The Black Angel
6 Capítulo 6: Festa parte 2 - Anjo...
Notas iniciais
A festa continua rolando... Estou confuso, eu me lembro de estar dançando, mas não me lembro de vir até aqui e sentar, uma parte da noite está em branco. Ok, foda-se. Acho que estou muito bêbado e chapado para perceber qualquer coisa mesmo. Todos estão dançando animadamente, não, alucinadamente seria uma resposta melhor. Acho que estão tão chapados quanto eu. Tem uns fazendo umas dancinha ridículas, outros estão imitando a dança de um robô e algumas meninas se insinuam, achando que estão parecendo a Jennifer Lawrence de calcinha, mas estão mais para Madona em estado terminal.
Então, subitamente a musica para e um garoto sobe ao palco:
– E ai pessoal? Animados? – Todos gritam. – É isso ai, animação... Agora, está na hora do nosso racha! Todos para a rua!
Todos saem gritando porta a fora. Racha? Como assim racha? Aqui? WHAT THE FUCK?
Saio com a multidão, ou melhor dizendo, sou arrastado com eles. A rua, já esta cheia de pessoas nas calçadas para acompanhar o tal racha. Quatro carros, (ou devo dizer naves?) se posicionam em uma linha improvisada, e uma garota loira gostosa pra cacete se posiciona em frente deles.
– Como vocês sabem, quem paga corre, quem não paga, é melhor dar a ré e voltar para casa. — As pessoas gritam em concordância. Ela se aproxima dos carros, pegando de cada um, uma certa quantia em dinheiro. — É isso pessoal, esse é o espirito. — Ela da uma piscadinha e tira a blusa, puta que pariu, que peitões! — Em 3... — Ela roda a blusa acima da cabeça. — 2... — Creio que três, dos quatro pilotos estejam pouco se fodendo para a largada, estão concentrados demais nos peitos dela. E teria como não estar? — 1... JÁ!
Eles saem cantando pneu, as pessoas se amontoam na linha onde segundos antes os carros estavam. No meio da confusão encontro Katniss.
– Hey Katniss!
– Oi Cato, você sabe onde esta o resto do pessoal?
– Nossa, eu ia te pergunta a mesma coisa.
Rimos um da cara do outro, sem motivo aparente, apenas rimos. Fico ali observando as corridas que se seguem, e acabo encontrando o resto do pessoal algum tempo depois, exceto Clove que aparentemente sumiu.
– Hey nem se estressem, Clove sabe se cuidar. – Glimmer diz pela sei lá... Centésima vez talvez?!
– Você tem certeza? – Gale pergunta pela centésima vez. Gale é do tipo super preocupado e protetor.
– Absoluta, não é a primeira vez que ela some aqui, e nem vai ser a ultima, relaxem e curtam. – Annie responde, mas a resposta sai vaga, como se ela estivesse em um universo paralelo, enquanto encarra um dos prédios sem aparente razão... Acho que ela está muito chapada também, bem todos estamos.
P.O.V Clove
DROGA! DROGA! DROGA! Por que aquele garoto tinha que por a mão aonde não devia? Caralho! Tinha peito, tinha bunda, tinha a minha amiguinha até! Por que ele foi encostar exatamente nas costas?
Me amaldiçoo mil vezes por isso, e o mando para a Gehenna mentalmente por mais mil, pelo menos agora sei que vai ficar tudo bem. Fiz o que tinha que ser feito. Suspiro.
Meu celular começa a tocar, e na tela um número já conhecido faz meus olhos revirarem. Lá vem merda. Atendo.
– Fala.
– Boa noite para você também. – Responde se divertindo.
– O que você quer? Estou sem tempo agora.
– Você sempre está. — Ele responde e consigo mentalizar seu revirar de olhos. — Quanto tempo você demora para chegar no cemitério publico?
– Por que a pergunta?
– Preciso que você venha.
– Já disse: Estou sem tempo agora.
– Ok, chega em quantos minutos?
– Mas que diabos, você é surdo?
– É do seu interesse anjo, você deveria vir.
– Do que se trata?
– Digamos que fiquei sabendo noticias do seu amiguinho.
– O que?
– Isso não é assunto para telefone anjo.
– Ok, chego em 5 minutos.
Encerro a chamada e entro no carro. Saio cantando pneu. O cemitério não fica tão longe daqui. Cinco minutos depois, já estou em frente ao portão de grossas barras de ferro. Pego meu sobretudo e o coloco, a neblina está densa, e paira um frio fantasmagórico no local. Não se consegue ver mais que cinco metros a sua frente. Passo pelo enorme portão, e vou me perdendo em meio as lapides antigas e recentes. Atravesso todo o cemitério, chegando a parte mais antiga do lugar, as lapides aqui são do século XVII, formadas em geral, por grandes estatuas de pedra em formas de anjos. Conforme me aproximo de uma grande estatua, representando um anjo guerreiro, com sua espada de um metro de comprimento de lamina, e asas parecidas com as da ave de rapina, uma silhueta se desenha em meio a neblina.
– Sabia que você viria, anjo...
P.O.V Katniss
A Clove sumiu, como é o normal dela sumir, só espero que não esteja se agarrando no carro dela com alguém de novo. Respiro fundo, e vejo as horas: Três e meia da manha, está na hora de irmos embora daqui, todos já estão bêbados, chapados ou os dois.
– Glimmer – A chamo, cutucando seu ombro. – Vamos embora?
– Já? – Ela pergunta e olha o relógio. – Uau... Acho que está na hora mesmo. — Ela procura os outros no meio da multidão e acha Madge. – Mad, está na hora de irmos, reúne o pessoal e encontra com a gente na esquina, longe de todo mundo.
Madge apenas faz um ok e sai a procura dos outros.
– Onde você acha que a Clo está? – Ela pergunta assim que Magde se afasta.
– Não sei, sabendo como a Clove é, pode estar em qualquer lugar.
– Não acho que ela esteja em qualquer lugar – Ela retruca. – Acho que nem está aqui, você sabe, iriamos sen... — Ela não acaba a frase, meu celular toca, Clove.
– Aonde você está? — Pergunto sem rodeios.
– Não estou ai e não me espere. Tenho que tratar uns negócios, estou indo para outra cidade, volto pela manhã. Tchau. — Ela desliga e nem ao menos espera eu dizer tchau.
– Era a Clo? – Glimmer pergunta, mesmo que ela provavelmente já saiba que sim.
– Sim, está indo tratar de negócios, volta pela manha, não me deu mais informações.
– Nossa, a Clove é tão... Clove. — Ela arqueia as sobrancelhas. — Você acha que ela pode estar com... Bem, você sabe quem.
– Literalmente não. É a Clove esqueceu? Nem que ele viesse se arrastando.
– Como se ele já não tivesse feito isso... — Glimmer comenta e eu concordo com a cabeça. Nos juntamos com o pessoal e vamos em direção ao internato, temos o nosso passe livre, então não estaremos encrencadas. Essa vida é tão monótona e rotineira.
– Será que da pra você ir mais devagar? – Pergunta Peeta, e essa deve ser a quinta vez que ele pergunta isso desde que entramos no carro! Parece que tirei a carteira ontem ou o que? Em resposta, acelero mais ainda, e o olho com um sorrisinho debochado. – Você é maluca, se morrermos é sua culpa. — Reviro os olhos.
Chegamos ao internato, e todos vão para seus devidos quartos. Esse lugar é horrível, de todos os lugares que já estive, esse sem duvidas é o pior. Preciso lembrar de jogar na cara de Clove pela milésima vez amanhã. O que não faço por amor.
P.O.V Cato.
Chegamos ao internato a algumas horas, deito e logo apago, mas meu sono é conturbado. Tenho um sonho muito estranho: Estou em uma torre, uma garota e um garoto conversão, mas não escuto nem vejo seus rostos, então a garota se joga.
Acordo.
Sempre é assim, o resto de minha noite foi, sempre a mesma coisa se repetindo varias vezes... A torre, o garoto, a garota, ela se jogando, eu acordando.
– Cato, está acordado? – Peeta me chama, sussurrando.
– Sim.
– E ai o que achou da noite? Foi muito louca, não?
– Muito mesmo. Não lembro muito, tudo passa em fleches rápidos e minha cabeça dói.
– É, a minha também. Ainda bem que esse inferno não começa hoje se não estaríamos fodidos. — Ele para e parece pensa um pouco. — Se bem que está sendo muito diferente do que eu esperava, quer dizer, olha essa noite, devemos ter quebrado todas as regras e não tivemos nem uma unica punição. Parece que não é isso tudo, talvez estivéssemos fazendo uma tempestade em um copo de água.
– Eu odeio dizer isso irmão, mas concordo com você. — Ele ri, mas em seguida fecha os olhos, contorcendo o rosto em uma careta de dor.
– Você tem remédio ai?
– Tenho. — Ele se levanta e vai ate a mala, revira tudo, mas não acha nada.
– Onde está? — Reviro os olhos.
– Você é retardado? — Ele me olha com uma cara confusa. Reviro os olhos. — Ainda estamos em um internato, é proibido remedios sem ser com receita medica. Meu deus! As vezes duvido da sua capacidade mental. Passo por ele e dou um tapinha na sua cabeça, indo pegar minhas coisas para tomar um banho, no banheiro coletivo. Que maravilha! Só que não.
P.O.V Glimmer
Devia ser mais ou menos seis horas da manha quando Clove chegou, com uma fisionomia dura e fria em nosso horrível quarto.
– O que aconteceu Clove? – Katniss pergunta.
– Ethan está de volta.
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