imaginou acontecer de novo. Algo o salva.
Notas finais
almirapevas =3
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