The Black Angel
2 Capitulo 2 - Um inferno chamado Panem.
Notas iniciais
Cambridge, EUA, dias atuais.
Já estou parado em frente ao internato de Panem. Nunca pensei que iria parar em um lugar como esse. O internato aqui, está longe de ser um internato agradável, daqueles que você vê em filmes e seriados. Eles abrigam aqui os piores jovens que se possa imaginar. Alguns assassinaram seus pais pela herança, outros cometeram tantos assassinatos que não é possível contar em busca de dinheiro ou "problemas psicológicos"; Também tem aqueles que são envolvidos com os maiores carteis de drogas do país e os que aplicam golpes milionários em cassinos, claro que não esquecendo dos usuários de drogas e viciados, enfim, casos sem solução que os pais não sabiam mais o que fazer e resolveram "enfiar" aqui para tentar dar um jeito ou simplesmente tirar de circulação.
A minha história e de meus irmãos não é diferente, jovens que precisam de alguém com pulso firme para "dar um jeito"... É o que nossos pais falam, mas isso é uma puta mentira na realidade. O que eles precisam mesmo, é nos tirar de circulação, para que seus amigos ricos, não descubram que os filhos dos poderosos Mellark, estão se metendo em confusos com as quais os pais não sabem e não conseguem lidar.
Uma serie de coisas nos fez vir parar aqui. O uso de drogas frequente em festas, os gastos exorbitantes em dinheiro para bancar mulheres, as corridas e perdas totais em carros que custam milhões de dólares... Não somos nem um tipo de santos, mas essa, é só metade da missa.
Eu me chamo Cato, tenho mais quatro irmãos, Finnick, Peeta, Gale e Marvel.
O internato em que paramos é horrível, na melhor das hipóteses... Parece mais um monte de ruínas, que tem montes e montes de prédios velhos (e que parecem que vão desabar a qualquer momento) além de uma igreja (que usam como ginásio) e um cemitério na parte do fundos como brinde, um belo lugar para se viver.
Suspiro novamente, as regras daqui são bem especificas:
– Nada de celulares.
– Nada de roupas coloridas, apenas preto é permitido. (Parece um internato para góticos, que coisa ridícula)
– Apenas uma vez por semana temos direito a fazer uma ligação.
– Quem estiver fora do toque de recolher, será severamente punido, com castigos podendo afetar o físico ou psicológico, ou ambos, dependendo a gravidade do delito cometido pelo interno.
– Internet, apenas para pesquisas com supervisão.
– Quem ser pego com drogas (licitas ou ilicitas), bem como bebidas e demais substâncias proibidas, será mandado sem aviso prévio para uma clinica psiquiatra.
– É proibido sair do internato, até mesmo nos fins de semana, podendo ocorrer punições severas.
Isso é um inferno, vou surtar na primeira semana. Tenho certeza que na semana que vem estarei pulando daquela igreja, enquanto grito por liberdade.
O internato é grande, agora, seu estacionamento está cheio de carros, de internados e professores. Claro que não podemos usar os carros, mas isso não quer dizer que eles não vamos trazer. Nossos pais acharam mais seguro não dar nossos carros por enquanto, já que temos o histórico de rachas, acidentes e perdas inestimáveis.
– Ei Cato! Vamos logo – Diz Peeta passando por mim e me batendo no ombro.
No portão, uma mulher/homem, sei lá... Está parando todos os alunos e retirando os celulares e aparelhos eletrônicos.
Observo todos os alunos, parecem estar sem vida, rostos frios, sem emoção, parecem mesmo todos góticos e emos... Que horror!
– Ora! Ora! E vocês quem são?
– Somos os irmãos Mellark. — Peeta responde.
– Ah! Sim... – Ela sorri- Aparelhos.
Começamos a deixar lá, todos os nossos celulares, tablets... E aparelhos que precisamos para sobreviver ao tédio.
Suspiro novamente cansado.
– Ei! Não fique assim garoto, se isso serve de ajuda, vocês estão longe de ser os piores daqui. Aqui esta, o quarto de vocês, e suas matérias. – Ela nos entrega um papel — Bem vindos a Panem!
Então, finalmente adentramos ao inferno chamado Panem.
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