Notas iniciais
Aeee, terceiro capitulo!
WALKING ALONE: http://www.youtube.com/watch?v=caY3v0VYwdI

Estava lá, eu e Ray conversando com Brendon, Matt e Mark, eles eram legais, chegaram praticamente junto comigo e Ray na the black parade, Brendon namora uma garota tão... radical, ela se chama Lily, e tem diversas tatuagens pelo corpo, nas suas costas está tatuado "Rage and Love" e tem um piercing no septo e cabelos azuis. Já Matt e Mark são solteiros desde que chegaram na the black parade.

–Bom, até mais Frank, até mais Ray! — Disseram os três.


O sol já havia se posto, e a noite caiu, então Ray viu Krista dando tchau para Lindsey, pois ela queria ficar um pouco com ele, enfim, eles namoravam e quase não se falaram o dia todo.

–Frank, eu e Krista vamos andar um pouco, não falei com ela quase o dia todo... vamos andar por aí, quem sabe deitar na grama e olhar as estrelas...

–Ok Ray, eu entendo como é — Disse Frank rindo.


Agora eu estava alí sozinho, a melhor opção seria andar, puxar assunto com alguém talvez, ou quem sabe deitar no chão e olhar para as estrelas, como havia dito Ray.


–Olá Frank — Disse Lindsey mordendo os lábios com uma voz maliciosa.

–Oi Lindsey...

–Frank, eu achei uma coisinha alí atrás, e eu acho que você vai gostar, vem comigo, vou te mostrar.

Lindsey começou a andar, e eu fui seguindo ela.

Chegamos num corredor escuro, não era muito estreito. Estranhei, não tinha nada lá, havia apenas algumas pixações no muro, e um sofá velho, todo rasgado, nem tinha mais condições de sentar naquilo.

Lindsey foi até o fim do corredor, ele era sem saída, encostou na parede e pegou na gola do meu casaco me puxando bem em sua frente.

–Eu te amo meu baixinho lindo. — Disse ela me puxando e me beijando a força.

Eu estava desesperado, a menina era forte, e bem mais alta que eu.

–Lindsey, me solta!

Ela não meu respondeu e começou a beijar meu pescoço já que eu virava a cara. Enfim, eu era homossexual, estava odiando aquilo, ela era bonita sim, mas nunca me apaixonaria por ela, nem por nenhuma garota, então dei um grito:

–PORRA GAROTA, ME SOLTA!


Então ela me soltou, havia levado um susto. Eu quase nunca havia falado com ela, não sabia muito sobre ela, na verdade, ninguem sabia muito sobre ela.

–Nossa Frank! Eu gosto muito de você, sou apaixonada por você!

–Lindsey, me desculpa, é que eu... eu nunca vou me apaixonar por uma garota.

–Mas porque não... você é..- Gaguejou Lindsey

–Sim, eu sou gay. Quase todos por aqui sabem disso.

–Nossa cara, me desculpe mesmo, sério, eu não sabia.

–Tudo bem Lindsey, mas eu vou te dar uma dica, quando você se apaixona por alguém, não pode chegar querendo beijar, agarrar ou sei lá o que.

–Eu sei Frank, mas ninguém aqui me quer, eu não encontro ninguém. E nunca vou encontrar.

–Claro que vai Lindsey, eu sempre vejo você andando nessa parte da the black parade. Não parece, mas esse lugar é grande, então porque você não vai para a outra parte?

–Ah, não é uma má ideia. Eu sou tão sozinha, e faz tempo que moro aqui e nunca fui para a outra parte daqui. Mas sei lá...

–Lindsey, se você quiser ir vá, se não, não. Acredite em você mesma, pois se você for, tua sombra será a única que andar do seu lado nesse caminho.

Ela olhou para mim, sorrindo e disse:

–Muito obrigada Frank, muito obrigada mesmo. Eu vou é agora, até um dia...

Ela saiu andando bem devagar, e eu fiquei alí parado obsevando ela. Então ela parou e se virou para mim.

–Frank eu sei que você também é sozinho, e só tem o Ray do com você. Pois saiba que o mundo dá muitas voltas, tua vida vai mudar muito. Sortudo.

Ela se virou, acelerou o passo, entrou no meio de uma neblina, e depois nem a vi mais, só espero que ela seja feliz, aonde seja que ela vá. Fiquei tão confuso com o que ela disse, mas preferi não falar nada.

Eu resolvi sair daquele lugar e ir para onde sempre durmo, para o campo, olhar as estrelas e quem sabe sonhar com um futuro que sempre desejo. Cheguei lá, e estava o meu colchonete, cada vez mais rasgado e mofado, então resolvi deitar na grama mesmo, apenas para olhar as estrelas. Deitei alí e fiquei imaginando meu futuro, do lado de um homem perfeito..perfeito..perfe...per..p.. Adormeci.


***


Despertei, e estava no colchonete, provavelmente foi Ray que me pois lá, ele já fez isso outras vezes.

Ouvi o som de uma risada, era tão doce, tão fofa, se pudesse ficaria ouvindo ela eternamente. Abri os olhos e vi Ray alí perto, e quando ele me viu disse:

–Frank, lembra do Mikey? Ele chegou hoje de manhã, vá lá dar um oi pra ele.

Nem respondi Ray, levantei do colchão e avistei Mikey, e um garoto, que devia ser seu irmão. Fui indo em direção a eles, e cada vez que me aproximava a imagem do irmão dele ficava cada vez mais nítida, ele tinha um rosto hipnotizante, cada vez eu chegava mais perto e não tirava os olhos dele, era lindo.

–Oi Frank! — Disse Mikey — Se lembra de mim né?

–Ah, claro que eu me lembro! Este é seu irmão?

–É sim, o nome dele é Gerard

–Oi Gerard!

–Oi anão

Fiquei triste e chateado quando ele me chamou de anão, eu garoto lindo, fofo, e tinha uma voz tão doce.. e inclusive a risada era dele! Tenho certeza...esse garoto não pode ser tão marrento desse jeito. Mas o mais confuso, é que quando Gerard olha pra mim, ele fica corado, não entendo!



–Ô gnomo, eu e meu irmão achamos uma casinha aqui na the black parade parade mesmo pra ficar, quer vir comigo? É logo alí

–Ok, vamos.

Eu fui seguindo Gerard até a casinha. Ao chegarmos lá era uma casinha pequena e bem simples, entrando lá havia um banheirinho e dois quartos, um com cama de solteiro e o outro com cama de casal, então Gerard puxou assunto.

–Frank, porque você veio morar aqui na the black parade?

–As pessoas sempre me olharam com cara de nojo, inclusive meus pais. Sabe, o meu jeito de vestir, as musicas de rock que eu escuto e tal... pode paracer tosco, mas as pessoas me irritavam muito! Não aguentava mais isso!

–Ah, eu sei como que é isso Frank, meus pais pareciam ter nojo de mim e do meu irmão, nós também ouvimos rock e todos sempre implicaram

–Realmente é duro isso Gerard, mas o bom é que aqui todos são como nós, e não há preconceitos nem nada.

–Ah, eu sabia disso, que bom! Ei, você tem namorada?

Fiquei vermelho.

–É.. não. Sabe Gerard isso seria meio impossível, eu me apaixonar por uma garota...

–Ah, como assim? Você é gay?

–Sim

Notas finais
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