The Black Angel
8 Capítulo 8 - Capítulo Liberdade/ A chegada de Dominick
Notas iniciais
Primeiro dia de aula, isso aqui está horrível, os professores não permitem nem que sequer pensemos em falar, sem falar que é o triplo de conteúdo aqui, sobre coisas que nem fazia ideia que existiam, como por exemplo, a historia desse cemitério que tem aqui no internato, terrivelmente chato de qualquer forma. Parece que a ideia de internato dos sonhos foi por agua abaixo.
Quando finalmente bate o sinal, mil e duas horas mais tarde — e não apenas três horas e meia depois — vou em direção ao refeitório, onde acabo nem encontrando meus irmãos. Sento-me em uma mesa e espero. Mas que diabos aconteceu com eles?
– Hey irmãozinho... — Finnick chega e me da um tapa nas costas, reviro os olhos.
– Onde estão os outros? — Pergunto, procurando pelos demais.
– Não faço ideia. — Finnick senta-se e me conta sobre suas aulas, que adivinhem? Não foram nenhum pouquinho mais animadoras do que as minhas. Alguns minutos até a chegada de Marvel e Gale.
– E o Peeta? – Pergunto antes mesmo deles sentarem a mesa.
– Foi dar uma volta, disse que se ficasse aqui mais um minuto enlouqueceria.
Sentamos e começamos a comer e concordando com Peeta sobre o enlouquecimento precoce.
P.O. V Peeta
Estou aqui sentado no cemitério horrível dessa escola pior ainda, apenas pensando: Que porra meus pais têm na cabeça para nos mandar para cá? Temos dinheiro, podíamos ir para um lugar muito melhor.
Saio de meus devaneios quando escuto vozes vindas de trás de um tumulo mais alto. Algum tempo depois distingo as vozes de Clove e Katniss. Aproximo-me lentamente a fim de ouvir.
– Ele não devia ter voltado! Você não havia sumido Clove? – Katniss pergunta em um tom aflito.
– Eu tinha. Mas ele me encontrou, você sabe como as coisas são não consigo sumir por muito tempo. – Ela diz em um tom frio e baixo.
– Entendo. – Ela suspira – Você esta legal?
– Só queria que ele se desligasse de mim.
– Acho meio impossível, visto o que já aconteceu. — Estou tão concentrado na conversa alheia que quando sinto mãos em meus ombros não consigo segurar um grito seco em minha garganta.
– É errado ouvir a conversa dos outros Peeta. – Viro-me lentamente e Glimmer me encara seria.
– Eu só estava... – Tento começar.
– Escutando? – Ela diz ríspida. – Vem comigo. — E me puxa pelo braço. Agora fodeu amigos.
– Clove, Katniss olhem quem eu achei. – Clove esta com uma expressão petrificada, os olhos estão vidrados e parecem medonhos e mais verdes que o comum, diferente de Katniss que no momento está sem emoção alguma.
– O que ele estava fazendo? Escutando. – Katniss pergunta/afirma.
– O que você escutou? – Clove pergunta no mesmo tom frio de antes, só que agora eu sinto muito mais medo.
– Hey! Foi sem querer eu juro! Só estava tentando dar um tempo desse internato. – Suspiro- É complicado para mim, não foi minha intenção serio.
Katniss me analisa um longo tempo, todos os traços de meu rosto, como que observando minha alma, arrepio.
Ela então da um pequeno aceno com a cabeça, como se fizesse um mínimo sim, e Clove e Glimmer assentem, saindo logo em seguida nos deixando sozinhos. Agora longe de toda a festa e agitação ela me da arrepios, ela uma espécie de beleza sombria, porem angelical.
– Você queria sair daqui um pouco? – Assinto – Então vem, vamos dar uma volta.
– Para onde?
– Só vem ok?
Ela sai em seguida, indo para o estacionamento, a sigo, mesmo não sabendo exatamente para onde vamos.
Ela chega ao final do estacionamento e vai para um local mais atrás onde a um coberto, quando ela da à volta e entra por uma porta lateral, e entra a sigo e quando paro na porta, simplesmente fico fascinado, ali dentro desse coberto velho e sem muito valor aparentemente carros estão ali, os carros que conheço ser de Glimmer, Clove e Katniss estão ali, além de motos e mais carros... Estou no paraíso, só pode.
Katniss vai em direção a uma moto branca no canto, e me joga um capacete.
– Você vem ou não? – Ela me olha e arqueia uma sobrancelha.
– Para onde?
– Você vai descobrir.
Subo na moto e Katniss sai acelerando, saímos por trás do internato para uma estradinha, que da em um portão que da direto para fora do internato.
Saímos por uma estrada e seguimos em frente, a paisagem aqui é de florestas, mas quanto mais andamos, começamos a ver o mar.
Paramos em um penhasco que da em direção ao mar, e puxa isso aqui me fez muito bem.
Ver o sol, o mar, sentir a liberdade...
Katniss esta parada encostada em sua moto apenas observando. Então as perguntas surgem em minha mente.
– Por que você me trouxe aqui?
– Você não queria sair um pouco de lá? Se desligar? Então.
– Obrigada... – Sussurro, realmente estava precisando sair de lá. — Sobre oque aconteceu no cemitério, eu realmente não fiz de proposito.
– Eu sei, apenas não comente nada com ninguém ok? – Assinto
– Não irão sentir nossa falta no internato?
– Minhas irmãs nos darão cobertura. Vai dizer que esta realmente preocupado com o internato?
– Não. Sem duvidas não. Já estava sufocado lá. – Olho novamente para o horizonte – Como você descobriu como sair de lá?
– Tenho meus métodos. Então quando estou de saco cheio venho para cá.
– E a moto? Os carros? Como vocês mantem lá?
– Glimmer que conseguiu.
– Ela é cheia de métodos.
Katniss sorri fracamente, e depois ficamos encarrando o horizonte, ela parece estar perdida em pensamentos, e eu? Apenas aproveito.
Quando o sol já esta quase se pondo, voltamos para o internato.
O caminho foi normal, chegamos já deve estar quase na hora do jantar, vou para meu quarto esperando pelas muitas perguntas que virão.
P.O. V Cato
Estamos no quarto, esperando o sinal do jantar quando Peeta chega.
– Onde que você estava? – Gale pergunta
– E nem venha com a historia de que estava doente. – Marvel afirma.
– passe da enfermaria? Serio? – Finnick diz em tom de ironia.
– Você nem estava aqui. – Digo.
– Perai, que passe? Mas que diabos...
– O passe que a Clove mostrou, de que você estaria na enfermaria. – Gale diz
– Eu não estava lá – Peeta diz confuso.
– Serio gênio? – Marvel brinca e rimos – Então onde estava?
Peeta senta e começa a falar a historia. Quando ele termina estou surpreso.
– E você não tentou pegar ela? – Gale diz lendo meus pensamentos.
– Não. Acho que... – Peeta para, e parece confuso. – Não sei.
O sinal toca e vamos para o refeitório. Chegamos lá, e logo observo aquele rosto que não sei por que, odeio.
Dominick.
Flash back on
Estávamos na sala, e descobri que Clove estudaria comigo nessa aula.
Aquela pessoa que não sei se é homem ou mulher chega, e fala que um novo aluno estudaria com a gente.
O garoto moreno, de olhos verdes, entra na sala. E percebo seu olhar em Clove.
Clove lhe lança um olhar frio e venenoso, e ele da um pequeno sorriso.
– Este é Dominick. – Ela vai se retirando enquanto fala – Outro problema.
– Bem Dominick, sente-se.
E assim voltamos à aula normal. Mas não sei por que, se foi por seu jeito esnobe e despreocupado, ou pelos olhares nada discretos para Clove, ou os seus olhares para mim, mas eu já odeio esse cara.
Flash back off
– Cato? – Peeta me chama – Você viajou hein... Vamos comer.
Fale com o autor