The Boy And The Wolf

35 Capítulo XXXIV – Hate To See Your Heart Break


Notas iniciais
Oi, neko-chans! Como estão? Eu sei, tinha muita gente que queria me matar (ainda querem), mas deixamos isso de lado porque temos mais um capítulo eletrizante de TBATW (sim, tenho preguiça de escrever '-'). Ah, sim, sim! Um obrigada especial a ana tistan que recomendou a fic! Arigatou, ana-chan! =^.^= (é eu comecei a assistir anime ai já viu! uahsuahsuahs).
Música de hoje: Hate To See Your Heart Break, dos lindos e fofos do Paramore (sim, eu AMO Paramore).
Bem, é isso.
Boa leitura,
almirapevas ;)

Capítulo XXXIV – Hate To See Your Heart Break

“I hate to see your eyes get darker as they close, but I’ ve been there before”

Três dias depois...

Olívia estava sentada na poltrona de seu escritório. Ela não usava mais aquele uniforme de freira. Ela estava com um vestido florido longo e com os cabelos louros soltos, caindo em cachos. Seus olhos castanhos estavam focados em um canto vazio do escritório. Seus pensamentos iam e vinham tudo sobre Nicholas, repassando todos os momentos.

Não tem lógica, era para Nicholas estar vivo... Elizabeth o deu tudo, não sentimos mais nenhum resquício de poder nas cinzas dela. – Pensa, franzindo o cenho, apoiando o cotovelo no braço da cadeira e apoiando o queixo na mão. – Impossível. – Repete.

Alguém bate a porta e Bart aparece, adentrando a sala. Olívia suspira e encara o Hunter mais velho.

— Já vistoriamos novamente o corpo no garoto e, realmente, ele está morto. Sem nenhum resquício de poder. – Diz o Hunter.

A Madre suspira e assente, mandando-o sair. Ela morde o lábio e encontra aquele canto vazio. Não é possível... Não tem lógica... Não tem... Condenava-se a ficar com esses pensamentos. Então isso é o estado de negação depois que uma pessoa morre. Esse pensamento a faz despertar. Ela inspira lentamente, soltando o ar pela boca. Uma borboleta azul adentra o escritório e pousa delicadamente num retrato que ela tem de todos os órfãos.

Ela olha para a foto, vendo um Nicholas pequeno, recém-chegado ao orfanato. Ainda tento entender porque a avó dele o deixou aqui, mesmo ele tentando se matar. Lembra-se do sorriso simpático da senhora. A borboleta permanece ali, como se fosse uma estátua. Olívia balança a cabeça e suspira. Sabia que aquilo era difícil principalmente para Joseph – principalmente para ele.

Ele o amava. – Pensa rapidamente. – Todos nós, de certa forma, gostávamos da companhia dele. Até Kellan não ficou fora disso. – Seus filhos ficam pesados e ela respira fundo. Ela se levanta da cadeira e sai do escritório, dando de cara com Renata, que está com uma borboleta azul no ombro.

— Eu quase a caço – murmura, envergonhada.

Olívia sorri e segue com a raposa negra para o quarto das crianças, para contar histórias.

***

— Desculpas? – Indaga Brutus cínico.

Demorou muito para que Kellan tomasse coragem. Genpachi suspira e olha para os netos, que estão encarando o irmão.

— Não era eu naquele dia – diz o mais novo baixinho.

Brutus bufa já recuperado dos golpes que recebeu. Ele se levanta e vai para perto dos filhos.

— Você teve coragem de me atacar... Duas vezes! E sem dó! Você queria me matar! – Urra para toda a floresta ouvir.

Kellan está cabisbaixo. Genpachi direciona seu olhar para Brutus, um olhar frio.

— Desculpa o garoto, não era ele, Brutus! – Intervém, com raiva.

— A escuridão deveria ter me poupado, mas ela alimentou desejos dele e um desses desejos era me ver morto! – Brutus não o deixa livre, jogando mais na cara do filho.

Kellan fecha o punho e respira várias vezes para não fazer aquilo ali. Ele olha para o pai e sorri maliciosamente.

— Era um dos meus desejos, e daí? Meus irmãos também querem isso, você pensa que eles não riram por dentro na hora? – Manifesta.

Brutus o encara, assim como os irmãos. Vanessa suspira e vê uma borboleta azul pousar em seu ombro, ela franze o cenho e olha para Kellan. A segunda mais velha se levanta e anda até o mais novo.

— Concordo, é o desejo de todos, Brutus. O Kellan é o mais corajoso de todos nós, então não reclame dele. – Fala numa voz calma e dura.

Brutus estreita os olhos e balança a cabeça.

— Vocês estão contra mim? – Indaga já furioso.

— Sempre vamos ser Brutus. – Diz Carol, indo para perto dos irmãos, abraçando o braço de Vanessa.

Melanie olha para Jade, que permanecia impassível. James ficou lá, apenas encarando a capa do livro. Lia se levanta e vai até os irmãos, envolvendo o braço no ombro do irmão mais novo.

— Bem, acho que já decidimos, vamos ficar com Kellan, porque já está meio chato ficar com você. – Lia diz numa voz grossa.

Brutus olha para os três filhos que permaneciam no seu lado e depois para os rebeldes.

— Vão! Não vou sentir falta de vocês! Seus inúteis! – Urra, voltando a se sentar nas rochas.

Genpachi suspira e acompanha os netos até sua caverna. Kellan olha para trás, vendo o pai lhe fuzilando. O mais novo suspira e segue com o avô.

Brutus pega uma pedra e lança numa árvore, fazendo com que a pedra fique presa nela. Ele está respirando pesado. Nunca se sentiu não vazio como está no momento. Melanie abraça o pai, porém é rejeitada. Ela sabia que o pai estava triste e que ele não gostava que o reconfortassem. Jade ficou próximo do irmão e deixou sua cabeça no ombro dele, que recomeçava a leitura.

Melanie suspira e olha para onde o avô e os irmãos saíram.

Eles ganharam um pouco de liberdade... Por que me sinto presa ainda? – Pensa, vendo uma borboleta azul passar por eles e seguindo para as montanhas.

***

— Ganhei! – Diz Forbes quando eles chegam ao topo da montanha.

— Que injustiça! – Reclama Elena, sentando-se no chão úmido.

Joseph ri. Nunca se sentiu confortável assim. Ele sentia falta de brincar com os irmãos, ele se senta no tronco de uma árvore caída e fica observando a linda paisagem que a natureza lhes oferecia. Aro se sentou ao seu lado e Violet nos seus pés. Ethan, Forbes e Angus ficaram em pé. Todos sentiam aquela brisa fria, lavando suas almas e corpos.

Várias borboletas azuis apareceram, pousando no ombro de cada um. Joseph sorri e parece sentir a energia de Nicholas perto dele. O rapaz respira fundo, tentando tirar aquele nó da garganta que o incomodava. Ele queria chorar. Chorar para ter Nicholas de volta, mas sabia que era impossível. Era mestiço, não tinha como ele fazer um pacto com as montanhas para ter Nicholas de volta.

Só ele poderia determinar isso. Não era só a decisão e sim uma questão de liberdade... Para todos nós. – Pensa, fazendo os irmãos concordarem.

— Tudo está despedaçando – murmura Violet, olhando para a borboleta azul em seu dedo indicador. – O que vamos fazer? – Pergunta mais para a borboleta do que para os irmãos.

A borboleta sai do seu indicador e voa para longe, chamando as outras que a acompanha. Joseph franze o cenho. Ele pode até achar as borboletas estranhas, mas todas elas tinham um motivo para fugir e ficar. Será que essa era a resposta? Fugir? Para onde? O que iria acontecer?

Angus encara Joseph e suspira.

— As borboletas são uma espécie estranha – começa o segundo mais velho, recebendo a atenção dos irmãos –, vocês se lembram quando Sarah morreu? Durante dois dias borboletas amarelas ficaram rodando o Clã Negro, abençoando-lhes. E quando nossa mãe morreu, depois de dois dias, estranhas borboletas verdes nos rodavam e brincavam conosco, transmitindo-nos compaixão e carinho. E agora, três dias se passaram desde que Nicholas morreu e estranhas borboletas azuis nos rondam desde lá. Não entendo essa conexão das borboletas com a morte. – Comenta, olhando para a paisagem.

Violet concorda e olha para Joseph, que franzia o cenho.

— Porém depois que Elisabeth morreu, não houve nenhuma borboleta envolta de Nicholas. – Intervém o mais novo.

Todos pensaram naquilo, sabendo que era verdade.

— Borboleta é vida – a voz de Jonathan surge, ele caminha lentamente até os filhos, com a costumeira borboleta azul. – Como curandeiras, elas exercem a função de cuidar da vida, da alma do individuo. Elas cuidam da alma do falecido depois da morte, para que depois ela vá em paz. – Sua voz é calma e grossa, ele olhava para a paisagem.

A borboleta azul movimenta as asas, como se concordasse com o líder branco.

— Estou sentindo ciúmes dessa borboleta – Violet encara a pequena.

Jonathan sorri carinhosamente para a filha e suspira. Ele volta a olhar para a paisagem. Depois a alma vai em paz... Pensa e sente a energia de Ayla quando uma borboleta verde passa por ele. Um sorriso se abre de mansinho em seu rosto e ele deixa a pequena pousar em seu outro ombro.

— Elas gostam do papai – diz Elena.

— A família do papai tem uma forte conexão com as borboletas – comenta Ethan.

— Ou ele tenha um pacto com elas – Violet continua a encarar o pai.

Jonathan olha para a filha, ainda sorrindo, e balança a cabeça.

— Vamos, está quase escurecendo, não quero que vocês fiquem aqui até tarde – manda e vai à frente.

— Tá, pai – todos falam em coro.

Violet franze o cenho, ficando cada vez mais desconfiada. Um Protetor não morre assim.

Notas finais
Gostaram? Reviews?
Bem, tenho que correr pra poder assistir "Uragiri wa Boku no Namae o Shitteiru" (eu tinha assistido o primeiro episódio no começo do ano, só que como eu não tinha uma internet perfeita, eu esqueci dele e comecei a assistir hoje).
Ja nee, minna-san!
Até mais,
almirapevas =3