The Black Snow Lótus
11 Era uma vez...
Notas iniciais
Odeio quando isso acontece, pensei já ter me acostumado, mas pelo visto ainda tenho que treinar melhor meu corpo pra aguentar todo esse poder, se continuar assim eu......Mas pelo menos os efeitos já passaram, minha cabeça ainda está latejando, mas se acostuma com o tempo, acho que essa já é minha 5 recaída desde que sai do laboratório, não achei que fosse ficar mais intenso com o passar do tempo, mas pelo menos o intervalo de tempo ficou maior e isso é bom.
Tenho que acordar logo, meus amigos estão me esperando, é tão estranho pensar isso, alguém esperando por mim, todas as outras vezes que isso aconteceu comigo eu estava sozinha, ninguém me ajudou, eu mesma me virei naquela época, meu corpo perdia totalmente a força, minha mente se apagava, mas conseguia achar uma arvore pra me instalar até eu acordar de novo. Agora tenho que abrir os olhos e mostrar pra todos que estou bem, não sei quanto tempo estou dormindo, pode ter sido uma semana, ou até 3 meses como foi na segunda vez, mas tenho que acordar logo, ABRAM OLHOS, ABRAM DROGA !!!
— Ela ainda está dormindo, nem parece a menina que lutou com aquela louca a três dias. – três dias ? Estou dormindo a três dias, pelo menos é um tempo razoável. Mas espera, essa voz....é do Zoro !
— Você também está ai Roronoa-ya. – Law ? Parece que ele acabou de entrar, espera isso quer dizer que mesmo que tenhamos acabado com o caso da tripulação dele, ele ainda está vindo conosco, mas porque ? E porque estou me sinto feliz em ouvir a voz dele e do Zoro ?
— Pare de me chamar assim, só Zoro está bom, é estranho mas me sinto a vontade agora.
— Então é mais estranho ainda. – ouve uma pausa, acho que Zoro o encarou esperando que continuasse – Eu também me sinto assim, porque será né ?
— Sei lá, a vida não faz sentido, principalmente quando estamos nesse barco. Mas tem uma coisa que queria te perguntar, porque você não seguiu com a sua tripulação depois que todos voltaram ao normal ? E não me venha dizer que foi porque o Chopper não ia saber cuidar da Yukino, porque ambos sabemos que ele é capaz disso.
— .....Você é mesmo perceptivo, é verdade não fiquei por causa disso, a verdade é que...... – não ouve mais nem uma voz, e fiquei curiosa, eles devem ter trocado olhares ou algo do tipo, porque ouvi Zoro soltar uma risada nasal – Com você é igual ou estou errado ?
— Não, pelo contrario, está totalmente certo, acho que foi por isso que consegui distinguir mesmo não sendo muito bom nisso. Agora uma coisa é certa, o que faremos sabendo disso ?
— Nunca pensou numa....bem você entendeu.
— Ohhhh vejo que é bem mente aberta, como não temos problemas um com o outro a coisa fica mais fácil, mas já pensei nisso, só não achei que você que fosse sugerir.
— Então o que falta é a ultima parte, mas como ela nunca teve nenhum tipo de relação desse tipo pode ser meio difícil no começo. – ela ? agora to toda confusa.
— E você tem experiência ? Eu nunca tive, mas estou disposto a tentar também....Acho que vale a pena arriscar e você não é muito desagradável também.
— Vou aceitar isso como um elogio. Mas respondendo a sua pergunta, não, nunca tive esse tipo de experiência, mas também acho que vale a pena tentar, mas na situação do momento não, então temos que pensar nela antes de tudo. – ouve outro silencio, mas desta vez ninguém quebrou, fiquei pensando um pouco sobre o que eles estavam dizendo e quem é essa ‘ela’ que eles estavam falando, meu peito apertou um pouco, mas não dei muita atenção.
Tentei mexer qualquer parte do corpo, mas estava muito dormente para tal, mesmo assim insisti, não vou perder pra uma recaída dessas, vou treinar meu corpo e minha mente pra que não haja uma próxima vez, quero voltar logo e aprender mais sobre meus amigos, sobre todos eles, e entender o que é essa sensação de quando estou com o Trao e com o Zoro.
Lancei toda minha consciência pra meus dedos tentando senti-los, movi minimamente, mas foi o necessário pra sentir a dormência diminuir do meu corpo gradativamente, não pareço ter chamado a atenção dos dois e continuei a distribuir minhas força até que já tivesse tudo menos doloroso e abri os olhos com alguma dificuldade.
— Hehe, parece que lhes causei problemas. – a cara de surpresa dos dois foi hilária, não tinha como não rir, mas infelizmente minha cabeça ainda estava rodando – Que tal um ‘oi’, ou ‘bom dia’, até um ‘aqui está seu café da manha’ eu aceito.
— Yukino – sorri com meu nome sendo dito pela voz surpresa deles – YUKINO !!!
— Hahahahaha....ai ai....Zoro, Trao, tá doendo calma. – tentei me desvencilhar do abraço deles, sim eles me abraçaram e isso foi meio confortável e familiar, mesmo que um pouco estranho e nem parecia que eu só os conhecia a poucos dias – Bom, como podem ver estou bem.
— Ah mas não está mesmo mocinha. – mocinha ? – O capitão e todos os outros vão escutar tudo o que você disser, isso não foi algo normal de se acontecer, e.....
— Estávamos muito preocupados, mas não diga pra ninguém que eu disse isso. – vi Law corar um pouco e continuar – Além do mais, todos ali fora estão do seu lado, então se tem algo te incomodando pode ir dizendo, porque ninguém quer que algo como aquilo na ilha volte a acontecer.
— Hay, gomenasai. – fiz um pequeno bico por saber que eles estão certos, mas em pensar que eles também estavam esperando pra mim dizer tudo, quando eu mesma já estava me preparando, é até engraçado – Além do mais acho que sou muito amada né ? Você estavam aqui logo quando acordei, a quanto tempo estão aqui ?
— E-Eh isso não importa, agora vamos lá fora que parece que o ero-cook fez carne. – oonnwwt eles coraram de novo que fofos, mas espera....ele disse....
— CARRRRNNEEEEEEEEEEE !!!! – pulei da cama nem me importando com a tontura e corri pra porta, e a primeira coisa que vi foi Luffy com levando um enorme pedaço a boca, mas assim que gritei ele parou no meio do ato, me dando uma chance – É MINHAAAAAAA... – corri e peguei a carne dele comendo com gosto – Ahhhhh comidaaaa, e ainda mais é carneeee....hmmmmm DELICIAAAA !!!!
— ........ – todos estavam parados atônitos me olhando, mas a carne estava tão boa que nem dei muita atenção, bom não ate.... – MINHA CARNEEEEE, YUKINO DEVOLVA MINHA CARNE.
— JAMAIS, MUAHAHAHAH.
— ORA SUA....GOMU GOMU NO BASUCA ! – desviei com dificuldade, e quase soltei a carne, mas coloquei ela entre os dentes e corri – AH VOLTE AQUI.
— Nundfisdfmansoanoahdosnodh (Nunca baka-oni-chan, que a guerra pela carne comece!)
— GOMU GOMU NOOOO...PISTOL ! – desta vez ele me pegou, mas infelizmente, ou felizmente pra mim, a carne já estava toda na minha boca e engoli tudo – AAHHHHH YUKINOOO !!!
— MUAHAHAHAH.... – cai no chão rindo sem parar, ate perceber que Luffy veio pra cima de mim fazendo cosquinha – AHHH...P-Pare.....ahahahahahha....B-Baka-nii-chan...hahahah....p-para, eu me rendo, me rendo....HAHAHAH.
— Hmpf acho bom mesmo, pelo menos você sorriu. – parei atônita pra olha-lo, mas o mesmo olhou pra Sanji rindo da situação e gritou – SANJI QUERO MAIS UMA CARNE, E FAZ PRA YUKINO TAMBÉM.
— Hay capitão. – e voltou pra cozinha ainda rindo, não muito diferente dos demais – Aqui pra minha lady e pro esfomeado.
— Arigatou Sanji. – agradeci e vi que todos estavam na convés – Bom agora que todos estão aqui o que acham de uma historia ? Já que eu sou a historiadora temporária aqui ?
— Eh ? Mas você acabou de acordar, não acha melhor.... – Chopper parou assim que Robin colocou a mão em seu ombro, já que ele estava na sua forma normal.
— Hihihihi....Bem lá vai a historia, não vale atrapalhar viu. – todos se sentaram no chão e eu fiquei numa caixa com as pernas cruzadas e uma expressão calma – Era uma vez, a muito tempo atrás em alguma ilha do East Blue, uma bela jovem chamada Eliza Jurakyuru, vinha de uma família de nobres, o pai um grande empresário e a mãe, uma dançarina famosa, a própria Eliza passou a dedicar sua vida ao canto e a dança, mas sabia bem a verdade de se estar no topo e sabia o que se escondia lá em cima, e queria mudar isso, era uma jovem bem determinada e de apenas 17 anos.
‘Foi quando por acaso do destino, ou uma simples coincidência, ao completar os seus 18 anos uma mudança surgiu em sua vida, um grupo de estrangeiros, pequeno, mas poderoso, surgiu na cidade em que ela morava, como era uma menina de família nobre e não sabia muito do mundo a fora, mesmo querendo muda-lo, decidiu fugir de casa numa noite para encontrar o acampamento desses estrangeiros e foi quando viu aquele que mudou sua vida.
‘No meio do pequeno grupo de pessoas encapuzadas se encontrava um homem, esse que ao notar a jovem logo se apaixonou, assim como ela por ele, foi quando começou a nossa historia de amor. Ele tinha ideias revolucionarias de mudar o mundo assim como ela, mas diferente da jovem, aquele homem tinha força para tal e estava conseguindo seguidores pelo mundo com suas ideias, já tinham centenas deles nas varias partes do mundo pelo qual já tinham passado e contou suas aventuras pra Eliza fazendo a jovem se apaixonar mais e mais a cada noite que fugia para vê-lo.’
— Ohhhh que lindo, uma dama que foi criada para ser chique sempre, se apaixonando por um viajante. – Nami falou quase chorando – Parece um pouco com a historia do Usopp com a Kaya-san, só que o homem da historia realmente viveu aventuras.
— E-Ei. – Usopp corou com o pronunciamento de Kaya, lembro-me dela, uma moça bonita e de família rica, foi uma das primeiras lutas do Luffy como pirata, sorri com a lembrança e continuei a historia.
— Com o passar dos dias o homem e Eliza ficavam mais e mais apaixonados, mas ambos sabiam que um dia teriam que se separar, ele era uma alma livre que estava em busca de seu sonho de mudar o mundo, ela uma nobre que logo seria casada com alguém escolhido por seus pais, ambos queriam ficar juntos, por isso na ultima noite dos dois eles mostraram o real amor que tinham um pelo o outro, com a promessa que ele voltaria para tira-la de qualquer homem que estivesse com ela, e assim partiu com a promessa.
‘Mas Eliza tinha um irmão e este era um pirata muito famoso, e por isso seus pais não conseguiam nenhum partido para sua filha por causa desse ‘infortúnio’ na família, todos os bons nobres ou já tinham pretendentes, ou não queriam manchar seus nomes com a irmã desse pirata, Eliza amava o irmão e de tempos em tempos o mesmo vinha para a cidade vê-la as escondidas e contar-lhe sobre o mundo, mesmo que ele fosse frio e reservado, era um doce com sua irmã.
‘Eliza já tinha passado 3 semanas longe de seu amado e foi quando seu irmão voltou de uma temporada de 2 anos no mar, ambos conversaram sobre os ocorridos e Eliza admitiu que havia ficado gravida de um misterioso viajante e sabia que seu pai a mataria se soubesse disso, por isso pediu ajuda ao irmão para fugir e se instalar em outra ilha, alguma que a criança pudesse crescer e viver com ela até encontrar-se com seu amado outra vez.
‘O irmão relutante aceitou e preparou tudo para a mudança, ainda continuaria sendo um pirata, mas tinha que pelo menos achar um lugar seguro pra sua irmã e assim que tudo estava pronto, Eliza fugiu com 2 meses de gestação, ainda muito pequena para ser notada pelos pais. Conseguiu viver os outros 6 meses numa nova vila em outra ilha, bem longe da que vivia, no North Blue, já estava acostumada com a nova vida de campo e vivia sozinha no pé da montanha da ilha, um pouco longe da vila para não ser facilmente encontrada se fossem atrás dela, mas um dia tudo mudou.
‘Ela estava colhendo algumas ervas por causa do inverso rigoroso que passava na época e teve que procurar um pouco mais longe de sua casa, foi quando tudo aconteceu, a bolsa estourou e a criança estava nascendo com apenas 8 meses ainda, Eliza não tinha pra onde ir e nem a quem pedir ajuda por estar no meio da floresta, mas por milagre três pessoas apareceram e vendo o estado da moça foram ajuda-la, a criança teve que nascer naquele lugar mesmo, por causa do tempo e indisponibilidade de poder levar a moça para outro lugar, mas as pessoas que a encontraram eram médicos e por isso conseguiram fazer a criança nascer, perguntando o nome da mãe e do pai e um se o pai estava por perto.
'Assim que Eliza respondeu a essas perguntas um tanto estranhas para estranhos, mas como estava tonta pelo parto, simplesmente respondeu sem contestar, foi quando a lamina desceu em sua jugular e o sangue se espalhou pela neve branca que caia naquela noite de inverno.’
— É O QUE ? QUE HISTORIA MAIS TRISTE É ESSA ? E O CARA, E A CRIANÇA, O QUE ACONTECEU....ELIZAAAA !!! – Luffy começou a chorar assim como Nami, Usopp, Franky, Brook, Sanji, Bepo e Chopper, os demais olhavam aquilo espantados.
— Hahahaha calma Luffy ainda tem mais. – falei chamando a atenção deles e voltando a gesticular com as mãos – Continuando, o homem a qual Eliza havia se apaixonado recebeu a informação do irmão dela de onde a encontrar, quando ambos se encontraram por acaso no mar, feliz por finamente poder ver sua amada foi imediatamente para a nova ilha, mas quando chegou e a encontrou naquele estado se desesperou, chorou por dias e seus companheiros os quais haviam conhecido a alma carinhosa que era Eliza Jurakyuru o confortaram, mas nada mais podia ser feito e a morte dela foi dada como por algum animal selvagem e o homem não sabia que tinha se tornado pai e nem que a criança estava em algum lugar por ai.
— Espera essa historia parece muito com.... – Usopp ia continuar sua dedução, mas eu somente continuei calmamente o cortando e parando de gesticular com as mãos.
— É agora que a verdadeira historia começa.— anunciei me ajeitando no caixote, sentei balançando as pernas e olhando para baixo – A criança foi levada recém nascida pra uma clinica escondida em uma ilha na Red Line, os médicos que fizeram o parto e mataram sua mãe eram na verdade cientistas do governo e estavam justamente procurando objetos de pesquisa, assim a criança foi colocada nessa clinica que virou um laboratório do governo. Criaram o bebe de forma que pelo menos comida tivesse durante seus 2 anos de vida, foi quando começaram os primeiros experimentos, levaram-na para uma sala de cirurgia onde fizeram vários testes de cicatrização, cortando o corpo da menor, o abrindo, vendo as condições físicas para começar os experimentos reais.
‘A criança conseguiu fazer um milagre e sobreviveu ao primeiro de vários experimentos na sala de cirurgia, ainda mais quando eles não usaram nem um sedativo para que fizessem aquilo enquanto ela dormia ou algo assim, somente usaram uma droga para diminuir a circulação sanguínea para os cortes, mas a dor ainda era a mesma. A criança cresceu sendo usada em jogos de sobrevivência em que criaturas a perseguiam, a arranhavam e a mordiam, quando tinha 3 anos ouras 10 crianças foram colocadas no ‘programa’ como chamavam, mas ela era colocada em uma cela separada das demais, os outros tinham de 4 a 8 anos, todos faziam o mesmo teste de sobrevivência dia sim e dia não, e vez ou outra uma criança era escolhida para a sala de cirurgia para se testar o mesmo método que fez com a criança agora chamada de Zero pelas demais.
‘Nunca outra criança voltou depois dessas chamadas, sempre que uma ia, nunca voltava, mas Zero era a única que de tempos em tempos quando era chamada conseguia sobreviver a dor, a sensação do corpo sendo rasgado e de seu sangue saindo de seu corpo, era a única das crianças que voltava, mas depois era colocada em repouso por um ou dois dias para depois voltar a rotina de sobrevivência. O inferno ficaria com inveja daquele laboratório, com os gritos constantes, as esperanças destruídas e a dor acumulada que emanava daquele lugar. – ninguém se pronunciava, todos me olhavam de forma fixa e petrificados, mas não é pra menos, eles também devem ter sofrido no passado, cada um a sua forma, mas uma historia assim incomum né.
’00 ficava em uma cela onde tinha uma porta de metal sempre trancada, onde era facilmente levada para a sala de cirurgia sempre que os cientistas quisessem sem ter que ir pela outra porta e abrir a cela, essa porta tinha uma pequena fresta, bem pequena, mas dava exatamente para ver a frente da mesa de cirurgia e como as outras crianças estavam na cela do outro lado de um corredor, não podiam ver, mas 00 via, ouvia e até as vezes sentia tudo o que acontecia com as crianças que eram levadas para lá, via a decepção dos cientistas quando essa criança não tinha mais nenhuma utilidade e começavam a usar o corpo ainda vivo para se divertirem, o abrindo, arrancando órgãos, tirando membros, com elas ainda vivas. No fim somente se entediavam e jogavam o corpo morto e totalmente desfigurado em uma sala com outros iguais, 00 sentia o cheiro de defunto em decomposição todos os dias, sabia que não havia chance de sair dali e suas esperanças nunca nem nasceram para começar, sempre pensando ser a próxima naquela sala fedida e cheia de carne morta em decomposição.
‘Foi assim que nasceu a boneca Zero, pois seus olhos não tinham cor nem brilho, sua pele era branca por nunca ter sido tocada pelo sol, a única coisa que a mantinha viva por algum motivo era a curiosidade de ver as crianças da outra cela sempre esperançosas, aumentando em numero, mas como havias aquelas que eram mortas na mesa de cirurgia, a cela não ficava cheia. A 00 era conhecida por ser a única que conseguiu passar tantos anos sobrevivendo naquele inferno, enquanto outras crianças não passavam de um ano ou menos, mas também era conhecida pela personalidade fria e nunca se comunicava com as outras crianças, só havia uma única situação que podiam ouvir sua voz e também, mesmo que ninguém visse, era a única vez que deixava uma lagrima cair de seus olhos, dados como joias pelos cientistas e também pelas crianças de maneiras distintas uns dos outros, esses momentos raros eram quando uma criança morria naquela mesa de cirurgia, Zero cantava uma musica para que aquela alma no mínimo renascesse com uma vida melhor.
‘Aos 9 anos só havia ficado uma única criança, a filha de Eliza, o experimento 00, pois quando o total de 99 crianças morreram os cientistas decidiram dar inicio aos experimentos reais com as frutas do diabo, as Akuma no Mi e também com a fruta do anjo encontrada a cada 1000 anos, a Angel no Mi, foram 3 frutas contadas com a Angel no Mi usadas na criança, esta queimou de dentro pra fora, a sensação foi 10x pior do que quando era aberta acordada, do que quando as feras a achavam e mordiam seus membros até sentir um osso deslocar do lugar, aquela experiência foi a pior de todas na sua vida, mas também a melhor em contradição, pois pensou que finalmente fosse morrer e dar fim a única realidade que conheceu, pois já sabia que aquilo era o inferno real.
‘Mas não foi o que aconteceu, a Angel no Mi pareceu conversar com ela, contando todas as habilidades das demais frutas, até sobre si mesma, mas que se houvesse uma próxima fruta a chance de sobrevivência seria de 8%, depois disso 00 desmaiou e quando acordou os cientistas começaram os novos testes, foi colocada na área onde as criaturas a perseguiam e desta vez ela usou seus poderes para mata-las, quando pensava que poderia usar esses poderes pra sair dali, era sedada e colocada de volta na cela.
‘Assim passou-se por mais 4 anos até que uma outra fruta foi encontrada e comprada imediatamente pelos cientistas, que não perderam tempo em descobrir que tipo de fruta era e colocaram em 00, os 8% não foram uteis pois verdadeiramente a criança não suportou o poder que havia recebido, mesmo com todos os anos de treinamento não foi possível aquele imenso poder num corpo tão jovem, mas quando os cientistas pensaram que o projeto todo havia sido uma perda de tempo, 00 acordou sem nada no olhar, sem noção de quem era e muito menos do que estava fazendo, só tinha uma coisa na mente, seu ultimo desejo antes de seu coração parar na primeira vez: Matar todos os cientistas daquele laboratório.
'E foi exatamente isso que fez, matando todos de forma brutal e selvagem da mesma forma que eles fizeram com as 99 crianças.
‘Quanto tomou consciência dos corpos a sua volta e que sua mente havia voltado, simplesmente pegou os documentos dos dados sobre si e os leu, descobrindo que tinha uma mãe que foi morta e um pai que não sabia que estava viva, pesquisou mais e viu ter um irmão e bem, o resto vocês já devem saber, e só pra deixar claro até seus 16 anos 00 só soltou 99 lagrimas, mas aos 17 parece que isso acontece mais com frequência, as vezes, e bem...é isso, fim da historia.'
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