Notas iniciais
Inglaterra, século XIX
A beira do rio Tâmisa, uma moça estava sentada olhando para o reflexo da cidade no rio. Estava com os seus pensamentos muito longe. Tirou do avental velho que vestia um pedaço de pão que havia furtado há poucos minutos. Tinha feito uma verdadeira confusão. Quase havia sido presa. Não entendia, porque tudo aquilo por muito pouco. Mas quando foi saciar a sua fome, viu algo que não pode deixar de notar. Eram duas crianças que pegavam comida no lixo. Eles olharam para ela com os olhos de profunda tristeza. Ela sabia o que era não ter nada. Pra ser franco, nunca teve nada. O bem mais precioso que possuía, era uma medalha que carregava em seu pescoço com uma rosa azul gravada. Atrás tinha o seu nome: Meryl

Inglaterra, século XIX



A beira do rio Tâmisa, uma moça estava sentada olhando para o reflexo da cidade no rio. Estava com os seus pensamentos muito longe. Tirou do avental velho que vestia um pedaço de pão que havia furtado há poucos minutos. Tinha feito uma verdadeira confusão. Quase havia sido presa. Não entendia, porque tudo aquilo por muito pouco. Mas quando foi saciar a sua fome, viu algo que não pode deixar de notar. Eram duas crianças que pegavam comida no lixo. Eles olharam para ela com os olhos de profunda tristeza. Ela sabia o que era não ter nada. Pra ser franco, nunca teve nada. O bem mais precioso que possuía, era uma medalha que carregava em seu pescoço com uma rosa azul gravada. Atrás tinha o seu nome: Meryl

Ela se aproximou dos meninos, e lhes entregou o pão. Eles a beijaram no rosto como forma de agradecimento, e correram para longe da moça. A fome apertava mais e mais, e já não lhe restara mais nada. Continuou a caminhar pela beirada do rio caudaloso. Aqueles olhos mel fitavam o mundo de uma forma amarga. Vivia a vagar sem rumo pelas ruas de Londres, desde que fugiu do orfanato há alguns anos. Acostumou-se a ter o chão frio como sua cama e o céu estralado como teto. Aprendeu a roubar para viver. Aprendeu a lutar para sobreviver. Pobre criança. Se é que uma jovem de 18 anos pode ser chamada de criança. Sempre a negaram um abraço; nunca recebeu um beijo de boa noite. Nem sabe o que significa as palavras “eu te amo”. Aqueles doces olhos mel quando não expressavam rancor, expressavam tristeza.

Desde suas primeiras lembranças, só se lembra do orfanato onde crescera, e um dia fugira. Nunca houve alguém que realmente se importasse. Espero ter um final feliz para te contar.