The Boy And The Wolf
40 Capítulo XXXIX – Search and Destroy (Parte 02)
Notas iniciais
Capítulo XXXIX – Search and Destroy (Parte 02)
“... To start”
— Ah, como eu gosto desse olhar... Nicholas – murmura sorrindo maliciosamente.
Nicholas bufa e limpa o resto de sangue. Uma borboleta pousa no ferimento e ele é completamente curado.
— Tenho que dizer que vim com algumas artinhas – ele continua a olhar friamente para o mais velho.
Joseph estava de olhos arregalados, surpreso com a aparição de Nicholas. Kellan sorri e olha para Olívia, que encarava Nicholas assustada. Ava rosna e se defende, transformando-se em leoa.
— Nicholas, você sempre me impressionou – Vladimir ergue a espada, tocando a ponta no pescoço do jovem de olhos azuis vazios.
— Sério Vladimir? Vou te impressionar mais. – Nicholas sorri gentilmente.
Vladimir ouve o urro de dor de vários companheiros, ele se vira olhando cada caído no chão, eletrocutado, acabando a batalha. Ele arregala os olhos e se vira e se depara com um Nicholas em pé e com a espada erguida, apontando para o pescoço de Vladimir.
— Bu! – Brinca, fazendo o mais velho cair no chão, tremendo de medo. – No final das contas, você é o fraco, Vladimir. – Fala numa voz gentil. – Porém não vai ser eu que irá te matar – murmura e direciona o olhar para Genpachi, que já se aproximava. – Genpachi, tenha a honra ou passarei para Brutus.
Genpachi sorri e assente, pegando a espada de Nicholas e erguendo-a.
— Até nunca mais, velhote – murmura o velho e corta a cabeça de Vladimir, que rola pelo chão úmido, espalhando sangue para todo o lado.
Todos se reúnem perto do corpo de Vladimir. Carol chega correndo junto com as aves. Os Hunters olham para o corpo de Vladimir e se entreolham.
— Isso quer dizer que estamos livres? – Indaga Kurt.
Carl sorri e assente, tocando no ombro do mais novo. Bart suspira aliviado e se senta no chão, enfiando a espada na terra úmida.
— Não agüentava mais – brinca e olha para Nicholas, que encarava Vladimir friamente. – Nicholas você está bem? – Indaga o mais velho dos Hunters.
Kellan engole em seco e vai para perto do jovem.
— Nicholas, uma borboleta foi morta no caminho – murmura o rapaz de cabelos longos.
A Borboleta do Sorriso.— Pensa ele, tristemente.
Joseph escuta e toca no ombro de Nicholas, que treme e se encolhe. Uma lágrima escorre pelo seu rosto e ele se vira para Joseph, que o olhava atentamente. O jovem abraça forte o amado e afunda sua cabeça no peito dele. Joseph dá o seu maior sorriso e abraça o menor, com muita saudade dele.
Todos se entreolham e se abraçam, comemorando a vitória. Alguns choram e sorriem. Renata olha para seu Clã e dá um abraço mental, já que não gostava de abraços. Ela sente braços a sua volta e sente o conforto de Carl (n/a: podemos shippar, não podemos?). James e Jade continuam abraçados, tornando-se visíveis. Melanie e Vanessa se juntam a esse abraço e logo Lia e Carol também. Kellan sorri e olha para Brutus, que encarava aquilo tudo. O mais novo tem a audácia de abraçar o pai, que franze o cenho e bufa, acariciando um pouco os cabelos do filho.
— Desculpe-me, novamente, pai. – Murmura.
— Ah, foda-se, uma hora outra eu tenho que fazer isso – fala mal-humorado, como sempre.
Kellan sorri e olha de soslaio para Nicholas, que ainda abraçava Joseph. Eles estavam com saudades um do outro. Ele pensa e fecha os olhos, ainda sorrindo. Elena abraça Ethan, eles sabiam que tudo tinham acabado. Angus suspira aliviado e abraça Aro e Forbes. Violet ri e abraça o pai, que sorri olhando para os filhos.
— Vocês fizeram um bom trabalho – afirma, olhando orgulhosamente para os filhos.
— Somos filhos de Jonathan e Ayla, é óbvio que vamos fazer um bom trabalho – rebate Elena, olhando para o pai.
Jonathan sorri e olha para o casal. Meu filho de sangue e meu filho de coração. Pensa, fazendo Violet sorri e se afunda mais no peito do pai.
Nicholas se afasta um pouco de Joseph, que sorria. O maior limpa as lágrimas do menor com os nós dos dedos e beija sua testa. Nicholas franze o cenho e olha para o rapaz.
— Ainda não acabou o solstício... Tenho que fazer minha decisão... – Nicholas se sente fraco, cambaleando, Joseph o segura.
— Eu sei não se esforce. – Fala o maior, sorrindo para o menor.
— Você não está triste por eu não sorri pra você? – Pergunta o menor, com uma voz fraca.
Joseph balança a cabeça e beija a bochecha do amado.
— Pelo contrário – sussurra em seu ouvido, fazendo-o arrepiar-se –, estou feliz por ter você em meus braços novamente.
— Mas eu... Você deveria ficar com raiva de mim, Joseph – fala infantilmente.
Joseph balança a cabeça e olha nos olhos de Nicholas.
— O que importa é que você está aqui, mesmo que você tenha fingindo morrer, não estou com raiva. Eu sabia que alguma coisa estava errada, mas eu decidi confiar nas borboletas – declara, tocando no queixo do menor.
— Então você confiou em mim – Nicholas tenta sorri, mas não consegue. – Você confiou na minha alma... – Ele sente uma pontada em seu peito, rapidamente toca percebendo que tinha um pouco de sangue e desmaia.
— Nicholas! – Grita Joseph.
***
— Uma pessoa me procurou pra poder ressuscitar Nicholas e eu aceitei. Desde então eu fiz de tudo pra recuperar as borboletas azuis. Capa Preta não era o Nicholas, não era o corpo do Nicholas. – Kellan explica e fica olhando para os indivíduos que se encontravam na pequena sala da cabana.
— Capa Preta... – murmura Ava. – Já ouvi casos com esse nome.
— Sim, eu sei – Kellan encarava a sub-líder.
Ava estreita os olhos e suspira, olhando para Olívia.
— E qual é a verdadeira identidade desse tal Capa Preta? – Pergunta Jonathan.
Kellan morde o lábio e se acomoda mais no sofá, cruzando as pernas. Ele olha para o chão. Ele sabia que não podia contar, mas era necessário. Era melhor. Ele olha para Brutus e sorri.
— Era apenas uma alma que caminhava por aí. Elas são chamadas de Espíritos da Montanha, são como os Anjos em várias culturas humanas. Elas descem das montanhas para poder recuperar algo que estava faltando, por isso as várias borboletas azuis. Essas eram apenas fragmentos da alma de Nicholas, memórias, emoções, sensações, poderes, tudo. O Espírito coletava essas borboletas, fazendo-as pousarem em qualquer parte de seu corpo para poder sugar o fragmento, assim transferindo-o para o corpo de Nicholas. Tanto que naquela hora que eu “fugir” da batalha foi para ajudar esse Espírito a retirar o corpo de Nicholas do túmulo, foi meio difícil, mas não demorou muito. Então o Espírito entrou no corpo de Nicholas, dando-lhe tudo e ele ressuscitou. Porém eu sabia que faltava uma borboleta e descobri que ela foi morta por um dos inimigos – ele pausa e suspira. – Acho que Nicholas não vai mais sorri, era um fragmento de alma. – Ele olha diretamente para Joseph.
Ele observa o primo ficar cabisbaixo e suspira. Kellan sabia que aquilo era pesado demais para Joseph.
— Não se preocupe – murmura Micaela, tocando no ombro do amigo.
Joseph encara o vazio. Ele... Não vai mais sorrir... Ele se martiriza por isso. Não era culpa dele, mas parecia ser. Micaela suspira e olha para Kellan, que sabia qual era a dor. O sorriso do Nicholas era a única coisa que nos fazia superar qualquer coisa... Pensa Kellan, se sentido mais culpado do que nunca. Foi ele que matou Nicholas... Ele se deixou levar pela escuridão. Kellan balança a cabeça. O Espírito me disse para não me martirizar com isso. Tenta.
Jonathan suspira e vai para perto de Joseph.
— Vamos conseguir fazer Nicholas sorrir, Joseph. Você sempre consegue não se lembra?
Joseph olha para a cozinha e se lembra da vez que o fez rir. Uma risada melódica, rouca e suave. Ele sorri bobamente. Tudo que eles passaram juntos na cabana foi mágico, lindo e caloroso. Ele que fez Nicholas falar, sorri e rir. E tudo o que Nicholas fez foi... Apenas mostrar o que era amor. Joseph tira seu sorriso bobo na cara, para que ninguém percebesse e assente aceitando o desafio.
— O que me deixa mais intrigada é: por que o Nicholas morreu? – Violet encara o pai, que apenas sorri.
— Foi um pedido dele. – Responde Jonathan. – No momento em que as borboletas o curavam, ele pediu mentalmente para devolver a outra metade da minha imortalidade – fala, lembrando-se.
— E você aceitou? – Indaga Elena.
— Claro que não, eu o salvei daquele terrível acidente – ele rapidamente olha friamente para Brutus, que bufa –, não queria que meu filho morresse, dei-lhe a metade da minha imortalidade...
— Firmando um pacto com as borboletas – interrompe Violet. – Como eu suspeitava.
— Sim, ele queria me devolver, eu não aceitei. Pelo o que a borboleta negra me disse, quando ele acordou naquela hora, ela apenas pegou a imortalidade e guardou em uma das borboletas azuis que foram designadas para a missão de guarda a alma dele, fazendo com que, assim que o Espírito entrasse no corpo de Nicholas, a imortalidade voltasse para ele. – Explica, sentindo a borboleta negra pousar em seu ombro.
Todos olharam impressionados para Jonathan.
— Essa foi uma tacada de mestre – diz Ethan impressionado.
Todos concordaram.
— Eu não pensei nessa possibilidade – Violet se sente derrotada.
— É porque você não conhece todas as artimanhas das borboletas. – Jonathan diz numa voz suave e calma.
Violet estreita os olhos e suspira.
— Jonathan um, Violet zero. – Ela murmura, sentindo-se derrotada pela primeira vez. – Não é justo!
— Aprenda a perder Violet. – Intervém Aro. – Só faltava você para ele vencer, nós já tínhamos desistido das hipóteses assim que fomos visitar o túmulo de Nicholas uma semana depois.
Os irmãos assentem. Violet respira fundo e aceita a derrota, nunca tinha perdido para o pai, era a primeira vez. Jonathan sorri e balança a cabeça.
— Vá lá vê como Nicholas está, já está entardecendo, daqui a pouco o dia da noite começa – fala o mais velho, olhando para Joseph. – Enquanto isso, nós temos que nos afastar, não podemos chegar perto de Nicholas até amanhã, lembrem-se disso.
Todos assentem e aos poucos saem da cabana e do escudo.
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