The Boy And The Wolf
25 Capítulo XXIV – Raised By Wolves
Notas iniciais
O capítulo de hoje tá muito legal, foi bem planejado e espero que vocês gostem. Música de hoje: Raised By Wolves, do Falling In Reverse.
Boa leitura,
almirapevas =D
Capítulo XXIV – Raised By Wolves
Nicholas termina de lavar as louças e limpa suas mãos no pano. Joseph olha para ele e ri, enquanto mexia o molho.
— Já estou terminando. – Diz o rapaz sem tirar o sorriso do rosto.
Nicholas sorri e beija o rosto do rapaz. Ele vai até a sala e procura seu livro no sofá, pegando-o.
Posso ler lá fora? – Pergunta manhosamente.
— Tome cuidado para não atravessar o escudo, por favor – fala Joseph preocupado.
Nicholas sorri mais ainda e beija os lábios do rapaz. Ele sai da cabana e olha a linda vista, ele desce lentamente as escadas e anda para a clareira que há duas semanas eles fizeram um piquenique. Ele anda lentamente e vai logo procurando em que página parou. Depois de um tempo ele para e suspira, tendo que ler tudo de novo.
Ele olha para os lados, percebendo que não era aquele lugar.
Merda, Joseph vai me matar. Pensa e respira fundo. Ele morde o lábio e passa a mão pelos cabelos, procurando um jeito de saber onde estava. Árvores amarelas. Lembra-se do que Micaela disse. Quando estiver perdido, as árvores amarelas te indicaram se você passou ou não do escudo.
Ele, então, começa a procurar uma dessas árvores, mas tudo o que consegue sentir é a escuridão daquele lugar, ele agarra o livro ao peito e tenta acalmar a sensação de estar perdido e sem ninguém para protegê-lo. Você consegue Nicholas. Repete esse mantra e continua a procurar.
— Incompetente! – Urra alguém.
Ele para e fica atrás de uma árvore e tenta acalmar a respiração por causa do susto. Ele agarra mais ainda o livro, deixando seus dedos brancos. Ele conhecia aquela voz. Ele espia um pouco e vê duas pessoas num lugar estranho e sombrio.
— Não sabe mais procurar nada! – Urra novamente.
Nicholas estreita os olhos, tentando reconhecer as duas pessoas. Ele se esforça e então reconhece o rosto de Brutus, que estava retorcida em raiva e ódio. O jovem franze o cenho e engole em seco. Ele... Pensa assustado e com medo.
— Já disse que tentei tirar tudo daquela pessoa! Não consegui! – Uma voz rouca e fina grita.
— Olhe para você – a voz de Brutus agora era irônica.
Nicholas se esforça mais um pouco e vê Kellan, com os olhos escarlates assustados e o rosto retorcido de dor.
— Você tenta ser que nem sua mãe. – Diz o mais velho com falsa pena. – Não entendo porque não corta o cabelo.
— Você sabe muito bem por que...
— Por quê? Por causa da sua mãe? – Esnoba. – Você parece uma puta com esse cabelo, Kellan. – Ironiza. – Não, melhor, você é uma puta com a cara da sua mãe... Que lindo isso ficou. – Joga mais ainda.
— Calado! – Rosna.
Brutus bate na cara de Kellan, fazendo-o rodopiar e cair no chão – como se fosse alguém indefeso. Kellan leva a mão até o rosto e esfrega, tentando tirar a dor.
— Sou seu pai, não me mande calar a boca – a voz de Brutus era baixa e ameaçadora.
— Pai? Tem certeza? Você só diz que é pai quando quer respeito. Você nunca... – Brutus puxa Kellan pelos cabelos, aproximando-se dele.
— Sou pai nas horas que eu gosto de mostrar as conseqüências. – Rosna.
Kellan prende o grito e olha para o pai, preenchendo o velho de dor. Brutus fecha os olhos e puxa mais ainda o cabelo do filho mais novo. Ele segura o rosto do menor com a mão e o faz olhar nos olhos.
— O que eu disse sobre você fazer essas merdas em mim? Esqueceu do que sou capaz, moleque? – Murmura com raiva.
Kellan para e tenta tirar as mãos do seu pai de si, porém foi falha. Brutus ri e o joga com violência no chão, ele fica de joelhos sobre o corpo do filho.
— Você sabe como a escuridão me corrompeu, certo? – Kellan engole em seco, Brutus ri e desafivela o cinto. – Kellan, você sabe como eu sou quando não consigo o que eu quero. Tenho que descontar a raiva em alguém – ele tira o cinto e o dobra. – Tenho pena de você, porque... Foi você que sobrou pra tortura.
Nicholas arregala os olhos. Como em meu sonho. Pensa o jovem, ele engole em seco e tenta fazer algo, mas o medo o deixa petrificado.
Kellan prende a respiração e fica impassível. Brutus dá um sorriso psicopata e levanta o cinto.
— Que pena, Kellan – ele passa a mão pelo corpo do filho. – Tenho uma pena, porém... – ele chega ao membro do filho, massageando e fazendo-o arfar –... Sou um sadista descontrolado.
Então Brutus aperta a parte de Kellan, fazendo-o gritar de dor. Brutus gargalha e solta. Kellan engole em seco (e o choro) e olha para o pai com os olhos arregalados. Nicholas solta o livro sem querer, fazendo um baque no chão cheio de galhos. Ele se esconde novamente atrás da árvore, tremendo.
Brutus olha para o lado e fareja o ar, sentindo aquele doce aroma. O mais velho sorri maliciosamente, levantando-se.
— Acho que temos companhia – diz em voz alta.
Kellan sente o aroma do Protetor e arregala os olhos, assustado e desesperado.
Nicholas engole em seco e espia um pouco, não vendo Brutus. Ele franze o cenho e alguém tampa sua boca para ele não gritar.
— Olá, Nicholas, tudo bem? – Sussurra Brutus no ouvido do jovem.
Nicholas se debate e é arrastado até onde Kellan estava sentado. Brutus o larga no chão como se fosse um saco de batatas e ri.
— Nossa, nunca pensei que um dia você saísse do escudo – brinca com aquela voz psicopata.
Nicholas engole em seco e olha para Kellan, que estava arfando e o olhando – ainda assustado.
— Bem, assista – fala numa voz baixa e vai para perto de Kellan, pegando-o pelos cabelos e o puxando. – É tão bom puxar seu cabelo, seria bom cortá-lo.
— Não! – Grita o rapaz desesperado.
Brutus o levanta e o joga para o outro lado do local sombrio. Nicholas vê Kellan bater numa árvore e cai no chão úmido cheio de galhos. Brutus vai até ele e o pega pelo pescoço, enforcando-o. Nicholas arregala os olhos. Mesmo ele tendo matado Lizzie, ele não merece isso. E se levanta correndo até Brutus e tenta salvar Kellan. Ele segura no braço de Brutus e o puxa. Brutus gargalha.
— Não adianta, você não tem nenhum poder. Você é fraco. Humano! – Grita.
Nicholas engole em seco e olha para Brutus friamente. Nunca o tinham chamado de fraco. Nunca. E Brutus não seria a primeira pessoa a fazer isso com ele. Seu ódio cresce e então ele sente suas mãos formigando como se vários raios passassem por ali, fazendo Brutus gritar de dor e tirar a mão do pescoço de Kellan.
O jovem vê o mais velho cair no chão, gemendo de dor e segurando o braço. Kellan arregala mais ainda os olhos. Nicholas levanta e olha para Kellan.
— Vamos – diz com a garganta seca.
Ele ajuda Kellan a se levantar e o puxa pra longe dali, correndo desesperadamente. Os dois correm pela floresta, sempre olhando para vê se Brutus os seguiam. Nicholas para, cansado e ofegante.
Kellan para, sem nenhuma emoção, e olha para Nicholas. Por que, depois de tudo que fiz pra ele, ele me salvou? Pensa o rapaz.
Nicholas se senta numa rocha cheia de musgo e olha para o lado, vendo uma pequena cachoeira ali. Ele engole em seco e respira fundo, tentando acalmar a respiração. O jovem olha para Kellan e sorri gentilmente.
— De nada – diz ofegante.
Kellan franze o cenho e olha para os lados, percebendo que é com ele.
— Por quê? – Pergunta, com a voz grossa.
Nicholas inclina a cabeça para o lado e suspira, apertando os lábios, então dá de ombros.
— Acho que ninguém merece ser torturado – diz com a voz rouca.
— Eu torturei sua essência e você ainda me salva. Eu merecia aquilo, Nicholas. – Fala grosseiramente.
Nicholas o olha e assente, mordendo o lábio e mexendo na pulseira que a Madre fez para ele.
— Eu sei que jurei vingança, mas... – ele olha para Kellan –... Acho que não sou capaz de fazer isso.
Kellan se senta numa rocha e fica olhando para a cachoeira.
— Joseph me disse que vocês não eram assim, então minha vingança foi deixada de lado. Senti uma necessidade enorme de ajudar vocês. – Fala, ainda olhando para o rapaz.
Kellan franze o cenho e bufa.
— Ajudar – murmura.
— Kellan, pode parecer complicado, mas... Eu quero fazer isso ser simples. – Fala calmamente.
Kellan olha para Nicholas, vendo então os olhos azuis do jovem o encarando.
— Como você conseguiu eletrocutar Brutus? – Pergunta, sabendo que aquilo não era bom.
— Posso ser sincero? – Kellan assente. – Não sei. Só senti minhas mãos formigando e quando percebi Brutus estava daquele jeito.
Nicholas sorri gentilmente e encara o rapaz, que franze o cenho e sente seu coração bater mais forte em seu peito. O que está acontecendo comigo? Pergunta-se, sentindo seu rosto esquentar.
— Você sabe onde fica uma árvore amarela? – Pergunta gentilmente com aquela voz rouca.
Kellan pisca várias vezes e respira fundo.
— Na verdade, você está perto de uma. – Responde o rapaz.
Nicholas se vira e vê a tal árvore, então ele sorri e fica de pé no chão cheio de galhos. Ele olha para Kellan, que está o encarando.
— Obrigado – fala.
— Eu que agradeço – diz o rapaz, encarando o jovem.
Nicholas suspira e anda até a árvore, percebendo a zona de conforto do escudo, ele se vira e vê Kellan.
— Brutus vai te procurar – Nicholas diz preocupado.
Kellan cora e sente seu coração martelar mais ainda em sei peito. Ele está preocupado comigo. Pensa.
— Meus irmãos irão me proteger, eles já passaram por algo pior que isso. – Diz o rapaz olhando para o jovem de olhos azuis gentis.
— Tome cuidado, mesmo você sendo desse jeito, eu acho que lá no fundo você é uma pessoa boa. – Diz Nicholas e se vira, seguindo pelo riacho até a cabana.
Kellan pisca várias vezes, pensando que aquilo era um sonho. Ele vê o jovem andando e cora, perguntando-se porque estava daquele jeito. Ele ouve passos e olha para trás, vendo Melanie e Vanessa com os rostos preocupados.
— Gina nos disse o que aconteceu – fala Melanie conferindo se o irmão estava muito machucado.
Vanessa olha para os lados.
— Está t-tudo bem – gagueja.
Melanie sorri de lado e o abraça. Kellan franze o cenho. No fundo, ainda nos preocupamos conosco, ainda temos aquela coisa gentil que nossa mãe tinha. Melanie para de abraçá-lo e o olha.
— Você sabe que tem que trazer mais informações, senão Brutus te mata, Kellan. – Vanessa se senta ao lado do irmão.
— Eu sei, mas minha fonte disse pra eu encarar as conseqüências. Ele não me vai dizer tão cedo quem é a verdadeira líder. – Fala com a voz rouca e fina.
As duas se olham e assentem. Kellan olha por onde Nicholas foi e franze o cenho. Por que ele me salvou? Eu não mereço isso. Ele olha para as irmãs que assentem. Melanie olha para os lados.
— Vamos, Jade não pode segurar por muito tempo o escudo – Vanessa diz e os três vão para longe da cachoeira.
Notas finais
Sim, estou ameaçando vocês, preciso ser motivada pra continuar, senão como vou continuar a escrever sem ter ninguém pra ler, por isso que estou empacando, preciso dos meus motivadores para saber como está minha estória, preciso de vocês!
Parei de drama.
Até mais,
almirapevas.
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