The Black Angel
14 Esperança
Notas iniciais
Já se passou um mês desde o episodio do lago. As meninas simplesmente sumiram depois disso, no começo achei que era normal, mas agora, estou realmente preocupado. Falei com Madge, mas ela disse que não tem noticias, ela me explicou novamente que elas só falavam com ela quando tinha uma questão de festa ou algo do tipo.
Meu carro e o dos meus irmãos chegaram naquela semana em que fizemos o piquenique, porem, não consegui nem sair com meu brinquedinho, por que bem, nossas tentativas de sair daqui foram simplesmente um desastre.
Tentamos 2 vezes apenas, na 1° ainda na semana em que os carros vieram, eu e meus irmãos, junto com Madge e mais alguns conhecidos dela tentamos sair e fomos pegos.
Ficamos 2 semanas dando “banhinho” nas estatuas do cemitério, inclusive nos finais de semana.
Na 2° consegui junto com meus irmãos sair, porem ficamos só alguns minutos no racha, quando a inspetora, sim a inspetora, aquela criatura que não sei ser homem ou mulher nos achou, mas, foi tempo suficiente de conhecermos uma garota chamada Delly e outra chamada Prim, ambas loiras e muito legais.
E agora eu estou novamente aqui nesse cemitério dando “banhinho” em estatuas, a vida é um porre.
– Cato, olha lá... – Finnick diz me cutucando, ele também esta aqui, obvio.
Olho para o lado e onde começa as arvores, no final íngreme de uma parte do cemitério vejo Delly parada. Ela faz um sinal como se estivesse me chamando, e Finnick me cutuca fazendo um sinal discreto que ele me daria cobertura.
Caminho ate lá e encontro Delly escorada em uma arvore.
– Oi Cato. – Ela diz com um sorriso.
– Oi, como entrou aqui?
– Tenho meus truques. – Ela pisca – Vim aqui convidar você e seus irmãos para irem no racha, hoje, oque me diz?
– Serio? Já estou com detenção, estou acabando hoje, e não estou afim de ficar mais duas semanas dando banho aqui.
– Não se preocupe, eu ajudo vocês a sair. Vocês tem carro?
– Sim.
– Então espere perto dos carros de vocês.
– Que hora?
– As 8.
– Tudo bem.
– Ate depois Cato.
–Até.
Volto para o cemitério e Finnick pergunta tudo claro. O resto do dia, assim como todos os outros do mês, passou chato pra caramba. A hora mais animada do dia era quando íamos jantar, quando finalmente saiamos do quarto, pois o resto do tempo era lá e sem absolutamente nada para fazer, é serio eu estava num tédio tão grande que eu fiz ate os temas!
Depois do jantar, fomos ate onde nossos carros estavam estacionados e alguns minutos depois Prim e Delly aparecem.
– Tudo certo, vamos lá?
Nos dividimos em dois carros: Prim, Finnick, Marvel e Gale no carro de Finnick.
Eu, Delly e Peeta no meu carro.
Não sei como conseguimos sair, nem que bruxaria Delly usou, mas em pouco tempo estávamos no racha, estacionamos em um dos espaços e ficamos por ali.
Depois de um tempo, todo mundo começou a sumir, e quando me dei conta só estava eu ali escorado ainda, era impossível resistir ao impulso de procurar por uma certa baixinha, só que ela não estava ali.
– Hey garoto! – Um homem negro, me chamou.
– Oque?
– Você quer correr?
Correr? Eu? Ele esta de brincadeira.
– Não tenho dinheiro.
– Não precisa, apenas corra, se mostrar que é bom vamos ver dai.
Mesmo com meu subconsciente gritando para não fazer isso, as lembranças dos rachas que corri, da adrenalina ,eu simplesmente não pensei direito.
– Eu topo.
Liguei o carro e botei ele em posição do lado de outro carro, uma Ferrari vermelha.
A corrida era simples, 400 metros, em linha reta, e um vencedor, simples.
Uma garota loira para em meio aos carros, e eu já fico pronto para a largada, ela abaixa a bandeira e então acelero.
Uma sensação de adrenalina invade meu corpo enquanto acelero cada vez mais, estamos lado a lado, droga. Mas não por muito tempo.
Acelero mais um pouco, quase 300km/h e então passo a linha de chegada em 1°.
Saio do carro e alguém se pendura em meu pescoço, Delly.
– Parabéns garoto! – Diz ela sorridente
– Esse é meu irmão – Diz Peeta
– Nosso irmão – Diz Gale
– Você correu bem garoto, que tal mais uma? – O mesmo cara de antes me pede, bem que mau pode fazer?
– Aceito.
Corro mais algumas, ganhei todas ate agora, ninguém consegue me vencer.
– Tem mais alguma? – Pergunto já estou confiante.
– Olha vai ter mais uma sim, só tem um problema.. – Ele faz uma pausa. – Vai ter que apostar algo.
– Mas eu não tenho dinheiro.
– E o carro?
– O carro?
– É o carro.
Eu sabia que se perdesse, meu pai me mataria, mas eu estava numa serie de vitorias tão boa que nem pensei direito.
– Eu topo.
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– Cato isso é loucura. – Dizia Finnick enquanto eu me preparava no carro.
– Eu vou ganhar, relaxa ok?
– Espero que sim.
Ele diz e sai.
Em seguida a garota volta ao meio de meu carro e da BMW azul-marinho ao meu lado.
E então, começa.
Droga, eu não estava pronto e fiquei para trás, você não pode perder Cato! Não pode! Minha consciência gritava.
Acelero, mais e mais, estou chegando perto, estou do lado da BMW e consigo a ultrapassar, suspiro aliviado, estou chegando e um sorriso se forma em meu rosto, quando vejo que a BMW me passou, e eu perdi a corrida.
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–Nosso pai vai matar você. – Gale dizia pela milésima vez. Estamos numa situação bem ruim, eu perdi meu carro, Finnick foi correr para tentar recuperar meu carro e acabou perdendo o dele também, então fodeu de vez.
– Não sei como fui perder, não sei! – Finnick estava inconsolável, já passava da 1 da manha, e ainda estávamos aqui, Prim e Delly sumiram a alguns minutos.
– Ai, mas que merda! – Peeta diz passando a mão nos olhos.
Estou a beira do desespero quando vejo uma fila de carros chegar, e quase surto de felicidade misturado com esperança quando vejo o conversível de Glimmer estacionar.
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